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Corinthians é o 1º classificado à final da Libertadores Feminina

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Pela sétima vez, o Corinthians está na final da Libertadores Feminina. Nesta quarta-feira (28), as Brabas derrotaram o Santa Fe (Colômbia) por 2 a 1 no Estádio Casa Blanca, para alcançarem a decisão do torneio, que ocorre em Quito (Equador).

O Timão venceu as seis finais que disputou na história: 2017 (em parceria com o Audax), 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025. Em 2020, as alvinegras caíram para o América de Cali (Colômbia) nas semifinais. Dois anos depois, foram surpreendidas pelo Boca Juniors (Argentina) nas quartas de final.

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O Corinthians aguarda o ganhador do confronto entre Cruzeiro e Olimpia (Paraguai), que medem forças ainda nesta quarta, às 21h (horário de Brasília), no mesmo estádio. A final será no sábado (31), novamente no Casa Blanca, em horário a ser anunciado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

⚫⚪ As atuais campeãs... 𝑵𝑨 𝑭𝑰𝑵𝑨𝑳 𝑴𝑨𝑰𝑺 𝑼𝑴𝑨 𝑽𝑬𝒁! ✔️ @asbrabas https://t.co/fA1SdBnGOz

— CONMEBOL Libertadores Femenina (@LibertadoresFEM) October 28, 2026

O Santa Fe saiu na frente. Aos 28 minutos, a atacante Manuela González lançou a bola desde o campo de defesa e acabou encontrando Daniela Garavito em velocidade, nas costas da marcação. A meia invadiu a área e chutou na saída da goleira Lelê. Anulado inicialmente por um suposto impedimento, o gol foi validado após intervenção da arbitragem de vídeo (VAR).

A resposta corintiana veio aos 36. Na sobra de uma bola afastada por Cristina Motta, após lançamento da também zagueira Thais Ferreira, a meia Letícia Monteiro bateu de primeira, da entrada da área, acertando o cantinho esquerdo da goleira Jimena Ospina.

Na etapa final, o Timão chegou ao gol da virada no melhor momento das adversárias. Aos 30 minutos, Letícia Monteiro acionou a volante Duda Sampaio, que tentou o passe de calcanhar, de primeira, na entrada da área. Motta tentou afastar, mas pegou mal e a bola sobrou livre com a lateral Gi Fernandes, que mandou para as redes, decretando o triunfo alvinegro.

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Lisboa e Porto voltam a manifestar-se pela habitação

✇ECO
By: ECO

As manifestações pelo direito à habitação voltaram esta quarta-feira às cidades de Lisboa e Porto. No caso da cidade invicta, a assembleia popular votou por voltar a acampar no local, onde desde 10 de outubro manifestantes têm reivindicado o direito à habitação e sido sujeitos a duas cargas policiais.

Em assembleia popular que decorreu no Porto com cerca de 200 pessoas, foi votado reacampar no local esta noite, estando disponíveis pelo menos 30 tendas, além de sacos-cama.

Já em Lisboa, entre 200 e 300 pessoas participavam pelas 19h30 na acampada na Praça D. Pedro IV (Rossio), no centro da capital. A iniciativa tem decorrido esta quarta-feira sem incidentes, tendo a 12.ª assembleia popular desde o início dos protestos em Lisboa começado pelas 19h25, sem qualquer perturbação da circulação na praça e sem que se avistem tendas nem polícia.

A Acampada de Lisboa aprovou em assembleia popular a realização no próximo sábado de uma nova manifestação entre o Marquês de Pombal e o Rossio, seguida de concentração nesta última praça.

A proposta foi aprovada com mais de 230 votos a favor, contra 95 de pessoas que pretendiam apenas a realização de uma concentração na Praça D. Pedro IV, vulgarmente conhecida como Rossio. A intenção dos manifestantes é votar no sábado se a concentração incluirá a montagem de tendas no Rossio.

A programação desta quarta-feira inclui a partir das 21h00 a atuação de vários artistas, entre os quais Carolina Deslandes.

A PSP dispersou na madrugada de domingo, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas. Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

A intervenção aconteceu depois de outras similares no Porto, em 15 de outubro, e em Lisboa, em 20 de outubro, tendo todas originado detenções e feridos.

A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto. Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.

Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.

O Chefe de Estado apelou na terça-feira ao diálogo sobre a habitação “e nunca à violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

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Super-ricos geram mais poluição e lucram com desastres climáticos

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A parcela de 0,1% mais ricos da população mundial - 8 milhões de pessoas - gera mais poluição por carbono do que os 3,5 bilhões de pessoas mais pobres.

Os super-ricos impulsionam o colapso climático por meio de emissões desproporcionais, enquanto conseguem se proteger das consequências e ainda lucram a partir da destruição.Por outro lado, as pessoas em maior vulnerabilidade sofrem os piores impactos, como casas e plantações destruídas por enchentes ou incêndios, além de meios de subsistência perdidos e fome.

