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Famílias e empresas pagaram R$ 674 bi em juros no 1º semestre, alta de 7,4%

27 October 2026 at 21:24

As famílias brasileiras viram seus gastos com juros subirem quase 10% no primeiro semestre de 2026 – em comparação com o mesmo período do ano anterior -, totalizando despesa da ordem de R$ 515,4 bilhões, segundo levantamento da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

Já as empresas tiveram de desembolsar R$ 158,6 bilhões com juros nos primeiros seis meses do ano. Somados os valores, pessoas físicas e jurídicas perderam R$ 674 bilhões nesse sentido, alta de 7,4% ante o primeiro semestre de 2025.

Apesar do crédito ficar cada vez mais caro – a taxa nominal ponderada acumulada passou de 24,3% para 25,3% -, o consumidor segue buscando empréstimos – o saldo real do crédito livre às pessoas físicas subiu 6,1%, a R$ 2,353 trilhões, enquanto as concessões avançaram 5,1%.

Não obstante, a FecomercioSP apurou que a inadimplência cresce, com os atrasos acima de 90 dias atingindo 7,37% dos consumidores, após piora de 1,78 ponto percentual do indicador.

“Em apenas dois anos, houve uma deterioração expressiva da capacidade de pagamento. […] Os lares com dívidas permanecem em patamar elevado”, aponta a entidade em nota de pesquisa.

A FecomercioSP afirma que 3,4 milhões de lares registram dívidas, o maior patamar desde 2022.

Já olhando para as empresas, o levantamento nota outro comportamento alarmante: o gasto total com juros se manteve quase o mesmo entre 2025 e 2026, enquanto as operações de crédito recuaram; com menor saldo de crédito, o que manteve a despesa elevada é o fato do encarecimento das concessões.

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Moody’s vê ajustes graduais na política fiscal do novo governo Lula

27 October 2026 at 18:30

A ausência de um perfil mais firme com a consolidação fiscal pode pressionar o perfil de crédito do Brasil ao longo do tempo, segundo relatório da agência de classificação de risco Moody’s divulgado nesta terça-feira (27).

A instituição avalia que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve manter a atual trajetória da política fiscal, com ajustes graduais, prolongando os déficits nominais, os custos elevados de financiamento e o aumento dos encargos da dívida pública.

A Moody’s avalia que, embora a eleição não altere a atual classificação do perfil de crédito soberano brasileiro, a estabilização das contas públicas dependerá da capacidade do governo de avançar em reformas fiscais.

“Na ausência de um compromisso com a consolidação fiscal mais firme do que o esperado atualmente, a persistente baixa capacidade de pagamento da dívida pressionaria o perfil de crédito do Brasil ao longo do tempo”, destacou a agência em relatório.

Apesar dos desafios, a Moody’s considera que um compromisso mais sólido com o ajuste fiscal pode surgir à medida que o presidente Lula formar sua nova equipe econômica.

Para a agência, a adoção de medidas fiscais mais profundas e antecipadas ajudaria o Brasil a recuperar parte da credibilidade fiscal perdida, reduzir os prêmios de risco e as pressões inflacionárias, além de contribuir para a diminuição dos custos de financiamento.

O relatório ainda destaca que o principal desafio do novo mandato será estabilizar a trajetória da dívida pública e recuperar a credibilidade da política fiscal brasileira.

“A dívida do governo geral está em cerca de 83% do PIB (Produto Interno Bruto) atualmente, em comparação com aproximadamente 72% na época da eleição presidencial de 2022″, argumentou o documento.

A Moody’s também ressalta o peso das despesas com juros, equivalentes a cerca de 20% da receita do governo geral, e a rigidez do orçamento brasileiro: mais de 90% dos gastos são determinados por lei.

Apesar de o país ter registrado pequenos déficits primários recentemente, de cerca de 0,5% do PIB, os elevados custos de financiamento contribuem para déficits fiscais nominais entre 8% e 9% do PIB, segundo a agência.

Para estabilizar a relação entre dívida e PIB, a Moody’s estima que o Brasil precisaria alcançar um superávit primário de 2% a 3% do PIB.

A instituição ressalta, porém, que um ajuste dessa magnitude exigiria reformas, especialmente diante das limitações políticas para reduzir despesas obrigatórias e alterar vinculações orçamentárias.

