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OE2027: Anacom atribui 172 milhões para cobertura 100% do território em 5G

30 October 2026 at 21:36

O secretário de Estado da Digitalização disse, esta sexta-feira, 30 de outubro, que está em curso na Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) uma atribuição de 172 milhões de euros para a cobertura total do território em 5G.

Bernardo Correia falava na comissão conjunta de Orçamento, Finanças e Administração Pública e da Reforma do Estado e Poder Local, no âmbito da apreciação na especialidade da proposta do Orçamento de Estado para 2027 (OE2027), no parlamento.

“Está de facto em curso na Anacom uma atribuição de 172 milhões de euros para a cobertura de 100% do território em 5G”, acrescentou o secretário de Estado da Digitalização.

De facto, “temos um território [com] 98% da população coberta com 5G”, referiu o governante.

“Mas não temos o resto dos 2%. Portanto, estes 172 milhões de euros farão a cobertura para 100% do território nacional e é um projeto que está em curso, liderado pela Anacom”, repetiu.

Por sua vez, o secretário de Estado para a Simplificação, Paulo Magro da Luz, adiantou estar a ser trabalhada a promessa da criação de um Balcão Único das Empresas.

“Queremos uma experiência alinhada com os principais exemplos globais”, como Singapura, Dubai, entre outros, acrescentou.

O Balcão Único das Empresas estará disponível durante o primeiro semestre do próximo ano.

Paulo Magro da Luz salientou ainda que este mês, a sua secretaria em conjunto com a da Digitalização, vai anunciar uma campanha massiva de formação em inteligência artificial (IA) na função pública.

Wall Street encerra sessão com Nasdaq a recuar mais de 2,80%

30 October 2026 at 20:34

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta sexta-feira, em terreno negativo com o Nasdaq a perder mais de 2,80%.

Assim, o Dow Jones perdeu 1,09% para 51.771,14 pontos, o S&P 500 cedeu 1,82% para 7.579,86 pontos e o tecnológico Nasdaq recuou 2,86% para 25.437,00 pontos.

Wall Street fechou em queda na sexta-feira, com o Nasdaq a liderar os declínios, pressionado pela Amazon e pela Intel, que caíram acentuadamente após decepcionarem o mercado com os resultados trimestrais.

Em novembro, o Dow Jones subiu 1,69%, o S&P 500 caiu 0,9% e o Nasdaq perdeu 5,3%.

OE2027: Carteira Digital tem 18 mil empresas e mais de 10 tipos de documentos

30 October 2026 at 19:57

O ministro Adjunto e da Reforma do Estado anunciou, esta sexta-feira, 30 de outubro, que a Carteira Digital tem atualmente 18 mil empresas e mais de 10 tipos de documentos.

Gonçalo Matias falava na comissão parlamentar conjunta de Orçamento, Finanças e Administração Pública e da Reforma do Estado e Poder Local, no âmbito da apreciação, na especialidade, da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

“Quanto à Carteira Digital de empresa, temos neste momento na carteira 18 mil empresas, 60 mil documentos e mais 10 tipos de documentos”, referiu o governante, adiantando que esta está “a crescer”.

Gonçalo Matias contou que recentemente esteve na Alemanha onde o seu homólogo alemão lhe disse que “o desenvolvimento da Carteira Digital alemã é largamente inspirada na portuguesa”.

Boluda Shipping compra a Samskip e prepara criação de uma das maiores redes de transporte marítimo de curta distância da Europa

30 October 2026 at 19:25

A Boluda Shipping e a Samskip assinaram um acordo para a aquisição da totalidade da Samskip pela Boluda Shipping, incluindo todos os seus ativos e operações. A operação abre caminho à criação de uma das mais abrangentes redes europeias de transporte marítimo de curta distância (short sea shipping), ligando o Norte da Europa à Península Ibérica, às Ilhas Canárias e à África Ocidental.

A integração pretende combinar a experiência, as capacidades e as melhores práticas das duas empresas, permitindo aumentar o número de ligações, reforçar a capacidade de transporte e disponibilizar serviços mais eficientes e fiáveis aos clientes.

A conclusão da transação está prevista para 1 de janeiro de 2027, ficando dependente da aprovação das autoridades competentes e do cumprimento das condições estabelecidas no acordo.

O negócio representa um marco importante para as duas empresas, ambas de origem familiar e com uma longa história nos setores dos transportes e da logística. A partilha de valores e a complementaridade das respetivas operações são apontadas como fatores fundamentais para reforçar a posição conjunta no mercado e criar uma plataforma de crescimento a longo prazo.

Rede com 32 navios e presença em 28 países

Após a conclusão da operação, a rede conjunta deverá integrar 32 navios, a operar em 18 rotas e a ligar mercados de 28 países.

A estrutura contará ainda com 21 terminais marítimos, que permitirão articular os corredores de transporte e aproximar os serviços marítimos e terrestres dos principais centros de produção e consumo.

A componente terrestre será reforçada por cinco terminais ferroviários e uma frota de mais de 500 camiões próprios. No conjunto, a rede deverá assegurar a gestão de 35 mil contentores, representando um volume anual de movimentação logística superior a 750 mil TEU (unidades equivalentes a contentores de 20 pés).

Ignacio Boluda Ceballos, presidente executivo da Boluda Shipping, considera que a operação permitirá reforçar a ambição da empresa de liderar o transporte marítimo de curta distância na Europa.

“Temos uma visão clara: liderar o transporte marítimo de curta distância na Europa e transformar a nossa rede numa vantagem competitiva para as empresas que confiam em nós. A integração da rede e da experiência da Samskip com as nossas capacidades marítimas e logísticas proporciona-nos a dimensão e as oportunidades necessárias para levar essa ambição mais longe”, afirmou.