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A conclusão é de um relatório produzido pela Oxfam, publicado antes da conferência climática da ONU (COP31), na Turquia, que será realizada de 9 a 20 de novembro de 2026.

“A crise climática é frequentemente descrita como um desafio humano compartilhado. Mas não é. Aqueles que menos contribuíram para causá-la estão perdendo suas casas, suas colheitas e, cada vez mais, suas vidas”, afirmou Amitabh Behar, diretor executivo internacional da Oxfam, em nota.

Uma pessoa pertencente aos 0,1% mais ricos contribuiu quase 400 vezes mais para as atuais ondas de calor extremo do que alguém que faz parte dos 50% mais pobres, segundo dados reunidos no estudo.

Análise da Oxfam indica que apenas um ano de emissões dos 1% mais ricos causará 1,9 milhão de mortes adicionais relacionadas ao calor. Dessas, 78% vão ocorrer em países de renda baixa e média-baixa, ainda que esses países sejam responsáveis por apenas 8% das emissões globais.

“Enquanto isso, os super-ricos podem comprar sua segurança, refugiando-se em bunkers subterrâneos de alta tecnologia, contratando equipes privadas de combate a incêndios e adquirindo seguros privados, além de lucrarem ativamente com as consequências da poluição que geram”, acrescentou Behar.

Além disso, o relatório aponta que as emissões dos 1% mais ricos causarão quase US$53 trilhões em danos econômicos até 2050. Até essa data, há ainda a estimativa de que até 1 bilhão de pessoas possam ser deslocadas pela crise climática, sendo a maioria no Sul Global.

“Isso não é uma tragédia de destino compartilhado; é um crime de desigualdade extrema”, concluiu o diretor da Oxfam.

O relatório alerta ainda que desastres climáticos são cada vez mais explorados para promover políticas que aprofundam a desigualdade, como a privatização da ação climática e dos serviços públicos, apropriações de terras, desregulamentação e benefícios fiscais para os super-ricos.

“Os super-ricos estão incendiando o planeta e depois cobrando do resto de nós pelos extintores”, afirmou Behar. “Eles lucram com a poluição. Eles lucram com o desastre. E lucram novamente com a reconstrução.”

O novo índice Destruir e Reconstruir (Destroy & Rebuild Index) da Oxfam identificou 217 empresas que lucram simultaneamente com setores que impulsionam o colapso climático e com atividades de preparação, resposta, recuperação e reconstrução pós desastres.

Recomendações

Diante do cenário relatado, a Oxfam fez algumas recomendações. Uma delas é que os grandes poluidores paguem e reduzam de forma rápida e significativa suas emissões de carbono, por meio de impostos sobre riqueza e renda, tributação sobre empresas de combustíveis fósseis e impostos punitivos sobre bens de luxo altamente poluentes, como jatos privados.

Outra medida seria aumentar o financiamento climático para o Sul Global, priorizando recursos públicos e doações, em vez de empréstimos que ampliam o endividamento. Os recursos destinados à adaptação climática precisariam ser triplicados até 2035.

Além de garantir uma infraestrutura pública resiliente ao clima e serviços públicos fortalecidos, a entidade recomenda acabar com o lucro obtido a partir dos desastres climáticos, limitando o poder corporativo em áreas como resposta a emergências, reconstrução e sistemas alimentares durante crises.

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Nunes Marques dá 10 dias para PGR se manifestar sobre revisão criminal de Bolsonaro

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 10 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o pedido de revisão criminal movido pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentar um golpe de Estado no País.

No dia 7 de outubro, a assessoria de Nunes Marques informou que ele analisaria o caso após o segundo turno das eleições. Ele destacou que não pretende tomar uma decisão monocrática e deve levar o caso ao plenário.

"O ministro Kassio Nunes Marques tem afirmado que não vai analisar o caso revisão criminal do ex-presidente Bolsonaro antes da eleição por considerar que isso pode interferir no processo eleitoral. Isso deve ser avaliado somente após o segundo turno, que não significa imediatamente depois, é preciso aguardar o processo estar concluso", informou a assessoria na ocasião.

 

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© Rosinei Coutinho/STF

Ministro do STF Nunes Marques mandou Youtube retirar vídeo do ar
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Diogo Cão impõe goleada no segundo tempo

VTM

Jogo muito movimentado, com a Diogo Cão a ter mais posse de bola e a aproximar-se com muita frequência do último reduto adversário, mas sem criar perigo.

