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Pelo terceiro dia consecutivo há protesto contra a mina em Boticas

29 October 2026 at 08:31

Pelo terceiro dia consecutivo, cerca de 50 pessoas concentram-se esta manhã junto a um local de sondagem da Savannah numa zona baldia, em Covas do Barroso, Boticas, em protesto contra a mina de lítio que a empresa quer explorar.

“O bloqueio para nós tem sido um enorme sucesso. A Savannah está há três dias sem trabalhar no baldio. E é preciso desmontar o que tem sido a narrativa da empresa, ao afirmar que não planeava de qualquer forma trabalhos nestes dias. Alguém acredita nisto vindo de uma empresa que está pressionada para avançar com os licenciamentos de um projeto que se arrasta há quase 10 anos? É conversa de conveniência para amenizar as preocupações dos investidores”, afirma, citado em comunicado, presidente da associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes.

Os protestos começaram na terça-feira e a empresa tem dito que, nestes dias, “não estavam previstos trabalhos no local do protesto” e que os trabalhos no terreno seguem um “calendário próprio definido unicamente pela Savannah, dentro do respeito pela servidão administrativa concedida pelo Estado Português”.

A GNR não tem sido chamada ao local.

“A Savannah continua a trabalhar em várias frentes, cumprindo o seu plano de trabalhos tanto no terreno como na conclusão do estudo de Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), na frente de financiamento e em tantas outras áreas de relevo”, realça ainda a empresa.

Os trabalhos decorrem numa área de baldio abrangida por uma servidão administrativa, concedida pelo Governo em maio, que permite à empresa realizar operações de sondagem, apesar da oposição dos proprietários e compartes.

Maria Loureiro, pastora de Romainho, disse, também citada no comunicado, que hoje o dia de bloqueio está a ser “muito especial” porque “chegaram pessoas de todas as pontas do país para ajudar” no protesto.

“Mostra o quanto cada vez mais isto não é uma luta apenas de Covas do Barroso. O que só nos dá mais convicção de que estamos a fazer a coisa certa, quando dizemos não a este projeto”, refere ainda.

Rui Valente, ativista do Porto, foi uma das pessoas que se deslocou a Covas do Barroso para apoiar a população no Barroso, explicando que o que o se passa nesta aldeia o revolta.

“Não é difícil imaginar a dificuldade que seria para estas pessoas aguentarem um bloqueio deste tipo, a ter de deixar constantemente o trabalho e questões familiares em suspenso. Foi a pensar nisso que juntei um grupo de amigos e viemos ajudar. Eu sou de fora, mas na verdade, como habitante do Porto, isto também me pode vir a afetar. A contaminação do rio Covas, em última análise, é também a contaminação do rio Douro”, afirma, também citado no comunicado.

A contestação à mina é feita há oito anos e já em 09 de outubro a associação interrompeu os trabalhos da empresa, com a GNR a identificar 27 opositores à mina de lítio.

O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

Estudantes protestam contra incêndios florestais e políticas na Indonésia

28 October 2026 at 16:42

Centenas de estudantes e integrantes de organizações da sociedade civil realizaram protestos nesta quarta-feira (28) em várias cidades da Indonésia, incluindo a capital, Jacarta, contra os incêndios florestais em curso e as políticas do presidente Prabowo Subianto. As manifestações representam um teste para o início de seu governo.

Agravados pelo fenômeno climático El Niño, que deixa áreas de turfa vulneráveis a incêndios, os focos de fogo provocaram a pior onda de queimadas florestais e fumaça na Indonésia em 11 anos. A situação tem aumentado os problemas respiratórios e poluído o ar de países vizinhos, como Malásia e Singapura.

Os manifestantes se concentraram em uma rotatória conhecida de Jacarta. Alguns usavam máscaras contra gases e exibiam cartazes contra os incêndios, além de exigir que o governo declarasse as queimadas um desastre nacional. Estudantes também protestaram em Makassar, na província de Sulawesi do Sul, e em Bandung, na província de Java Ocidental, com reivindicações semelhantes.

Os participantes pediram que o governo suspendesse os gastos com programas populares, como a iniciativa de refeições gratuitas de Prabowo, entre outras demandas.

