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Received — 30 October 2026 ⏭ O Jornal Económico

PSI segue no ‘vermelho’, penalizado pelo BCP

30 October 2026 at 12:20

A bolsa de Lisboa segue no ‘vermelho’ a meio da sessão, com uma descida de 0,42% para 9.280,40 pontos.

O BCP perde 2,04% para 1,0825 euros, seguido da Navigator que desce 1,56% para 3,030 euros. A Mota-Engil derrapa 1,39% para 4,550 euros, a EDP Renováveis desliza 1,11% para 12,49 euros e a Semapa recua 0,10% para 19,84 euros.

Em contraciclo, a Jerónimo Martins sobe 1,37% para 18,54 euros, a NOS ganha 1,08% para 5,145 euros, a Sonae aumenta 0,48% para 2,1150 euros, a REN soma 0,42% para 3,605 euros e a Galp avança 0,29% para 20,71 euros.

As principais praças europeias negoceiam em terreno negativo, com o DAX a perder 0,84% para 25.939,00 pontos, o CAC40 recua 0,02% para 7.968,28 pontos e o Ibex35 desce 0,78% para 18.710,06 pontos.

O analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, afirma que “a maioria das bolsas europeias segue em baixa, contagiada pelo ambiente muito negativo do setor tecnológico em Wall Street. Isto porque ontem após o fecho de mercado a Intel desiludiu no Outlook e revelou um trimestre impactado pelo fraco mercado de PCs, gerando um tombo superior a 20% das suas ações no after hours. A Amazon também reagiu em queda expressiva às contas, perante indicação de gastos de capital maiores do que o previsto e o crescimento mais lento em três anos no seu principal negócio de comércio eletrónico”.

“As criptomoedas são afetadas pelo ataque de um hacker à Binance, o maior da história do setor, que afetou $6,3 mil milhões em fundos e levou ao congelamento $3 mil milhões em criptos como forma de proteção contra o ataque. A subida dos preços do petróleo são outra condicionante, no dia em que se aguarda pela indicação de inflação na Alemanha. No seio empresarial de destacar as respostas positivas às contas de UMG, Puma, Sanofi e Scor”, refere.

No mercado do petróleo o texano WTI ganha 1,85%, fixando o preço do barril nos 103,91 dólares e o Brent sobe 2,08% para 113,09 dólares. O gás natural perde 1,63% para 2,904 dólares.

No mercado cambial o euro valoriza 0,10% face ao dólar, fixando-se nos 1,1192 dólares.

Transporte ferroviário de passageiros na UE aumenta 2,6% em 2025 para máximo desde 2004

30 October 2026 at 12:06

O transporte ferroviário de passageiros na União Europeia (UE) aumentou 2,6% em 2025, face ao ano anterior, para 457 mil milhões de passageiros por quilómetro, o valor mais elevado desde o início da recolha de dados, em 2004.

Os dados foram hoje divulgados pelo gabinete estatístico da UE, o Eurostat, e indicam que, “em 2025, foram realizados 457 mil milhões de passageiros-quilómetro por transporte ferroviário na UE, acima dos 445 mil milhões registados em 2024, o que representa um aumento de 2,6%”.

“Este é o valor mais elevado registado pelas principais empresas ferroviárias desde o início da recolha de dados, em 2004”, destaca o Eurostat.

Segundo os dados hoje divulgados pelo serviço estatístico da UE, o número de passageiros-quilómetro aumentou face aos 445 mil milhões registados em 2024.

A Alemanha registou o maior número de passageiros transportados, com 2.954 milhões, seguida de França (1.312 milhões) e Itália (844 milhões).

No extremo oposto, a Lituânia contabilizou cinco milhões de passageiros, a Estónia oito milhões e a Grécia 14 milhões.