O responsável destacou ainda o potencial para reforçar as ligações em toda a Europa e com a África Ocidental, mantendo o foco na eficiência, fiabilidade e qualidade do serviço prestado aos clientes.

Também Ólafur Orri Ólafsson, CEO da Samskip, sublinhou a importância da afinidade entre as duas organizações.

“A Samskip e a Boluda são duas empresas familiares com um longo percurso no setor dos transportes, valores partilhados e uma visão de longo prazo. Esta base comum dá-nos confiança nas oportunidades que temos pela frente”, referiu.

Segundo o responsável, a conjugação das competências das duas empresas permitirá alargar a oferta aos clientes, preservando a experiência, o compromisso e a qualidade de serviço que estes já conhecem.

Miguel Maya e três administradores executivos vendem 7,7 milhões de ações do por cerca de 8,3 milhões

30 October 2026 at 18:47

Quatro administradores executivos do BCP, incluindo o presidente executivo, Miguel Maya, e o administrador financeiro, Miguel Bragança, venderam 7,7 milhões de ações do banco, num valor total de cerca de 8,35 milhões de euros, segundo um comunicado enviado ao mercado esta sexta-feira.

De acordo com as notificações de transações de dirigentes, Miguel Maya vendeu três milhões de ações ao preço de 1,08399 euros, o que perfaz cerca de 3,25 milhões de euros. O CFO, Miguel Bragança, alienou 1,2 milhões de títulos a 1,08388 euros, num total de aproximadamente 1,3 milhões de euros.

Também João Nuno Palma, vice-presidente da Comissão Executiva, vendeu 1,5 milhões de ações a 1,08387 euros (cerca de 1,63 milhões de euros), e Maria José Campos, vogal da Comissão Executiva, vendeu dois milhões de ações a 1,08381 euros, ou seja, cerca de 2,17 milhões de euros. Todas as operações foram realizadas em Lisboa.

O banco esclarece, em comunicado, que, após estas operações, estes administradores mantêm, a título individual, uma posição em ações do BCP de valor superior a duas vezes a respetiva remuneração fixa anual bruta. Para este cálculo, são contabilizadas as ações já atribuídas, mas cuja entrega está diferida, nos termos da política de remuneração em vigor.

O BCP adianta que a Comissão Executiva consultou previamente o Conselho de Remunerações e Previdência, uma vez que a decisão de reduzir a exposição ao título resultou exclusivamente de os administradores considerarem imprudente, para si próprios e para o banco, que a ação BCP tivesse um peso excessivo nos seus patrimónios mobiliários individuais.

Segundo o comunicado, o Conselho de Remunerações e Previdência considerou legítimas as motivações apresentadas e recomendou que eventuais operações fossem realizadas nos 30 dias seguintes à apresentação pública de resultados, para garantir “máxima transparência” e evitar interpretações inadequadas sobre a motivação das vendas.

O banco sublinha que o entendimento assenta na necessidade de assegurar um alinhamento patrimonial relevante e continuado entre os interesses dos administradores executivos e os de longo prazo do banco, dos acionistas e dos restantes stakeholders, reconhecendo, ao mesmo tempo, a importância de uma adequada diversificação do património pessoal dos gestores, num quadro de transparência, previsibilidade e adequada perceção pelo mercado.

O BCP conclui que a atuação agora observada respeita “em tudo”, nos termos, na forma e no tempo, as recomendações do Conselho de Remunerações e Previdência.

As ações do banco caíram 2,49% para 1,08 euros.

François Edouard Drion é o novo CEO do Crédit Agricole Auto Bank

30 October 2026 at 18:36

O Crédit Agricole Auto Bank anunciou em comunicado uma mudança de liderança na sua estrutura executiva: François Edouard Drion, atual Diretor-Geral e CEO da Agos em Itália, foi nomeado novo Chief Executive Officer do Grupo CA Auto Bank. A tomada de posse oficial está agendada para o dia 1 de fevereiro de 2027.

François Edouard Drion sucede a Giacomo Carelli, responsável por liderar marcos históricos da instituição — como a transição de FGA Capital para FCA Bank em 2015 e a criação do CA Auto Bank e da Drivalia em 2023. Carelli transitará para a empresa-mãe Crédit Agricole Personal Finance and Mobility (CAPFM), onde assumirá o cargo de Global Head of Automotive, Mobility, Insurance and Services.

Com 59 anos, François Edouard Drion é graduado pelo Sciences Po Paris e possui pós-graduação em Finanças pela Universidade Paris Dauphine. Conta com uma vasta trajetória de cerca de três décadas no setor bancário e financeiro internacional, com passagens pelo BNP Paribas onde foi Head of Retail Banking para o Médio Oriente e CEO do BNP Paribas na Argélia; pelo Crédit Agricole (ingressou no Grupo como CEO do Crédit Agricole Sérvia e passou em 2011 para o cargo de CEO do Crédit Agricole Egito).

A transição totalmente interna visa reforçar a posição do CA Auto Bank no mercado europeu e guiar o plano de crescimento rentável e sustentável da instituição.

O novo CEO fala da experiência na gestão bancária “adquirida nos mercados internacionais e, mais recentemente, em Itália com a Agos” e diz que o seu objetivo agora é “desenvolver ainda mais o posicionamento do CA Auto Bank na Europa, trabalhando em sinergia com os nossos parceiros e apoiando as redes de vendas e os clientes finais através de soluções financeiras e de mobilidade eficazes”.

Stéphane Priami, Diretor-Geral Adjunto do Crédit Agricolee Presidente do CA Auto Bank, destacou a relevância do banco nos objetivos de médio prazo do Grupo, elogiando também a liderança de Giacomo Carelli e dando as boas-vindas ao novo executivo.