Os protestos, os segundos em uma semana, ocorrem em meio à queda contínua dos índices de aprovação de Prabowo desde o fim do ano passado, segundo pesquisas da Saiful Mujani Research and Consulting (SMRC), dois anos após o início de sua presidência.

A Indonésia abriu processos contra empresas supostamente ligadas aos incêndios e tentou modificar as condições climáticas para provocar chuvas.

Entenda como é medida a força dos terremotos

 

Manifestação pelo direito à habitação anunciada para 14 de Novembro no Funchal

28 October 2026 at 16:34
No próximo dia 14 de Novembro, às 11h, na Rua Fernão de Ornelas, no Funchal, haverá uma manifestação pelo direito à habitação, organizada pelo movimento «Porta a Porta». Esta é uma oportunidade para transformar a preocupação em acção, o descontentamento em participação cívica e a indignação perante as injustiças em exigência colectiva de mudança. Ter […]

Movimentos sociais no Rio lembram vítimas da Operação Contenção

Logo Agência Brasil

Nesta quarta-feira (28), movimentos sociais, familiares e moradores fazem manifestação na Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio. Organizado pela Frente Penha, a iniciativa marca um ano da Operação Contenção nos complexos da Penha e do Alemão, a mais letal do país, que deixou 122 pessoas mortas, entre elas cinco policiais civis e militares.

A manifestação une a denúncia da violência do Estado à solidariedade e ao acolhimento às pessoas, familiares das vítimas e sociedade civil. O objetivo é manter a memória sobre a chacina, ocorrida em outubro de 2025,  para que ela não se repita e para que os moradores de territórios mais violentados por incursões policiais se mobilizem pela paz em seus lugares.

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“Nossa comunidade, que é tão violentada, precisa ser vista com olhos de cuidado. Sobretudo as mulheres, crianças e jovens negros que têm seus direitos violados diariamente. Queremos mais cuidado, educação e saúde pra população de favela”, afirma Evelin Dias, assistente social e integrante da gestão da Frente Penha.

De acordo com o coletivo, a chacina reflete a realidade cotidiana de diversas regiões de favelas fluminenses. Apenas na Baixada Fluminense, como revela o relatório “Operações policiais na Baixada Fluminense/RJ”, produzido pela Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial, foram registradas 5.298 operações entre 2020 e 2025, que resultaram em quase 300 mortos, 700 feridos, 5.783 presos e 41 adolescentes apreendidos.

Os números das operações e da violência policial nessas áreas precisam ser vistos além da territorialidade - também pela lente racial. De acordo com o estudo “Pele alvo: entre racismo e letalidade, o amanhã”, feito pela Rede de Observatórios e Segurança, o Rio de Janeiro registrou 800 mortes decorrentes de intervenções policiais em 2025; desse número, 88,6% das vítimas eram pessoas negras, num total de 588. 

O ato resgata a memória de todos e todas que tiveram seus filhos, irmãos, companheiros, amigos e pais vítimas da violência promovida por agentes do Estado, como ferramenta de resistência e luta contra o cotidiano dessas populações.

O evento começa com um almoço comunitário, promovido pela Frente Penha e parceiros no território. À tarde, com início às 14h, ocorre o ato mais importante, a caminhada pelas principais vias do bairro e a distribuição de cestas básicas para as famílias da comunidade.

O ato contará também com depoimentos de coletivos de incidência e acolhimento de famílias impactadas pela violência de Estado, como o Mães de Maio, Mães de Manguinhos e Projeto Fênix.

Além disso, haverá manifestações artísticas de música, dança e poesia de artistas locais como forma de reafirmar a vida e o bem viver nos territórios, unir e acolher a comunidade. A leitura de uma carta de repúdio da comunidade contra a violência do Estado e uma roda de capoeira e de jongo também fazem parte do evento. 

Para as crianças será montada uma área de recreação com brinquedos infláveis e pula-pula. A programação será encerrada com a soltura de balões em memória aos mortos, apresentação musical e falas de acolhimento.

MPRJ

O Ministério Público do Rio vem analisando e ouvindo testemunhas, familiares das vítimas e familiares de presos, participando diretamente do andamento das investigações.