Sistema Financeiro Nacional está resiliente, mesmo com riscos, diz BC

27 October 2026 at 16:35

O SFN (Sistema Financeiro Nacional) segue resiliente, apesar da maior materialização de riscos, enquanto avança na implementação de adaptações regulatórias que fortalecem o sistema, afirma análise apresentada no REF (Relatório de Estabilidade Financeira) do Banco Central, referente ao 1º semestre de 2026. O documento ressalta que as provisões constituídas mantiveram-se compatíveis com as estimativas de perdas esperadas.

O texto detalha que as instituições financeiras aumentaram as provisões para suportar maior volume de perdas, mantendo o nível de cobertura estável no SFN.

Individualmente, há instituições financeiras com provisão inferior à estimada pelo BC, mas o nível de capitalização é suficiente para absorver eventuais ajustes na maioria dos casos, diz.

Embora o SFN permaneça rentável e resiliente, a rentabilidade recuou no primeiro semestre de 2026, afirma a análise presente no REF.

Segundo o documento, a queda da rentabilidade tem sido mais intensa em instituições de controle público, em razão da elevada materialização de risco associada ao crédito rural e ao crédito pessoal.

“A margem de crédito seguiu pressionada pelo aumento das despesas com provisões para perdas. Os resultados devem continuar contidos nos próximos períodos devido ao risco de crédito elevado e à desaceleração do crescimento da carteira”, diz.

Ainda de acordo com o relatório, a capitalização do SFN permanece robusta para assegurar a intermediação financeira. O texto pontua que a discreta queda da capitalização em janeiro decorreu de alterações normativas e foi revertida nos meses seguintes com retenção de lucros.

O REF também destaca que o SFN está sendo impactado em 2026 por duas alterações importantes: a primeira refere-se à nova dinâmica de realização dos AFDs (ativos fiscais diferidos), e a segunda é a nova metodologia para apurar capital mínimo.

“Apesar da robustez agregada e do regime gradual de transição, parcela relevante das instituições, com baixa representatividade em termos de ativos, poderá necessitar de reforço de capital ou de outros ajustes para atingir os níveis mínimos nos prazos previstos”, pondera.

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BC prevê novas medidas para proteger consumidor do endividamento

27 October 2026 at 15:51

O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, disse nesta terça-feira (27) que a autoridade monetária deve anunciar novas medidas para proteger os brasileiros do endividamento. O anúncio deve ocorrer ainda em 2026.

“A gente pretende anunciar medidas adicionais ainda neste ano. As medidas que publicamos agora atendem as pessoas do ponto de vista da oferta ativa que possa fazer de crédito. Há uma preocupação com as pessoas que já entraram no rotativo e que estão pagando juros do cartão e com as pessoas que estão com um nível de atraso significativo”, declarou o presidente.

Leia Mais:

Na semana passada, o Banco Central aprovou três novas medidas para ampliar a proteção dos consumidores do endividamento. As resoluções contemplam ações contra ofertas inadequadas ou abusivas e maior transparência antes da contratação de operações de crédito.

  • Ampliamento do controle sobre propagandas e ofertas ativas de crédito que clientes recebem: o BC determinou que as instituições deverão oferecer um mecanismo claro para o bloqueio de propagandas. A proteção ainda será reforçada para clientes em situação de vulnerabilidade financeira ou risco de endividamento excessivo, de modo que ofertas de crédito dependerão de autorização “prévia, específica e inequívoca” e deverão tratar da melhora de suas condições financeiras, seja via renegociações, portabilidade ou migração para produtos mais vantajosos, sem oferta de novos recursos. A medida não barra o cliente de pesquisar e contratar produtos financeiros por conta própria;
  • Oferta pelas instituições de um Painel de Dívidas Consolidadas ao cliente: a ferramenta deverá reunir informações sobre as operações de crédito do cliente e ampliará a transparência sobre o nível de endividamento e o comprometimento da capacidade de pagamento. Antes de o consumidor realizar novas contratações, as instituições deverão apresentar também simulações de custos e impacto financeiro, além de emitir alertas em situações de maior risco. Disponibilizado no aplicativo de cada banco, a ideia é que o painel eventualmente englobe os dados do cliente em todas as instituições que têm conta, através do Open Finance;
  • Novas regras para a oferta de crédito durante a iniciação de transações Pix, com maior proteção e transparência: as instituições deverão disponibilizar informações e ferramentas como simulador de crédito e ambiente para consulta das operações contratadas. A oferta de crédito dependerá de consentimento prévio e específico do usuário, com intervalo mínimo de 24 horas entre a habilitação e a primeira oferta. A regulamentação também estabelece restrições para determinadas modalidades do Pix e regras para devoluções relacionadas a operações de crédito.