O Crédit Agricole Auto Bank é detido a 100% pelo Crédit Agricole Personal Finance & Mobility.

Sindicato da Hotelaria do Sul protesta em hotéis de Lisboa no dia 2 de novembro

30 October 2026 at 18:35

O Sindicato do Trabalho na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul vai realizar, no próximo dia 2 de novembro, uma ação de protesto “porta-a-porta” junto a vários hotéis de Lisboa para exigir aumentos salariais e o desbloqueio da contratação coletiva.

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, 30 de outubro, o sindicato afeto à CGTP explicou que a iniciativa se insere numa campanha nacional da Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT) contra os baixos salários e pela negociação dos contratos coletivos.

A estrutura sindical denunciou que o setor da hotelaria continua marcado por “baixos salários, precariedade e perda de poder de compra”, apontando um contraste entre o crescimento do turismo e a degradação das condições de trabalho.

De acordo com o comunicado, o Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) dos hotéis do Centro-Sul encontra-se “bloqueado desde 2004”, situação que o sindicato atribui à “reiterada indisponibilidade da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP)” para negociar a revisão do documento.

A ação de protesto vai consistir numa rota com concentrações junto às entradas de diversas unidades hoteleiras na zona da Avenida Fontes Pereira de Melo e áreas envolventes, com o intuito de alertar hóspedes e clientes para a situação laboral no setor e apelar à intervenção dos grupos hoteleiros junto da associação patronal.

As concentrações estão programadas para decorrer ao longo da manhã do dia 2 de novembro, entre as 08h30 e as 12h00, em estabelecimentos como o Evolution Lisboa Hotel, Sheraton Lisboa Hotel e Spa, America Diamond’s Hotel, HF Fenix Urban, Ibis Styles Lisboa Centro Marquês de Pombal, Sana Lisboa e Eurostars Lisboa Parque.

Samba Digital fecha 1.º semestre com lucro líquido de 53 mil euros em queda

30 October 2026 at 18:34

A Samba Digital SGPS, empresa de marketing desportivo internacional cotada no Euronext Growth Lisbon, registou no primeiro semestre de 2026, com um volume de negócios de 3,304 milhões de euros e um lucro líquido de 53 mil euros que compara com 239 mil euros um ano antes.

As contas consolidadas são apresentadas em euros; a evolução do volume de negócios expresso em dólares inclui o efeito cambial sobre a contribuição da atividade francesa.

Face ao primeiro semestre de 2025, o volume de negócios aumenta 15,2 %, o EBITDA passa de −331 mil euros para +559 mil euros e o resultado líquido de −490 mil euros para +53 mil euros, o que permite ao Grupo regressar a resultados operacional e líquido positivos, embora permaneça abaixo dos níveis do S1 2025.

O volume de negócios atingiu os 3,304 milhões de euros, o que representa uma quebra de 2,0% face ao primeiro semestre de 2025. No entanto, após conversão, este valor equivale a 3,858 milhões de dólares, registando um crescimento de 5,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Além disso, verificou-se um crescimento de 15,2% em euros face ao segundo semestre de 2025.

“A maior parte do aumento dos custos decorre da abertura do escritório de Atlanta, destinado a reforçar a estrutura comercial e operacional nos Estados Unidos, e da passagem de vários colaboradores-chave em França, anteriormente trabalhadores independentes, para o regime de trabalho por conta de outrem”, lê-se no comunicado.

O EBITDA situou-se em 559 mil euros, com uma margem de 16,9%, e o resultado operacional foi positivo em 165 mil euros. No semestre homólogo, o EBITDA tinha sido de 769 mil euros e o resultado líquido de 239 mil euros.

No segundo semestre de 2025, a empresa tinha registado EBITDA negativo de 331 mil euros e um prejuízo líquido de 490 mil euros.

A companhia atribui a redução da rentabilidade face ao ano anterior ao reforço da estrutura operacional, nomeadamente com a abertura do escritório de Atlanta, nos Estados Unidos, e com a integração de vários colaboradores-chave em França no regime de trabalho por conta de outrem.

Estes movimentos visam fortalecer a gestão das atividades americanas e garantir a continuidade das competências do grupo.

As depreciações e amortizações subiram 26,8%, para 394 mil euros, refletindo os investimentos nas ferramentas tecnológicas, incluindo a plataforma FanSight, infraestrutura de inteligência de mercado desenvolvida pela Samba Digital para o setor do desporto.

A FanSight ajuda clubes, ligas e federações a compreender os seus públicos e mercados internacionais, cruzando dados digitais com critérios económicos e comerciais.

O grupo está a explorar a sua utilização para identificar potenciais parceiros de patrocínio e a avançar na integração com ferramentas de inteligência artificial, com conectores já operacionais com Claude e ChatGPT.No primeiro semestre, a Samba Digital celebraram novos contratos com o CF Montréal e os Houston Texans e renovaram colaborações com o Paris Saint-Germain, Chelsea FC, World Rugby e Kansas City Chiefs.

A taxa de renovação para a época 2026-2027 situou-se em 97%.Após o encerramento da subsidiária brasileira, o grupo estuda o reagrupamento das atividades operacionais sob a Samba Digital US, através de uma eventual entrada em espécie ou venda da Samba Digital France pela sociedade-mãe portuguesa.

Em 30 de junho de 2026, a caixa e equivalentes de caixa ascendiam a 647 mil euros e os capitais próprios consolidados a 24,77 milhões de euros.

Lucro da ExxonMobil sobe 52% para 30.485 milhões até setembro

30 October 2026 at 17:46

A petrolífera norte-americana ExxonMobil registou lucros de 34.121 milhões de dólares (cerca de 30.485 milhões de euros à taxa de câmbio atual) até setembro deste ano, um aumento de 52% face ao período homólogo.

