Michel Monteiro, presidente do conselho de administração, reconhece que os custos operacionais continuam a superar as receitas e que a redução dos abates dificulta a recuperação económica, obrigando os municípios de Mirandela e Vila Flor a continuar a financiar a atividade.
O Tribunal da Relação de Guimarães anulou a sentença do Tribunal de Bragança, que declarou a insolvência do matadouro industrial do Cachão. O tribunal considerou que, pela sua natureza intermunicipal, o matadouro não está sujeito ao regime comum de insolvência, devendo ser enquadrado na legislação específica do setor empresarial local.
O responsável considera que o acórdão de 15 de outubro era o desfecho expectável, tendo em conta a natureza intermunicipal da empresa. “O facto de termos esta independência, esta autonomia na gestão do matadouro, naturalmente, tranquiliza-nos”, afirma à VTM.
Apesar do alívio, Michel Monteiro sublinha que “os problemas mantêm-se na atualidade”. Os gastos operacionais, os fornecimentos externos e os custos comerciais continuam acima dos proveitos. “O núcleo central do negócio não é autossustentável”, admite, acrescentando que a atividade “continua a gerar valor negativo no seu dia a dia”.
Artigo exclusivo PREMIUM
Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.
O Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, reabre na sexta-feira, com a totalidade dos seus espaços visitáveis acessíveis ao público, após a conclusão das intervenções realizadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Em comunicado, a instituição refere que esta nova etapa assinala a “conclusão de um importante ciclo de trabalhos de reabilitação e valorização do monumento, permitindo aos visitantes percorrer integralmente o circuito museológico e descobrir as novas soluções de decoração e museografia”.
As intervenções realizadas permitiram “renovar os espaços e melhorar a apresentação das coleções, proporcionando uma experiência de visita mais completa e enriquecedora”.
E acrescenta: “A nova museografia convida à redescoberta do Paço dos Duques de Bragança, da sua história e do património que conserva”.
O Paço dos Duques de Bragança, edifício do século XV associado à história da Casa de Bragança, integra a rede de equipamentos patrimoniais da Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E.
O espaço funciona todos os dias entre as 10:00 e as 18:00.
A banda sonora do filme de realidade virtual “Against the Light”, de Fred Riedel, da autoria de Lee Ranaldo e Leah Singer, é editada hoje, dia em que os artistas a apresentam ao vivo em Guimarães.
De acordo com a editora discográfica independente Revolve, em comunicado, a banda sonora, que tem o mesmo título do filme em 3D para realidade virtual, “Against the Light”, estará disponível hoje em vinil no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, onde a fotógrafa e artista multimédia Leah Singer e o guitarrista Lee Ranaldo, cofundador dos Sonic Youth, a apresentam ao vivo, no âmbito do festival Mucho Flow.
A banda sonora fica também disponível nas plataformas digitais, a partir das 00:00.
Lee Ranaldo e Leah Singer “gravaram o lado A num único ‘take’, sem cortes, no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, em dezembro de 2024”, recorda a Revolve, que edita o álbum em parceria com a produtora de cinema Bando À Parte.
O filme do realizador e produtor norte-americano Fred Riedel parte de uma performance, “Contre Jour”, que Lee Ranaldo e Leah Singer, que colaboram em som e imagem desde 1991, apresentaram em vários festivais desde, pelo menos, 2011.
A Revolve descreve que, na performance, Leah Singer manipula em tempo real imagens sobre as quais cai a sombra de uma guitarra suspensa e de Lee Ranaldo.
Em novembro de 2024, “Contre Jour” foi apresentada em Braga, no gnration, numa homenagem à artista plástica Lourdes Castro (1930-2022). Na performance, cruzaram-se guitarras acústicas, elétricas e instrumentos digitais, com as sombras do universo iluminado da artista portuguesa.
A editora recorda que Fred Riedel propôs a Leah Singer e Lee Ranaldo “levar a performance para o 3D”.
“‘Against the Light’ é a variante criada para esse filme: 24 minutos, um só ‘take’, sete iPhones em vários pontos do palco, um deles no corpo da guitarra e outro no peito do músico, e mais de uma dúzia de pistas de áudio. A produção fala de uma visão cubista da performance”, lê-se no comunicado hoje divulgado.
Com produção do realizador português Rodrigo Areias e de Fred Riedel, e editado pela Bando à Parte e pela Red-F Knho, “Against the Light” teve estreia mundial no 79.º Festival de Locarno, em agosto.
Thomas Freitas, jovem de 25 anos, natural de Guimarães e a trabalhar em Madrid, sobreviveu ao desastre ferroviário que, ontem, fez pelo menos 69 mortos, em Toledo, Espanha. Em entrevista à CNN Portugal, conta que não sabe como conseguiu escapar.
O jovem vimaranense tinha partido de Madrid pelas 08:00, a bordo de um comboio da Renfe, rumo a Sevilha. Cerca de 54 minutos depois, a viagem transformou-se num pesadelo, quando a composição em que seguia colidiu com outro comboio de alta velocidade, operado pela Iryo.
O português viajava na carruagem 5 e recorda a violência do impacto, que destruiu parte das carruagens seguintes. “Não sei como me consegui segurar. Sei que fiz muita força agarrado ao banco da frente. À minha volta só vi pessoas a voar e tudo a partir-se”, recorda na entrevista à CNN Portugal.
Thomas Freitas considera difícil explicar como conseguiu sair ileso, pois as carruagens imediatamente à frente daquela onde seguia ficaram severamente destruídas, tendo uma delas caído por uma ravina e ardido.
“Dificilmente saiu alguém dessas carruagens com vida”, afirma.
