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Lisboa e Porto voltam a manifestar-se pela habitação

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By: ECO

As manifestações pelo direito à habitação voltaram esta quarta-feira às cidades de Lisboa e Porto. No caso da cidade invicta, a assembleia popular votou por voltar a acampar no local, onde desde 10 de outubro manifestantes têm reivindicado o direito à habitação e sido sujeitos a duas cargas policiais.

Em assembleia popular que decorreu no Porto com cerca de 200 pessoas, foi votado reacampar no local esta noite, estando disponíveis pelo menos 30 tendas, além de sacos-cama.

Já em Lisboa, entre 200 e 300 pessoas participavam pelas 19h30 na acampada na Praça D. Pedro IV (Rossio), no centro da capital. A iniciativa tem decorrido esta quarta-feira sem incidentes, tendo a 12.ª assembleia popular desde o início dos protestos em Lisboa começado pelas 19h25, sem qualquer perturbação da circulação na praça e sem que se avistem tendas nem polícia.

A Acampada de Lisboa aprovou em assembleia popular a realização no próximo sábado de uma nova manifestação entre o Marquês de Pombal e o Rossio, seguida de concentração nesta última praça.

A proposta foi aprovada com mais de 230 votos a favor, contra 95 de pessoas que pretendiam apenas a realização de uma concentração na Praça D. Pedro IV, vulgarmente conhecida como Rossio. A intenção dos manifestantes é votar no sábado se a concentração incluirá a montagem de tendas no Rossio.

A programação desta quarta-feira inclui a partir das 21h00 a atuação de vários artistas, entre os quais Carolina Deslandes.

A PSP dispersou na madrugada de domingo, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas. Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

A intervenção aconteceu depois de outras similares no Porto, em 15 de outubro, e em Lisboa, em 20 de outubro, tendo todas originado detenções e feridos.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto. Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.

O Chefe de Estado apelou na terça-feira ao diálogo sobre a habitação “e nunca à violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

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Porto quer agravar “dez vezes” o valor do IMI em prédios devolutos no Centro Histórico

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By: Lusa

O executivo da Câmara do Porto vai propor em sede de orçamento municipal que, em 2027, o IMI cobrado aos proprietários de prédios devolutos no Centro Histórico seja agravado “10 vezes”, revelou esta quarta-feira Pedro Duarte.

“Ainda não votamos, mas vai ser a nossa proposta que o IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] seja agravado na zona histórica para 10 vezes o valor que tem hoje. Portanto, acho que vai ser uma penalização muito significativa que, espero eu, faça os proprietários pensar duas vezes antes de ter aquela casa devoluta ou vazia e não a ter no mercado”, anunciou hoje o presidente da Câmara do Porto.

Pedro Duarte, que falava com os jornalistas à margem do lançamento da nova identidade da empresa Mobt Porto (até então STCP Serviços), explicou que para já este agravamento do IMI se vai aplicar a imóveis, mas admitiu poder, no futuro, olhar também para terrenos vazios, embora seja uma situação “residual” no Centro Histórico do Porto.

O objetivo é que estes devolutos sejam “colocados no mercado”.

De acordo com uma nota publicada a 1 de outubro no site da autarquia, o município do Porto tem identificados 6.400 “prédios com indícios de estarem devolutos”.

“Com o objetivo de promover a sua reabilitação e colocação no mercado habitacional, a autarquia dirigiu aos proprietários uma carta de sensibilização para os instrumentos municipais ao dispor. Em caso de incumprimento, os edifícios verão majorado o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) até três vezes o valor atual ou até 10 vezes mais nos casos de se situarem em zonas de maior pressão urbanística“, pode ler-se.

O site do município contextualizou ainda que o procedimento de declaração de prédio devoluto e consequente agravamento do IMI é anual e que, “em 2022, foram abrangidos 379 prédios e, em 2023, 531 prédios”, sendo que no ano de 2024 “não existiu decisão política de agravamento e, em 2025, devido ao período de transição de Executivo Municipal, o procedimento não avançou”.

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Porto recebeu 33 milhões de euros desde 2021 em compensações pela não construção de habitação acessível

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By: Lusa

A Câmara do Porto recebeu cerca de 33 milhões de euros desde 2021 em compensações financeiras de promotores de um licenciamento urbanístico pela não construção de habitação acessível na área de zonamento inclusivo, revelou esta quarta-feira Pedro Duarte.