As receitas da empresa atingiram os 314.319 milhões de dólares (cerca de 281.262 milhões de euros) nos primeiros nove meses deste ano, um aumento de 25% face a igual período do ano passado.

Já os custos e outras deduções aumentaram 23%, atingindo os 266.692 milhões de dólares (cerca de 238.644 milhões de euros).

A divisão de ‘upstream’ (pesquisa e extração) contribuiu com 20.752 milhões de dólares (cerca de 18.564 milhões de euros) para o resultado líquido alcançado, o que representa uma subida de 16%, enquanto os produtores de energia geraram 11.372 milhões de dólares (cerca de 10.173 milhões de euros), um aumento de 182% em relação ao período homólogo.

Por seu turno, o segmento de produtos químicos atingiu um resultado líquido de 1.976 milhões de dólares (cerca de 1.767 milhões de euros), um aumento de 82,7%, enquanto a área dos produtos denominados “especializados” registou um resultado de 2.892 milhões de dólares (cerca de 2.587 milhões de euros), um aumento de 33%.

Entre julho e setembro, a ExxonMobil registou um lucro de 15.413 milhões de dólares (cerca de 13.788 milhões de euros), mais do que o dobro do valor do ano anterior, enquanto o volume de negócios ascendeu a 113.164 milhões de dólares (cerca de 101.237 milhões de euros), um aumento de 32,6%.

A petrolífera viu a sua dívida líquida reduzir-se em 11.000 milhões de dólares (cerca de 9.840 milhões de euros) nos últimos 12 meses, situando-se em 22.100 milhões de dólares (cerca de 19.770 milhões de euros) a 30 de setembro.

Além disso, anunciou um dividendo de 1,07 dólares (0,96 euros), a pagar a 10 de dezembro a todos os acionistas que estejam registados até ao fecho de mercado do dia 16 de novembro.

“Trimestre após trimestre, acumulam-se as provas de um negócio mais sólido. Estamos a melhorar tanto a qualidade da nossa carteira como a nossa capacidade de otimização. […] Os mercados irão mudar, mas estamos posicionados para continuar a fornecer a energia e os produtos de que o mundo necessita, ao mesmo tempo que geramos crescimento e valor a longo prazo para os nossos acionistas”, afirmou o presidente e diretor executivo da empresa, Darren Woods, citado no mesmo comunicado.

Habitação: IA para acelerar licenciamentos é “instrumento importante” para combater crise, diz Governo

30 October 2026 at 17:20

O Estado quer reduzir os tempos de licenciamento em 60% a 70% com o recurso a inteligência artificial, apontando esta iniciativa como uma das medidas para resolver a crise na habitação que atualmente se faz sentir. Segundo o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, as demoras nos licenciamentos foram precisamente um dos motivos que levaram a esta situação no mercado imobiliário e, com a introdução do LicencIA, a expectativa é que os prazos diminuam significativamente, dando um impulso à oferta.

Na audição de Gonçalo Matias esta sexta-feira na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, o ministro lembrou o lançamento do novo Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE), que “encurta muitíssimo os prazos, de 200 para 50 dias” e que visa precisamente acelerar a execução de obras cruciais para aumentar a oferta de habitação no país.

“Uma das causas da crise [na habitação] foi a demora nos licenciamentos”, argumentou, pelo que “licenciamentos mais rápidos são um instrumento importante para combater a crise” – e “já está a permitir combater essas dificuldades”, acrescentou.

Ao mesmo tempo, o Estado avançou com a plataforma LicencIA, através da qual pretende também acelerar os processos de licenciamento, mas com a introdução de inteligência artificial (IA) e processos automatizados, interoperabilidade e um ponto único de acesso para famílias e empresas submeterem os seus projetos.

“Estando a funcionar, a plataforma LicencIA permitirá licenciar um projeto com todos os licenciamentos necessários”, ilustrou o ministro, projetando que a iniciativa permita “poupar muito tempo” nestes processos.

O Governo está atualmente “a lançar projetos-piloto com câmaras municipais que estão a acolher estes projetos”, isto numa fase inicial de afinação da iniciativa, completou.

Europa fecha em baixa pressionada por tecnologia e energia. PSI recua com tombo do BCP

30 October 2026 at 17:12

As ações europeias encerraram em território negativo nesta sexta-feira, 30 de outubro, com os investidores a digerirem uma nova vaga de resultados dececionantes no setor tecnológico e a escalada dos preços do petróleo, num clima de crescente tensão geopolítica.

Em Lisboa, o índice PSI acompanhou a tendência europeia e fechou a cair 0,47%, para 9.276,13 pontos, com 11 dos seus 16 títulos em terreno negativo. A sessão foi marcada por uma correção generalizada, com o BCP a liderar as perdas ao recuar 2,49% para 1,0775 euros, depois de várias casas de investimento terem revisto as suas avaliações.

O Oddo BHF e o UBS subiram o preço-alvo do BCP e veem as ações do banco a valorizar até 24,9%. Já a AlphaValue cortou o preço-alvo para 0,80 euros e manteve a recomendação de “vender”, o que traduz uma descida de 27,6%.

A Mota-Engil também esteve sob pressão, cedendo 1,99% para 4,522 euros, enquanto a EDP Renováveis desvalorizou 1,03% para 12,50 euros. Do lado dos ganhos, a NOS destacou-se com uma subida de 2,36% para 5,21 euros, num movimento contrário ao mercado, e a Jerónimo Martins valorizou 0,93% para 18,46 euros. A Galp conseguiu terminar em alta de 0,63% para 20,78 euros, beneficiando diretamente da subida do crude.

