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Biblioteca de Silves acolhe apresentação do livro ‘Viagem ao Reino do Algarve’ de Virgílio Machado

A Biblioteca Municipal de Silves recebe, no próximo dia 7 de novembro, pelas 16h00, a apresentação do livro ‘Viagem ao Reino do Algarve’, da autoria do Prof. Doutor Virgílio Machado, cuja sessão terá lugar no auditório da Biblioteca Municipal e contará com a apresentação da Prof.ª Doutora Maria da Graça Ventura.

A obra propõe uma viagem pela história do Reino do Algarve, uma das realidades políticas mais singulares da História de Portugal, cuja evolução decorreu em paralelo com a do Reino de Portugal. Com raízes na história medieval árabe, o Reino ganhou notoriedade durante a Reconquista cristã, tendo o Tratado de Badajoz, celebrado em 1267, formalizado a sua cedência ao rei de Portugal, pondo fim a uma longa disputa com Castela e Leão.

Ao longo dos séculos, o Algarve manteve uma identidade geográfico-política própria. O autor destaca a importância desta realidade para compreender a formação e a evolução do Reino de Portugal enquanto Estado político e Nação, valorizando a pluralidade da identidade nacional.

Como refere José Ribeiro e Castro, presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, no prefácio da obra, ‘Quem é rei do Reino do Algarve é a sua História’.

Jurista e doutorado em Turismo pela Universidade de Aveiro, Virgílio Machado é docente nas áreas do Direito e do Turismo na Universidade do Algarve há 33 anos e autor de diversas obras, entre as quais ‘Turismo e Democracia’ (2014), ‘Portugal Geopolítico – História de uma Identidade’ (2021) e o romance ‘O Voo da Águia’ (2024).

Atualmente, a sua área de investigação abrange os fatores geopolíticos na formação e desenvolvimento de Portugal e do Algarve, encontrando-se também a realizar um pós-doutoramento em Turismo, na Universidade de Aveiro, sobre Turismo e Trabalho.

A entrada na Biblioteca Municipal de Silves é livre, sendo a iniciativa dirigida a todos os interessados na história, no património e na identidade algarvia.

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París, cinco días de reinado mundial del chocolate

París, 30 oct (Prensa Latina) París aparece hoy como la capital mundial del chocolate con un salón dedicado a ese producto, presentado por 240 expositores de 30 países, incluidos empresas, artesanos, chocolateros, pasteleros y productores de cacao.

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Justiça diz que ex-delegado eleito deputado não se beneficiou de cão Orelha

A Justiça de Santa Catarina julgou improcedente a ação de improbidade administrativa movida pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) contra Ulisses Gabriel, ex-delegado-geral da Polícia Civil. Gabriel foi eleito deputado estadual pelo PL (Partido Liberal) nas eleições de 2026.

A ação sustentava que ele teria utilizado coletivas de imprensa, entrevistas e publicações nas redes sociais sobre o caso do cão Orelha para promover a própria imagem para uma futura candidatura eleitoral.

A sentença foi assinada pela juíza Luciana Pelisser Gottardi Trentini, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, que reconheceu a inexistência de elementos suficientes para caracterizar o ato de improbidade administrativa atribuído ao ex-delegado.

O Ministério Público pediu a aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa e o pagamento de indenização por danos morais coletivos.

Para a juíza, porém, não foram comprovados os requisitos exigidos pela legislação, como a utilização de recursos públicos para promoção pessoal, o enaltecimento inequívoco do agente e a personalização de atos ou serviços da administração pública.

Segundo a sentença, as declarações de Ulisses nas entrevistas e na coletiva de imprensa destacaram a atuação institucional da Polícia Civil e identificaram os delegados responsáveis pela investigação.

A magistrada afirmou que não houve demonstração de que o ex-chefe da corporação tenha se apropriado individualmente dos resultados do trabalho policial.

A decisão também apontou que não foi comprovado o uso de dinheiro público para autopromoção. O processo não apresentou evidências de contratação de campanhas publicitárias ou de destinação extraordinária de recursos para exaltar a imagem do ex-delegado.

Também não houve comprovação de que ele tenha solicitado as entrevistas ou recebido diárias e recursos públicos para deslocamentos com essa finalidade.

Pré-candidatura e declarações

A ação questionava ainda manifestações de Ulisses sobre a redução da maioridade penal e o sistema socioeducativo. A juíza considerou que as opiniões foram apresentadas no contexto das entrevistas sobre a investigação, que envolvia adolescentes, e não configuraram a personalização de um ato ou serviço público.

A sentença também afastou o argumento de que o anúncio posterior de uma pré-candidatura poderia comprovar a intenção de promoção pessoal nas declarações anteriores.

