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Neinor lanza una opa de exclusión a 24 euros por su antigua competidora Aedas

30 October 2026 at 06:33

Llega el fin en Bolsa de Aedas Homes, una de las que fueron grandes promotoras cotizadas. Neinor, la inmobiliaria vasca que desde el pasado año controla a su antigua rival, lanza una opa de exclusión sobre su antigua rival, tal como ha adelantado CincoDías y las empresas han comunicado este viernes a la CNMV. Se espera que entre diciembre y enero finalice esa operación y la toma de control de Neinor ya será del 100%.

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Jordi Argemí, consejero delegado de Neinor.

© NEINOR (NEINOR)

Viviendas de Neinor Homes en Zorrozaurre, en Bilbao, en una imagen cedida por la compañía.

Los hijos de Warren Buffett y el marrón de heredar 150.000 millones de dólares: “Nadie debería disponer de tanto dinero, no es natural”

30 October 2026 at 04:30

Las puertas se cierran con un chasquido. Una luz estroboscópica parpadea y allí, en una nube de humo teatral, aparece un tren. La risa desquiciada del cantante de heavy metal Ozzy Osbourne inunda el almacén mientras Crazy Train retumba por los altavoces. Howard Buffett sí que sabe cómo hacer una entrada triunfal. El hijo mediano de Warren Buffett es quien ha conjurado este sueño delirante en Decatur, la pequeña ciudad de Illinois donde vive. Este decorado bizarro es una muestra de una de sus pasiones personales: un centro de formación policial que ha construido aquí con fondos benéficos de su padre, el Oráculo de Omaha.

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© Daniel Acker (BLOOMBERG) (EL PAÍS)

Warren Buffett junto a sus hijos Howard, Susie y Peter, en la junta de accionistas de Berkshire Hathaway en Omaha, en 2011.

Amazon reduce su beneficio un 2,4% en el tercer trimestre, hasta los 20.685 millones

29 October 2026 at 21:49

El gigante del comercio electrónico Amazon sigue la estela de Alphabet y reduce beneficios en el tercer trimestre del año. Las ganancias de la tecnológica cayeron un 2,4% entre julio y septiembre con respecto al mismo periodo del año anterior, hasta los 20.685 millones de dólares (18.577 millones de euros), según ha comunicado este jueves la compañía. El resultado ya ha provocado la reacción del mercado: las acciones de la firma fundada por Jeff Bezos cayeron un 7% en la negociación fuera del horario bursátil tras conocerse las cifras.

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© Chona Kasinger (Bloomberg)

Edificio de Amazon en Seattle (EE UU).

Lisboa acompanha ganhos europeus. Resultados impulsionam BCP e Jerónimo Martins

O dia foi positivo a nível europeu, numa sessão marcada pela temporada de resultados, decisões de política monetária e um recuo das tensões no Médio Oriente, com o PSI a acompanhar a tendência. BCP e Jerónimo Martins lideraram as subidas após apresentarem contas.

Ativo do dia. Dona da Google perde 500 mil milhões em bolsa

29 October 2026 at 16:09

O ativo

Alphabet. As ações da dona da Google, o mais popular motor de pesquisas online do mundo, estão sob forte pressão vendedora esta quinta-feira, na sequência dos resultados apresentados na quarta à noite.

Com a forte aposta na IA, a Alphabet registou um fluxo de caixa negativo no terceiro trimestre, o que aconteceu pela segunda vez desde que foi para a bolsa há mais de duas décadas. Mas não é o único sinal de preocupação. Também revelou que as pesquisas em “modo IA” estão a canabalizar as receitas do seu principal negócio de publicidade.

O marco

As ações da Alphabet estiveram a deslizar quase 13% no arranque da sessão em Wall Street. Cerca das 15h30 recuavam ‘apenas’ 11,6% para 284,72 dólares.

Em poucos momentos, a tecnológica perdeu 500 mil milhões de euros em capitalização de mercado. Só a Nvidia havia perdido mais numa só sessão, em janeiro de 2025.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A causa

Pela segunda vez desde que foi para a bolsa, em 2004, a Alphabet registou um fluxo de caixa negativo. Atingiu os -9,1 mil milhões de dólares no terceiro trimestre, período durante o qual elevou os gastos com IA para mais de 50 mil milhões, uma altura em que os investidores estão cada vez mais cautelosos em relação ao retorno dos pesados investimentos em IA.