Em relação à população, o Luxemburgo apresentou o maior rácio de passageiros por habitante, com 46,1, seguido da Hungria (35,9) e da Dinamarca (35,6). A Grécia (1,4) e a Lituânia (1,9) registaram os valores mais baixos, seguidas da Bulgária e da Roménia, ambas com 3,3.

Já no indicador de passageiros-quilómetro por habitante, a Hungria liderou, com 1.692, à frente de França (1.606) e da Áustria (1.588). A Grécia (69), a Lituânia (164) e a Bulgária (226) registaram os valores mais baixos.

O indicador de passageiros-quilómetro mede a distância percorrida pelos passageiros e permite avaliar o volume de transporte ferroviário, combinando o número de passageiros com a distância das viagens.

Preços do gás na UE recuam 3,5% em termos homólogos, Portugal entre os mais caros

30 October 2026 at 12:03

Os preços do gás natural na União Europeia (UE) recuaram 3,5% em termos homólogos no primeiro semestre de 2026, atingindo o valor mais baixo desde 2022, estando Portugal entre os países mais caros.

“Os preços recuaram 10,2% face ao segundo semestre de 2025 e 3,5% em comparação com o primeiro semestre do mesmo ano. Este é o preço médio mais baixo do gás natural na UE desde o primeiro semestre de 2022”, aquando da invasão russa da Ucrânia, indica o gabinete estatístico comunitário, o Eurostat, em dados hoje divulgados.

De acordo com este serviço europeu, o preço médio do gás natural para os consumidores domésticos na UE fixou-se, nos primeiros seis meses deste ano, em 0,11 euros por quilowatt-hora (kWh), uma descida de 10,2% face ao segundo semestre de 2025.

Portugal registou um preço médio de 0,13 euros por kWh, um dos mais elevados entre os Estados-membros, a par de França e apenas abaixo da Suécia (0,22 euros) e dos Países Baixos (0,16 euros).

Quando ajustados às diferenças no poder de compra, os preços do gás natural em Portugal foram os segundos mais elevados da UE, com 15,0 por cada 100 kWh, apenas atrás da Suécia (17,7) e acima dos Países Baixos (13,8).

Os preços mais elevados em termos nominais foram registados na Suécia (0,22 euros por kWh), nos Países Baixos (0,16 euros) e em França e Portugal (ambos com 0,13 euros).

Em sentido contrário, os valores mais baixos foram observados na Hungria (0,03 euros por kWh), na Croácia (0,05 euros) e na Roménia e Eslováquia (ambas com 0,06 euros).

Face ao primeiro semestre de 2025, os preços do gás natural diminuíram em 12 países da UE com dados disponíveis, aumentaram em sete e mantiveram-se globalmente estáveis em quatro.

As maiores descidas registaram-se na Bulgária (-14,5%), na Grécia (-11,3%) e em Espanha (-10,0%), enquanto os maiores aumentos foram registados na Roménia (+9,3%), na Croácia (+8,9%) e na Eslováquia (+6,6%).

Também hoje, o Eurostat divulgou que os preços médios da eletricidade para os consumidores domésticos na UE recuaram em termos homólogos no primeiro semestre de 2026, mantendo-se, contudo, “significativamente acima” dos níveis anteriores à crise energética de 2022.

Nos primeiros seis meses deste ano em comparação com o primeiro semestre de 2025, os preços aumentaram, sobretudo, na Roménia (51,6%), na Irlanda (19,8%) e na Finlândia (18,4%), enquanto as maiores descidas ocorreram na Dinamarca (-31,7%) e no Luxemburgo (-24,1%).

Face ao segundo semestre de 2025, os preços médios da eletricidade diminuíram 2,2% para 0,28 euros por quilowatt-hora (kWh), abaixo dos 0,29 euros registados no período anterior.

A Irlanda apresentou os preços mais elevados, com 0,39 euros por kWh, seguida da Alemanha e da Bélgica (ambas com 0,36 euros), enquanto os valores mais baixos foram observados na Hungria (0,11 euros), em Malta e na Bulgária (ambas com 0,13 euros).