A resolução sobre propagandas e oferta ativa de crédito entra em vigor no dia 31 de março de 2027. As demais, em 1º de julho.

Um mapeamento realizado pelo próprio Banco Central verificou um aumento no endividamento e na inadimplência das famílias. O Relatório de Estabilidade Financeira divulgado nesta terça-feira (27) aponta a existência de 20,3 milhões de endividados de risco em junho, alta de 75% em relação ao mesmo período de 2021.

Galípolo nega que esteja sendo cotado para assumir Fazenda

27 October 2026 at 15:07

O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, afastou os rumores de que pode deixar o comando da autoridade monetária para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu em coletiva nesta terça-feira (27) para comentar o Relatório de Estabilidade Financeira.

“Não existe eu estar sendo cotado. Nada disso relativo à Fazenda. Para quem é economista, não existe emprego mais legal do que o que eu estou. Adoro meu emprego. Meu mandato vai até o final de 2028. Estou muito contente e feliz aqui”, declarou Galípolo.

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O mandato de Gabriel Galípolo como presidente do Banco Central tem duração prevista de 4 anos, de 1º de janeiro de 2025  a 31 de dezembro de 2028.

Governador cotado

Como mostrou a CNN Brasil, o nome do governador do Piauí, Rafael Fonteles, despontou como um dos favoritos para ocupar o Ministério da Fazenda. Ele foi reeleito governador do Piauí no 1° turno.

A eventual ida de Fonteles para a Fazenda tem como justificativa sua trajetória. Antes de assumir o governo do Piauí, ele comandou a Secretaria estadual da Fazenda e presidiu o Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda).

BC: Incidentes cibernéticos sobem para 99 até setembro e já superam 2025

27 October 2026 at 14:47

O BC (Banco Central) informou ter registrado 99 incidentes cibernéticos até setembro, um aumento em relação aos anos anteriores. Em 2025, foram 76 casos e, em 2024, 59 episódios.

A autoridade monetária divulgou nesta terça-feira (27) o Relatório de Estabilidade Financeira referente ao primeiro semestre de 2026. No documento, o Banco Central disse que não há risco relevante para a estabilidade financeira.

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“Os incidentes cibernéticos causaram perdas relevantes em casos específicos, mas não comprometeram o funcionamento do Sistema Financeiro Nacional”, afirma o documento.

Dos 99 incidentes registrados no período, 68 foram classificados como fraude. No ano passado, haviam sido registradas 39 fraudes entre 76 incidentes.

“As fraudes representam 73% dos incidentes, evidenciando vulnerabilidades relacionadas a gestão de terceiros, credenciais privilegiadas e Application Programming Interface (API)”, diz.

O Banco Central atribuiu o avanço dos incidentes à crescente digitalização dos serviços financeiros e da ampliação da interconectividade entre os participantes do Sistema Financeiro Nacional. Segundo a autoridade monetária, a evolução dos registros também é justificada pelo fortalecimento dos mecanismos de monitoramento, detecção e reporte implementados pelas instituições supervisionadas e pelo BC.

Na avaliação do Banco Central, os incidentes recentes evidenciaram elevado grau de conhecimento dos grupos criminosos sobre a operação do Sistema Financeiro Nacional.

“As táticas, as técnicas e os procedimentos verificados demonstraram conhecimento sobre a estrutura de mensageria do Sistema de Pagamentos Brasileiro, a operação de contas mantidas para fins de liquidação, os processos internos das instituições e a arquitetura das soluções tecnológicas utilizadas”, diz o relatório do BC.

Em diversos incidentes cibernéticos, observou-se a combinação de comprometimento de ambientes computacionais, a obtenção ou utilização indevida de credenciais válidas, a elevação de privilégios e a automação de transações fraudulentas.

Juros recuam em linha com dólar após nova intervenção do Tesouro em leilões

27 October 2026 at 14:16

Após dispararem mais de 200 pontos-base ontem em reação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os juros futuros recuam nesta terça-feira (27), em meio ainda à intervenção do Tesouro para ajudar a reduzir a disfuncionalidade do mercado.