Segundo a magistrada, não houve pedido de voto, vinculação partidária formal ou propaganda eleitoral nas manifestações questionadas.O texto afirma que a notoriedade decorrente do exercício de um cargo de exposição institucional não configura, por si só, enaltecimento pessoal.

A juíza também avaliou que expressões coloquiais utilizadas pelo ex-delegado, como “pau que bate em Chico também bate em Francisco” e “aqui em Santa Catarina o bambu ronca”, não demonstram isoladamente intenção de autopromoção.

A decisão é de primeira instância e prevê o arquivamento do processo após o trânsito em julgado, caso não haja recurso.

Caso Cão Orelha

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    Cão era cuidado pela comunidade havia cerca de dez anos • Reprodução

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    Moradores, ONGs (Organizações Não Governamentais) e associações se manifestaram e pediram justiça pela morte de Orelha • Reprodução

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    Animal comunitário morreu por maus-tratos, na Praia Brava, em Florianópolis (SC) • Reprodução

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    Polícia realizou uma ação para investigar o caso, com o objetivo de cumprir três mandados de busca e apreensão nos endereços dos suspeitos pelas agressões • Reprodução

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    Cão "Orelha", animal comunitário que morreu por maus-tratos, na Praia Brava, em Florianópolis (SC) • Reprodução

O cão comunitário Orelha vivia na região da Praia Brava, em Florianópolis, havia cerca de dez anos. Em janeiro de 2026, o animal foi encontrado debilitado e com lesões na região da cabeça e foi levado a uma clínica veterinária, onde passou por eutanásia.

Durante a investigação inicial, a Polícia Civil apontou adolescentes como suspeitos e chegou a solicitar a internação de um dos jovens.

Posteriormente, após a apresentação de novos vídeos pela defesa dos investigados, o MPSC solicitou a exumação do corpo do animal para a realização de perícia pela Polícia Científica.

De acordo com o laudo, a perícia não identificou traumas ou fraturas provocados por ação humana. O exame apontou que Orelha sofria de osteomielite crônica no maxilar, associada a uma doença periodontal avançada.

A análise de imagens de câmeras de segurança também identificou uma diferença de 30 minutos nos relógios dos equipamentos. A revisão dos registros indicou que os adolescentes não estavam no local no horário da suposta agressão.

Após os novos elementos, o MPSC pediu o arquivamento do inquérito que investigava os adolescentes e solicitou à Corregedoria da Polícia Civil a apuração de possíveis irregularidades na condução inicial das investigações.

Outro lado

Em nota, a defesa de Ulisses Gabriel, representada pelo advogado Mathaus Agacci, afirmou ter recebido a decisão com serenidade.

Segundo os advogados, o ex-delegado atuou no exercício regular das atribuições do cargo, cumprindo o dever institucional de prestar informações à sociedade sobre o trabalho da Polícia Civil. Leia a nota na íntegra:

“A defesa de Ulisses Gabriel, representada pelo advogado Mathaus Agacci, recebeu com serenidade a decisão que julgou improcedente a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina contra o ex-Delegado-Geral da Polícia Civil.

Desde o início, a defesa sustentou que a atuação questionada ocorreu no exercício regular das atribuições do cargo, em cumprimento ao dever institucional de transparência e de prestação de informações à sociedade sobre o trabalho da Polícia Civil.

Na condição de Delegado-Geral, Ulisses atuou como porta-voz da instituição, prestando esclarecimentos sobre uma investigação de relevante interesse público. Ao fazê-lo, reconheceu o trabalho dos delegados responsáveis e respeitou as competências dos profissionais envolvidos, pautando sua atuação pela legalidade e pelo compromisso de informar a população.

O julgamento de improcedência assume especial importância diante dos danos causados à honra, à imagem e à trajetória profissional de Ulisses Gabriel. A defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e reitera que sua atuação à frente da Polícia Civil esteve pautada pelo respeito à lei e às responsabilidades do cargo.”

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

O que se sabe sobre caso de morte de cão Orelha em praia de SC

 

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Jovens da Bahia vencem competição nacional e buscam R$ 110 mil para disputar final na França