Passageiros tiveram de partir uma janela para conseguir sair
Depois do embate, com as saídas bloqueadas e o próprio martelo de emergência partido, os passageiros tiveram de encontrar uma alternativa para escapar da composição. Segundo Thomas Freitas, foi um dos passageiros que conseguiu partir o vidro de uma janela com recurso a uma mesa, permitindo que os restantes saíssem.
A experiência foi de tal ordem traumática que o jovem vimaranense admite que poderá mudar de comportamento nas próximas viagens de comboio: “Foi um desastre tão grande que eu da próxima vez que tiver de comprar um bilhete de comboio seguramente escolho uma carruagem do meio”.
Número de mortos ascende a 69
Segundo o balanço mais recente, o número de mortos no acidente ferroviário subiu para 69 e permanecem internadas pelo menos 50 pessoas em diversos hospitais, disse hoje o presidente do governo regional de Castela-La Mancha.
Durante a noite e madrugada foi encontrado mais um corpo nos escombros dos dois comboios que colidiram na quarta-feira em Urda, Toledo, a cerca de 150 quilómetros a sul de Madrid, pelo que o número de mortos confirmados até agora subiu para 69, revelou Emiliano Garcia-Page, em declarações aos jornalistas.
Por outro lado, das 110 pessoas que foram atendidas em hospitais da região, 60 já tiveram alta e 50 permanecem internadas com “diferentes níveis de preocupação”, acrescentou.
Entre os feridos internados há pelo menos 15 em estado considerado grave, segundo o presidente de Castela-La Mancha, que falava no posto de comando de resposta ao acidente, instalado em Toledo.
A Torre da Alfândega, um dos monumentos mais emblemáticos de Guimarães, foi vandalizado.
A ‘cidade-berço’ acordou, esta quinta-feira, com a inscrição grafitada “Aqui Morreu Portugal” na fachada do edifício onde está a inscrição “Aqui Nasceu Portugal”.
A Associação Veteranos Lanceiros de Portugal (AVLP) já manifestou “o seu mais veemente repúdio pelos grafittis “, defendendo que “a liberdade de expressão não justifica atos de vandalismo nem o desrespeito pelo património histórico e cultural”.
“A sua preservação constitui um dever colectivo para com a nossa História e as gerações futuras”, defende a associação vimaranense, apelando “às entidades competentes para que promovam, com carácter de urgência, a limpeza e recuperação da Torre da Alfândega, através de uma intervenção tecnicamente adequada, que respeite a integridade histórica do monumento, e para que sejam apuradas eventuais responsabilidades”.
Segundo o Grupo Santiago, a empresa municipal Vitrus já se encontra no local a fazer a limpeza o grafitti.
O projeto “Novelo”, desenvolvido pelos engenheiros Flávio Fernandes e Hélder Gonçalves, de Barcelos, foi o grande vencedor do concurso Hack4Guimarães 2035, conquistando também o desafio TextVitrus: Dar Destino aos Têxteis, lançado pela Vitrus Ambiente.
De acordo com a empresa municipal de Guimarães, o “Novelo” apresenta uma abordagem à gestão dos resíduos têxteis, contribuindo para a “reflexão sobre novas soluções para a economia circular e a valorização destes materiais”.
Foto: Vitrus Ambiente
Os projetos vencedores de cada desafio receberam um prémio de 1.000 euros, tendo o projeto “Novelo”, enquanto vencedor do concurso geral, recebido ainda 7.500 euros adicionais.
Os dois jovens vencedores são ex-alunos da Universidade Politécnica de Viana do Castelo e, para além disso, têm em comum uma ligação ao ciclismo. Ambos cumpriram a formação desportiva na academia da Associação Cultural e Recreativa de Roriz, de Barcelos, sendo que Hélder Gonçalves chegou mesmo a ciclista profissional no pelotão nacional, carreira que abandonou aos 25 anos.
Foto: Vitrus Ambiente
A cerimónia de entrega dos prémios decorreu esta quarta-feira, no âmbito do Mês da Economia de Guimarães, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, e do presidente da CCDR-Norte, Álvaro Santos.
A Vitrus Ambiente refere que se associou a esta iniciativa no âmbito do Mês da Economia de Guimarães, reforçando o seu “compromisso com a sustentabilidade, a inovação e a procura de soluções que promovam uma gestão mais eficiente dos resíduos”.
Um jovem de 26 anos ficou gravemente ferido na sequência de uma colisão entre a mota em que seguia e um automóvel, na tarde desta quarta-feira, na Estrada Nacional 105, em Conde (S. Martinho), Guimarães.
Fonte da Proteção Civil do Ave adiantou a O MINHO que o alerta foi dado às 13:17 e o ferido conduzido ao Hospital de Guimarães.
Prestaram socorro os Bombeiros de Vizela com apoio da VMER de Guimarães.
O Multiusos de Guimarães vai juntar em palco, no evento “A Primeira Depois da Ceia”, no dia 26 de dezembro, alguns dos nomes maiores do hip-hop português.
Pela primeira vez, Bezegol & Rude Bwoy Banda, Mundo Segundo & Sam The Kid, Regula e Força Suprema vão estar juntos num mesmo evento.
A abertura de portas está marcada para as 19:00 e será o pontapé de saída para cinco horas de programação.
A apresentação oficial do projeto à comunicação social aconteceu ontem, no Espaço Guimarães, com as presenças de Mundo Segundo e Bezegol.