O presidente da Câmara do Porto, que falava com os jornalistas à margem do lançamento da nova identidade da empresa Mobt Porto (até então STCP Serviços), explicou que o regime do zonamento inclusivo já funciona desde 2021 e que, desde então, já houve “16 ou 17 casos” de promotores de um licenciamento urbanístico que não construíram habitação acessível, dando dinheiro para um fundo municipal.

“Todo este dinheiro vai para um fundo que apoia a habitação (…) e a Câmara já arrecadou cerca de 33 milhões de euros desde 2021 para este fundo, que depois é reaplicado em habitação”, acrescentou.

Ressalvando que essa opção não “contenta” o executivo municipal, Pedro Duarte afirmou que vai levar à próxima reunião de executivo uma proposta de alteração ao regulamento, que vai eliminar a hipótese de compensação financeira quando se trata da construção de empreendimentos hoteleiros ou turísticos.

Em causa está uma proposta que foi a votação na reunião do executivo municipal de 21 de outubro – aprovada com os sete votos favoráveis do executivo de Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL) e com os seis votos contra dos vereadores do PS e do Chega — para autorizar sete empresas a pagar compensações em vez de construir habitação acessível, como previsto pela medida do zonamento inclusivo do Plano Diretor Municipal (PMD) do Porto, autorização essa que, entretanto, a maioria municipal já admitiu poder reverter.

Na segunda-feira, a maioria do executivo na Câmara do Porto divulgou querer reunir-se com a oposição (PS e Chega), ponderando rever as decisões de permitir a substituição de habitação acessível por compensações financeiras em sete projetos imobiliários.

Em comunicado enviado às redações, a autarquia deu conta da intenção dessa reunião para poder “prestar todas as informações e, em consequência da mesma, equacionar a revogação das deliberações tomadas”, e criticou a abordagem “alarmista” e a gravidade “das suspeições elencadas” pelos socialistas.

Num longo comunicado com vários pontos apresentados, a maioria anunciou ainda “que está a promover a revisão do regulamento municipal que define os termos do zonamento inclusivo, passando a obrigar hotéis e alojamento local a contribuir para a disponibilização de habitação acessível na área correspondente.

Com este comunicado, a maioria responde à denúncia dos vereadores do PS, que consideraram “manifestamente ilegal” a decisão do município.

Em conferência de imprensa, na segunda-feira, o vereador socialista Manuel Pizarro classificou a deliberação aprovada na semana passada como “politicamente errada, incoerente, moralmente condenável” e com “enormes fragilidades” do ponto de vista legal.

O Público revelou que dos 1,39 milhões de euros que o município vai receber, a grande maioria (88%) vem de três empresas: a PM29 Real e a Ateneu 33 Real, sociedades imobiliárias com sede em Lisboa, detidas a 100% pela Crystal Holding, com sede no Luxemburgo; e a Historical Porto Offices, do empresário Mário Ferreira.

Juntas, as três empresas deveriam entregar 2.937 metros quadrados para habitação acessível. Em vez disso, vão pagar 1,23 milhões, o que representa uma média de 418 euros por metro quadrado, um valor muito abaixo do mercado.

Para quinta-feira, às 17h00, está agendada uma reunião entre técnicos do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto e vereadores da oposição.

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Ana Pinho: “Há um privilégio sobre o turismo face à habitação”

A ex-secretária de Estado da Habitação é muito crítica das alterações à lei das rendas e avisa que, facilitando-se os arrendamentos temporários, podem tornar-se ainda mais precários os contratos de arrendamento para habitação. Convidada do novo episódio do podcast Urbanidades, diz que aumentar a oferta de casas não chega para resolver a crise se os preços continuarem inacessíveis.

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BCP “está pronto para ajudar” na crise da habitação e aponta a projetos com custo acessível


O BCP “está pronto para ajudar” e “fortemente empenhado” na resolução da crise da habitação e já tem um alvo perfeitamente identificado: projetos de promoção imobiliária a custos acessíveis, adiantou esta quarta-feira o CEO, Miguel Maya.

Em declarações aos jornalistas, na apresentação de resultados relativos aos primeiros nove meses do ano, o líder do BCP considerou que se trata de um “tema complexo”. “Mas o que não podemos fazer é não fazer nada”, salientou.

Nas últimas semanas, os manifestantes têm saído às ruas sobretudo em Lisboa e no Porto em protesto contra a falta de soluções para resolver a falta de casas e a escalada dos preços das habitações e rendas. Em alguns casos os protestos têm resultado em confronto e violência da polícia por causa das chamadas acampadas.