O Tesouro informou há pouco o cancelamento do leilão tradicional de LFT e leilão de recompra de NTN-B.

Além disso, o dólar, petróleo e rendimentos dos Treasuries recuam.

Às 9h10, a taxa de DI (depósito interfinanceiro) para janeiro de 2027 recuava para 13,685%, de 13,696% no ajuste anterior.

O DI para janeiro de 2029 caía para 15,150%, de 15,223%, e o para janeiro de 2031 recuava para 15,195%, de 15,279% no ajuste de ontem.

Durigan diz que não há definição sobre Fazenda e elogia nome de Fonteles

27 October 2026 at 14:01

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, considera positiva uma eventual indicação do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), para o comando da pasta econômica.

Como mostrou a CNN Brasil, o nome do governador despontou como um dos favoritos para ocupar o Ministério da Fazenda. Rafael Fonteles foi reeleito governador do Piauí no 1° turno.

Segundo Durigan, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai definir a nova composição da Esplanada dos Ministérios nas próximas semanas. O ministro da Fazenda se reuniu com o petista na última segunda-feira (26).

“Não tratamos de equipe. Isso é um assunto que o presidente vai se debruçar nas próximas semanas para definir. Acho o nome do Rafael um excelente nome”, declarou Durigan a jornalistas nesta terça-feira (27).

A eventual ida de Fonteles para a Fazenda tem como justificativa sua trajetória. Antes de assumir o governo do Piauí, ele comandou a Secretaria estadual da Fazenda e presidiu o Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda).

A nomeação de Fonteles ao Ministério da Fazenda exigiria deixar o governo estadual. O chefe do Executivo é formado em matemática e mestre em economia matemática.

Durigan: Governo deve enviar medida sobre imposto seletivo nesta semana

27 October 2026 at 13:57

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (27) que o governo deve realizar o envio da medida que trata sobre as alíquotas do imposto seletivo ainda nesta semana ao Congresso Nacional.

A alíquota, que é conhecida como “imposto do pecado“, deve taxar produtos prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, com a ideia de desestimular o consumo de determinadas mercadorias.

A proposta do imposto é baseada no “Sin Tax” norte-americano. Nos Estados Unidos, os valores têm variação estadual. Entre os principais produtos taxados pelo “Sin Tax” estão o álcool, produtos derivados de tabaco, doces e combustível.

O imposto seletivo é uma das propostas do governo federal diante da busca ao centro da meta do Orçamento. Ao ser questionado se o pacote seria tratado como PEC ou Projeto de Lei Complementar, Durigan afirmou que esta pauta ainda deve passar por avaliação e análise técnica.

“Acredito que um projeto de lei daria conta de fazer esse estabelecimento. Por enquanto, a gente precisa sentar com o presidente e autorizar as demais medidas, mas tem várias já sendo estudadas e prontas do nosso lado”, afirmou o ministro da fazenda.

A mudança dependerá de aprovação do Congresso Nacional. Na prática, a proposta vai permitir que a equipe econômica amplie a fatia do contingenciamento do Orçamento para perseguir o centro da meta. Atualmente, o volume contingenciado mira o piso da meta.

A meta de 2026 é de um superávit de 0,25% do PIB, o que equivale a aproximadamente R$ 34,3 bilhões.

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Encomendas de bens duráveis nos EUA sobem 1,8% em setembro ante agosto

27 October 2026 at 13:47

As encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos subiram 1,8% em setembro ante agosto, em US$ 345,4 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira (27), pelo Departamento do Comércio.

O resultado veio ligeiramente abaixo da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam alta de 1,9% no período.

Excluído o setor de transportes, as encomendas avançaram 0,5% na comparação mensal. Sem a categoria de defesa, houve alta de 2,2% em setembro.

BC diz que estuda adoção de medidas para crédito de maior risco

27 October 2026 at 13:45

O Banco Central estuda ​adotar medidas macroprudenciais ​voltadas a segmentos de crédito de maior risco, afirmou a autoridade monetária em relatório divulgado nesta terça-feira (27), acrescentando que o objetivo é reduzir o superendividamento ⁠e fortalecer ​a sustentabilidade do crédito e ​a resiliência do sistema financeiro ⁠nacional.