O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaesp) ofereceu, até o momento, 12 denúncias contra 28 policiais militares envolvidos na Operação Contenção. Os agentes foram denunciados por crimes como furto, peculato, violação de domicílio, constrangimento ilegal de moradores, roubo e recusa de obediência, além de irregularidades relacionadas ao uso de câmeras operacionais portáteis (COPs).

O trabalho integra o cumprimento das determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635 e o exercício das atribuições constitucionais do Ministério Público no controle externo da atividade policial.

A análise das provas busca esclarecer eventuais responsabilidades individuais e as circunstâncias das 122 mortes registradas durante a operação, realizada em 28 de outubro de 2025, nos complexos da Penha e do Alemão, pelas forças de segurança do estado. Desde o início, o MPRJ adotou uma série de medidas para garantir investigação e perícia independentes. Instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) próprio e realizou o acompanhamento em tempo real pelo plantão institucional de operações, com o acionamento dos protocolos previstos na ADPF 635.

Investigações

A investigação reúne mais de 4 mil horas de gravações de câmeras corporais, 122 laudos periciais médico-legais e 262 depoimentos de agentes públicos, prestados por 255 pessoas distintas. O material é analisado pelo Gaesp e confrontado com registros de ocorrência, documentos operacionais de planejamento, mapas, croquis e dados sobre o uso de munições, para identificar possíveis divergências entre os relatos e as provas, de modo a reconstruir, com o maior grau de precisão possível, as circunstâncias de cada episódio.

Foram utilizadas técnicas de preservação tridimensional de imagens dos corpos, que permitem reexaminar aspectos das perícias e compará-los com outras evidências. Com o apoio da Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia da Coordenadoria de Inteligência da Investigação (Dedit), o MPRJ realizou perícias próprias e complementares no Instituto Médico Legal (IML) e produziu laudos médico-legais relacionados às vítimas da ação. O trabalho também inclui a preservação e a análise de arquivos digitais, para garantir a integridade das provas e o cumprimento dos procedimentos de cadeia de custódia.

O Gaesp/MPRJ vem realizando buscas ativas por testemunhas e atividades de escuta de familiares das vítimas. Foram ouvidos 45 familiares de pessoas mortas durante a operação, algumas delas com o apoio da Ouvidoria da instituição em diferentes atividades itinerantes no Quartel do Corpo de Bombeiros da Penha, que resultaram no registro de 45 depoimentos de familiares. O Núcleo de Apoio às Vítimas (NAV/MPRJ) também atua no acolhimento dos familiares, com atendimento psicossocial, orientações e encaminhamentos para serviços públicos de saúde e proteção.

Denúncias encaminhadas à Justiça

As investigações já resultaram no oferecimento de 12 denúncias, todas recebidas pela Justiça, com um total de 28 policiais denunciados, sendo que alguns agentes respondem a mais de um processo.

As denúncias envolvem diferentes crimes identificados a partir das provas reunidas pelo Ministério Público, como roubo, furto qualificado, violação de domicílio, constrangimento ilegal, peculato e recusa de obediência a ordem superior, em razão do descumprimento das normas de utilização das câmeras corporais. 

Uso de COPs

A investigação do Gaesp/MPRJ também identificou falhas recorrentes na utilização das câmeras corporais durante a operação. Na Polícia Militar, foram constatadas situações envolvendo agentes sem equipamentos, câmeras descarregadas, falta de baterias suplementares e problemas no planejamento da distribuição e do uso dos dispositivos. Na Polícia Civil, dos 685 agentes que participaram da operação, apenas 62 utilizaram efetivamente câmeras corporais, prejudicando a capacidade de documentação das ações e o trabalho de investigação para o regular esclarecimento dos fatos ocorridos durante os confrontos.

Diante das irregularidades identificadas, o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, expediu, em março de 2026, recomendações aos secretários de Estado da Polícia Militar, Polícia Civil e de Segurança Pública para aprimorar o uso das câmeras corporais. Entre as medidas recomendadas à Polícia Militar estão a melhoria do planejamento e da distribuição dos equipamentos, a identificação ostensiva dos agentes, a disponibilização de câmeras para todo o efetivo do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a apresentação de um cronograma de ampliação dos dispositivos e o aperfeiçoamento dos mecanismos de fiscalização e treinamento dos policiais.