Esta quarta-feira, Miguel Maya revelou que o banco quer fazer a sua parte e adiantou que fez ajustamentos à unidade de promoção imobiliária porque identificou as áreas onde acredita que haverá uma maior procura no futuro: “O nosso foco e a nossa capacidade está muito colocada no apoio a projetos para a classe média e média baixa, projetos de habitação com custos controlados”.

“Estamos a reorganizar essa parte porque é a nossa leitura do que vai ser a procura por estas tipologias”, afirmou.

Miguel Maya assumiu que quer ser “protagonista na transformação da procura” e adiantou que já está a analisar propostas para apoiar cooperativas e também para entrar em operações que têm câmaras municipais por trás em parceria com privados.

Relativamente à linha de garantia pública para os jovens, voltou a destacar que a medida não vai resolver o problema da falta de habitação, mas tem sido importante para ajudar uma boa parte dos clientes a comprar casa. O peso da garantia pública na nova produção de crédito ronda os 44%.

O BCP anunciou esta terça-feira uma subida de quase 13% dos lucros para 873,7 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.

(notícia atualizada às 18h39)

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Manifestação pelo direito à habitação anunciada para 14 de Novembro no Funchal

No próximo dia 14 de Novembro, às 11h, na Rua Fernão de Ornelas, no Funchal, haverá uma manifestação pelo direito à habitação, organizada pelo movimento «Porta a Porta». Esta é uma oportunidade para transformar a preocupação em acção, o descontentamento em participação cívica e a indignação perante as injustiças em exigência colectiva de mudança. Ter […]
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Seguro recebeu especialistas na área da habitação

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By: ECO

O Presidente da República, António José Seguro, reuniu-se esta quarta-feira, no Palácio de Belém, com um grupo de especialistas na área da habitação, entre os quais o presidente e o CEO da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), Hugo Santos Ferreira e Manuel Maria Gonçalves, e o CEO do grupo Casais, António Carlos Rodrigues.

Na informação divulgada pelo Palácio de Belém, esclarece-se que António José Seguro ouviu representantes de um conjunto de entidades ligadas ao setor da habitação, nomeadamente “académicos, associações de inquilinos e de proprietários, representantes do setor da construção civil e obras públicas, promotores e investidores imobiliários, bem como ordens profissionais da área, associações de habitação pública e representantes do poder local”.

Ainda antes deste encontro, o Chefe de Estado deixou “três prioridades”. A primeira, apontou, passa por “dinamizar o mercado de arrendamento”. “Pode ser feito já, porque há uma série de casas, duas centenas de milhares de casas, pelo menos, que estão em condições de ser colocadas no mercado de arrendamento”, identificou. Em seguida, definiu, “proteger os mais vulneráveis, designadamente as pessoas que estão numa situação de vulnerabilidade”. E, por último, apostar numa “política de longo prazo”, que passa pela “construção de casas”.

Na intervenção anterior, havia pedido medidas de dois tipos, umas imediatas e outras mais estruturais, responsabilizando os partidos. “Agora é necessário dar o passo seguinte: é entenderem-se sobre essas propostas, umas através de políticas duradouras – é esse o entendimento a que eu tenho apelado –, e outras com medidas urgentes”, defendeu António José Seguro.

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Seguro recebeu especialistas na área da habitação

O Presidente da República, António José Seguro, reuniu-se esta quarta-feira, 28 de outubro, no Palácio de Belém, com um conjunto de entidades e especialistas ligados ao setor da habitação.

De acordo com informação no site da presidência, o encontro reuniu académicos, associações de inquilinos e de proprietários, representantes do setor da construção civil e obras públicas, promotores e investidores imobiliários, bem como ordens profissionais da área, associações de habitação pública e representantes do poder local.

António José Seguro já tinha anunciado este encontro com especialistas para debater o problema da habitação em Portugal: “convidei os partidos para uma reunião para a próxima quinta-feira, convoquei o Conselho de Estado, e na amanhã mesmo (28 de outubro), irei reunir com especialistas em habitação”.

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Bancos estão a encerrar contas sem justificação. Saiba o que fazer em caso de debanking

Bancos dão dois meses para retirar fundos e transferir depósitos e créditos. Maioria das queixas envolve o Santander e o Millennium bcp. Há bancos a encerrar contas de clientes sem revelar os motivos e sem possibilidade de reverter tal decisão. Enviam cartas aos seus clientes na qual dão dois meses para transferir depósitos e créditos, sem outra hipótese. A situação é denunciada pela Sábado esta quarta-feira, que explica que o fenómeno até já ganhiou um nome: debanking. O fenómeno já provocou queixas em Portugal e pode até aumentar as prestações do crédito à habitação, denunciam à revista clientes nesta situação.