O peso dos impostos e taxas na fatura da eletricidade também diminuiu ligeiramente, representando 28,4% do preço final no primeiro semestre de 2026, menos 0,5 pontos percentuais do que no segundo semestre de 2025.

Inflação em França sobe para 3,4% em outubro e PIB cai 0,1% no 3º trimestre

30 October 2026 at 11:58

A inflação homóloga em França subiu três décimas em outubro, para 3,4%, um máximo desde dezembro de 2023, e o produto interno bruto francês contraiu 0,1% no terceiro trimestre, anunciou hoje o instituto nacional de estatística francês (INSEE).

Segundo dados provisórios do INSEE, a aceleração da inflação homóloga em outubro deveu-se principalmente ao aumento dos preços do gás e do petróleo.

Num comunicado, o INSEE sublinha que os preços da energia aceleraram pelo quarto mês consecutivo em outubro, principalmente devido aos produtos petrolíferos e gás, que subiram concretamente 24,1% em relação ao mesmo mês de 2025, contra 21,3% em setembro.

A subida da inflação também foi impulsionada pelos serviços, com um aumento homólogo de 2,7% em outubro, contra 2,4% em setembro, especialmente devido ao aumento dos preços nos serviços de alojamento e transporte.

Já os alimentos progrediram 1,2% em termos homólogos em outubro, menos duas décimas que em setembro, e isso por uma desaceleração do aumento dos produtos frescos, que de qualquer forma se manteve forte (8%, contra 9,5% em setembro).

A inflação harmonizada homóloga de França, que é a que serve para as comparações com outros países europeus, subiu para 3,8% em outubro, com base nos dados provisórios, mais quatro décimas do que em setembro.

Em relação ao produto interno bruto (PIB) francês, que recuou 0,1% no terceiro trimestre, depois de estagnar no segundo e de cair 0,2% no primeiro trimestre, o INSEE refere que se deveu à retração dos investimentos e à deterioração do comércio externo.

A formação bruta de capital fixo, que mede o investimento, voltou a recuar, com uma queda de 0,6%, após diminuir 0,5% no segundo trimestre, segundo o INSEE.

Euribor termina outubro com média inalterada a 3 meses, a subir a 6 e a cair a 12 meses

30 October 2026 at 11:56
euribor a 6 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três e seis meses e desceu a 12 meses face a quinta-feira, terminando outubro com a média mensal inalterada no prazo mais curto, a avançar no intermédio e a descer no mais longo.

A média mensal da Euribor em outubro manteve-se em 2,635% a três meses e subiu 0,053 pontos para 2,975% a seis meses. Já a média da Euribor a 12 meses desceu 0,008 pontos para 3,239% em outubro.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 2,992%, mais 0,019 pontos percentuais que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje, para 3,306%, menos 0,002 pontos que na véspera.

A Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,676%, mais 0,033 pontos.

Como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras na quinta-feira e, segundo o mercado, adiou a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em Frankfurt em 16 e 17 de dezembro.

Em 10 de setembro, também como esperado pelos mercados, o BCE subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Sánchez reconhece quebra de confiança em rede de alta velocidade

30 October 2026 at 11:54
Espanha Pedro Sánchez

O primeiro-ministro de Espanha reconheceu hoje que há uma “quebra de confiança” na rede ferroviária espanhola de alta velocidade, a segunda maior do mundo, e reiterou que não são aceitáveis dois acidentes em menos de um ano.

“Há uma quebra de confiança no sistema ferroviário de alta velocidade do nosso país, e a tarefa do Governo não se limita a fazer o diagnóstico e a identificar as causas, mas sim a apresentar soluções para que uma tragédia desta magnitude, como referiu ontem [quinta-feira] o chefe de Estado, o rei Felipe VI, não volte a acontecer”, disse hoje Pedro Sánchez, numa declaração a jornalistas em Toledo.