A noite vai começar no foyer, passa pelo palco principal e prolonga-se com uma after party. “A Primeira Depois da Ceia” , contudo, não pretende ficar apenas pela música, quer ser uma imersão total no universo da cultura urbana com propostas de gaming, b-boys, dança, arte urbana, tatuagens e barber culture. Na apresentação, Mundo Segundo caracterizou o evento vimaranense como “fora da caixa”. O artista destacou a possibilidade de se juntarem, na mesma data e no mesmo local, quatro projetos consolidados no cenário musical nacional. O espetáculo promete ser uma retrospetiva do que se tem feito ao nível do hip-hop em Portugal nas últimas décadas. Na opinião de Bezegol, todos os artistas “vão fazer uma viagem cronológica pela sua história”.
Mundo Segundo & Sam The Kid duas histórias musicais que se cruzam em Guimarães
Segundo a organização, estão praticamente garantidos alguns duetos inéditos entre estes artistas que, embora já se tenham cruzado em festivais e outros espetáculos, será a primeira vez que integram um cartaz juntos. Gaia e Chelas, Norte e Sul, Mundo Segundo & Sam The Kid. Duas geografias diferentes, dois percursos singulares e uma ligação construída ao longo de décadas em torno da mesma cultura. A relação entre Sam The Kid e Mundo Segundo foi crescendo entre rimas, batidas, colaborações e palcos partilhados. Essa cumplicidade ganhou uma nova dimensão com o projeto conjunto que têm vindo a construir, do qual já são conhecidos temas como “Tu Não Sabes”, “Brasa”, “Gaia e Chelas” e “Deixar de Ser”, com New Max. De Gaia a Chelas, o percurso converge, agora, em Guimarães, num encontro entre duas das identidades mais reconhecidas do hip-hop feito em Portugal.
A diversidade sonora do cartaz completa-se com Bezegol & Rude Bwoy Banda. Entre o reggae e a música urbana, Bezegol construiu um percurso marcado pela palavra e pela observação social. “Maria”, com Rui Veloso, é um dos seus temas mais reconhecidos. Em Guimarães, apresenta-se acompanhado pela Rude Bwoy Banda.
Regula, também conhecido como Gula ou Don Gula, é uma das figuras mais marcantes do rap português. Desde os primeiros tempos dedicados à improvisação, destacou-se pela vontade de se expressar, evoluir e aperfeiçoar a sua arte. Essa energia e determinação tornaram-se uma marca da sua identidade artística, contribuindo para a construção de um estilo próprio e de uma presença incontornável no Hip-Hop nacional. Com uma sonoridade distinta e uma autenticidade que conquistou diferentes gerações, especialmente os mais jovens, Regula deixou a sua marca na música e na cultura urbana portuguesa. O seu percurso é um reflexo de talento, dedicação e perseverança, num legado cuja influência continua a fazer-se sentir no panorama musical português
Os Força Suprema levam ao Multiusos de Guimarães mais de duas décadas de um percurso construído entre Angola e Portugal. Com raízes em Luanda e na periferia de Lisboa, o coletivo cruza diferentes sonoridades, do hip-hop clássico ao trap e ao drill, e chega a Guimarães depois do lançamento de “Baseado em Factos Reais”.
Do foyer ao palco
Concertos, Gaming, B-Boys, Dança Urbana, Arte, Tattoo Art e Barber Culture completam esta experiência, que conta com um conjunto de ativações que marcam o ritmo de uma noite pensada para ser vivida muito além do palco.
Mais do que uma sequência de concertos, “A Primeira Depois da Ceia” cruza música, criatividade e cultura de rua numa “experiência verdadeiramente imersiva”. A experiência começa logo à entrada. O foyer do Multiusos de Guimarães será ocupado por diferentes expressões da cultura urbana e underground. O Palco RAP – um espaço paralelo ao palco principal – dará destaque a cantores e rappers emergentes, criando uma montra para novos talentos em paralelo com as atuações dos nomes consagrados no palco principal. Depois dos concertos, a programação continua com uma after party com DJ Set e animação.
O Arsenal está eliminado da Copa da Liga Inglesa. O atual campeão inglês empatou com o Fleetwood em 1 a 1, nesta terça-feira (27), no Highbury, em Fleetwood, no tempo normal, e a decisão se encaminhou para a disputa de pênaltis. Nas cobranças, Bruno Guimarães desperdiçou a batida, e a equipe da League Two (Quarta Divisão Inglesa) avançou ao triunfar por 5 a 3.
Aaron Loupalo-Bi abriu o placar no primeiro tempo, e Viktor Gyokeres empatou para o Arsenal. Max Dowman foi expulso logo no início do segundo tempo, e os Gunners ficaram o resto da partida com um jogador a menos.
Em 5 de julho, o meio-campista perdeu um pênalti aos 13 minutos do primeiro tempo na partida entre Brasil e Noruega, pelas oitavas de final do Mundial, em um lance defendido pelo goleiro Nyland. A equipe brasileira acabou eliminada da competição após derrota por 2 a 1.
Atual segundo colocado da Premier League, com 21 pontos, mesma pontuação do líder Manchester City (os Citizens levam a melhor no critério de saldo de gols, 11 a oito), o Arsenal volta a campo no próximo domingo (1º), contra o Liverpool, às 13h30 (de Brasília), no Anfield, em Liverpool.
A partida é válida pela nona rodada do Campeonato Inglês.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), defendeu à CNN Brasil nesta terça-feira (27) que o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja de “frente ampla”.
Segundo o chefe da pasta, ele espera que o novo governo seja comandado por outras legendas, para além do PT (Partido dos Trabalhadores), com a participação de partidos de centro.
Guimarães afirmou que a definição de novos ministros depende do presidente Lula mas que ele e outros parlamentares que se dispuseram a ficar fora do pleito para seguirem cumprindo mandato estão à disposição para “servir o país”.
Segundo Guimarães, a nova composição ministerial deve refletir as alianças que contribuíram para a reeleição de Lula. O ministro, no entanto, defendeu que a distribuição de cargos seja condicionada à fidelidade das legendas ao governo no Congresso Nacional.