Algumas medidas já estão sendo adotadas pela Polícia Militar, como a ampliação do quantitativo de equipamentos utilizados (COPs), a utilização de sistemas institucionais de monitoramento, georreferenciamento, rastreabilidade e custódia, a atuação dos órgãos correcionais no tratamento dos registros audiovisuais, a implementação de política educacional específica, com inserção de conteúdos nos currículos e previsão de expansão na modalidade de ensino a distância, e a capacitação de agentes, por parte do Gesar (Grupamento Especializado de Salvamento e Ações de Resgate), para o atendimento pré-hospitalar tático no contexto de operações policiais.

Para a Polícia Civil, o PGJ recomendou a utilização de câmeras corporais em atividades ostensivas, operações policiais, cumprimento de mandados judiciais e outras situações previstas nas normas de utilização dos equipamentos.

Projecto Ruído apela: adiram à manifestação pelo direito à habitação na RAM

27 October 2026 at 15:59
  O Núcleo Regional da Madeira do Projeto Ruído veio apelar à participação activa de toda a população, e em especial da juventude madeirense, na manifestação promovida pelo movimento Porta a Porta, que se irá realizar no próximo dia 14 de Novembro de 2026, pelas 11h00, na Rua Fernão de Ornelas, no Funchal. “A habitação […]

O Grande Debate: O que virou o jogo, a mobilização ou o antibolsonarismo?

27 October 2026 at 12:55

Os comentaristas da CNN José Eduardo Cardozo e Vinicius Poit debateram, na segunda-feira (26), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se “a mobilização popular ou o antibolsonarismo que definiu a virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de domingo (25)”.

Lula foi reeleito no segundo turno das eleições, superando Flávio Bolsonaro por mais de 4,5 milhões de votos. Foi a primeira vez na história da República que um candidato que saiu atrás no primeiro turno conseguiu reverter o resultado no segundo.

Fatores que determinaram a virada

O comentarista José Eduardo Cardozo defendeu que os dois fatores são inseparáveis. “Não existe essa alternativa”, afirmou. Para ele, a mobilização observada nas ruas de diversas cidades do país, especialmente em São Paulo, na Avenida Paulista, foi de uma intensidade raramente vista.

“Lembrava grandes mobilizações da época do fim da ditadura, e talvez com maior expressão”, destacou Cardozo.

Cardozo apontou que a vitória resultou de uma combinação de elementos. De um lado, havia eleitores que viam na campanha de Lula a continuidade de boas políticas e a defesa da democracia. De outro, setores sem grande identidade com a esquerda, mas que enxergavam no bolsonarismo um risco para a democracia brasileira.

“Uma parte da direita se deslocou porque sabia que não podia ser hegemonizada pelo bolsonarismo”, analisou. O comentarista também citou erros da campanha adversária, como a postura considerada arrogante de Flávio Bolsonaro após o primeiro turno e declarações polêmicas nos debates televisivos.

O comentarista Vinícius Poit concordou que a virada foi resultado de uma combinação de fatores. Ele reconheceu que a campanha de Lula teve uma mobilização expressiva, com a entrada de nomes como Camilo Santana (PT-CE) e Rafael Fonteles (PT), que conferiram um tom diferente ao segundo turno.

“Os caras da esquerda trabalharam e foram atrás do voto”, disse Poit. Ele também admitiu, com ressalvas, que houve “salto alto” por parte de setores da direita após o primeiro turno, embora tenha discordado da avaliação de Cardozo sobre o desempenho de Flávio Bolsonaro nos debates, considerando que o candidato se saiu bem nas duas ocasiões.

Questionamentos e perspectivas após a eleição

Poit mencionou que aliados de Flávio Bolsonaro cogitam questionar a eleição com base em suspeitas de abuso de poder econômico relacionado à mobilização digital da campanha vencedora. No entanto, o próprio comentarista se posicionou contra tentativas de reverter o resultado.