No resto da Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,38%, para 646,64 pontos. O EuroStoxx 50, que agrega as maiores empresas da zona euro, foi o mais penalizado, ao cair 1,23% para 6.131,02 pontos.

Entre os principais índices, o alemão DAX perdeu 0,85% para 25.818,75 pontos, arrastado pelo mau desempenho de pesos-pesados como a Siemens Energy e a Infineon. O italiano FTSE MIB encerrou com uma queda de 1% para 49.500 pontos, interrompendo uma série de cinco sessões consecutivas de ganhos. O espanhol IBEX 35 caiu 1,09% para 18.652,90 pontos. Já o FTSE 100 britânico conseguiu escapar à correção e fechou praticamente inalterado, com uma ligeira subida de 0,07% para 10.729,78 pontos, enquanto o francês CAC 40 recuou 0,01% para 7.969,42 pontos.‌

O ambiente de aversão ao risco foi alimentado por uma verdadeira “razia tecnológica” do outro lado do Atlântico. Os investidores procuraram refúgio em setores mais defensivos, como o farmacêutico e o alimentar, depois de resultados fracos da Intel e da Amazon terem gerado um pessimismo generalizado no setor. Este sentimento transbordou para a Europa, penalizando fortemente as cotadas ligadas à tecnologia e semicondutores.‌

No mercado de energia, os preços do petróleo registam fortes subidas, com o Brent do Mar do Norte a negociar acima dos 117 dólares por barril e o WTI a superar os 103 dólares. Esta subida foi impulsionada pela escalada das tensões geopolíticas. A Ucrânia retomou os ataques com drones contra refinarias russas, atingindo três instalações e um complexo químico, no que constitui o maior ataque desde a trégua energética anunciada unilateralmente por Donald Trump.

Entretanto, a Rússia deverá manter a sua proibição de exportação de diesel, prolongando as restrições que já vigoram para os produtores até 31 de outubro, num esforço para estabilizar o mercado interno e que continua a limitar a oferta global.

Esta sexta-feira começa a reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros do G20 em Atlanta, que decorre até 31 de outubro, e onde os conflitos na Ucrânia e as tensões no Médio Oriente dominam as discussões.

No mercado obrigacionista, a procura por ativos de refúgio levou a um alívio nas yields das principais dívidas soberanas. A yield das Bunds alemãs a 10 anos recuou 1,6 pontos base para 3,355%, enquanto a dívida portuguesa a 10 anos se manteve em 3,834%.

Em França, a OAT a 10 anos subiu para 4,95%, pressionada pela subida do petróleo.

Nos Estados Unidos, a yield do Treasury a 10 anos caiu 8,5 pontos base para 4,902%, o valor mais baixo em sete semanas.

Num comentário ao fecho do dia, o Millennium investment banking destacou que “a razia tecnológica arrasta as bolsas e os investidores procuram refúgios”, sublinhando a rotação para setores defensivos e a pressão sentida pelos principais índices europeus.

AICEP traz a Lisboa conferência europeia que reúne principais consultores de investimento mundial em 2027

30 October 2026 at 17:06

Lisboa vai receber, em outubro de 2027, a Conferência Europeia da Site Selectors Guild, uma associação que reúne alguns dos mais influentes especialistas internacionais em estratégia de localização de investimentos. O evento decorrerá nos dias 21 e 22 de outubro e contará com o apoio da AICEP, reforçando a projeção de Portugal junto dos decisores que aconselham empresas em processos de investimento e expansão internacional.

A conferência reunirá consultores internacionais, agências de promoção de investimento e líderes empresariais de vários países europeus para debater as principais tendências que estão a influenciar as decisões de localização de novos projetos de investimento à escala global.

Segundo a AICEP, a escolha de Lisboa reflete o crescente reconhecimento de Portugal como destino competitivo para o investimento estrangeiro. Entre os fatores valorizados pela Site Selectors Guild destacam-se a conectividade internacional, a disponibilidade de talento qualificado, o dinamismo do ecossistema de inovação e a cooperação entre o setor público e privado.

“Queremos que Portugal seja uma escolha de confiança para as empresas que procuram investir, inovar e crescer à escala global. Acolher a Conferência Europeia da Site Selectors Guild é uma oportunidade para mostrar, junto de quem aconselha essas decisões, o talento, a capacidade de inovação e de execução que o país oferece”, afirmou a presidente da AICEP, Ana Casaca.

A responsável acrescentou que a agência continuará a acompanhar os investidores desde a decisão de localização até à implementação e expansão dos projetos. “É assim que queremos crescer em conjunto: empresas mais competitivas a partir de Portugal e uma economia mais forte, com mais oportunidades para as pessoas e os territórios”, disse.

Também Larry Gigerich, chairman da Site Selectors Guild e executive managing director da Ginovus, justificou a escolha da capital portuguesa, destacando que Lisboa reúne “muitas das características que hoje definem os territórios mais competitivos”, nomeadamente talento, inovação, qualidade de vida, conectividade e uma abordagem colaborativa ao crescimento económico.

Durante os dois dias de trabalhos, os participantes terão acesso a sessões especializadas, encontros de networking e oportunidades de contacto direto com consultores responsáveis por aconselhar empresas em projetos de investimento e expansão em dezenas de mercados.

Nos últimos anos, Portugal tem vindo a captar investimento internacional em áreas como indústria avançada, tecnologias digitais, energias renováveis, ciências da vida e serviços de valor acrescentado. Para a AICEP, a realização da conferência em Lisboa representa uma oportunidade para aumentar a visibilidade do país junto dos profissionais que influenciam decisões de investimento corporativo em vários mercados internacionais.