O primeiro-ministro voltou hoje a Toledo, para estar numa reunião do centro de comando de resposta ao acidente de quarta-feira com dois comboios de alta velocidade, na localidade de Urda, em que morreram pelo menos 69 pessoas.

Em janeiro, morreram 46 pessoas noutro acidente com dois comboios de alta velocidade, em Adamuz, Córdova.

O primeiro relatório sobre o acidente de Adamuz, ainda preliminar, concluiu que uma falha nos carris por onde passou um dos comboios poderá ter estado na origem do acidente.

Quanto à colisão desta semana em Urda,, Toledo, ocorreu após uma falha do sistema automático de controlo de circulação e uma cadeia de erros humanos, com indicações erradas dadas aos maquinistas desde um centro de coordenação, segundo as primeiras informações dadas pelo Governo espanhol.

Sánchez reiterou hoje que “não é aceitável para um país como Espanha, com um sistema de alta velocidade tão potente”.

O Rei de Espanha, Felipe VI, pediu na quinta-feira medidas para que não volte a ocorrer uma “catástrofe” como a do acidente ferroviário de Urda, que qualificou como “um duríssimo golpe” para o país.

“Como sociedade voltámos a sofrer um duríssimo golpe”, disse Felipe VI, numa declaração a jornalistas à porta do hospital de Toledo, onde visitou durante uma hora e meia pessoas que ficaram feridas no acidente, acompanhado pela mulher, Letízia Ortiz.

O chefe de Estado espanhol disse que a investigação em curso aberta pelas autoridades “deve determinar como e porquê aconteceu esta catástrofe” e que têm também de ser estudadas e adotadas “medidas para que não volte a acontecer”.

Felipe VI pediu ainda unidade, dignidade e rigor aos espanhóis neste momento.

Já o líder da oposição e do Partido Popular (PP, direita) considerou na quinta-feira que têm de ser assumidas responsabilidades políticas.

“As responsabilidades políticas são imprescindíveis do ponto de vista ético e moral”, disse Alberto Núñez Feijóo.

O presidente do PP sublinhou que as responsabilidades políticas “não são opcionais” e não podem depender de investigações ou decisões judiciais.

Feijóo lembrou que Espanha teve este ano dois acidentes com comboios de alta velocidade, no mesmo corredor (entre Madrid e a Andaluzia, no sul do país), em que morreram mais de cem pessoas, o que faz questionar o atual sistema ferroviário nacional.

Vários partidos têm pedido a demissão do ministro dos Transportes nos últimos dias e perguntado a Sánchez quais são as consequências de não ser aceitável para Espanha ter dois acidentes destes em menos de um ano.

Crescimento económico da Alemanha desacelera para 0,2% no 3.º trimestre

30 October 2026 at 11:53

A economia alemã cresceu 0,2% no terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores, corrigidos os efeitos de preços, sazonais e de calendário, segundo os dados preliminares publicados hoje pela agência federal de Estatística alemã (Destatis).

Este dado aprofunda a desaceleração que a maior economia da Europa vinha a mostrar, já que cresceu 0,4% entre janeiro e março e 0,3% entre abril e junho, depois de fechar 2025 com um avanço de 0,3% e de dois anos de recessão.

Dormidas no alojamento turístico com maior crescimento em quatro meses em setembro

30 October 2026 at 11:51

As dormidas no setor do alojamento turístico registaram em setembro o maior crescimento em quatro meses, subindo 2% para 8,7 milhões, e acumulam um aumento de 1,5% nos primeiros nove meses, para 66,0 milhões, divulgou hoje o INE.

De acordo com as estatísticas rápidas da atividade turística do Instituto Nacional de Estatística (INE), no acumulado dos primeiros nove meses do ano, os proveitos totais do setor cresceram 5,3%, para 6.020,1 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento (apenas referentes às dormidas) subiram 5,0% para 4.649,2 milhões.