O investimento de capital (Capex) cresceu para 51,3 mil milhões de dólares no trimestre, face aos 44,9 mil milhões do trimestre anterior. O Capex poderá atingir os 205 mil milhões este ano.

As contas revelaram ainda fragilidades no principal negócio de publicidade no motor de busca. A receita da maior divisão da Alphabet subiu 12% para 62,4 mil milhões de dólares, abaixo das estimativas de 64,9 mil milhões e marcado um forte abrandamento em relação à taxa de crescimento anual de quase 20% registada no início do ano.

O diretor de negócio da Google justificou o desempenho com as pesquisas em “modo IA” — que fornecem respostas em texto conversacional em vez de uma lista de links — e que estão a ter impacto nas pesquisas tradicionais a e levar a uma menor monetização através dos anúncios.

“Os pessimistas argumentarão que este é o primeiro trimestre em que a IA está a começar a prejudicar seriamente os seus negócios de pesquisa“, disse Jeffrey Wlodarczak, CEO da Pivotal Research.

O resultado líquido caiu 25% para 26,2 mil mihões de dólares, contra os 37,3 mil milhões de previsão dos analistas.

O que esperar a seguir

A queda vertiginosa das ações da Alphabet está a contagiar o setor tecnológico. O índice Nasdaq perde mais de 1%.

A Microsoft recua 1,5% depois de ter reportado lucros acima do esperado e receitas de 92,3 mil milhões de dólares.

Esta quinta-feira é a vez de Amazon e Apple darem continuidade à temporada de resultados do setor.

Em relação à Amazon, as ações estão a ceder mais de 2%. Os analistas estarão de olho no crescimento da AWS. O mercado antecipa um lucro por ação de 1,97 dólares em receitas de 202,25 mil milhões. A AWS deverá ter faturado 45,68 mil milhões, mais 38% face ao terceiro trimestre de 2025.

A frase

A Alphabet e a Microsoft foram a noite e o dia. O trimestre da Microsoft apresentou um crescimento muito disciplinado, enquanto a Google está com queima de dinheiro e o seu negócio principal ficou aquém das expectativas.

Melissa Otto

Diretora de research da S&P Global Visible Alpha

Resultados das tecnológicas testam temperatura dos investidores pela IA

29 October 2026 at 14:04

As grandes tecnológicas mundiais já começaram a reportaram os resultados referentes ao terceiro trimestre. Apesar da expansão dos seus negócios o mercado teve reações distintas. No caso da Meta caiu mais de 6% entre a divulgação dos resultados e o fecho do dia seguinte, a Alphabet (que detém a Google) está a cair nesta altura mais de 11% no dia seguinte aos resultados enquanto que a Microsoft sobe mais de 2%.

Com os resultados surgem também interrogações. Como estão os investidores a encarar os avultados investimentos que as grandes tecnológicas estão a fazer na inteligência artificial (IA)? Existirá uma ‘bolha’? E que efeito sobre as cotadas europeias?

Analistas consultados pelo Jornal Económico (JE) consideram que os resultados permitem perceber que continuam os avultados investimentos na IA e que existe pressão para que esse capital investido se transforme em receita e lucro. E quanto à Europa? As respostas vão desde possíveis pressões nas avaliações das cotadas europeias caso existem dúvida sobre a lucratividade da IA até penalizações ligadas a questões de sentimento e avaliação de risco.

Quanto aos resultados a Meta reportou um crescimento de 26% nas suas receitas e de 264% no seu lucro líquido, para os 64,6 mil milhões de dólares (58 mil milhões de euros) e para os 9,8 mil milhões de dólares (8,8 mil milhões de euros), respetivamente, no terceiro trimestre, face ao período homólogo.

A Alphabet reportou um crescimento de 25% nas suas receitas para os 127,5 mil milhões de dólares (114,6 mil milhões de euros) e o lucro líquido caiu 25,2% para os 26,1 mil milhões de dólares (23,4 mil milhões de euros), no terceiro trimestre, face ao ano anterior.

Já a Microsoft aumentou as suas receitas em 19% para os 92,3 mil milhões de dólares (82,9 mil milhões de euros) e o lucro subiu 32% para os 36,6 mil milhões de dólares (32,9 mil milhões de euros), no primeiro trimestre do ano fiscal (corresponde ao terceiro trimestre do ano civil), face ao período homólogo.