A agência considera que o evento contribuirá para reforçar o posicionamento de Portugal como plataforma de inovação, conhecimento e crescimento sustentável, num momento em que a captação de investimento estrangeiro continua a ser uma das prioridades da estratégia económica nacional.

Carlos Costa abre o ano letivo da Porto Executive Academy

30 October 2026 at 16:56

Carlos Costa é o orador convidado da sessão solene de abertura do ano letivo 2026/2027 da Porto Executive Academy (PEA) dia 5 de novembro, às 18h30, no Grande Auditório da Faculdade de Ciências Empresariais do Porto (FCEP), em São Mamede de Infesta. A sessão é aberta ao público, sujeita à lotação da sala.

É a primeira abertura de ano letivo da academia desde a criação da Universidade Técnica do Porto, que sucedeu ao Politécnico do Porto e cujos órgãos tomaram posse a 1 de setembro.

A conferência acontece numa altura em que o novo regime jurídico do ensino superior está a redesenhar o sistema e em que a inteligência artificial obriga profissionais e empresas a rever as competências de que precisam.

Carlos Costa, que liderou o Banco de Portugal entre 2010 e 2020, vai falar sobre “Os desafios da Educação Superior no contexto de uma transformação tecnológica e da globalização”. No final, responde a perguntas do público, num momento moderado pelo coordenador da Porto Executive Academy, Armando Silva.

“A formação executiva ganha verdadeiro sentido quando contribui para melhorar a capacidade de decisão de quem enfrenta diariamente os desafios da gestão. Iniciar o ano académico com quem esteve durante uma década à frente do Banco de Portugal é afirmar, desde o primeiro momento, essa ambição e exigência”, afirma Armando Silva.

A sessão conta com a presença do diretor da Faculdade de Ciências Empresariais do Porto, Manuel Moreira da Silva.

Durante a cerimónia são entregues 13 prémios aos melhores alunos de cada curso de 2025/2026 e cinco bolsas de mérito.

A Porto Executive Academy é a academia de formação executiva da Faculdade de Ciências Empresariais do Porto, da Universidade Técnica do Porto. No ano letivo  2026/2027, a sua oferta contempla cinco MBA e 29 pós-graduações, dirigida a profissionais e empresas, em áreas como transformação digital e inteligência artificial, finanças e fiscalidade, gestão, marketing, liderança e saúde.

A sessão de dia 5 coincide com a abertura da terceira e última fase de candidaturas, que decorre até 30 de novembro e abrange três MBA e 14 pós-graduações.

 

Prestação da casa sobe em novembro nos contratos com Euribor a 3, 6 e 12 meses, alerta Deco Proteste

30 October 2026 at 16:52

A prestação da casa vai subir em novembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações feitas pela Deco Proteste para a agência Lusa.

As simulações da Deco Proteste baseiam-se num cenário com um financiamento de 150.000 euros a 30 anos e um ‘spread’ (margem de lucro comercial) de 1%.

Baseando-se nestas condições, os contratos com Euribor a 12 meses revistos em novembro passam a pagar 736,94 euros, mais 89,31 euros do que pagavam desde novembro de 2025.

Os contratos com Euribor a seis meses sobem 44,24 euros, para 713,96 euros, face ao fixado em maio.

Já os contratos a três meses passam a pagar mais 17,62 euros em relação ao valor apurado em agosto, ou seja, 684,92 euros.

A taxa Euribor subiu hoje a três e seis meses e desceu a 12 meses face a quinta-feira, terminando outubro com a média mensal inalterada no prazo mais curto, a avançar no intermédio e a descer no mais longo.

A média mensal da Euribor em outubro manteve-se em 2,635% a três meses e subiu 0,053 pontos para 2,975% a seis meses. Já a média da Euribor a 12 meses desceu 0,008 pontos para 3,239%.

A média da Euribor considerada para efeitos de revisão de um empréstimo de taxa variável é a do mês anterior ao da assinatura do contrato de crédito.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

Seguro volta a exigir soluções aos partidos na habitação e saúde

30 October 2026 at 16:10

O Presidente da República exigiu esta sexta-feira aos partidos entendimentos para resolver os problemas da habitação e da saúde, criticando o “passa-culpas” e a “trica partidária”. Em Leiria, António José Seguro garantiu que continuará a pressionar por soluções, apesar das dúvidas sobre os resultados dos seus apelos.

“A divergência deve ser uma desculpa para a inação?”, questionou, um dia depois de anunciar a convocação dos partidos para Belém. Lembrando que os jovens portugueses saem, em média, de casa dos pais aos 30 anos, defendeu respostas que ultrapassem legislaturas e mudanças de Governo.

“Aquilo que é o dever do Presidente da República, neste momento, é exigir que os partidos cumpram a sua função, se sentem, dialoguem e sejam capazes de encontrar soluções para resolver os problemas”, afirmou.

Perante um Parlamento fragmentado e um Governo sem maioria, Seguro pediu esforços para assegurar estabilidade e governabilidade, sem que os partidos abdiquem das suas posições essenciais.

UE cobra a partir de domingo nova taxa de 2 euros sobre encomendas de fora do bloco

30 October 2026 at 16:04

A União Europeia vai passar a cobrar, a partir deste domingo, uma nova taxa de dois euros sobre qualquer encomenda proveniente de fora do bloco, para atenuar o impacto do comércio ‘online’, designadamente chinês, no mercado europeu.

Esta taxa vai ser cobrada a qualquer encomenda que vier de fora da União Europeia (UE), independentemente do seu valor, e acresce a outra tarifa, de três euros, que a Comissão Europeia já tinha começado a aplicar em julho para encomendas de menos de 150 euros.

A taxa de dois euros vai ser cobrada por categoria de artigos e não por encomenda, o que significa que, na compra de cinco ‘t-shirts’, apenas se aplica uma única taxa de dois euros (por pertencerem à mesma categoria).