“Eu defendo um governo de frente ampla, e essa frente ampla que incorpore outros sujeitos que não sejam do PT, até porque essa vitória não foi só do PT. É um erro se fizermos isso. Evidentemente, o PT é o partido do presidente, tem um alto grau de protagonismo, mas penso que o novo governo tem que refletir essa nova composição”, afirmou.
O ministro ressaltou que a definição dos integrantes do primeiro escalão caberá exclusivamente ao presidente. Guimarães também destacou que os auxiliares que não disputaram as eleições deste ano permanecem à disposição para continuar no Executivo.
“O novo governo tem que considerar o ambiente da eleição. Quem o presidente Lula vai chamar para ser ministro ou continuar depende dele. Eu não tenho nem opinião formada sobre isso. O que existe é que nós, que não fomos candidatos, estamos para servir o país, como servimos nesse governo”, disse.
Guimarães abriu mão de uma candidatura ao Senado pelo Ceará para assumir a Secretaria de Relações Institucionais, em abril deste ano, após convite de Lula. Na ocasião, o petista afirmou que a decisão representou a renúncia a um projeto político pessoal.
Outros integrantes do governo também permaneceram no Executivo e não disputaram o pleito, entre eles os ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego. Marinho desistiu de concorrer às eleições após pedido do presidente.
Fidelidade dos partidos
Ao defender a ampliação da base governista, Guimarães afirmou que a participação de novas legendas deve ser acompanhada de compromissos com as propostas e políticas implementadas pelo Executivo.
“Defendo a tese de que ele tem que definir a nova composição ministerial trabalhando a ideia de frente ampla, chamando os partidos de centro que estejam dispostos a ajudar o governo, mas estabelecendo o critério de lealdade e fidelidade na relação dos partidos, dos senadores e deputados com o governo”, afirmou.
O ministro fez um alerta às siglas interessadas em integrar a próxima gestão e defendeu que a sustentação política de Lula não seja medida apenas pelo número de partidos que ocupam cargos na Esplanada.
“Para ir para o governo, o partido tem que ter fidelidade”, declarou.
“Eu sou defensor de uma base menor, se for o caso, mas coesa e que tenha fidelidade ao governo que está implementando as suas políticas e programas”, acrescentou.
As declarações ocorrem em meio às primeiras articulações para a composição do novo governo, que terá início em janeiro de 2027. Após a vitória no segundo turno, Lula começou a discutir a distribuição de cargos e a participação de aliados na próxima gestão.
A formação da nova equipe também deve levar em consideração a relação do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, especialmente após divergências entre o governo e partidos que integraram a base durante o terceiro mandato.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou à CNN Brasil nesta terça-feira (27) que a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos após a derrota nas eleições mostra que ele não estava preparado para o cargo de presidente da República.
“Ele disse que ia respeitar o resultado das urnas e na primeira derrota, o cara vai embora, ele é um frouxo. Ele não tinha predicados para ser presidente de uma nação do tamanho do Brasil”, disse o ministro.
Guimarães relembrou que em sabatina ao final de agosto, antes mesmo do primeiro turno, Flávio afirmou que aceitaria o resultado das urnas e declarou que o ex-senador não cumpriu com a promessa.
Segundo o ministro, ele não acreditou ao receber a notícia de que Flávio teria fugido. Para o chefe das Relações Institucionais, o movimento foi um “desrespeito com quem votou pra ele”.
“Quando essa notícia apareceu, eu considerei que era uma especulação, eu não quis acreditar que aquele fato fosse brasileiro. Recebeu 60 milhões de votos e, de uma hora pra outra, saiu do Brasil, isso é um desrespeito com quem votou pra ele”, afirmou à CNN.
Segundo aliados ouvidos pela CNN, Flávio está fora do Brasil. A saída ocorre após o senador ser intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em 2022, Jair Bolsonaro viajou aos Estados Unidos em 30 de dezembro, dois dias antes do fim de seu mandato. Ainda presidente, ele não participou da cerimônia de posse de Lula nem passou a faixa presidencial ao sucessor.
À época, Bolsonaro ainda não era investigado no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado. A investigação avançou após os ataques de 8 de janeiro de 2023 às sedes dos Três Poderes, em Brasília. O ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão e cumpre a pena em prisão domiciliar.
Flávio, por sua vez, é alvo de dois inquéritos da Polícia Federal e ficará sem mandato pela primeira vez em 24 anos, a partir de fevereiro de 2027. Segundo relatos feitos à CNN, o senador dizia a aliados que corria risco de ser preso.
Aliados têm usado para justificar a saída do senador uma fala de Lula durante o debate da Band, no segundo turno. Na ocasião, o presidente disse que Flávio teria problemas ao deixar o mandato e perder a imunidade parlamentar.
“Que você vai perder imunidade, que te prepare, que você vai perder imunidade e você vai ter problema. Porque a sua vida tem muito inquérito, que agora vai andar. Se os seus amigos não estão deixando andar, agora vai andar”, disse Lula.
O senador foi aconselhado a não deixar o país em uma reunião na tarde de segunda-feira (26) com os principais nomes de sua campanha, no escritório de um de seus advogados, no Lago Sul, em Brasília.
Na avaliação dos aliados moderados, uma eventual prisão do senador logo após a eleição seria ruim para a imagem de Lula no exterior. Por isso, eles acreditavam que nenhuma medida seria tomada contra Flávio.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu nesta terça-feira (27) a construção de um governo de frente ampla no quarto mandato do presidente Lula (PT), com participação dos partidos de centro. Ele afirmou que a nova governabilidade deve ser “integral e total” e que a bancada do PT terá protagonismo na relação com o Congresso.