Para o analista da ActivTrades Europe, Henrique Valente, os resultados já conhecidos da Meta, Alphabet e Microsoft “não permitem concluir” se existe uma bolha na inteligência artificial ou se “estamos próximos” de uma eventual correção acentuada [termo que se refere a queda superiores a 10% face a um pico]. “Confirmam a continuidade de um investimento massivo no setor, com pressões cada vez mais visíveis sobre a geração de caixa, mas também mostram que esse investimento está a traduzir-se em receitas”, assinala.

O head of trading do Banco Carregosa, João Queiroz, diz que a principal conclusão é que a discussão “já não passa por saber” se existe procura para a IA, que será “real e crescente”. O verdadeiro desafio está agora sobre a velocidade a que os enormes investimentos em centros de dados (ou data centers), semicondutores e capacidade computacional “se transformarão” em lucros recorrentes.

“O crescimento da cloud (ou nuvem) da Microsoft e a expansão do negócio publicitário da Meta beneficiaram da IA, segundo as respetivas empresas, demonstrando que esta tecnologia já contribui para o aumento das receitas”, adianta. No caso da Alphabet evidencia alguns dos desafios desta transição: “A maior utilização do modo de IA na pesquisa, cuja monetização publicitária ainda está em desenvolvimento, contribuiu para um desempenho dos anúncios abaixo das expectativas, apesar do forte crescimento da cloud”, explica Henrique Valente.

João Queiroz diz que os resultados da Meta “mostram simultaneamente” robustez operacional e uma “crescente exigência” do mercado quanto ao retorno do capital investido. “As receitas cresceram 26% para 64,6 mil milhões de dólares (58 mil milhões de euros), superando as estimativas, e a publicidade continua a beneficiar das melhorias introduzidas pelos modelos de IA“, adianta. “No entanto, os gastos em infraestruturas e centros de dados atingiram níveis máximos, conduzindo a um fluxo de caixa livre negativo no trimestre, algo raro na história recente da empresa”, acrescenta.

“O investimento destas empresas constitui receita para outras, mas a sustentabilidade deste ciclo vai depender da capacidade de gerar retornos que justifiquem os montantes aplicados”, salienta o analista da ActivTrades.

Se os resultados aumentarem as dúvidas sobre a rentabilidade da IA, os investidores “poderão reduzir” a exposição ao setor tecnológico à escala global, o que “pressionaria” também as avaliações das empresas europeias, acrescenta. “Uma deterioração mais acentuada da confiança poderá alargar este efeito de contágio a outros setores, através de uma redução generalizada da exposição ao risco”, alerta.

Pode existir efeito de contágio sobre a Europa?

“Para a Europa, o efeito de contágio, e de alguma forma sistémico, dependerá sobretudo da interpretação que os investidores fizerem da relação entre crescimento e investimento”, assinala o head of trading do Banco Carregosa.

“Num cenário construtivo, estes resultados funcionam como uma validação da procura estrutural por IA, beneficiando empresas europeias relacionadas com a cadeia de valor tecnológica, incluindo fabricantes de equipamento elétrico, operadores de centros de dados, fornecedores industriais e empresas de semicondutores. Nesse contexto, os índices europeus poderiam continuar a acompanhar parcialmente o dinamismo observado nos Estados Unidos”, explica.

Mas se o mercado concluir que os hyperscalers (ou hiperescaladoras) estão a investir a ritmo “demasiado acelerado” face ao retorno obtido, poderá surgir “pressão adicional” sobre os segmentos mais expostos ao tema. “Essa preocupação já se refletiu recentemente em várias empresas associadas ao ciclo de investimento em IA, cujas valorizações corrigiram significativamente apesar de os fundamentos operacionais permanecerem sólidos: enquanto Meta, Microsoft e Alphabet continuam entre as empresas mais valiosas do mundo em capitalização bolsista, os múltiplos permanecem elevados e deixam pouca ou nenhuma margem para desapontamentos”, refere.