Oito jovens da equipe Kirimurê Laboratório Digital Marinho conquistaram o primeiro lugar na etapa nacional do Ocean Hackathon 2026 e agora buscam apoio financeiro para representar o Brasil na final internacional, marcada para 10 de dezembro, na cidade de Brest, na França. O grupo desenvolveu na Bahia uma solução que integra tecnologia, educação ambiental e cultura oceânica, com potencial para contribuir com o conhecimento e a conservação dos mares. 1 de 2 | Foto: Agência Dragoon 2 de 2 | Foto: Agência Dragoon Equipe reúne estudantes de diferentes áreasFormada por estudantes de 18 a 41 anos, a equipe reúne integrantes de diferentes instituições de ensino e áreas de conhecimento, como Ciência da Computação, Engenharia de Software, Ciências Contábeis e Big Data. A viagem está prevista para ocorrer entre 7 e 14 de dezembro. Para garantir a participação dos oito integrantes, o grupo precisa arrecadar R$ 110 mil, valor destinado a passagens aéreas, hospedagem, alimentação, transporte e seguro-viagem. Leia Também: EDUCAÇÃO Filme promove reflexão sobre alfabetização inclusiva em Cachoeira EDUCAÇÃO Estudantes da rede estadual da Bahia são premiados em festival de cinema ATENÇÃO, ESTUDANTE Estudantes da Bahia têm novo prazo para atualizar cadastro escolar Jovens buscam apoio de empresasA mobilização busca aproximar empresas e instituições da iniciativa, que pretende levar uma solução desenvolvida na Bahia ao cenário internacional de inovação.Segundo Joyce Baptista, líder da equipe, a conquista representa a oportunidade de dar visibilidade aos talentos baianos e mostrar que ideias desenvolvidas no estado podem contribuir para enfrentar desafios globais.Empresas interessadas em apoiar o projeto podem entrar em contato pelo telefone (71) 99183-7644 ou pelo e-mail contatojoycebaptista@gmail.com.

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Margaret Qualley e Jack Antonoff entram com pedido de divórcio, diz site

A atriz Margaret Qualley, 32, e o produtor Jack Antonoff, 42, entraram com o pedido de divórcio, segundo informações da revista americana People. Os ex-cônjuges tomaram uma “decisão mútua” de entrar com a solicitação nesta sexta-feira (30).

A notícia do fim do relacionamento, após três anos de casamento, veio à tona em julho deste ano, após começarem a namorar em 2021 e se casarem em 2023. “Eles compartilham uma profunda afinidade e amor um pelo outro e, embora o relacionamento romântico esteja chegando ao fim, certamente serão amigos para a vida toda”, citou a People.

Leia Mais:

No último mês, Antonoff ironizou o fim do casamento durante a interação com um fã em Los Angeles, Estados Unidos.

Ao interagir com o público, o cantor quis entender qual música, que ainda não tinha sido apresentada durante a noite, o público queria incluir na setlist. Ao ouvir um fã pedindo que eles tocassem “Let’s Get Married”, faixa que foi trilha sonora da união com a protagonista de “A Substância“, em 2023, ele apenas respondeu: “De jeito nenhum. Leia as notícias, meu irmão”.

Em seguida, ouvindo a risada da plateia, Jack garantiu que “adorava aquela música”, a qual ele compôs há cerca de 11 anos.

Ainda segundo informações da People, a dupla de celebridades teria enfrentado momentos complicados no último ano e, apesar de ambos estarem em momentos movimentados de suas carreiras profissionais, os dois teriam alinhado em conjunto detalhes da separação.

Lena Dunham revela que traiu Jack Antonoff por causa de “estrela pop”

*Com informações de Nicoly Bastos, da CNN Brasil

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Democratas dos EUA questionam governo Trump sobre possível ajuda na fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil

Políticos democratas do Congresso dos Estados Unidos confeccionaram uma carta, encaminhada ao Secretário de Estado Marco Rubio, para questionar qual papel o governo Trump desempenhou na fuga do senador Flávio Bolsonaro do Brasil. O documento foi enviado nesta quinta-feira (29).

A carta foi assinada por um grupo de 25 democratas da Câmara dos Deputados, entre eles estão membros do Comitê de Relações Exteriores da Câmara. O grupo é liderado pelas deputadas Sydney Kamlager-Dove e Dina Titus.

No documento, eles questionam se Trump ajudou Flávio a fugir, se ele estaria ciente das investigações criminais abertas contra o senador, além de perguntar sobre o processo de emissão de vistos para a entrada da família Bolsonaro nos EUA.

O grupo também menciona reportagens da imprensa norte-americana que afirmam que o governo Trump ajudou na fuga e que teria pago pelo voo de jatinho particular usado na ação.

"A questão central é simples: o Departamento de Estado, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil ou qualquer outra agência do governo americano ajudou o senador Bolsonaro a viajar para os Estados Unidos ou a entrar no país, apesar da suposta restrição judicial brasileira à sua saída?", diz trecho da carta.

Os políticos também buscam esclarecer se o governo Trump tinha conhecimento das restrições impostas pela Justiça brasileira ao senador, que incluíam a proibição de deixar o país e a obrigação de entregar os passaportes.

Segundo uma consulta ao sistema U.S. Customs and Border Protection - CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos), Flávio Bolsonaro recebeu autorização do governo americano para permanecer por 1 ano no país.