Em seu Relatório de ⁠Estabilidade Financeira, uma publicação semestral, ​o ‌BC apontou que pesquisa da ⁠autarquia indica que a crescente digitalização dos serviços financeiros tem ampliado significativamente a ‌exposição ⁠de consumidores ‌de menor renda a ofertas, contribuindo para intensificar o endividamento.

O presidente ⁠do BC, Gabriel ⁠Galípolo, tem destacado a preocupação com os níveis ‌de endividamento no país, ressaltando a importância da promoção do uso responsável dos instrumentos de crédito e ‌do devido provisionamento por parte dos bancos.

Na semana passada, o BC aprovou ⁠três resoluções sobre as responsabilidades de instituições financeiras na oferta e ​concessão de crédito, com novas salvaguardas ​contra ofertas inadequadas ou abusivas e maior transparência antes da contratação.

Durigan diz que vai propor ajustes fiscais para perseguir centro da meta

27 October 2026 at 13:28

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (27) que vai propor uma alteração nas regras fiscais para mirar o centro da meta. A mudança depende de aprovação do Congresso Nacional.

Na prática, a proposta vai permitir que a equipe econômica amplie a fatia do contingenciamento do Orçamento para perseguir o centro da meta. Atualmente, o volume contingenciado mira o piso da meta.

 

De acordo com o ministro da Fazenda, a proposta vão vai acabar com a banda de tolerância. O arcabouço fiscal estabelece um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual.

“Vamos buscar o centro da meta de maneira formal. As medidas legislativas vão ser apresentadas para isso. Vamos dar todos os instrumentos para que não haja dúvida jurídica de que vai perseguir o centro da meta”, disse a jornalistas.

Durigan também afirmou que o governo estuda outras medidas de ajuste fiscal. Sem detalhá-las, o ministro disse que as ações vão depender da nova equipe econômica do quarto mandadto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Existem outras medidas que estão sendo avaliadas. Depois da eleição, o presidente vai definir a equipe dele. Depois a equipe vai apresentar quais serão essas medidas em termos de ajuste, em termos de perseguição da meta, para mostrar que o nosso compromisso é com responsabilidade fiscal. É com estabilidade fiscal”, disse.

A meta de 2026 é de um superávit de 0,25% do PIB, o que equivale a aproximadamente R$ 34,3 bilhões.

“A informação que eu tenho da análise técnica é de que um projeto de lei complementar daria conta fazer esse estabelecimento”, declarou.

Em setembro, a equipe econômica atualizou as projeções e informou que deve fechar o ano com um déficit primário efetivo de R$ 80,9 bilhões, isto é, sem considerar as exceções do cálculo da meta.

Ao considerar as exceções previstas em lei para o cálculo da meta fiscal, o governo considerou que pode faltar R$ 13,6 bilhões para alcançar o piso da meta em 2026. Por essa razão, a equipe econômica anunciou um contingenciamento de mesmo valor.

Nvidia e Meta estreitam laços com investimento de US$ 3 bi na área de IA

27 October 2026 at 12:39

A Nvidia e a Meta anunciaram nesta terça-feira (27) que ​irão aprofundar sua parceria ​em torno do assistente de IA Muse e de modelos de IA relacionados, com a Nvidia investindo US$3 bilhões na oferta de ações da controladora do Facebook.

Os modelos e agentes ⁠Muse da Meta, ​que rodam na infraestrutura da Nvidia, ​trabalharão em colaboração mais estreita com a ⁠fabricante de chips para melhorar ⁠o desempenho e reduzir custos.

O ​Muse, ‌conhecido internamente como Hatch, é fundamental para ⁠o plano do presidente-executivo Mark Zuckerberg de oferecer “superinteligência pessoal” aos bilhões de pessoas que utilizam os ‌serviços da ⁠Meta diariamente.

Inspirado ‌no agente de IA de código aberto OpenClaw, o Muse pode acessar emails, calendário, ⁠pagamentos, informações de saúde, ⁠compras e aplicativos de casa inteligente do usuário, sendo ‌que os usuários podem revogar o acesso a qualquer momento.

A Meta também aumentou sua oferta de ações para US$ 97,5 bilhões, a maior ‌captação de recursos de sua história, à medida que acelera os investimentos em infraestrutura de ⁠IA.