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Embaixada de Israel processada por casa com renda de 10 mil euros por mês

A Embaixada de Israel em Portugal está envolvida num processo judicial relacionado com a devolução da residência oficial do embaixador, um apartamento T6 situado nas Avenidas Novas, em Lisboa, cuja renda mensal era de 10 mil euros. O fundo imobiliário Imolux reclama 51.654,80 euros por alegados atrasos na entrega do imóvel, despesas de reparação e perda de rendimentos. A missão diplomática contesta as exigências e pede a restituição de 10 mil euros da caução. De acordo a CNN Portugal, o litígio está a ser apreciado pelo Juízo Central Cível de Lisboa e diz respeito a um contrato de arrendamento celebrado

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“Onde andou, primeiro-ministro?”. Montenegro diz que esteve a trabalhar

Para outros, “trabalhar é dar entrevistas”, disse Luís Montenegro, que elogiou as polícias. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse esta terça-feira que esteve a trabalhar durante os últimos dias, depois de questionado pelo líder do Chega sobre ter estado em silêncio enquanto decorriam em várias cidades do país manifestações pelo direito à habitação. André Ventura foi o primeiro a questionar o chefe de Governo durante o debate sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano, no Parlamento, e a primeira pergunta que colocou foi: “Onde é que andou durante todo este tempo em que o país se debatia com manifestações

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Meia centena protesta em Faro pelo direito à habitação e afirma não ter medo da polícia

A concentração junto à CCDR do Algarve criticou a atuação policial em Lisboa e no Porto e apelou à participação em novas ações pela habitação.

O conteúdo Meia centena protesta em Faro pelo direito à habitação e afirma não ter medo da polícia aparece primeiro em Barlavento.

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Startup portuguesa tem 160 milhões para investir na construção de 1.080 casas até 2028

A startup portuguesa inHabitus especializada em construção industrializada quer colocar no mercado nacional 1.080 casas até 2028, através de projetos que unem métodos de construção inovadores e padronização em escala procurando entregar casas com prazos mais curtos e preços por metro quadrado global (incluindo áreas exteriores privativas) que chegam aos 65% abaixo da mediana nacional. Para isso conta com 160 milhões de euros provenientes de capitais próprios e financiamento bancário.

O primeiro projeto arrancou em setembro com a construção do ‘Origem Alfena’ no Porto, com 79 moradias em tipologias V2, V3 e V4, todas vendidas. Já em outubro, a inHabitus lançou a comercialização de um empreendimento de Setúbal, composto por 136 moradias, nas tipologias V1 a V4.

Até ao final do ano a startup portuguesa tem o objetivo de colocar no mercado mais 253 habitações, distribuídas por dois empreendimentos nas regiões de Viseu e do Grande Porto, num total de quatro projetos residenciais que integram a primeira fase de um pipeline com presença de Norte a Sul do país. Os empreendimentos incluem moradias de tipologias V1 a V4, com preços a começar nos 139 mil euros.

Mário Ferraz, co-fundador da inHabitus, salienta que a empresa constrói casas praticamente da mesma forma há décadas, apesar de os desafios do setor exigirem novas respostas. “Na inHabitus, queremos contribuir para tornar a habitação mais acessível, repensando a forma como desenvolvemos e construímos casas. O nosso objetivo é conseguir colocar mais habitação no mercado, com preços competitivos, sem comprometer a qualidade”, refere.

Para isso a empresa utiliza diferentes métodos modernos de construção, combinando engenharia e tecnologia, com ferramentas digitais próprias que automatizam o projeto, otimizam custos e prazos e garantem previsibilidade emn todas as fases, do conceito à obra.

“Uma parte importante da diferença está na forma como organizamos todo o processo. Ao concentrarmos competências na mesma estrutura e reduzirmos a dependência de uma cadeia de intermediários e subcontratados, conseguimos ter maior controlo sobre as decisões e os custos. A industrialização permite-nos padronizar soluções, ganhar eficiência e replicar o modelo em diferentes localizações. É esta combinação que nos permite trabalhar para oferecer casas a preços mais acessíveis”, explica.

O resultado previsto desta abordagem, face à construção tradicional, é a redução de cerca de 50% no tempo de entrega e a redução de 30% no custo total de construção. A empresa estima reduções de cerca de 80% no desperdício de materiais e no risco de acidentes em obra, face aos métodos tradicionais.