Aos 14’, Tomás Peixoto, de livre, obriga Daniel Lopes a uma defesa a dois tempos. Aos 20’, o Constantim conseguiu a primeira aproximação às redes locais, através de um remate colocado de João Gaspar. Aos 23’, repetiu a proeza através de um pontapé de canto, Guilherme Miranda coloca o esférico no coração da área, com Pedro Ribeiro, de cabeça, a proporcionar uma boa defesa a Daniel Machado. Aos 32’, Guilherme Miranda inaugura o marcador contra a corrente do jogo. Aos 33’, brilhou Daniel Machado ao deter um remate de Afonso Martins. A resposta dos locais surgiu com o golo da igualdade por Tomás Duro, após excelente passe de Afonso Santos.

A etapa complementar iniciou-se praticamente com o golo da Diogo Cão, por Afonso Santos, um prémio para a sua prestação ao longo da partida. Aos 51’, Tomás Peixoto aumenta a vantagem, num remate que não deu hipóteses de defesa a Daniel Lopes. A Diogo Cão aproveitava as facilidades dadas pelo adversário. As alterações na formação do Constantim começaram a surgir na tentativa de inverter o rumo do jogo.

Aos 74’, acabou por surgir novo golo, desta feita pelo recém-entrado Gonçalo Cabral, após lance de insistência na área do Constantim. Aos 79’, novo golo dos visitados por Santiago Veiga.

Vitória justa da Diogo Cão, mas demasiado pesada para o Constantim.


FICHA TÉCNICA
Complexo Desportivo da UTAD
Árbitro: João Moreira
Auxiliares: Sérgio Faceira e Diogo Pereira

DIOGO CÃO B: Daniel Machado (Miguel Alves, 80’); João Monteiro, Afonso Fraguito (Fernando Fortunas, 81’), Afonso Santos (Vasco Nóbrega, 81’) e Kevin Rodrigues (Pedro Castanheira, 81’); Francisco Almeida, Tomás Peixoto (Gonçalo Pereira, 80’) e Tomás Duro; Miguel Moura, Santiago Veiga (Bernardo Marques, 81’) e Cristiano Oliveira (Gonçalo Cabral, 70’)
Treinador: Rui Gonçalves

CONSTANTIM A: Daniel Lopes; Guilherme Correia (Simão Fernandes 79’), Tiago Teles (Alexandre Borges, 63’), Guilherme Miranda (João Rolo, 79’) e Simão Pereira; Gabriel Duarte, João Gaspar e Afonso Martins (Lucas Oliveira, 52’); Rodrigo Roque (Rodrigo Pereira, 79’), Pedro Ribeiro (Tomás Rodrigues, 52’) e Francisco Pereira
Treinador: Ricardo Guerra

Ao intervalo: 1-1
Cartão amarelo: Guilherme Correia (6’)
Marcadores: Guilherme Miranda (32’), Tomás Duro (40’), Afonso Santos (46’), Tomás Peixoto (51’), Gonçalo Cabral (74’) e Santiago
Veiga (79’)

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Porto quer agravar “dez vezes” o valor do IMI em prédios devolutos no Centro Histórico

✇ECO
By: Lusa

O executivo da Câmara do Porto vai propor em sede de orçamento municipal que, em 2027, o IMI cobrado aos proprietários de prédios devolutos no Centro Histórico seja agravado “10 vezes”, revelou esta quarta-feira Pedro Duarte.

“Ainda não votamos, mas vai ser a nossa proposta que o IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] seja agravado na zona histórica para 10 vezes o valor que tem hoje. Portanto, acho que vai ser uma penalização muito significativa que, espero eu, faça os proprietários pensar duas vezes antes de ter aquela casa devoluta ou vazia e não a ter no mercado”, anunciou hoje o presidente da Câmara do Porto.

Pedro Duarte, que falava com os jornalistas à margem do lançamento da nova identidade da empresa Mobt Porto (até então STCP Serviços), explicou que para já este agravamento do IMI se vai aplicar a imóveis, mas admitiu poder, no futuro, olhar também para terrenos vazios, embora seja uma situação “residual” no Centro Histórico do Porto.

O objetivo é que estes devolutos sejam “colocados no mercado”.

De acordo com uma nota publicada a 1 de outubro no site da autarquia, o município do Porto tem identificados 6.400 “prédios com indícios de estarem devolutos”.

“Com o objetivo de promover a sua reabilitação e colocação no mercado habitacional, a autarquia dirigiu aos proprietários uma carta de sensibilização para os instrumentos municipais ao dispor. Em caso de incumprimento, os edifícios verão majorado o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) até três vezes o valor atual ou até 10 vezes mais nos casos de se situarem em zonas de maior pressão urbanística“, pode ler-se.

O site do município contextualizou ainda que o procedimento de declaração de prédio devoluto e consequente agravamento do IMI é anual e que, “em 2022, foram abrangidos 379 prédios e, em 2023, 531 prédios”, sendo que no ano de 2024 “não existiu decisão política de agravamento e, em 2025, devido ao período de transição de Executivo Municipal, o procedimento não avançou”.