Considerando apenas o mês de setembro, o setor do alojamento turístico registou 3,4 milhões de hóspedes (+2,5%) e 8,7 milhões de dormidas (+2,0%).

Nesse mês, os proveitos totais ascenderam a 890,2 milhões de euros e os proveitos de aposento a 696,6 milhões, correspondendo a crescimentos de 6,1% e 6,0%, respetivamente.

Gasóleo sobe e gasolina desce na próxima semana

30 October 2026 at 09:07

O preço dos combustíveis vai alterar-se na próxima semana, com a gasolina a baixar ligeiramente o preço, enquanto o gasóleo sobe ligeiramente.

De acordo com o site Contas Poupança, o gasóleo deve registar uma subida de 2,5 cêntimos, ficando nos 2,215 euros por litro, enquanto a gasolina terá uma descida de 2,5 cêntimos, para 2,008 euros por litro.

Estes preços ainda não são os definitivos, uma vez que é necessário esperar pela cotação dos mercados internacionais e pelas alterações no ISP.

PC Chinês promete combater regras informais que favorecem corrupção

30 October 2026 at 08:49

O Partido Comunista Chinês (PCC) prometeu hoje intensificar o combate às regras informais que favorecem a corrupção e enfraquecem a disciplina interna, no âmbito de uma nova ofensiva para reforçar o controlo sobre os seus dirigentes.

Numa conferência de imprensa dedicada às conclusões do quinto plenário do Comité Central, encerrado na quinta-feira, altos responsáveis do partido sublinharam que a corrupção continua a representar uma ameaça grave, apesar da campanha lançada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, há quase 14 anos.

A reunião, que decorreu durante quatro dias, terminou com a aprovação de uma resolução sobre o reforço da governação interna e da disciplina partidária, que identifica expressamente as chamadas “regras não escritas” como um dos principais obstáculos ao funcionamento das instituições.

“Durante algum tempo, certas regras não escritas existiram, em diferentes graus, dentro e fora do partido, prejudicando a autoridade e a aplicação das normas e da disciplina partidárias”, afirmou Xie Chuntao, vice-presidente executivo da Escola Central do Partido, em conferência de imprensa.

Segundo o responsável, estas práticas suscitaram fortes críticas entre os quadros partidários e a população.

Xie explicou que a resolução prevê reforçar a transparência nos assuntos do partido e do Governo, melhorar a formação dos dirigentes e corrigir práticas informais que permitem contornar as regras oficiais.

O documento procura ainda estabelecer mecanismos institucionais que impeçam a utilização de relações pessoais e redes de influência para obter promoções ou benefícios políticos.

Num artigo publicado este mês na revista de teoria política Qiushi, Xi Jinping alertou para os riscos associados à prevalência destas práticas.

“Quando as regras formais não são firmemente respeitadas, as regras não escritas proliferam inevitavelmente; quando estas prevalecem, as regras formais tornam-se meras decorações”, escreveu o líder chinês.

Xi advertiu que este ambiente permite a intermediários políticos e burlões recorrerem a contactos pessoais para progredir dentro do partido, defendendo maior transparência, fiscalização e responsabilização dos dirigentes.

O diretor do Gabinete Central de Investigação de Políticas do PCC, Tang Fangyu, afirmou que a resolução constitui o principal resultado do plenário e que a sua elaboração foi diretamente supervisionada por Xi Jinping.

Segundo Tang, o processo incluiu consultas a autoridades locais e departamentos governamentais, estudos sobre questões prioritárias e a recolha de mais de mil propostas de alteração.

A resolução reafirma a estratégia de manter uma pressão permanente sobre os dirigentes, visando criar condições para que estes “não ousem, não possam e não queiram” envolver-se em práticas de corrupção.