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DECO: “Um mercado de arrendamento equilibrado precisa de confiança dos senhorios e inquilinos”

Arrendamento: Segurança para o senhorio não pode significar insegurança para as famílias – PARTE 1

Para a DECO um mercado de arrendamento equilibrado precisa de confiança dos senhorios e inquilinos. Reforçar uma das partes sem proteger a outra não equilibra o mercado: faz exatamente o inverso.

A proposta de lei do Governo altera o regime do arrendamento urbano com um objetivo assumido: reforçar a posição dos proprietários e tornar mais rápidos os mecanismos de cobrança e de despejo. Mas esta reforma chega num momento em que as rendas dos novos contratos subiram mais de 10% num ano, a oferta continua escassa e cada vez mais famílias não conseguem suportar o custo da casa.

A DECO analisa as principais medidas propostas e apresenta as suas preocupações e propostas para a apreciação na especialidade.

Custos de entrada: arrendar pode tornar-se mais caro

A proposta aumenta de dois para três meses o limite da renda que pode ser exigida antecipadamente e elimina o limite específico atualmente previsto para a caução.

A DECO defende a manutenção de limites para a renda antecipada e para a caução, bem como a definição de um limite global para o conjunto das garantias exigidas ao arrendatário.

Incumprimento: uma dificuldade temporária não deve conduzir à perda da habitação

A proposta reduz de três para dois meses o período de mora relevante para efeitos de resolução do contrato.

A DECO defende que, sobretudo nos contratos destinados a habitação permanente, deve existir uma oportunidade real de regularização da dívida antes da resolução do contrato, sempre que exista capacidade de recuperação financeira.

Renovação dos contratos: garantir estabilidade e previsibilidade

A proposta altera os períodos de renovação dos contratos e as regras relativas à oposição à renovação pelo senhorio.

A DECO defende períodos mínimos razoáveis de estabilidade e previsibilidade nos contratos destinados a habitação permanente, permitindo às famílias reorganizar a sua situação habitacional e financeira.

Informe-se connosco.

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço electrónico deco.madeira@deco.pt. Pode também marcar atendimento via Skype. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Bluesky, Instagram, Linkedin e Youtube!

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Milhares de manifestantes em protesto pelo direito a uma casa junto ao parlamento

Milhares de apoiantes já enchiam hoje ao final da tarde a rua de São Bento, defronte do parlamento, em Lisboa, obrigando a PSP a interromper o trânsito ainda antes da hora marcada da concentração pelo direito à habitação, às 18h30.

Com cartazes e gritando palavras de ordem, muitos cidadãos responderam à mobilização para hoje, que junta o movimento que organizou a Acampada de Lisboa, no Rossio, e a plataforma Casa Para Viver.

“Mais salário, menos porrada”, “todos precisam de um teto, até as tendas. Rua Luís”, “a juventude precisa de uma casa para viver” ou “somos mansos mas não somos tansos”, podia ler-se nas centenas de cartazes empunhados pelos manifestantes anónimos.

Ao contrário do que se tem verificado nas concentrações realizadas na praça do Rossio, organizadas pela Acampada de Lisboa e que juntam maioritariamente jovens, hoje junto à Assembleia da República havia mais diversidade etária e também menos adereços associados a causas como a Palestina

De início, um coro improvisado cantou músicas de intervenção, mobilizando os presentes que também gritavam palavras de ordem, como “25 de Abril sempre” ou “estamos juntos, estamos fortes”.

A cantora Marisa Liz iniciou uma série de concertos improvisados de artistas solidários com a causa agendado para esta noite, cantando uma versão de Zeca Afonso da música “O pintor morreu”.

“Estamos numa luta justa, sem violência”, começou por dizer a cantora, que, quando alguns polícias desceram a escadaria da Assembleia da República, num acerto do forte dispositivo que rodeia o parlamento, disse: “Juntem-se”.

“O nosso país não está à venda”, acrescentou a cantora, que defendeu a intervenção da população nas ruas e não apenas através das eleições.

“Um país não se governa só com o Governo” e também é possível “influenciar as decisões no decorrer de cada mandato”, disse a artista, arrancando aplausos.

A manifestação ocorre no dia em que começou no parlamento a discussão na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

Durante a madrugada de domingo, a PSP dispersou, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto. Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República, António José Seguro.

O chefe de Estado apelou hoje ao diálogo sobre a habitação “e nunca à violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

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