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Porto recebeu 33 milhões de euros desde 2021 em compensações pela não construção de habitação acessível

✇ECO
By: Lusa

A Câmara do Porto recebeu cerca de 33 milhões de euros desde 2021 em compensações financeiras de promotores de um licenciamento urbanístico pela não construção de habitação acessível na área de zonamento inclusivo, revelou esta quarta-feira Pedro Duarte.

O presidente da Câmara do Porto, que falava com os jornalistas à margem do lançamento da nova identidade da empresa Mobt Porto (até então STCP Serviços), explicou que o regime do zonamento inclusivo já funciona desde 2021 e que, desde então, já houve “16 ou 17 casos” de promotores de um licenciamento urbanístico que não construíram habitação acessível, dando dinheiro para um fundo municipal.

“Todo este dinheiro vai para um fundo que apoia a habitação (…) e a Câmara já arrecadou cerca de 33 milhões de euros desde 2021 para este fundo, que depois é reaplicado em habitação”, acrescentou.

Ressalvando que essa opção não “contenta” o executivo municipal, Pedro Duarte afirmou que vai levar à próxima reunião de executivo uma proposta de alteração ao regulamento, que vai eliminar a hipótese de compensação financeira quando se trata da construção de empreendimentos hoteleiros ou turísticos.

Em causa está uma proposta que foi a votação na reunião do executivo municipal de 21 de outubro – aprovada com os sete votos favoráveis do executivo de Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL) e com os seis votos contra dos vereadores do PS e do Chega — para autorizar sete empresas a pagar compensações em vez de construir habitação acessível, como previsto pela medida do zonamento inclusivo do Plano Diretor Municipal (PMD) do Porto, autorização essa que, entretanto, a maioria municipal já admitiu poder reverter.

Na segunda-feira, a maioria do executivo na Câmara do Porto divulgou querer reunir-se com a oposição (PS e Chega), ponderando rever as decisões de permitir a substituição de habitação acessível por compensações financeiras em sete projetos imobiliários.

Em comunicado enviado às redações, a autarquia deu conta da intenção dessa reunião para poder “prestar todas as informações e, em consequência da mesma, equacionar a revogação das deliberações tomadas”, e criticou a abordagem “alarmista” e a gravidade “das suspeições elencadas” pelos socialistas.

Num longo comunicado com vários pontos apresentados, a maioria anunciou ainda “que está a promover a revisão do regulamento municipal que define os termos do zonamento inclusivo, passando a obrigar hotéis e alojamento local a contribuir para a disponibilização de habitação acessível na área correspondente.

Com este comunicado, a maioria responde à denúncia dos vereadores do PS, que consideraram “manifestamente ilegal” a decisão do município.

Em conferência de imprensa, na segunda-feira, o vereador socialista Manuel Pizarro classificou a deliberação aprovada na semana passada como “politicamente errada, incoerente, moralmente condenável” e com “enormes fragilidades” do ponto de vista legal.

O Público revelou que dos 1,39 milhões de euros que o município vai receber, a grande maioria (88%) vem de três empresas: a PM29 Real e a Ateneu 33 Real, sociedades imobiliárias com sede em Lisboa, detidas a 100% pela Crystal Holding, com sede no Luxemburgo; e a Historical Porto Offices, do empresário Mário Ferreira.

Juntas, as três empresas deveriam entregar 2.937 metros quadrados para habitação acessível. Em vez disso, vão pagar 1,23 milhões, o que representa uma média de 418 euros por metro quadrado, um valor muito abaixo do mercado.

Para quinta-feira, às 17h00, está agendada uma reunião entre técnicos do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto e vereadores da oposição.

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Ana Pinho: “Há um privilégio sobre o turismo face à habitação”

A ex-secretária de Estado da Habitação é muito crítica das alterações à lei das rendas e avisa que, facilitando-se os arrendamentos temporários, podem tornar-se ainda mais precários os contratos de arrendamento para habitação. Convidada do novo episódio do podcast Urbanidades, diz que aumentar a oferta de casas não chega para resolver a crise se os preços continuarem inacessíveis.

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Locais souberam guardar vantagem

VTM

Logo aos 2’, o Régua criou a primeira situação de perigo, lançamento de linha lateral, esférico na área, com Guilherme Silva a dar um pequeno toque na bola e a complicar a tarefa de Santiago Dias. Reagiram os orientados de Pedro Vilela em lances de contra-ataque, mas eram anulados pela defensiva reguense. Aos 25’, surgiu o único golo do jogo, bola metida em profundidade para Gonçalo Lopes, que foi mais rápido que o defensor adversário e, num toque cheio de intencionalidade, coloca a bola no fundo das malhas. Seguiram-se alguns minutos de supremacia reguense, com a defensiva da casa a ter imenso trabalho para manter as suas redes invioláveis.