No entanto, se a encomenda incluir artigos de três categorias diferentes, como um relógio, camisolas e joias, será cobrada uma taxa total de seis euros.

A medida vai começar a ser aplicada a poucas semanas de começarem as épocas de saldos do ‘Black Friday’ e do ‘Cyber Monday’, mas a UE defende que o custo da taxa deve ser suportado pelas plataformas e não pelo consumidor final.

Não está, contudo, prevista qualquer medida para impedir que as plataformas repercutam o valor desta taxa no preço dos seus produtos.

A Comissão Europeia salienta que, atualmente, continuam a chegar cerca de cinco milhões de encomendas por dia à Europa, a grande maioria proveniente de plataformas chinesas como a Temu, a AliExpress ou a Shein.

Esse volume de encomendas está a colocar sob pressão as autoridades aduaneiras, numa altura em que o executivo comunitário estima que cerca de 60% das encomendas provenientes de fora da UE não cumprem os requisitos comunitários.

Nos últimos meses, por exemplo, a Comissão Europeia aplicou multas à AliExpress e à Temu por falhas na verificação dos riscos associados a produtos que vendem nas suas plataformas, como brinquedos para bebés, joias ou carregadores com elevados riscos de segurança.

O objetivo da taxa é, assim, cobrir os custos adicionais que as autoridades aduaneiras estão a ter com este volume de encomendas, dando-lhes a capacidade para fiscalizarem melhor as encomendas provenientes de fora do bloco e garantir que respeitam as regras europeias.

Ao contrário da taxa aplicada em julho – que só ficará em vigor até 2028, quando entrar em vigor o novo sistema aduaneiro europeu – esta nova taxa é permanente.

O grou que veio do frio para salvar a TAP com 2,5 mil milhões

30 October 2026 at 16:00

O grou que veio do frio para salvar a TAP. Esta ave também existe em Portugal e é migratória: passa o inverno no Sul da Europa e voa para o Norte no verão. É esta a ave que surge desde 1918 no logótipo da companhia aérea alemã Lufthansa

Agora, promete mais de 2,5 mil milhões de euros para comprar a totalidade da TAP. O Estado vai receber em dinheiro 1.201 milhões de euros decorrentes da venda de 49% da TAP. Depois, a venda dos restantes 50,1% deverá render mais 863 milhões de euros também em ‘cash’.

Mas a segunda fase da privatização pressupõe a troca de ações, com o Estado português a receber ações da Lufthansa. Nas contas do Governo, isto vai colocar o Estado como o segundo maior acionista da companhia aérea alemã, com 5% do capital, apenas atrás da Fundação Kühne, que conta com 20%.

Ora, sendo acionista do Grupo Lufthansa, o Estado prevê receber um total de 1.400 milhões de euros em ações, mais dividendos acumulados do grupo alemão até 2040. Feitas as contas, o Estado português pode encaixar 19,8 milhões de euros por ano em dividendos, ao valor atual da remuneração acionista, de 0,33 euros. São quase 200 milhões de euros no espaço de 10 anos.

Nas contas do Governo, é assumido um ‘dividend yield’ de 3,9% para uma ação cotada a 8,8 euros, o que dá um dividendo anual de 0,3432 euros por ação. Contas feitas, são 20,6 milhões de euros em dividendos pela fatia de 5%.

O Governo assume na sua apresentação que a sua estimativa está “dependente da performance e cotação da empresa”. Tendo em conta o preço-alvo da ação assumido pelo Governo de 8,8 euros, isto significa que a posição de 5% vai valer 528 milhões de euros.

“Já podemos encarar o futuro da TAP com entusiasmo e confiança. Isso deve-se ao esforço dos portugueses, que injetaram nos últimos anos na empresa mais de 3,2 mil milhões de euros dos seus impostos, dinheiro que, ao ser canalizado para a companhia, deixou de estar disponível para outras despesas públicas, nomeadamente nos serviços públicos essenciais. Desde o início que assumimos o nosso objetivo de recuperar esse valor para os portugueses”, disse o Primeiro-Ministro Luís Montenegro a 14 de outubro.

“Por isso, fomos firmes e exigentes na negociação, de forma a obter as melhores condições e contrapartidas e reduzir a exposição futura do Estado, precisamente para podermos maximizar o esforço que fizemos antes com a injeção de capital. É por isso que esta parceria entre a TAP e a Lufthansa nos aponta para esse caminho: a recuperação total do valor que os portugueses investiram na TAP”, acrescentou.
A Lufthansa espera uma aprovação “mais rápida” do negócio da TAP em Bruxelas face à compra da italiana ITA.

“Espero que seja mais rápido do que a ITA, um processo mais fácil”, disse o CEO da Lufthansa a 15 de outubro.

“Os nossos amigos em Bruxelas, os líderes da Europa, percebem que o mundo mudou e que é do interesse da Europa criar fortes empresas globais. A atitude mudou em Bruxelas”, analisou Carsten Spohr.

“A sobreposição da TAP com a Lufthansa é muito menor do que com outros potenciais compradores, como a IAG ou a Air France-KLM, onde seria enorme. Do nosso ponto de vista, é uma transação fácil de aprovar”, acrescentou. E também deixou uma mensagem ao Governo do seu país: “A Alemanha, uma nação líder na Europa, deve garantir que a Europa não fica atrás dos EUA e da Ásia”, defendeu Carsten Spohr.

OE2026: Pagamentos em atraso caem para 617,5 milhões até setembro

30 October 2026 at 16:00

Os pagamentos em atraso das entidades públicas totalizaram 617,5 milhões de euros entre janeiro e setembro, menos 384,6 milhões de euros face ao mês anterior, foi hoje anunciado.