Huang Jianfa, vice-ministro do Departamento de Organização do Comité Central, explicou que o documento reforça também os critérios de seleção e avaliação dos quadros.

O partido deverá “afastar resolutamente aqueles que são desleais, que dizem uma coisa e fazem outra e que abusam do poder para obter benefícios pessoais”, afirmou.

Huang acrescentou que a fiscalização deverá ser acompanhada de mecanismos de incentivo e proteção dos funcionários que assumam responsabilidades e demonstrem iniciativa.

Zhang Fuhai, alto responsável da Comissão Central de Inspeção e Disciplina, anunciou o reforço da supervisão dos comités partidários, das estruturas locais e da coordenação entre os diferentes organismos de fiscalização.

Desde a chegada de Xi Jinping ao poder, em 2012, as autoridades chinesas abriram cerca de 8,1 milhões de processos disciplinares e puniram 7,92 milhões de pessoas, incluindo 963 altos responsáveis, segundo dados oficiais divulgados hoje.

As sanções abrangem diferentes infrações disciplinares e não correspondem necessariamente a condenações judiciais por corrupção.

O plenário ratificou ainda medidas disciplinares contra 34 membros efetivos ou suplentes do Comité Central, incluindo 18 dirigentes civis e 16 militares, um número sem precedentes nas reuniões plenárias recentes.

A reunião ficou igualmente marcada por uma participação invulgarmente reduzida: apenas 162 dos 205 membros efetivos do Comité Central estiveram presentes, o equivalente a 79% do total.

Inflação em Espanha mantém-se nos 4,9% em outubro

30 October 2026 at 08:46
Espanha

Os preços em Espanha subiram 4,9% em outubro, comparando com o mesmo mês de 2025, segundo uma estimativa divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol.

Se se confirmar a estimativa, a taxa de inflação em Espanha em outubro foi igual à registada no mês anterior (setembro).

Esta é a taxa mais alta de inflação no país desde fevereiro de 2023, mês em que atingiu os 6%, segundo os dados do INE.

Quanto à inflação subjacente (sem a energia e os produtos alimentares frescos, tradicionalmente os mais voláteis do cabaz de compras), o INE estima que foi de 3,1% em outubro, a mesma registada em setembro.

Segundo o INE, a evolução dos preços este mês deveu-se, sobretudo, aos combustíveis, que “diminuíram mais do que em outubro de 2025”.

Espanha tem em vigor descontos de 20 cêntimos por litro no gasóleo e de cinco cêntimos na gasolina desde o início de setembro.

O governo espanhol anunciou no final de agosto um desconto de 20 cêntimos por litro no gasóleo, após este combustível ter aumentado 15,7% em julho.

Por outro lado, o desconto na gasolina foi reduzido de 10 cêntimos por litro em agosto para 5 cêntimos por litro em setembro.

Estes descontos fazem parte de um plano de resposta ao impacto da guerra no Médio Oriente em vigor desde março e que o Governo de Espanha reformulou no final de junho.

Juros da dívida sobem a dois, a cinco e a 10 anos

30 October 2026 at 08:44

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, e em sentido contrário aos da Alemanha no prazo mais longo.

Às 08:30 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,834%, contra 3,823% na quinta-feira.

Os juros a cinco anos também subiam, para 3,412%, contra 3,400%.

No mesmo sentido, os juros a dois anos avançavam, para 3,130%, contra 3,114% na véspera.

Em sentido contrário, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, caíam, para 3,350%, contra 3,354%.

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:30:

2 anos…5 anos…10 anos

Portugal

30/10…….3,130…3,412…..3,834

29/10…….3,114…3,400…..3,823

Espanha

30/10…….3,194…3,493…..3,981

29/10…….3,179…3,474…..3,966

Grécia

30/10…….3,199…3,746…..4,323

29/10…….3,171…3,707…..4,288

Itália

30/10…….3,550….4,059…..4,529

29/10…….3,507….4,017…..4,497

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

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