Na etapa complementar, o Régua teve de novo um certo ascendente, mas não criava lances de perigo e foi a Diogo Cão a esbanjar uma excelente oportunidade no seguimento de um pontapé de canto. Aos 70’, o Régua beneficiou de uma série de pontapés de canto na tentativa de chegar à igualdade. Aos 75’ valeu a atenção de Santiago Dias ao deter um remate de cabeça no seguimento de um canto. Até ao final, a Diogo Cão passou por muitas dificuldades, valeu Santiago Dias que, com boas intervenções, conseguiu manter as suas redes intactas.

A igualdade ajustava-se ao desenrolar dos acontecimentos. Depois do apito final, acabaram por surgir cenas desagradáveis.


FICHA TÉCNICA
Complexo Desportivo da UTAD
Árbitro: Carlos Leite
Auxiliares: Rúben Fernandes e Hugo Zineira

DIOGO CÃO: Santiago Dias; Tomás Bastos (Rodrigo Abobeleira, 85’), David Conceição, Carlos Valério e Rafael Costa; Gustavo Ferreira, Gabriel Teixeira e Tiago Madeira (Francisco Paulo, 79’); Guilherme Silva, Gonçalo Lopes e Alessandro Chipepe (João Aquino, 72’)
Treinador: Pedro Vilela

RÉGUA: Silvério; Leonardo Silva, João Pedro (Samuel Pinto, 84’), João Silva e Ricardo Rocha (Pedro Pereira, 46’); Leandro Santos, Martim Pereira e Diogo Ribeiro; Daniel Lopes, Alberto Mota e Pombo
Treinador: Joaquim Guedes

Ao intervalo: 1-0
Marcador: Gonçalo Lopes (25’)

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Medicina regenerativa amplia opções de tratamento para artrose no joelho

Dor, rigidez, inchaço e dificuldade de movimentação estão entre os sintomas mais comuns da osteoartrite, conhecida popularmente como artrose. A doença provoca alterações na cartilagem, no osso subcondral e em outras estruturas da articulação, em um processo que envolve fatores degenerativos e inflamatórios. O joelho é uma das regiões mais frequentemente afetadas.

Nos últimos anos, o avanço das terapias biológicas ampliou as possibilidades de investigação para o tratamento da doença. Essas abordagens, conhecidas como medicina regenerativa ou ortobiológicos, utilizam materiais biológicos com o objetivo de modular a inflamação e favorecer o funcionamento da articulação.

Segundo o ortopedista Leonardo Monteiro, especialista em cirurgia do joelho, as terapias apresentam indicações e níveis de evidência diferentes. Por isso, a escolha do procedimento deve considerar as características da doença e as condições de cada paciente.

“A medicina regenerativa reúne diferentes estratégias que utilizam materiais biológicos, muitas vezes obtidos do próprio paciente, com o objetivo de modular processos inflamatórios e favorecer um ambiente articular biologicamente mais equilibrado. Entretanto, cada tratamento possui indicações, níveis de evidência e limitações específicas”, explica.

Artrose tem diferentes fatores de risco

O desenvolvimento da artrose está associado a fatores como envelhecimento, excesso de peso, predisposição genética, lesões articulares anteriores, sexo feminino e determinadas alterações metabólicas. A sobrecarga mecânica repetitiva também pode contribuir para o surgimento ou a progressão da doença, especialmente quando há lesões prévias ou alterações no alinhamento dos membros inferiores.

A avaliação médica é importante para determinar o grau de comprometimento da articulação e definir a abordagem mais adequada. Também devem ser considerados o alinhamento do membro, a presença de lesões nos meniscos e ligamentos e o impacto dos sintomas na qualidade de vida.

“A artrose não é uma doença igual em todos os pacientes. Precisamos avaliar o grau de comprometimento da articulação, o alinhamento do membro, a presença de lesões meniscais e ligamentares e, principalmente, o impacto dos sintomas sobre a qualidade de vida. O tratamento deve ser individualizado”, ressalta Monteiro.

PRP utiliza componentes do sangue do paciente

Uma das terapias biológicas estudadas para a artrose é o plasma rico em plaquetas (PRP). O procedimento consiste na coleta e no processamento do sangue do próprio paciente para concentrar plaquetas e componentes biologicamente ativos envolvidos na sinalização celular e na modulação da resposta inflamatória.

Em julho de 2026, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou, por meio da Resolução nº 2.464/2026, o uso do PRP como procedimento médico adjuvante para determinadas condições osteomusculares, incluindo a osteoartrite do joelho.

De acordo com o ortopedista, o procedimento pode contribuir para a redução da dor e a melhora da função articular em pacientes selecionados, especialmente nos casos iniciais ou moderados da doença. Os resultados, no entanto, variam conforme as características do paciente e o estágio da artrose.

“Em pacientes selecionados, especialmente aqueles com artrose inicial ou moderada, o PRP pode contribuir para a redução da dor e a melhora da função articular. Entretanto, é importante esclarecer que o procedimento não representa a regeneração completa da cartilagem perdida e que os resultados podem variar de acordo com as características da doença e do paciente”, afirma.