“Quem vai julgar qualquer possível irregularidade é o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o STF (Supremo Tribunal Federal). Vamos em frente”, declarou. Poit também destacou que o próprio partido de Flávio Bolsonaro já reconheceu a vitória de Lula. Para o comentarista, independentemente do resultado, o caminho agora é seguir adiante, de olho nas próximas eleições.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Agricultores juntam-se a protestos em Madrid na quarta-feira

27 October 2026 at 13:41
Inflação Espanha

Os agricultores juntam-se na quarta-feira às manifestações que estão a sair à rua em Espanha com uma ‘tratorada’ em Madrid contra o aumento dos preços, a um mês das eleições de 29 de novembro.

O protesto foi convocado por três das maiores associações de agricultores de Espanha e promete levar 500 tratores até às ruas da capital, com uma marcha pelo centro da cidade a partir das 11:00 locais (menos uma hora em Lisboa) que culminará com uma concentração em frente do Ministério da Agricultura.

Mais manifestações de agricultores estão convocadas para sábado em Espanha, por outras associações de menor dimensão.

As organizações que convocaram o protesto de quarta-feira queixam-se dos aumentos dos custos de produção, sobretudo desde o início da guerra do Irão, no final de fevereiro, assim como de decisões políticas que dizem “ameaçar ou agravar ainda mais a situação”.

Perante o aumento de custos que “muitas vezes” não são compensados pelos preços de venda da produção, as associações pedem medidas e ajudas públicas, incluindo “fiscalidade reduzida e estável” para o gasóleo agrícola ou tarifas de eletricidade adaptadas ao regadio e à criação de gado.

Os agricultores pedem por outro lado uma Política Agrícola Comum (PAC) com menos burocracia e com uma “dotação suficiente” no próximo orçamento europeu, para o período 2028-2034.

As associações voltam também a queixar-se da “concorrência desleal” em que se traduzem os acordos comerciais que a União Europeia (UE) está a assinar com países terceiros, como o alcançado com o Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai).

Fontes do Ministério da Agricultura de Espanha consideraram que o protesto desta quarta-feira tem um caráter político, a um mês das eleições legislativas antecipadas.

O Governo lembrou que desde o início do atual conflito no Médio Oriente já foram disponibilizados mais de 1.000 milhões de euros em ajudas ao setor, mais do que no resto dos países da UE.

O executivo lembrou ainda o acordo com 43 medidas para flexibilizar regras da PAC, entre outras, assinado em 2024 com as associações.

A manifestação de quarta-feira dos agricultores junta-se a outros protestos, de pensionistas, pela habitação ou de professores que têm estado nas ruas de Madrid e outras cidades de Espanha nas últimas semanas e que também têm marcado a pré-campanha das legislativas. Para dia 11 de novembro, véspera do arranque oficial da campanha eleitoral, está convocada uma greve geral, a primeira em Espanha em 14 anos.

O protesto mais longo é o da habitação, que mantém uma acampada com centenas de tendas no centro de Madrid, de forma ininterrupta, desde 26 de setembro.

A par destes protestos, que têm decorrido de forma pacífica, houve distúrbios no sábado em Barcelona e na segunda-feira em Bilbau, envolvendo grupos de jovens.

Em Barcelona, onde foram detidas 130 pessoas, 74 das quais menores de idade, as autoridades dizem estar a investigar quem está por trás de grupos nas redes sociais que mobilizaram cerca de 500 jovens para fazer pilhagens e destruir mobiliário humano no centro da cidade.

As autoridades espanholas sublinharam que os distúrbios e pilhagens em Barcelona foram “vandalismo puro” sem relação com qualquer protesto, e apelaram às plataformas WhatsApp e Telegram para fecharem ‘chats’ em que estão a ser feitas novas convocatórias para o próximo sábado.

Já em Bilbau, foram detidas na segunda-feira 19 pessoas por causa de distúrbios, como queima de carros e contentores de lixo, além de ataques a estabelecimentos comerciais.

Os distúrbios foram protagonizados por pessoas que protestavam contra um evento de Vito Quiles, conhecido em Espanha como “agitador político” ligado à extrema-direita.

O responsável pela Segurança no governo regional do País Basco, Bingen Zupiria, considerou que “dá a impressão de que alguém está a tentar emular movimentos violentos vistos noutras partes da Europa”.