As empresas podem explorar uma colaboração mais estreita na estrutura OpenShell da Nvidia, incluindo o ​uso dessa estrutura para implantar software com segurança ​e o uso de uma ferramenta chamada Sentry para monitorar o comportamento dos agentes de IA.

Banca da zona euro restringe condições para conceder crédito no 3.º trimestre, refere BCE

27 October 2026 at 13:00

Os bancos da zona euro restringiram ainda mais no terceiro trimestre os critérios de concessão de empréstimos às empresas e de créditos ao consumo devido ao aumento dos riscos e das taxas de juro, foi hoje anunciado.

O Banco Central Europeu (BCE) divulgou hoje a pesquisa sobre empréstimos bancários de outubro de 2026, que mostra que 9% dos bancos restringiram no terceiro trimestre os padrões de concessão de crédito às empresas, que são as diretrizes internas ou os critérios de aprovação de empréstimos, contra 7% no segundo trimestre.

Os bancos mantiveram neste período os critérios de concessão de empréstimos às famílias para a aquisição de habitação.

Além disto, 14% dos bancos disseram que restringiram os critérios de concessão de crédito ao consumo e outros empréstimos às famílias (contra 12% no segundo trimestre).

O BCE realizou a pesquisa com 159 bancos da zona euro entre 21 de setembro e 6 de outubro de 2026.

Alguns bancos também apontaram as pressões derivadas da incerteza geopolítica e da evolução do setor energético como motivo para restringir os critérios para conceder créditos.

Os critérios de concessão de crédito às empresas foram restringidos por 27% dos bancos em França e 6% das instituições bancárias na Alemanha, enquanto 11% dos bancos em Itália os flexibilizaram.

Na Alemanha, 4% dos bancos flexibilizaram os critérios de concessão de empréstimos para a habitação, enquanto estes foram mantidos em Espanha, França e Itália.

Além disso, os bancos na Alemanha mantiveram os critérios de concessão de crédito ao consumo, enquanto 38% dos bancos em França, 27% em Itália e 8% em Espanha os restringiram.

O BCE fez uma pergunta específica sobre os novos empréstimos para financiar a implementação ou o desenvolvimento da inteligência artificial (IA).

A maioria dos bancos ainda não incorporou critérios específicos para avaliar os empréstimos relacionados com a IA.

Um número reduzido de bancos disse que tem cada vez mais em conta a IA e os riscos associados e que submetem a um escrutínio mais rigoroso as empresas do setor tecnológico.

No quarto trimestre, os bancos preveem restringir ainda mais os critérios de concessão de crédito às empresas, dos empréstimos destinados à habitação e ao consumo para os níveis mais elevados desde o terceiro trimestre de 2023.

Além disso, os bancos rejeitaram mais pedidos de empréstimos em todos os grupos, mas principalmente no do crédito ao consumo.

No terceiro trimestre, a procura de crédito das empresas e das famílias caiu, tanto para comprar uma casa como para consumo, devido ao aumento das taxas de juro.

Da mesma forma, as empresas investem menos em ativos fixos e recorrem a fontes de financiamento alternativas.

A incerteza geopolítica e energética também trava a procura de empréstimos corporativos.

Vários bancos disseram que preveem um aumento gradual, mas sustentado, da procura de crédito destinada a financiar infraestruturas digitais, em concreto centros de dados.

Os bancos assinalaram que os seus empréstimos vinculados à IA se direcionarão mais provavelmente a fornecedores de infraestruturas do que para desenvolvimentos de ‘software’ ou a empresas que adotem aquela tecnologia, acrescenta o BCE.

BC diz que número de endividados de “risco” sobe 75% e soma 20,3 milhões

By: pedroz
27 October 2026 at 12:10

O BC (Banco Central) divulgou nesta terça-feira (27) o Relatório de Estabilidade Financeira referente ao primeiro semestre de 2026. O documento aponta a existência de 20,3 milhões de endividados de risco em junho, alta de 75% em relação ao mesmo período de 2021.

O número equivale a 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional. Para ser considerado endividado de alto risco, a pessoa precisa se encaixar em dois dos indicadores estabelecidos pelo BC ao mesmo tempo. Veja:

  • Comprometer mais de 50% com o pagamento de dívidas;
  • Ter uma renda que, após o pagamento das dívidas, fique abaixo da linha da pobreza (R$ 500 a R$ 600);
  • Inadimplência;
  • Multimodalidade (quando a pessoa tem financiamentos em diferentes modalidades).