“Para as bolsas europeias, o impacto será provavelmente mais uma questão de sentimento e avaliação do risco do que de deterioração fundamental da procura por tecnologia e inteligência artificial. A narrativa passou de “crescer a qualquer custo” para “crescer com rentabilidade”, uma evolução que tende a tornar o mercado mais seletivo, mas não necessariamente mais pessimista e muito dependente do que podem ser os resultados das operações de IPO [ou entradas em bolsa] da Anthropic e eventualmente da OpenAI num futuro próximo”, acrescenta.

Ibovespa recua com dados dos EUA e política fiscal em foco; dólar sobe

29 October 2026 at 12:53

O Ibovespa mostrava indefinição nesta quinta-feira (29), com Bradesco entre as principais pressões negativas em meio à piora das perspectivas de analistas, enquanto Gerdau era destaque positivo com alta de 4% endossada por “upgrade” do Itaú BBA.

Investidores também repercutiam o balanço da Ambev e dados de produção e vendas da Petrobras, em pregão ainda marcado pela divulgação de números de inflação nos Estados Unidos.

Às 11h18, a principal referência do mercado acionário brasileiroa presentava queda moderada de 0,54%, aos 170.079,58 pontos, tendo já alcançado 170.255,96 na mínima e 171.402,97 na máxima.

O volume financeiro no pregão somava R$ 6,33 bilhões.

De acordo com o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, investidores também estão com as atenções voltadas para a condução econômica do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A principal preocupação é a capacidade do governo de estabilizar a dívida pública e recuperar a confiança dos investidores”, afirmou.

“Para o mercado, a questão central permanece fiscal. A ausência de uma estratégia clara para conter o crescimento da dívida poderá manter os juros elevados, pressionar o câmbio e limitar a recuperação da bolsa”, acrescentou Pedroso.

Enquanto isso, o dólar operava em alta nesta manhã acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, enquanto no Brasil os investidores seguem atentos a desdobramentos políticos e econômicos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No mesmo horário, o dólar à vista subia 0,43%, a R$ 5,3725 na venda.

Na quarta-feira (28), o dólar encerrou o dia estável, com variação negativa de de 0,04%, cotado a R$ 5,3466.

Em entrevista à CNN, a ex-ministrad do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet disse qye as equipes econômicas de alguns ministérios já possuem um “cardápio de medidas prontas” para serem apresentadas ao presidente Lula com o objetivo de realizar um ajuste fiscal.

“A janela de oportunidade é agora”, disse.

No exterior, o Federal Reserve manteve os juros nos Estados Unidospreservando a taxa básica no intervalo de 3,75% a 4%. A decisão foi aprovada por 10 votos a 2, sem unanimidade.

A manutenção dos juros ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro, que já previa a decisão diante do cenário econômico americano e das incertezas em relação à trajetória da inflação

*Com informações da Reuters

Banco Sabadell regista lucro de 1,38 mil milhões de euros até setembro devido a venda do TSB

29 October 2026 at 08:26

O Banco Sabadell registou um lucro de 1,38 mil milhões de euros até setembro, menos 1% do que no ano anterior, devido à menor contribuição do TSB, banco britânico que o grupo vendeu em maio.

De acordo com informação enviada hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola, sem contar com o TSB nem com os efeitos extraordinários, o banco registou um lucro de 405 milhões no terceiro trimestre, mais 13% do que entre abril e junho, graças ao aumento das receitas de juros e comissões e a custos recorrentes estáveis.

A entidade, cuja rentabilidade recorrente subiu para 14,2%, pagará a 29 de dezembro um dividendo provisório em dinheiro de 7 cêntimos por ação, num total de 325 milhões de euros.

“Demonstrámos, mais uma vez, a nossa capacidade de fazer crescer o negócio de forma sustentável, ao mesmo tempo que melhoramos as receitas e contemos os custos”, afirmou num comunicado o diretor executivo do banco, Marc Armengol.

O TSB contribuiu com 79 milhões de euros nos quatro meses em que fez parte do grupo este ano, contra os 242 milhões que gerou nos primeiros nove meses de 2025.

Excluindo a filial britânica, o lucro do Sabadell passou de 1.148 milhões nos primeiros nove meses de 2025 para 1.297 milhões este ano, mas sem os efeitos extraordinários deste exercício teria sido inferior ao do ano anterior.

Com a venda do TSB, o banco registou mais-valias no valor de 322 milhões, embora tenha também suportado despesas extraordinárias, como o plano de pré-reforma, pelo que o saldo líquido foi de 201 milhões a seu favor.