Gordura microfragmentada e concentrado de medula óssea

Outras abordagens investigadas são o tecido adiposo microfragmentado e o concentrado de aspirado de medula óssea, conhecido pela sigla BMAC.

Na técnica com tecido adiposo microfragmentado, uma pequena quantidade de gordura é retirada por meio de um procedimento de lipoaspiração e passa por processamento mecânico, que preserva componentes da matriz do tecido.

Já o BMAC é obtido a partir da aspiração de medula óssea, geralmente na região da bacia. Após o processamento, o material contém diferentes populações celulares e componentes biologicamente ativos.

Essas técnicas vêm sendo estudadas na medicina esportiva e na cirurgia de preservação articular, inclusive para avaliar possíveis efeitos sobre a dor e a função do joelho. Entretanto, ainda existem limitações relacionadas à seleção dos pacientes, à padronização dos procedimentos e à avaliação dos resultados em longo prazo.

“Esses procedimentos têm despertado interesse na medicina esportiva e na cirurgia de preservação articular. Entretanto, ainda existem limitações científicas importantes, especialmente quanto à seleção ideal dos pacientes, à padronização dos protocolos e aos resultados em longo prazo”, destaca Monteiro.

Embora as pesquisas investiguem os possíveis benefícios dessas terapias, ainda não há comprovação consistente de que elas promovam a regeneração da cartilagem em pacientes com osteoartrite estabelecida.

Tratamento convencional continua sendo fundamental

Apesar do avanço das pesquisas com terapias biológicas, o tratamento da artrose do joelho continua baseado em medidas como fortalecimento muscular, atividade física orientada, controle do peso e reabilitação funcional.

Dependendo da gravidade da doença e das necessidades do paciente, também podem ser indicados medicamentos, infiltrações e procedimentos cirúrgicos. Entre as opções estão as osteotomias, utilizadas em situações específicas para corrigir o alinhamento dos membros, e a artroplastia, indicada em determinados casos avançados.

Para Monteiro, as terapias biológicas devem ser consideradas dentro de um plano de tratamento individualizado, e não como soluções isoladas para a doença.

“Um dos principais erros é imaginar que uma aplicação biológica resolverá isoladamente todos os problemas do joelho. A artrose envolve fatores mecânicos, inflamatórios e metabólicos. Portanto, precisamos tratar o paciente como um todo, corrigir os fatores modificáveis e utilizar cada recurso terapêutico dentro da sua indicação”, explica.

O especialista também ressalta a importância de comunicar os resultados das terapias de forma responsável, sem criar expectativas de cura ou de recuperação completa da cartilagem.

“A evolução da medicina tem ampliado nossas possibilidades de tratamento, principalmente quando buscamos preservar a articulação e manter a qualidade de vida. O mais importante é oferecer ao paciente tratamentos individualizados, baseados nas melhores evidências disponíveis, sem promessas de cura ou de regeneração completa da cartilagem”, conclui.

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© Foto: Magnific (antigo Freepik)

O joelho é uma das regiões mais frequentemente afetadas pela artrose
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Corrida da Educação encerra Jogos Escolares 2026 em Camaçari