França eleva para 142 o número de detidos em Paris durante os protestos de sábado

25 October 2026 at 19:08

Um total de 142 pessoas foram detidas durante os protestos realizados no sábado (24) em Paris para exigir melhorias no poder de compra e defender os serviços públicos, ficando 126 delas sob custódia policial, conforme informou neste domingo a Prefeitura de Polícia da capital francesa.

Uma porta-voz do órgão, Hélène Denéchère, confirmou, em declarações coletadas pela BFMTV, o furto generalizado de um estabelecimento comercial e danos a uma concessionária de automóveis no contexto dos protestos. No entanto, ela destacou que "a rápida intervenção das forças de segurança" impediu que os participantes dos distúrbios tivessem acesso ao segundo local.

Além disso, ela estimou em cerca de 500 o número de "manifestantes violentos" presentes no final da marcha em Paris, cuja participação ficou entre 110.000 e 250.000 pessoas.

Em toda a França, apesar das restrições estabelecidas, as manifestações reuniram 410.000 manifestantes, segundo dados do Ministério do Interior, um número que o sindicato CGT (Confederação Geral do Trabalho) elevou para 800.000. O ministro do Interior, Laurent Núñez, destacou que "as marchas transcorreram sem incidentes", embora tenha alertado para a presença de grupos radicais que se separaram das manifestações autorizadas para protagonizar atos violentos.

Os confrontos se estenderam a cidades como Marselha, Toulouse, Nice e Tours, além de Paris.

Núñez denunciou que as forças de segurança tiveram de enfrentar um nível de violência "extremamente alto" e destacou que duas pessoas sofreram ferimentos graves durante as intervenções policiais, segundo o jornal "Le Monde".

Por sua vez, Denéchère reconheceu que, na manifestação anterior, havia sido subestimada "a afluência de pessoas que buscavam briga, seu número e seu potencial de violência".

Por esse motivo, diante da nova jornada de protestos deste sábado, as autoridades reforçaram o planejamento para "garantir a segurança da manifestação e dissuadir e impedir a chegada de vândalos". No total, as autoridades mobilizaram cerca de 70 mil policiais e gendarmes para controlar os protestos, um aumento de 20% em relação ao dia 17 de outubro.

© AP Photo/Thibault Camus

França eleva para 142 o número de detidos em Paris durante os protestos de sábado

De Coimbra a Faro manifestantes fizeram-se ouvir pelo direito à habitação – TVI

25 October 2026 at 11:46

Com uma adesão mais contida que em Lisboa e Porto, os manifestantes fizeram-se ouvir na tarde este sábado, 24 de outubro, em Coimbra e Faro, pelo direito à habitação e contra a Lei que está para ser aprovada na Assembleia da República, como mostra a reportagem da TVI.

Em Coimbra foram muitas dezenas que se manifestram e apelaram para que a Lei dos Despejos não seja aprovada. Em Faro cerca de uma centena de pessoas desceram a avenida 5 de Outubro rumo ao Largo da Pontinha, aproveitando depois um microfone aberto para clamarem pelo direito a casa própria numa região especialmente afetada pela crise na habitação, que é transversal a todo país.

Cerca de uma centena de pessoas manifesta-se em Faro pelo direito à habitação

By: Lusa
24 October 2026 at 19:05

O desfile percorreu a Avenida 5 de Outubro até à Praça da Liberdade. Num microfone aberto, os participantes partilharam dificuldades em pagar renda ou casa própria.

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Seis dezenas manifestam-se em Faro contra custo das casas

By: Lusa
20 October 2026 at 21:14

O protesto em Faro reuniu cerca de seis dezenas de pessoas junto à CCDR Algarve. Manifestantes denunciaram o peso das rendas e do custo de vida.

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Míssil inflável pede ataque nuclear ao Brasil em ato pró-Flávio

Um míssil inflável estampado com uma frase que pede que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, faça um ataque nuclear contra o Brasil foi levado a ato em apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (18), na avenida Paulista, em São Paulo.

O objeto inflável branco trazia escrita a frase em inglês “Trump nuke Brazil”, algo como “Trump, ataque o Brasil”. O termo “nuke” é usado com o sentido de atacar com armas nucleares. Ele foi visto sendo carregado por pessoas vestindo verde e amarelo, mas os autores não foram identificados.