Segundo o Banco Central, o comprometimento de renda atingiu o nível mais elevado dos últimos 21 anos, com intenso impacto nos tomadores de menor renda. A autoridade monetária indica que a crescente digitalização dos serviços financeiros tem ampliado significativamente a exposição de consumidores de menor renda a ofertas de crédito, contribuindo para intensificar o endividamento.

“As famílias utilizaram o aumento da renda disponível para ampliar seu endividamento, com maior demanda por modalidades mais onerosas, como cartão de crédito e crédito não consignado”, diz o relatório.

Na semana passada, o Banco Central adotou três novas medidas para ampliar a proteção dos consumidores do endividamento. As resoluções contemplam ações contra ofertas inadequadas ou abusivas e maior transparência antes da contratação de operações de crédito.

Além do endividamento das famílias, a capacidade de pagamento de empresas também permanece desafiadora.

“Embora não haja sinais de deterioração relevante na maioria das corporações, aumentou o número de empresas com lucro líquido menor e despesa financeira líquida maior, indicando margem de segurança mais estreita para honrar dívidas”, afirma.

Governo renova subvenção de R$ 2,12 do diesel por mais 30 dias

By: pedroz
27 October 2026 at 11:06

O Governo Federal informou nesta terça-feira (27) que vai renovar a subvenção de R$ 2,12 do diesel. A medida será compensada com receitas extraordinárias de petróleo.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, a medida valerá por um mês. O impacto é o mesmo da subvenção atual. A pasta informou ao CNN Money que a ampliação da medida irá custar R$ 10,5 bilhões.

Leia Mais:

A subvenção do diesel foi inicialmente estabelecida pela MP (Medida Provisória) 1.363, de 30 de maio de 2026, no valor de R$ 1,12 por litro.

Posteriormente, diante do agravamento do cenário externo, a MP 1.391, de 11 de setembro de 2026, autorizou o Ministério da Fazenda a definir, por ato próprio, o valor da subvenção ao diesel. Com fundamento nessa autorização, a pasta publicou uma portaria para fixar uma subvenção adicional de R$ 1,00 por litro, que, somada ao valor previsto na MP 1.363/2026, resultou em uma subvenção total de R$ 2,12 por litro.

Como a MP 1.363 perdeu a validade em 26 de setembro, a equipe econômica editou uma portaria na época para assegurar a manutenção do subsídio no patamar de R$ 2,12, válida para outubro.

O Ministério da Fazenda estima que as receitas extraordinárias com petróleo devem alcançar R$ 67,5 bilhões em 2026. O cálculo considera a arrecadação com imposto de exportação e receitas adicionais com venda de óleo, participação de óleo e royalties.

Ao longo de 2026, o governo abriu crédito extraordinário para compensar as medidas dos combustíveis. Veja o que já foi editado até o momento:

  • MP 1.340/2026 (subvenção do diesel): crédito extraordinário de R$ 7 bilhões;
  • MP 1.349/2026 (subvenção do GLP e apoio financeiro ao setor aéreo): crédito extraordinário de R$ 800 milhões
  • MP 1.358/2026 (subvenção diesel e gasolina): crédito extraordinário de R$ 4,1 bilhões;
  • MP 1.363/2026 (subvenção do diesel em R$ 1,12): R$ 12,5 bilhões.

Juros da dívida sobem a dois, a cinco e a 10 anos

27 October 2026 at 09:40

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a segunda-feira, alinhados com os de Itália, enquanto os da Alemanha desciam no prazo mais longo.

Às 08:45 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,876%, contra 3,865% na segunda-feira.

Os juros a cinco anos também subiam, para 3,455%, contra 3,446%.

No mesmo sentido, os juros a dois anos avançavam, para 3,172%, contra 3,166% na véspera.

Os juros de Espanha recuavam a dois anos e avançavam a cinco e a 10 anos, enquanto os da Grécia desciam a dois e cinco anos e subiam a 10 anos.

Os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam, para 3,358%, contra 3,366%, enquanto os de França se moderavam, para 4,942%, contra 4,900%.

O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, também descia, para cerca de 160 pontos base, depois de ter atingido máximos dos últimos 15 anos na semana passada, e mantinha-se acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

Os juros da dívida dos EUA subiam, para 4,992%, contra 4,989% na véspera.