Excluindo esses efeitos, o lucro recorrente ascendeu a 1.096 milhões até setembro, menos 5,3% do que no ano anterior, segundo o banco, embora tenha vindo a crescer trimestre a trimestre desde a primavera.

A saída da filial também se reflete no balanço: o ativo total do grupo reduziu-se 18,5% num ano, para 199.258 milhões.

A margem de juros situou-se em 2.694 milhões até setembro, uma redução de 0,6%, embora no terceiro trimestre tenha crescido 2% em relação ao anterior, atingindo 920 milhões, devido a um maior volume de crédito.

As comissões cresceram 2,1%, atingindo os 983 milhões, impulsionadas pela gestão de ativos na sequência do alargamento do acordo com a gestora francesa Amundi, e no terceiro trimestre registaram um aumento de 3,7% em relação ao trimestre anterior.

Com isso, as receitas da atividade bancária, que incluem juros e comissões, atingiram 3.677 milhões, um aumento de 0,1%, voltando assim a registar um crescimento em termos homólogos.

A margem bruta ascendeu a 3.777 milhões, mais 1%, mas a margem antes de provisões caiu 5,3%, para 1.981 milhões, porque os custos totais aumentaram 9,1%, para 1 797 milhões.

Esses custos incluem 88 milhões não recorrentes decorrentes do plano de pré-reforma; sem eles, as despesas aumentaram 3,8% até setembro e mantiveram-se estáveis no terceiro trimestre.

A instituição prevê encerrar o ano com um aumento de cerca de 1% na margem de juros, de cerca de 4% nas comissões e de 2% nos custos recorrentes.

Bolsa de Lisboa abre no verde com Jerónimo Martins a liderar os ganhos

29 October 2026 at 08:24

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta quinta-feira 29 de outubro com uma valorização de 1,20% para os 9.357,14 pontos. Os principais índices europeus seguem a mesma tendência. O petróleo está a negociar em baixa com o brent a ficar acima dos 110 dólares por barril.

As maiores subidas na bolsa portuguesa vão para a Jerónimo Martins que valoriza 3,59% para os 18,47 euros, depois de ter reportado uma quebra nos lucros superior a 14% até setembro, seguida pelo Banco Comercial Português (BCP) que avança 2,06% para os 1,11 euros, com o reporte de subida nos lucros superior a 12%, e a Sonae avança 1,19% para os 2,12 euros.

No verde está ainda a REN, a EDP, a Ibersol, a Mota-Engil, a NOS, a Altri, os CTT, a Navigator, a EDP Renováveis, a Corticeira Amorim, a Teixeira Duarte, e a Galp Energia.

Europa abre no verde

As principais bolsas europeias abrem no verde. O DAX (Alemanha) sobe 0,21% para os 25.757,00 pontos, o CAC 40 (França) avança 0,67% para os 7.939,67 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) valoriza 0,25% para os 10.721,50 pontos.

O AEX (Países Baixos) sobe 0,12% para os 1.136,90 pontos, o IBEX 35 (Espanha) quebra 1,14% para os 18.667,83 pontos, e o FTSE MIB (Itália) quebra 0,46% para os 49.596,50 pontos.

O petróleo está a ser negociado em baixa com o brent a cair 1,01% para os 110,51 dólares e o crude desvaloriza 1,26% para os 101,49 dólares.

O euro quebra 0,09%, face ao dólar, para os 1,11423 dólares e o euro desliza 0,06%, face à libra, para as 0,83663 libras.

China mobiliza fundos estatais para travar queda das bolsas

By: Lusa
29 October 2026 at 07:22

A China está a mobilizar fundos de investimento ligados ao Estado para travar a queda dos mercados acionistas, depois de as ações de empresas tecnológicas terem sofrido fortes desvalorizações.

O índice CSI 300, que reúne as principais empresas cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, acumula uma queda de cerca de 20% face ao máximo atingido em junho, entrando num mercado tecnicamente em baixa.

Desde o início do ano, o índice perdeu 10%, num contexto de abrandamento da economia chinesa e de expectativas cada vez menores quanto à adoção de novos estímulos orçamentais de grande dimensão.

A tendência negativa estendeu-se a Hong Kong, onde os investidores da China continental venderam ações no valor de 20 mil milhões de dólares de Hong Kong (2,3 mil milhões de euros) desde o início de outubro.