Segundo Guimarães, o resultado das urnas indica que o governo precisa construir uma relação diferente com o Legislativo. Ele disse que os partidos podem entrar na gestão, mas que não haverá “meia participação”. Quem ocupar ministérios deve votar com o Executivo, segundo ele.
No começo da atual gestão, partidos como o União Brasil e o Republicanos ganharam espaço na Esplanada, mas desembarcaram do governo em 2025. Havia também críticas por parte de governistas de que, apesar do cargo, parlamentares dos partidos votaram contra projetos de interesse do Planalto.
Leia Mais:
Em conversa com jornalistas após reunião da bancada petista nesta terça, Guimarães elogiou a atuação dos deputados e senadores do PT e da federação durante a campanha, que classificou como “generosa”, e defendeu que a bancada petista exerça agora um papel de destaque no novo mandato. Disse que o governo será amplo, mas que o PT terá posição central.
Antes dele, o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, afirmou que o Congresso será conservador e fortalecido pela extrema direita. Para ele, a participação popular e a democracia participativa darão qualidade e força política ao governo. Uczai também parabenizou o presidente Lula Inácio Lula da Silva (PT), que completa 81 anos hoje.
Pauta no Congresso
Entre as prioridades imediatas citadas estão a PEC da Segurança, o Orçamento do próximo ano e a MP (Medida Provisória) das Bets. A bancada quer retirar da PEC o tema da maioridade penal, para dar condições à criação do Ministério da Segurança ainda este ano. Também foram mencionados a tarifa zero no transporte e o PLP 265, que destina recursos do excedente dos royalties do pré-sal à educação em tempo integral. Também disse que um ajuste fiscal ainda não foi discutido pelo governo.
Questionado, Guimarães criticou ainda o senador Flávio Bolsonaro (PL) por ter relutado em reconhecer o resultado da eleição. Disse que as autoridades reconheceram a vitória de Lula e que quem perde democraticamente “vai pra casa”. Sobre a possibilidade de Flávio ter fugido do país, disse que “dá raiva só de pensar”.
Serena Afonso, de 18 anos, filha de pai natural de São Paio, Melgaço, e Emma dos Prazeres, de 17 anos, filha de mãe com origens em Guimarães, são candidatas ao concurso Miss Queen Portugal France 2026, que distingue jovens da comunidade portuguesa residente em França.
Natural de Dourdan (França), Serena Afonso cresceu num ambiente marcado pelas tradições portuguesas e mantém uma forte ligação ao país de origem dos pais, particularmente a Melgaço, terra natal do pai, e à Covilhã, de onde é natural a família materna.
Apesar de ter nascido e crescido em território francês, a jovem fala português e tem nacionalidade portuguesa. Visita regularmente Portugal e divide o período de férias entre as terras de origem da família e outros destinos nacionais.
Foto: DR
“Vou uma semana à terra da minha mãe, uma semana ao Algarve e uma semana ao Norte”, conta a candidata, que pretende aproveitar a participação no concurso para dar visibilidade às suas raízes portuguesas.
A ligação à cultura nacional estende-se também ao folclore. Há quase cinco anos que Serena integra um rancho folclórico português em França, atividade que começou a praticar com uma prima e que lhe permite preservar as tradições do país de origem da família.
Atualmente, Serena frequenta um curso superior técnico na área da negociação e relação com clientes, ainda sem ter definido o percurso profissional que pretende seguir após a conclusão dos estudos.
Admite ser uma pessoa reservada e encara a participação no Miss Queen Portugal France como uma oportunidade para superar a timidez e ganhar confiança. “Sou uma pessoa mais tímida, depende da situação”, reconhece.
Questionada sobre o que gostaria de fazer caso conquistasse o título, a resposta é direta: “Representar o Norte”.
A jovem, que concorre com o número 06, tem também uma ligação familiar aos concursos de beleza, já que uma tia conquistou um título de Miss em 2016.
Emma dos Prazeres quer mostrar que Portugal é muito mais do que pastéis de nata
Aos 17 anos, Emma dos Prazeres tem o sonho de se tornar procuradora da República, mas, enquanto prossegue os estudos na área do Direito, prepara-se para outro desafio: representar Guimarães no concurso Miss Queen Portugal France 2026.
Nascida em Nogent-sur-Marne e residente em Neuilly-Plaisance, na região parisiense, a jovem é filha de mãe com origens em Guimarães e de pai natural da Guarda. É a mais nova de três irmãos e mantém uma ligação próxima a Portugal, onde passa habitualmente parte das férias de verão.
A participação no concurso é também uma oportunidade para mostrar aos franceses que a identidade portuguesa vai muito além dos símbolos mais conhecidos.
Foto: DR
“Quando dizemos que somos portugueses, as pessoas falam-nos de pastéis de nata, e é tudo. Na realidade, é um pouco triste, porque há muito mais do que isso. Temos uma cultura realmente bonita”, considera a jovem, que gostaria de contribuir para uma maior divulgação das tradições e da riqueza cultural portuguesa.
Emma dos Prazeres frequenta atualmente um BTS Juriste Notarial, formação superior francesa na área jurídica, e pretende continuar o percurso académico com uma licenciatura em Direito e um mestrado. O objetivo é chegar à magistratura, concretizando o sonho de se tornar procuradora da República.
“É uma questão de motivação”, afirma, a propósito da determinação com que encara o futuro.
A jovem apresenta-se como uma pessoa sociável, criativa e sempre disponível para ajudar os outros. “Acho que as pessoas diriam que sou realmente simpática. Gosto de ajudar as pessoas e sou bastante aberta com os outros”, refere.