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:45:

2 anos…5 anos…10 anos

Portugal

27/10…….3,172…3,455…..3,876

26/10…….3,166…3,446…..3,865

Espanha

27/10…….3,235…3,520…..4,005

26/10…….3,236…3,518…..3,998

Grécia

27/10…….3,228…3,753…..4,326

26/10…….3,242…3,756…..4,311

Itália

27/10…….3,511….3,984…..4,511

26/10…….3,507….3,970…..4,487

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

Lula não liga gasto público aos juros altos, avalia Samuel Pessôa

27 October 2026 at 06:45

Samuel Pessôa, pesquisador do BTG Pactual e do Ibre-FGV, avaliou ao WW, que a queda da bolsa e o aumento do dólar registrados na segunda-feira (26) refletem uma antecipação do mercado financeiro diante de preocupações estruturais com a política fiscal brasileira.

Segundo ele, o problema central está no ritmo de crescimento do gasto público primário.

O diagnóstico fiscal

O pesquisador explicou que o gasto obrigatório do governo cresce, por força de regras de indexação, a uma velocidade maior do que o crescimento da economia.

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“Se todo ano o gasto primário precisa crescer, por questões de regras, a uma velocidade maior do que a base material que sustenta o Estado brasileiro, isso pressiona a base material, gera uma pressão inflacionária e, consequentemente, obriga que nós tenhamos juros elevados”, afirmou Pessôa.

Para o pesquisador, a solução passa por estabelecer regras que permitam ao gasto primário crescer na mesma velocidade da economia. No entanto, ele reconheceu que essa negociação política ainda não foi alcançada.

“Isso a gente não consegue politicamente digerir entre nós, negociar entre nós, e esse é o problema”, disse.

Crítica à compreensão de Lula sobre os juros

Pessôa acrescentou que a situação é agravada pelo fato de que, aparentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compartilha desse diagnóstico.

Segundo o pesquisador, Lula parece atribuir os juros elevados a pressões externas, como as da Faria Lima, sem estabelecer a conexão com o crescimento dos gastos públicos.

“Parece que o presidente Lula não faz uma ligação entre o crescimento do gasto primário do governo central a uma velocidade maior do que o crescimento da economia e os juros elevados”, afirmou.

Para Pessôa, essa falta de clareza sobre as causas dos juros altos gera preocupação, pois sinaliza dificuldades à frente.

“Como ele não faz esse vínculo, a gente tem uma liderança que não tem muita clareza nos motivos dos juros serem elevados no Brasil. Isso gera uma preocupação, porque sinaliza que teremos problemas à frente e os mercados acabam antecipando”, concluiu o pesquisador.

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PIB da Coreia do Sul registra alta de 3,4% no 3º trimestre

27 October 2026 at 00:32

O PIB (Produto Interno Bruto) da Coreia do Sul avançou 3,4% no terceiro trimestre, em comparação com igual trimestre de 2025, de acordo com leitura preliminar do BoK (Banco da Coreia, na sigla em inglês) divulgada nesta terça-feira (27) (horário local).

O resultado veio acima da estimativa de analistas consultados pela FactSet que previam alta de 3%.

Já na comparação trimestral, a alta foi de 1%.

Arcabouço fiscal não é claro e direto como o necessáro, diz Meirelles à CNN

26 October 2026 at 23:30

Para Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do BC (Banco Central), o marco fiscal adotado pelo governo Lula em 2023 não é tão “claro, direto e rigoroso” quando o assunto é a fixação dos limites de despesas permitidos ao Executivo.

O economista defendeu, em entrevista exclusiva ao CNN Money nesta segunda-feira (26), que seria mais crível “uma coisa clara”, ao invés de métricas de crescimento de gastos flexíveis a depender do crescimento da economia.

Além disso, Meirelles indicou que o “maior problema” em relação ao arcabouço fiscal “é que ele não está sendo seguido”.

Apesar de o governo ter cumprido as metas de gastos primários dos últimos anos, o ex-ministro observou que a regra só atendeu ao parâmetro estabelecido em lei ao ignorar da conta despesas extraordinárias.

Nesse sentido, apontou que a regra “perde eficácia” e que “a dívida cresce independentemente de como o governo a contabiliza”.

Veja os 5 sinais de que as contas públicas do Brasil estão em risco

 

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