Nas redes sociais, políticos de esquerda criticaram o objeto. Guilherme Boulos (PSOL), ministro da Secretaria Geral, disse que vídeos nas redes sociais que o ação era “inacreditável” e uma “incedência”. A deputada federal Erika Hilton (PSOL) disse que era em “escândalo”, e a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) chamou os manifestantes de “vendidos”.

Histórico de objetos infláveis em manifestações

Manifestações políticas da última década têm um histórico de objetos infláveis levados às ruas. Entre eles, uma peça de cinco metros de altura com formato fálico, nas cores verde e amarela, levada a uma manifestação bolsonarista em 7 de setembro de 2021, na mesma avenida Paulista.

O objeto foi apelidado de “piroca verde e amarela”, mas se tratava também de um míssil, que trazia na base a frase “braço forte, mão amiga”, lema do Exército Brasileiro. O grupo responsável pelo objeto, composto por artistas e não-artistas, preferiu se manter em anonimato em entrevista à Folha de S.Paulo na época.

Outras peças infláveis já fizeram sucesso em manifestações políticas recentes. Entre elas, o “Pato da Fiesp”, uma estrutura de pato amarelo de cerca de dez metros de altura posicionada em frente ao prédio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na mesma via paulistana, em 2015, para demonstrar a insatisfação com o aumento de impostos do governo federal.

O boneco ganhou versões menores, levadas à frente do Congresso Nacional, em Brasília, e a protestos em outras cidades pelo país. Outro boneco que ficou popular foi o pixuleco, que retratava Lula (PT) vestido com roupas listradas de preto e branco, em alusão à roupa de presidiários.

Este último foi criado em 2015 por integrantes do Movimento Brasil Limpo, da oposição, e levado a manifestações pelo país. O nome pixuleco fazia referência ao termo usado pela Operação Lava Jato para descrever as propinas pagas em esquemas de corrupção investigados na época.

Míssil aparece em meio a debate sobre influência dos EUA

O míssil no ato deste domingo (18) surge em momento em que se discute a interferência dos Estados Unidos nas eleições para a presidência do Brasil deste ano, cujo segundo turno ocorre no dia 25. Trump já havia afirmado estar acompanhando as eleções “de perto”.

Nas últimas semanas, a Meta IA, ferramenta de inteligência artificial da Meta dona do Instagram, Facebook e WhatsApp se recusava a criar imagens com “Vote Lula”, mas atendia a pedidos semelhantes relacionados a Flávio. Em outra falha encontrada, o perfil oficial de Lula ficou impossibilitado de impulsionar postagens feitas no feed do Instagram em 9 de outubro.

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Vídeo: Panelaço em Goiânia marca manifestação contra entrevista de Flávio Bolsonaro na Globo

17 October 2026 at 04:08

Moradores de Goiânia realizaram um panelaço na noite desta sexta-feira (16/10) em protesto contra a entrevista do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, na TV Globo. Os atos ocorreram nos setores Bueno, Oeste e Crimeia Leste, onde manifestantes foram às ruas para expressar insatisfação com a participação do parlamentar na programação da emissora.

As manifestações foram registradas durante a exibição da entrevista com Flávio Bolsonaro, que integra a agenda de exposição dos pré-candidatos à Presidência. O panelaço marcou a reação de moradores da capital goiana à presença do senador na programação jornalística da emissora, com registros das mobilizações em diferentes regiões da cidade.

Horas antes da entrevista, Flávio Bolsonaro participou de um almoço reservado com integrantes da cúpula da TV Globo. O encontro ocorreu nesta sexta-feira (16/10), no mesmo dia da sabatina, e antecedeu a participação do senador na programação da emissora.

A combinação entre o almoço reservado e a entrevista colocou a agenda de Flávio Bolsonaro na Globo no centro das manifestações registradas em Goiânia. Os protestos ocorreram em três setores da capital, enquanto a participação do senador na sabatina integrou os compromissos políticos desta sexta-feira.

Foto e Vídeo: Redes Sociais

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Convocada manifestação em Faro pelo direito à habitação

16 October 2026 at 17:01

A iniciativa vai protestar contra a especulação imobiliária e manifestar solidariedade com a Acampada do Porto.

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