O sorriso é, aliás, uma das características que considera mais marcantes na sua personalidade. “Sorridente, o tempo todo”, acrescenta.
Nos tempos livres, gosta de trabalhos manuais, de fazer unhas, de cuidar de crianças e de conviver com a família. Também acompanha futebol e é adepta do FC Porto.
A família assume particular importância no percurso da candidata, sobretudo depois da morte do pai, há cerca de um ano e meio. Entre os seus maiores desejos está um objetivo que resume em poucas palavras: “Tornar a minha mãe orgulhosa”.
Além da carreira na área da Justiça, Emma gostaria de viajar pelo mundo e de ter a oportunidade de ajudar outras pessoas.
No Miss Queen Portugal France 2026, a jovem apresenta-se como candidata número 12, em representação de Guimarães.
A votação para o Miss Queen Portugal France 2026 decorre até às 23:00 de 07 de novembro, através da plataforma oficial do concurso (aqui), sendo permitido um voto diário por cada conta registada.
Depois de três edições realizadas em Angola, o Grupo MCA (Manuel Couto Alves), de Guimarães, lançou, em Portugal, o MCA Impact Fund Portugal 2026, uma iniciativa de responsabilidade social desenvolvida em parceria com a GRACE – Empresas Responsáveis e o Ave Social Hub, que atribuirá um donativo de 10.000 euros a um projeto com impacto positivo nas comunidades da Região Norte.
Em comunicado enviado a O MINHO, a empresa vimaranense adianta que as candidaturas já estão abertas e podem ser submetidas até 13 de novembro.
O programa destina-se a associações, organizações sem fins lucrativos, ‘startups’ de impacto social, grupos universitários e outras entidades legalmente constituídas que desenvolvam projetos nas áreas da inovação, educação, saúde e cultura, desde que a respetiva sede, execução e impacto direto ocorram em um ou mais municípios integrados na região Norte de Portugal, correspondente à unidade territorial NUTS II Norte.
Com esta iniciativa, explica o comunicado, o Grupo MCA pretende promover soluções inovadoras que contribuam para o desenvolvimento socioeconómico local, estimular o empreendedorismo jovem e académico, fomentar a colaboração entre comunidades, instituições de ensino e tecido empresarial e identificar projetos com potencial de gerar impacto social sustentável.
“O MCA Impact Fund reflete a convicção de que as melhores respostas para os desafios das comunidades surgem, muitas vezes, de quem conhece de perto as suas dificuldades e necessidades. Com esta iniciativa, pretendemos apoiar projetos capazes de gerar mudanças concretas e duradouras, potenciando o talento, a inovação e a capacidade transformadora das organizações locais”, afirma Ana Pereira, administradora da MCA Corporate Services, citada no comunicado.
“A experiência do Grupo MCA no apoio a iniciativas de desenvolvimento comunitário em Angola demonstrou a importância de capacitar os agentes locais e de valorizar soluções concebidas para responder aos desafios específicos de cada comunidade. Com o MCA Impact Fund Portugal, procuramos agora replicar essa visão e esse compromisso no contexto nacional”, conclui a responsável.
A edição portuguesa do MCA Impact Fund surge na sequência da experiência desenvolvida pelo Grupo MCA noutros mercados, nomeadamente em Angola, onde o programa já contou com três edições e apoiou diversas iniciativas nas áreas da educação, saúde, cultura e desenvolvimento local, contribuindo para melhorar as condições de vida das comunidades beneficiárias.
As candidaturas serão avaliadas com base em critérios como a relevância social do projeto, a sua viabilidade técnica e financeira, o potencial de impacto, sustentabilidade e inovação. Após uma fase de pré-seleção, serão escolhidos cinco finalistas que apresentarão os seus projetos perante um júri composto por representantes do Grupo MCA e da GRACE – Empresas Responsáveis, parceiro estratégico da iniciativa.
O projeto vencedor beneficiará, além do donativo de 10.000 euros para apoiar a sua implementação, de acompanhamento técnico e mentoria pelo Ave Social Hub, nos termos previstos no regulamento. O parceiro de acompanhamento apoiará a execução do projeto, a monitorização de metas e resultados e a criação de parcerias e condições de sustentabilidade.
O regulamento e todas as informações relativas ao processo de candidatura encontram-se disponíveis em disponíveis aqui.
Os Gipsy Kings estão de regresso ao Multiusos de Guimarães para um concerto no dia 13 de novembro, pelas 21:30.
Os Gipsy Kings levam ao Multiusos de Guimarães a digressão “Tu Vera”, numa altura em que a sala vimaranense está a celebrar os seus 25 anos e a banda assinala mais de 35 de carreira.
A formação que se apresenta em Guimarães reúne dois músicos da banda original, o próprio Diego Baliardo e Canut Reys.
Estes músicos são representantes das duas famílias que, entre o final da década de 70 e o início da década de 80 do século passado, se juntaram para fazer da música flamenca um fenómeno mundial, com temas como “Bamboléo”, “Djobi, Djoba” ou “Volare”.
Os Gipsy Kings surgiram da reunião do conhecido cantor de flamenco José Reyes e dos seus filhos, Canut e Nicolas, com os irmãos Baliardo (Diego, Paco e Tonino), sobrinhos e herdeiros musicais de Manitas de Plata, um famoso guitarrista de música cigana.
Os Reyes trouxeram as vozes roucas e profundas e os Baliardo a mestria absoluta da guitarra a fazer ritmos ou a brilhar a solo. Inicialmente a banda tocava por todo o sul de França em casamentos, feiras, eventos privados e nas ruas. Foi quando foram descobertos pelo produtor francês Claude Martinez que o trajeto dos Gipsy Kings se encaminhou de forma imparável para o sucesso. Por influência de Martinez os Gipsy Kings tornaram a sua sonoridade mais acessível ao público em geral, misturando rumba com flamenco e indo buscar sonoridades à música latina e até ao rock e ao pop.