O território poderá registar a maior saída mensal de capitais provenientes da China continental desde julho de 2021. O índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, acumula perdas superiores a 12% este ano, enquanto o subíndice tecnológico caiu mais de 30%.

Perante as desvalorizações, Pequim terá mobilizado a chamada “equipa nacional”, um conjunto de fundos de investimento e corretoras ligados ao Estado, para adquirir ações e desencorajar os investidores de abandonar o mercado.

Analistas do banco Macquarie estimaram que as compras de fundos negociados em bolsa (ETF) realizadas na semana passada por entidades estatais terão sido as maiores desde o anúncio das tarifas comerciais do Presidente norte-americano, Donald Trump, em abril de 2025.

“As compras da equipa nacional visam estabelecer um limite de queda para o mercado”, escreveram os analistas, numa nota divulgada na terça-feira.

O banco de investimento norte-americano Goldman Sachs estimou que os fundos ligados ao Estado chinês tenham adquirido cerca de 170 mil milhões de yuan (quase 23 mil milhões de euros) em ETF durante outubro.

O Bank of America apresentou uma estimativa mais conservadora, apontando para compras superiores a 110 mil milhões de yuan (14,8 mil milhões de euros).

As intervenções contribuíram para uma valorização de 0,9% do índice CSI 300 na quarta-feira, mas analistas de vários bancos de investimento advertiram que as compras estatais poderão apenas estabilizar temporariamente os mercados, sem garantir uma recuperação sustentada.

Os analistas advertiram que uma recuperação sustentada das bolsas dependerá da retoma da procura interna, sobretudo quando a China deixar de poder contar com as exportações como principal motor do crescimento.

As empresas associadas ao desenvolvimento de equipamentos para inteligência artificial (IA) estão entre as mais penalizadas. A CATL, maior fabricante mundial de baterias, perdeu 37% do valor das ações cotadas em Shenzhen desde o início do ano, enquanto a CXMT, maior fabricante chinês de memórias DRAM, recuou 20% no último mês.

As quedas ocorrem apesar dos esforços de Pequim para competir com os Estados Unidos no setor da IA, impulsionados pelo desenvolvimento de modelos de código aberto por empresas chinesas como a DeepSeek e a Moonshot.

O recuo dos mercados reflete também a deterioração das perspetivas económicas chinesas, num momento em que o consumo interno permanece fraco e o setor imobiliário continua mergulhado numa crise prolongada. O investimento em ativos fixos caiu 7,2% em termos homólogos nos primeiros nove meses do ano, apesar do crescimento das exportações.

Em setembro, as autoridades chinesas anunciaram novos subsídios ao crédito à habitação, mas a dimensão das medidas foi considerada insuficiente por analistas face às dificuldades do setor imobiliário.

A pressão sobre as bolsas poderá estar também relacionada com o reforço da fiscalização das autoridades chinesas sobre patrimónios e fundos fiduciários detidos no estrangeiro.

Alguns analistas admitem que investidores mais abastados estejam a vender ações para obter liquidez e fazer face a obrigações fiscais, particularmente em Hong Kong.

BCP “está pronto para ajudar” na crise da habitação e aponta a projetos com custo acessível

28 October 2026 at 18:33

O BCP “está pronto para ajudar” e “fortemente empenhado” na resolução da crise da habitação e já tem um alvo perfeitamente identificado: projetos de promoção imobiliária a custos acessíveis, adiantou esta quarta-feira o CEO, Miguel Maya.

Em declarações aos jornalistas, na apresentação de resultados relativos aos primeiros nove meses do ano, o líder do BCP considerou que se trata de um “tema complexo”. “Mas o que não podemos fazer é não fazer nada”, salientou.

Nas últimas semanas, os manifestantes têm saído às ruas sobretudo em Lisboa e no Porto em protesto contra a falta de soluções para resolver a falta de casas e a escalada dos preços das habitações e rendas. Em alguns casos os protestos têm resultado em confronto e violência da polícia por causa das chamadas acampadas.

Esta quarta-feira, Miguel Maya revelou que o banco quer fazer a sua parte e adiantou que fez ajustamentos à unidade de promoção imobiliária porque identificou as áreas onde acredita que haverá uma maior procura no futuro: “O nosso foco e a nossa capacidade está muito colocada no apoio a projetos para a classe média e média baixa, projetos de habitação com custos controlados”.