“No final de setembro, os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 617,5 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 384,6 milhões de euros face ao mês anterior”, lê-se na síntese de execução orçamental, hoje divulgada pela Entidade Orçamental (antiga DGO – Direção-Geral do Orçamento).

O documento ressalva que não é possível calcular a variação homóloga, tendo em conta que a definição de pagamentos em atraso foi alterada em junho.

Para a variação mensal contribuíram, sobretudo, as áreas da saúde (-364,9 milhões de euros), da Administração Central (-13,7 milhões de euros), excluindo o subsetor da Saúde, e das Entidades Públicas Reclassificadas (-13,1 milhões de euros).

Transações continuam a cair em Portugal, de acordo com TTR Data

30 October 2026 at 16:00

Nos primeiros nove meses deste ano, o capital mobilizado no mercado transacional em Portugal caiu 45%, face a igual período do ano passado, para 7,8 mil milhões de euros, de acordo com os dados da TTR Data. O número de operações reduziu-se em 27%, para 379.

É um prolongamento da tendência de quebra verificada desde o início do ano.

No terceiro trimestre houve 120 operações de fusões e aquisições (M&A, na sigla inglesa), anunciadas ouconcluídas, no valor de 4,7 mil milhões de euros, insuficientes para compensarem a quebra acumulada.

O recuo em Portugal contrasta com a evolução do Sul da Europa. No primeiro semestre, o valor das fusões e aquisições na região aumentou 37%, para 147,7 mil milhões de euros, apesar de o número de negócios ter diminuído 6%, para 1.858. São dados de um relatório da Forvis Mazars e da Mergermarket. O crescimento foi impulsionado por grandes transações.

Segundo o mesmo estudo, no mesmo período, em Portugal, o capital mobilizado limitou-se a 800 milhões de euros de valor anunciado, contra os 6,3 mil milhões um ano antes, o que decorre do efeito Novobanco. O número de operações caiu 37%, para 82.

O peso das operações excecionais marcou 2025. A aquisição do Novobanco pelo francês BPCE, anunciada por 6,4 mil milhões de euros, inverteu os indicadores de um ano que, sem esse negócio, teria apresentado uma quebra acentuada.

A Mergermarket identificou 33 potenciais operações em Portugal, em 12 setores, num universo de 608 oportunidades sinalizadas no Sul da Europa.

“Embora o mercado português de M&A registe um número de transações menor, a verdade é que existem muitas oportunidades”, afirma Filipa Matias, senior manager de Transaction and Advisory Services da Forvis Mazars em Portugal. Acrescenta que a atividade nas operações de pequena e média dimensão “continua presente, embora seja menos visível nos dados de transações com valores divulgados”.

“Há muito capital disponível, não há é, se calhar, tantas oportunidades”, afirmou Rui Corrêa Henriques, responsável pelo Corporate and Investment Banking do Santander em Portugal, ao Jornal Económico em setembro. O banqueiro antecipa uma recuperação no prazo de seis a 18 meses.

Os resultados do estudo da Forvis Mazars e da Mergermarket não são diretamente comparáveis com os da TTR Data, por utilizarem critérios diferentes, mas confirmam que o número de negócios caiu e que faltam grandes operações.

Estrangeiros compram

Segundo a TTR Data, Espanha foi o país que mais investiu em Portugal até setembro, com 28 operações, e também foi o principal destino do investimento português, com 37 negócios, e no Reino Unido, com nove.

As compras estrangeiras no setor de tecnologia e internet recuaram 16% em termos homólogos.

Entre os negócios destacados pela Forvis Mazars no primeiro semestre está o investimento no grupo de mediação de seguros Sabseg, numa operação global de 600 milhões de euros envolvendo a Miura Partners e o reforço da posição da Schroders, de 2% para 20%. Seguiu-se a aquisição do Caesar Park, em Sintra, pela Catterton Management e pela Cedar Capital Partners, por 140 milhões.

Há mais empresas na zona euro a prever pedidos de maiores aumentos salariais, diz BCE

30 October 2026 at 13:58

Quatro em cada 10 das maiores empresas da zona euro preveem que o aumento da inflação provocará, ou corre o risco de provocar, pedidos de maiores aumentos salariais, contra 20% na pesquisa anterior do BCE.

Esta é uma das principais conclusões da pesquisa que o BCE (Banco Central Europeu) realizou recentemente com representantes de 64 grandes empresas não financeiras da zona euro, publicados esta sexta-feira, 30 de outubro.

A pesquisa ocorreu, na sua maior parte, entre 28 de setembro e 7 de outubro de 2026.

O BCE diz que as expectativas de uma desaceleração no crescimento salarial moderaram-se ligeiramente.

O crescimento dos salários desacelerará, passando de 3,2% em 2025 para 3,0% em 2026 e para 2,9% em 2027, segundo dados fornecidos pela pesquisa.

“Trata-se de uma desaceleração mais leve do que a observada em inquéritos anteriores”, acrescenta o BCE.

No entanto, a maioria das empresas não prevê um impacto significativo no crescimento dos salários, devido à fraqueza das condições económicas e às perspetivas de emprego.

As empresas consideram que a transferência para os preços finais dos aumentos de custos derivados do conflito no Médio Oriente é “cada vez mais complexa”, segundo o BCE.

A transferência para os preços do aumento dos custos revelou-se especialmente difícil nos setores orientados para o consumidor devido à fraqueza da procura e às pressões competitivas.

Por isso, as empresas preveem que “o crescimento dos preços de venda se moderará um pouco nos próximos meses”, segundo o BCE.

Muitas empresas preveem que continuarão a sentir a pressão dos custos até 2027.

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