O segredo do sucesso mundial “Volare”
Um dos grandes sucessos mundiais dos Gipsy Kings – “Volare” – é também um resumo do caldo cultural que dá forma a esta banda. Os Reyes e os Baliardo são ciganos catalães que fugiram para o sul de França, para escapar à repressão e aos combates da Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Tipicamente cantavam em espanhol, mas no caso de “Volare” tomaram uma decisão genial: manter o refrão no italiano original. Assim nasceu o icónico “Volare, oh oh! Cantare, oh oh oh oh!”.
A música originalmente foi lançada no Festival de San Remo, em 1958, interpretada por Domenico Modugno, com o título “Nel blu dipinto di blu”. A vitória no festival italiano garantiu-lhe o passaporte para o Eurovisão da Canção, onde não passou do 3.º lugar. Todavia, a música acabaria por se tornar num fenómeno comercial planetário, tendo mesmo chegado ao topo da Billboard Hot 100 nos Estados Unidos, um feito raro para uma música cantada em italiano.
Em 1989, os Gipsy Kings pegaram no tema e fizeram dele um hino de festa. A balada pop-jazz para orquestra de Domenico Modugno foi acelerada, deixando de ser uma melodia sobre a beleza e o fascínio da possibilidade de voar, para passar a ser um convite a bailar, ao ritmo rápido das guitarras acústicas, das palmas e percussões. A tradução da letra para espanhol tornou-a acessível a um número muito maior de pessoas, mas a manutenção do refrão em italiano, manteve-a reconhecível para os que ainda se lembravam do sucesso de Domenico Modugno.
No alinhamento do concerto da “Tu Vera” tour, no Multiusos de Guimarães, vai constar “Volare”, “Bamboléo”, “Djobi Djoba”, mas também outras canções inesquecíveis como “Baila Me”, “Un Amor” ou “Bem Bem Maria”.
Os bilhetes, com preços entre os 25 e os 40 euros, estão à venda em MEO Blueticket e na bilheteira do Multiusos de Guimarães.
A cooperativa A Oficina anunciou ainda que Cristina Planas Leitão vai dirigir o GUIdance. Rui Torrinha estava no cargo desde 2018, com comissão até 2027.
Rui Torrinha estava desde 2018 na direção artística do Centro Cultural Vila Flor, ao abrigo de uma comissão de serviço que terminava apenas em meados de 2027
A FlixBus, transportadora ‘low cost’, começou a operar uma nova linha que vai ligar Braga e Guimarães a Vouzela e às Termas de São Pedro do Sul, na região Centro, foi hoje anunciado.
Em comunicado, a empresa adianta que, com esta nova rota, estende a sua rede doméstica a Vouzela e Termas de São Pedro do Sul, ligando os dois destinos do centro do país a Braga, Guimarães, Porto, Aveiro e Viseu.
“Esta nova linha, que conta para já com dois horários diários (um em cada sentido), permitirá à população de Braga poder viajar até Vouzela ou até às Termas de São Pedro do Sul em pouco mais de três horas, enquanto os passageiros de Guimarães estarão a menos de duas horas de distância destes dois novos destinos da FlixBus”, refere.
Tanto em Vouzela, como nas Termas de São Pedro do Sul, as paragens estão localizadas nos respetivos terminais rodoviários: em Vouzela, na Rua dos Bombeiros Voluntários; nas Termas de São Pedro do Sul, na Avenida Dr. Pinho Bandeira.
Com estes dois novos destinos, a FlixBus passa a contar com 13 novas cidades na sua rede doméstica desde o início de 2026, alargando a sua presença em territórios com menor densidade populacional. No total, a operadora já conta com mais de 100 destinos na sua rede doméstica .
Para Tiago Cavaco Alves, diretor das operações da FlixBus em Portugal, “a chegada a estes dois novos destinos reflete o compromisso estratégico” da operadora em levar a sua “alternativa de transporte a cada vez mais cidades, em particular na região Centro”.
“Uma maior conectividade entre as localidades da região e os principais centros urbanos contribuirá para aproximar territórios, criar novas oportunidades e reforçar a sua atratividade”, defende.
Os bilhetes já se encontram disponíveis na aplicação e ‘site’ da FlixBus, nos pontos de venda Pagaqui e nas agências de viagens parceiras da operadora, com preços a começar em 1,99 euros para as ligações Braga-Vouzela, Braga-Termas de São Pedro do Sul, Guimarães-Vouzela e Guimarães-Termas de São Pedro do Sul.
O Petrotec Group, de Guimarães, fabricante de equipamentos para postos de abastecimento, foi distinguido com o prémio World’s Best Established Brand, nos CHARGE Awards 2026, que tiveram como palco a cidade italiana de Florença.
O grupo português venceu uma categoria em que também eram finalistas a EDP e a britânica Octopus Energy, sendo a única empresa industrial B2B entre os três nomeados.
Em comunicado, a empresa salienta que a distinção reconhece a transformação estratégica do Petrotec Group, fundado em 1983, que tem vindo a alargar a sua atividade dos equipamentos tradicionais de abastecimento para soluções integradas de mobilidade, incluindo carregamento elétrico, abastecimento de hidrogénio, sistemas de pagamento e automação.
“Sob o conceito Opening Mobility, o grupo aposta no desenvolvimento de tecnologias que respondem às diferentes necessidades de mobilidade e à evolução do setor energético. Esta estratégia tem sido acompanhada pelo reforço da capacidade industrial, nomeadamente com uma nova fábrica de carregadores elétricos em Portugal”, salienta o comunicado.