“Estamos a reorganizar essa parte porque é a nossa leitura do que vai ser a procura por estas tipologias”, afirmou.

Miguel Maya assumiu que quer ser “protagonista na transformação da procura” e adiantou que já está a analisar propostas para apoiar cooperativas e também para entrar em operações que têm câmaras municipais por trás em parceria com privados.

Relativamente à linha de garantia pública para os jovens, voltou a destacar que a medida não vai resolver o problema da falta de habitação, mas tem sido importante para ajudar uma boa parte dos clientes a comprar casa. O peso da garantia pública na nova produção de crédito ronda os 44%.

O BCP anunciou esta terça-feira uma subida de quase 13% dos lucros para 873,7 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.

(notícia atualizada às 18h39)

FC Porto SAD lança obrigações a quatro anos com juro de 5,25% para reembolsar dívida de 55 milhões

28 October 2026 at 17:11

A FC Porto SAD, liderada por André Villas-Boas, vai pedir até 40 milhões de euros ao mercado através de um empréstimo obrigacionista a quatro anos, com uma taxa de juro fixa de 5,25% ao ano. O dinheiro serve para pagar uma dívida de 55 milhões que vence daqui a pouco mais de um mês.

O prospeto da operação, aprovado pela CMVM e comunicado pela sociedade esta quarta-feira, diz que a emissão tem um “prazo de quatro anos e um mês” e se divide em duas vias: uma oferta pública de subscrição, aberta a novo dinheiro, e uma oferta pública de troca, dirigida a quem já tem obrigações do clube.

As Obrigações FC Porto SAD 2026-2030 têm valor nominal de cinco euros e serão emitidas num número máximo de oito milhões. O prospeto da operação aponta ainda que a SAD portista pode aumentar o montante mediante adenda ao prospeto, aprovada pela CMVM e divulgada até 10 de novembro. A subscrição exige um mínimo de 500 obrigações, ou seja, 2.500 euros.

A taxa de 5,25% é o piso do empréstimo obrigacionista e pode subir até aos 6% com os resultados desportivos alcançados pela equipa principal na Liga Portuguesa e na Liga dos Campeões.

Os juros brutos são pagos a 18 de maio e a 18 de novembro de cada ano, e cada obrigação “será reembolsada ao seu valor nominal, numa prestação única”, a 18 de dezembro de 2030, lê-se no prospeto.

A taxa de 5,25% é o piso do empréstimo e pode subir com os resultados desportivos. A FC Porto SAD revela que a partir de 18 de novembro de 2027, o juro será majorado “de forma permanente e irreversível” em 0,15 pontos percentuais por cada “acesso à fase de liga da UEFA Champions League” e em 0,10 pontos por cada “conquista do título de campeão nacional”. Contam as épocas de 2026/27 a 2028/29 e o teto é 6% ao ano. A taxa nunca desce abaixo da base.

Na oferta de troca, quem tem obrigações FC Porto SAD 2023-2026 recebe uma obrigação nova por cada uma que entregue, mais 0,15625 euros de juros corridos por título, antes de impostos e comissões. A subscrição decorre entre as 8h30 de 2 de novembro e as 15h00 de 13 de novembro, hora a partir da qual as ordens deixam de poder ser alteradas ou revogadas.

Os resultados são apurados a 16 de novembro, a liquidação e a admissão à negociação dos títulos na Euronext Lisboa, sujeita a decisão da Euronext, estão previstas para 18 de novembro. Se a procura exceder a oferta, há rateio.

A SAD azul e branca justifica a oferta de subscrição para obter fundos “para reembolsar as Obrigações FC Porto SAD 2023-2026”, num total de 55 milhões de euros, emitidas a 7 de junho de 2023 e com vencimento a 7 de dezembro de 2026. Já a troca permite “substituir parte da sua dívida com vencimento em 2026 por dívida com vencimento em 2030”.

A receita líquida estimada desta operação é de 38,6 milhões de euros, já depois de descontado cerca de 1,12 milhões de euros em comissões. O Haitong Bank coordena a emissão e, segundo o prospeto, “nem o coordenador global nem os colocadores prestam qualquer garantia de colocação ou tomada firme”.