A 2ª Corrida da Educação de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, marcou o encerramento dos Jogos Escolares 2026, nesta quarta-feira, 28, na Avenida Jorge Amado. Promovida pela Secretaria Municipal da Educação (Seduc), a iniciativa incentivou hábitos saudáveis, estimulou a prática regular de atividades físicas e promoveu valores como superação, cooperação, respeito e inclusão.A corrida foi disputada em diferentes categorias, com percursos adaptados a cada grupo. A primeira largada foi destinada aos participantes com deficiência (PcD), reforçando o compromisso do evento com a inclusão, seguida pela categoria dos estudantes dos anos iniciais. Para ambos os grupos, o trajeto foi de 500 metros. Já os estudantes da categoria Sub-12 percorreram 1 quilômetro, enquanto os participantes da Sub-16, professores, funcionários e convidados enfrentaram um percurso de aproximadamente 3 quilômetros.Segundo colocado na categoria dos anos iniciais, o estudante Iuri Pereira Oliveira, de 10 anos, celebrou a participação na corrida. “Foi muito bom ter esses Jogos Escolares, porque todo mundo se diverte, todo mundo participa”, disse.Para o professor de Educação Física do Centro Educacional Reitor Edgar Santos, Ruan Lima Cardoso, os Jogos Escolares representam uma oportunidade de aprendizado que vai além dos conteúdos trabalhados em sala de aula e das atividades desenvolvidas no ambiente escolar.“Eu acho que o esporte educacional é excepcional para garantir que esses estudantes tenham uma motivação para adentrar ao mundo do esporte e, a partir daí, ganham motivação para levar à frente na vida diária”, afirmou.A gestora da Escola Municipal Santo Antônio de Machadinho, Verônica Moraes, também avaliou positivamente os Jogos Escolares 2026. “Tem um impacto muito positivo, porque ressalta esse protagonismo estudantil, une as escolas que podem compartilhar esse momento juntos. E, para eles [alunos] tudo é novidade. Sair da escola, estar nesse ambiente, ganhar a camisa, são pequenos detalhes que fazem a diferença. O que para o senso comum parece pouca coisa, mas que significa muito na vida de cada criança”, destacou. Presente no evento, o titular da Seduc, Márcio Neves, destacou que a edição deste ano alcançou 51 unidades de ensino, com a participação de mais de 4,5 mil estudantes nas demais modalidades esportivas. Já a Corrida da Educação reuniu outros 1,1 mil participantes, entre estudantes, professores e funcionários não docentes da rede municipal.“Hoje é uma grande festa de confraternização, na qual nós conseguimos integrar toda a comunidade escolar nessa corrida para celebrar esse grande momento do esporte e da educação”, celebrou Márcio. Márcio Neves é secretário de Educação de Camaçari - Foto: Patrick Abreu Terceira fase dos Jogos Escolares 2026A primeira etapa dos Jogos Escolares foi dedicada às disputas de modalidades esportivas tradicionais de quadra e individuais, enquanto a segunda contou com o Festival de Talentos. A programação foi concluída com a corrida, iniciativa que reafirma o compromisso do município com a promoção da saúde, a qualidade de vida, a integração social e a valorização do esporte educacional.O evento foi realizado pela Coordenação de Esporte Educacional da Seduc, em parceria com as secretarias de Esporte, Lazer e Juventude (Sejuv), da Cultura (Secult), da Saúde (Sesau), da Mulher (Semu) e de Serviços Públicos (Sesp), além da Superintendência de Trânsito e Transporte Público (STT). A iniciativa ainda contou com apoio do Esquadrão Fênix da Polícia Militar da Bahia (PMBA).

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Ex-padre condenado por violação diz que vai continuar a “curar as pessoas”

VTM

O Tribunal de Vila Real condenou Humberto Gama, ex-padre de 87 anos, a uma pena única de cinco anos e seis meses de prisão por três crimes, um de burla qualificada, outro de usurpação de funções e outro por violação.

A presidente do coletivo de juízes disse que os factos constantes na acusação foram, na sua maioria, provados e, apesar de a mulher que acusou o ex-sacerdote pelo crime de violação não ter prestado depoimento durante o julgamento, o seu testemunho em primeiro interrogatório judicial foi considerado “credível e coerente”, sublinhando que a ofendida “testemunhou pormenores da violação”, “apesar de não se lembrar de todos os factos ocorridos”.

Acrescentou ainda que o relatório médico pericial “comprova lesões sofridas pela ofendida, sendo que as declarações do arguido não conseguiram contrariar este facto”.

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Engenheiros de Barcelos ganham prémio de 7.500 euros por inovação na gestão dos resíduos têxteis

O projeto “Novelo”, desenvolvido pelos engenheiros Flávio Fernandes e Hélder Gonçalves, de Barcelos, foi o grande vencedor do concurso Hack4Guimarães 2035, conquistando também o desafio TextVitrus: Dar Destino aos Têxteis, lançado pela Vitrus Ambiente.

De acordo com a empresa municipal de Guimarães, o “Novelo” apresenta uma abordagem à gestão dos resíduos têxteis, contribuindo para a “reflexão sobre novas soluções para a economia circular e a valorização destes materiais”.

Engenheiros de Barcelos ganham prémio de 7.500 euros por inovação na gestão dos resíduos têxteis
Foto: Vitrus Ambiente

Os projetos vencedores de cada desafio receberam um prémio de 1.000 euros, tendo o projeto “Novelo”, enquanto vencedor do concurso geral, recebido ainda 7.500 euros adicionais.

Os dois jovens vencedores são ex-alunos da Universidade Politécnica de Viana do Castelo e, para além disso, têm em comum uma ligação ao ciclismo. Ambos cumpriram a formação desportiva na academia da Associação Cultural e Recreativa de Roriz, de Barcelos, sendo que Hélder Gonçalves chegou mesmo a ciclista profissional no pelotão nacional, carreira que abandonou aos 25 anos.

Engenheiros de Barcelos ganham prémio de 7.500 euros por inovação na gestão dos resíduos têxteis
Foto: Vitrus Ambiente

A cerimónia de entrega dos prémios decorreu esta quarta-feira, no âmbito do Mês da Economia de Guimarães, e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, e do presidente da CCDR-Norte, Álvaro Santos.

A Vitrus Ambiente refere que se associou a esta iniciativa no âmbito do Mês da Economia de Guimarães, reforçando o seu “compromisso com a sustentabilidade, a inovação e a procura de soluções que promovam uma gestão mais eficiente dos resíduos”.