“Este reconhecimento reflete o trabalho que temos vindo a desenvolver para moldar o futuro da mobilidade, assente em mais de quatro décadas de engenharia europeia. É um reconhecimento que pertence às nossas pessoas, cujo conhecimento e dedicação tornam este progresso possível, e aos clientes e parceiros que depositam em nós a sua confiança. Estamos orgulhosos deste marco, mas mantemos o nosso foco no que está por vir”, afirma Nuno Cabral, CEO do Petrotec Group, citado no comunicado.
O júri internacional dos CHARGE Awards destacou a diferenciação do grupo português e a integração entre a estratégia de marca e a estratégia de negócio, considerando-o uma das candidaturas com melhor pontuação global da edição de 2026.
O encenador Bruno dos Reis é o novo diretor artístico do Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, anunciou hoje a cooperativa A Oficina, revelando ainda que a programadora Cristina Planas Leitão vai dirigir o GUIdance.
Em comunicado, a cooperativa que gere aquele espaço em Guimarães e organiza o Festival Internacional de Dança Contemporânea revelou que a antiga diretora do Teatro Municipal do Porto vai também ser consultora artística do CCVF na programação de dança, enquanto Paulo Dumas vai ficar com a programação musical.
A equipa hoje revelada ocupa o espaço deixado pela saída de Rui Torrinha da direção artística do CCVF e do GUIdance.
“A nomeação dá continuidade ao trabalho de Bruno dos Reis n’A Oficina, onde assumiu a direção artística do Teatro Oficina em 2025. Nas novas funções, será responsável pelo projeto artístico do CCVF e assegurará a transição para a nova direção artística do Teatro Oficina que será operada durante o próximo ano”, pode ler-se no documento da cooperativa.
Bruno dos Reis classifica, no comunicado, o CCVF como um “equipamento que transformou vidas”, dada a sua relevância no contexto artístico português.
No comunicado, são indicadas as “algumas das linhas de trabalho” para o CCVF: “promover a regularidade e a clareza da programação ao longo do ano; explorar diferentes formatos de apresentação e de encontro entre artistas, obras e públicos; criar espaços de pensamento crítico e questionamento, incluindo sobre o papel da própria instituição; refletir sobre as estratégias de apoio à formação e ao desenvolvimento do território; e aprofundar as relações com as gerações mais jovens e com os circuitos artísticos nacionais e internacionais.”
No mesmo texto, a até aqui diretora da Materiais Diversos Planas Leitão refere-se já ao próximo GUIdance “como uma edição de viragem: o início de um processo progressivo, que começa já a apontar novas direções e a construir solidamente as bases para os seus desdobramentos”.
Segundo A Oficina, “a relação com Guimarães será central neste novo ciclo, com desenvolvimento gradual e maior expressão a partir de 2028”, propondo a nova diretora um “festival que percorra a cidade, trabalhe diferentes escalas e reforce progressivamente a coprodução, a circulação e as relações continuadas com artistas e estruturas nacionais e internacionais”.
Citado no mesmo comunicado, o presidente executivo de A Oficina, Esser Jorge Silva, afirmou que Bruno dos Reis “tem demonstrado uma visão abrangente da criação artística, aliada à capacidade de mobilizar equipas e concretizar projetos”.
“É inquieto por natureza, alguém que questiona, experimenta, concretiza, com uma exigência que o leva a desafiar as suas próprias ideias. Reconhecemos-lhe a capacidade de desenvolver um projeto artístico singular para o CCVF, abrindo novas possibilidades de criação e programação e reforçando a sua relevância nacional e internacional”, acrescentou aquele dirigente.
Esser Jorge Silva acrescentou: “A nossa responsabilidade é assegurar as condições para que desenvolva esse trabalho com liberdade de criação e de programação, abertura à diversidade de expressões artísticas e responsabilidade perante os artistas e os públicos. A confiança que depositamos nesta equipa traduz-se no respeito pelas suas escolhas artísticas”.
Rui Torrinha estava desde 2018 na direção artística do Centro Cultural Vila Flor, ao abrigo de uma comissão de serviço que terminava apenas em meados de 2027.
Morreu, esta segunda-feira, aos 89 anos, o padre Serafim da Silva Ferreira, que foi pároco durante quase cinco décadas de São Jorge de Selho, em Guimarães, informou a Arquidiocese de Braga.
O funeral realiza-se amanhã, terça-feira, pelas 15:30, na Igreja Paroquial de São Jorge de Selho. A cerimónia será presidida pelo arcebispo de Braga, José Cordeiro.
De acordo com a nota de pesar da Arquidiocese de Braga, pouco depois da ordenação, a 24 de agosto de 1961, Serafim da Silva Ferreira foi nomeado pároco de Cunha, no arciprestado de Paredes de Coura. Em 19 de setembro de 1970 assumiu também a missão de arcipreste de Paredes de Coura.
“A 28 de maio de 1975 foi nomeado pároco de São Jorge de Selho e Paraíso, no atual arciprestado de Guimarães e Vizela, comunidades às quais ficaria ligado durante quase cinco décadas. Em 20 de julho de 2023 foi dispensado da paroquialidade de Selho (São Jorge) e Paraíso, depois de 48 anos de serviço pastoral a estas comunidades e de mais de seis décadas de ministério sacerdotal”, salienta.
“A Arquidiocese de Braga, a família e as comunidades às quais serviu unem-se em oração, dando graças a Deus pelos seus 65 anos de ministério sacerdotal, pelo dom da sua vida e pelo serviço prestado à Igreja, confiando-o à misericórdia do Pai”, conclui a nota de pesar.