O documento indica ainda que “não existem garantias especiais” e que, em caso de insolvência, os titulares das obrigações serão “credores comuns, não beneficiando de qualquer subordinação ou privilégio creditório especial”.

O capital próprio individual da SAD era negativo em 164,7 milhões de euros a 30 de junho de 2026, e a certificação legal de contas refere “uma incerteza material que pode colocar dúvidas significativas sobre a capacidade da entidade em se manter em continuidade”. O conselho de administração diz considerar “que a melhoria dos resultados económicos e financeiros vai acontecer nos próximos exercícios”. A assembleia geral que vai tratar a situação está marcada para 30 de outubro.

Polónia e margem impulsionam lucro do BCP para 873,7 milhões até setembro

28 October 2026 at 17:05

O BCP registou lucros de 873,7 milhões de euros até setembro, mais 12,6% em relação ao mesmo período do ano passado, com o resultado a ser impulsionado pela atividade internacional e pelo crescimento da margem financeira (à boleia do crédito). Um desempenho que levou o banco a ser mais ambicioso em relação ao plano estratégico.

“Foram nove meses bastante difíceis”, declarou o CEO Miguel Maya no início da conferência de imprensa de apresentação dos resultados. “Às vezes até parece que são normais, mas vivemos tempos excecionais“, acrescentou.

Em Portugal, o banco lucrou 727,9 milhões, mais 11,2% em termos homólogos. Mas foi o negócio fora de portas onde o resultado mais subiu: cresceu 21,8% para 281 milhões de euros, um desempenho para o qual foi decisivo do Bank Millennium na Polónia, detido em cerca de 50,1% pelo banco português e cujo lucro disparou quase 30% para 259,7 milhões, perante a redução dos problemas com o tema dos créditos em francos suíços.

O BCP tem como maiores acionistas da Fosun e a Sonangol, com cerca de 20% cada, sendo que os restantes 60% estão dispersos na bolsa. Nos últimos meses cresceram os rumores de uma potencial saída do grupo chinês, que poderia ser colmatada com a entrada o Estado português, da seguradora Ageas e até por um reforço da petrolífera estatal angolana.

Sobre este tema, Miguel Maya sublinhou que ambos acionistas estão satisfeitos com a evolução do banco e que está mais preocupado em garantir que “o BCP é um bom investimento para pequenos acionistas e grandes acionistas”.

Crédito acelera 8% à boleia da garantia pública

Em termos de negócio, a margem financeira, que corresponde à diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos, cresceu 5,8% para 2,3 mil milhões de euros.

Miguel Maya salientou que a evolução da margem assentou em grande medida no incremento da base de recursos e de crédito. A carteira de empréstimos acelerou 7,8% para 66,2 mil milhões de euros, adianta o banco, dos quais 45,9 mil milhões correspondem à atividade nacional.

Em Portugal, o crédito à habitação subiu mais de 10% para 23,2 mil milhões, “devido a uma crescente procura, impulsionada sobretudo pelos incentivos estatais dirigidos aos jovens, e também ao aumento do montante médio de empréstimos, acompanhando a subida dos preços no mercado imobiliário.”

No que toca aos recursos de clientes, cresceram 7,1% para 116,3 mil milhões a nível de todo o grupo, sendo que 77,2 mil milhões corresponde ao negócio doméstico.

As comissões em Portugal subiram 4,1% para 484,5 milhões de euros entre janeiro e setembro, impulsionadas pelas operações de mercados (títulos e fundos de investimento).

Os custos subiram quase 6% para 2,3 mil milhões de euros a nível do grupo — em Portugal aceleraram quase 14% para 1,13 mil milhões.

Estimativas do plano revistas com ROE a subir para 17,5%

O BCP chegou a setembro com uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE) de perto de 15%, acima da meta definida no plano estratégico até 2028. Mas Miguel Maya anunciou uma nova ambição para o retorno aos acionistas: aponta agora para um ROE igual ou superior a 17,5% neste prazo.

A subida da rentabilidade deve-se ao crescimento do volume de negócios, com o banco a apontar agora para 200 mil milhões de euros, mais 10 mil milhões em relação ao plano inicial.

Em relação à distribuição de resultados, Miguel Maya reafirmou o rácio de payout de 90% através de dividendos e recompras de ações, meta que já havia sido revista.

(notícia atualizada pela última vez às 18h54 com mais informação)

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