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BCP “está pronto para ajudar” na crise da habitação e aponta a projetos com custo acessível


O BCP “está pronto para ajudar” e “fortemente empenhado” na resolução da crise da habitação e já tem um alvo perfeitamente identificado: projetos de promoção imobiliária a custos acessíveis, adiantou esta quarta-feira o CEO, Miguel Maya.

Em declarações aos jornalistas, na apresentação de resultados relativos aos primeiros nove meses do ano, o líder do BCP considerou que se trata de um “tema complexo”. “Mas o que não podemos fazer é não fazer nada”, salientou.

Nas últimas semanas, os manifestantes têm saído às ruas sobretudo em Lisboa e no Porto em protesto contra a falta de soluções para resolver a falta de casas e a escalada dos preços das habitações e rendas. Em alguns casos os protestos têm resultado em confronto e violência da polícia por causa das chamadas acampadas.

Esta quarta-feira, Miguel Maya revelou que o banco quer fazer a sua parte e adiantou que fez ajustamentos à unidade de promoção imobiliária porque identificou as áreas onde acredita que haverá uma maior procura no futuro: “O nosso foco e a nossa capacidade está muito colocada no apoio a projetos para a classe média e média baixa, projetos de habitação com custos controlados”.

“Estamos a reorganizar essa parte porque é a nossa leitura do que vai ser a procura por estas tipologias”, afirmou.

Miguel Maya assumiu que quer ser “protagonista na transformação da procura” e adiantou que já está a analisar propostas para apoiar cooperativas e também para entrar em operações que têm câmaras municipais por trás em parceria com privados.

Relativamente à linha de garantia pública para os jovens, voltou a destacar que a medida não vai resolver o problema da falta de habitação, mas tem sido importante para ajudar uma boa parte dos clientes a comprar casa. O peso da garantia pública na nova produção de crédito ronda os 44%.

O BCP anunciou esta terça-feira uma subida de quase 13% dos lucros para 873,7 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.

(notícia atualizada às 18h39)

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Novo apoio pretende garantir igualdade de oportunidades no ensino superior

VTM

Esta medida encontra-se prevista no projeto do regulamento municipal de Bolsas de Capacitação e Formação para Jovens do município de Boticas, que foi aprovado pela câmara municipal na reunião de 17 de setembro. O regulamento encontra-se em consulta pública por um período de 30 dias úteis, durante o qual os interessados poderão apresentar sugestões e observações.

Segundo Guilherme Pires, presidente da Câmara Municipal de Boticas, esta medida tem como objetivo apoiar os jovens do concelho e garantir a igualdade de oportunidades de acesso ao ensino superior. “Investir nos nossos jovens é investir no futuro de Boticas”.

O autarca destacou ainda a importância de dar a todos os jovens a oportunidade de prosseguir os estudos, desenvolver competências e construir um futuro com mais possibilidades. “Porque as oportunidades devem ser para todos. Porque o futuro de Boticas começa nos nossos jovens”.

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CDS-PP com nova acção de reflorestação no Parque Ecológico do Funchal

O CDS-PP Funchal regressou, no passado fim de semana, ao Parque Ecológico do Funchal, numa nova acção de reflorestação integrada na iniciativa “CDS em Acção”. Os participantes plantaram 128 plantas, dando continuidade ao trabalho iniciado em Março, quando o partido realizou ali a primeira intervenção deste ciclo. A acção reuniu militantes e simpatizantes, em mais […]
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Trabalhadores e população exigem melhores cuidados de saúde

VTM

Esta iniciativa, semelhante à que teve lugar em Chaves no dia 13 de outubro, teve como objetivo denunciar a degradação dos cuidados de saúde na região e alertar para as dificuldades enfrentadas por utentes e profissionais.

Paula Dias, da União dos Sindicatos de Vila Real, exigiu o reforço do SNS e o fim das ameaças de encerramento e de redução dos serviços hospitalares no distrito. A sindicalista considerou que as medidas em curso representam “o desmantelamento descarado e cruel do SNS”, acusando as políticas governamentais e a gestão dos serviços de saúde de contribuírem para a redução das especialidades, a centralização dos cuidados de saúde e o agravamento das dificuldades de acesso à assistência médica nas zonas rurais. “A saúde é um direito constitucional e não uma mercadoria”, afirmou Paula Dias.

Entre os problemas apontados, destacou a existência de cerca de 16 mil utentes sem médico de família no distrito, a falta de recursos humanos, a saída de profissionais e o desgaste dos médicos que continuam a assegurar os serviços.

Paula Dias denunciou também atrasos no pagamento de horas extraordinárias, obstáculos à avaliação de desempenho e à progressão nas carreiras, bem como dificuldades de deslocação causadas pela dispersão geográfica e pela concentração de serviços em Vila Real.

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