© Marta Lavandier/AP Photo/Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro desembarca em Miami
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Petição que pede regulação de rendas e fim dos despejos ultrapassa as dez mil assinaturas. Vai ser entregue no Parlamento

Habitação

Quase quatro anos depois de ter sido lançada, a petição “Pela Proteção do Direito à Habitação Contra a Especulação Imobiliária” ultrapassou as 10 mil assinaturas e vai ser entregue na Assembleia da República na próxima semana.

O anúncio foi feito esta quinta-feira pelos promotores, que dizem ter recolhido os nomes “um a um, sem campanhas pagas nem máquinas partidárias”. Se a lei for cumprida, a petição terá direito a audição parlamentar e debate em plenário.

Os subscritores pedem três medidas centrais: Tetos máximos nas rendas, definidos de acordo com os salários, o custo de vida, a localização e as condições da casa, pois “nenhuma renda deve empurrar uma família para a pobreza”; estabilidade no arrendamento, que passa por limites à oposição à renovação quando está em causa a primeira e única habitação, fim dos contratos não renováveis e contratos mais longos; e o fim dos “despejos sem alternativa digna, adequada ao agregado familiar, na mesma zona e que não seja um mero alojamento temporário, e colocação das casas vazias ao serviço de quem precisa”.

Os promotores consideram que “a casa não é um ativo financeiro” e que a estratégia de liberalizar o mercado e subsidiar a compra sem regular preços apenas alimenta a especulação. Recordam ainda que, segundo dados europeus, os jovens portugueses saem de casa dos pais em média aos 33,6 anos, o valor mais tardio da União Europeia.

A petição nasceu em novembro de 2022, criada por um grupo de amigos sem ligação a partidos ou associações. Na altura, recordam, as rendas já subiam há uma década, os juros do crédito disparavam e os Censos tinham acabado de contar mais de 723 mil casas vazias em Portugal.

O objetivo inicial era reunir as 7.500 assinaturas necessárias para chegar ao plenário. Só nos primeiros três meses chegaram seis mil.

Pelo caminho, dizem, houve “repressão contra os protestos”, cansaço e mudanças de Governo. O texto critica o Pacote Mais Habitação do Governo de António Costa por ser insuficiente e, depois, a estratégia “Construir Portugal” do Governo de Luís Montenegro, que em maio de 2024 “deixou cair o arrendamento coercivo das casas devolutas e a contribuição extraordinária sobre o alojamento local”, substituindo-as por isenções de IMT e garantias públicas para jovens comprarem casa.

Segundo os promotores, desde que o atual Governo tomou posse, em abril de 2024, os preços das casas subiram cerca de 27% até ao final de 2025.

A entrega acontece numa altura de forte tensão política em torno da habitação. A 30 de setembro de 2026, o Parlamento aprovou na generalidade a nova lei do arrendamento, com votos a favor do PSD, IL e CDS e abstenção do Chega — uma lei que, para os peticionários, “torna os despejos mais rápidos e os contratos mais frágeis”. A votação final está marcada para breve.

No comunicado, os promotores ligam ainda o momento da petição às acampadas que começaram a 10 de outubro no Porto, na Praça D. João I, e que se estenderam depois ao Rossio, em Lisboa, e a Coimbra, Braga e Aveiro. Falam em “três intervenções policiais em dez dias, dezenas de feridos e 86 detidos”.

“O lobby imobiliário tem advogados, consultoras e a porta dos gabinetes parlamentares escancarada. Nós temos 10 mil nomes, recolhidos um a um ao longo de quatro anos. Vamos ver qual dos dois pesa mais em São Bento”, diz Rafael Pinheiro, porta-voz da Petição pela Habitação que acrescenta que “neste momento, só há uma divisão em Portugal: entre aqueles que têm tudo e aqueles que não têm nada. Entre aqueles que atacam a democracia e aqueles que a defendem pacificamente”.

 

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Comunidades. Voto eletrónico testado nas elieções do CCP

Projeto-piloto envolve os ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Reforma do Estado e da Administração Interna. Eleições do CCP estão marcadas para fevereiro de 2027.

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

"Estamos a trabalhar para ter um projeto piloto na eleição do Conselho das Comunidades Portuguesas, que permitirá pela primeira vez o voto eletrónico aos nossos concidadãos que vivem no estrangeiro", avançou Telmo Correia
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2050 começa agora: as escolhas que vão definir a mineração do futuro

A mineração é um negócio cujos horizontes são medidos em décadas, mas cujas decisões fundamentais frequentemente sucumbem aos ciclos curtos das cotações de commodities, das trocas de governo e do ruído da opinião pública.

Esse descompasso entre a temporalidade do investimento e a volatilidade do momento presente é, hoje, o maior desafio estratégico do setor.

Uma mina que entrar em operação nos anos 2040 está sendo pensada, desenhada, financiada e submetida ao licenciamento exatamente agora. Trata-se de um setor em que o tempo de maturação se dilatou drasticamente: o prazo médio entre a descoberta de um jazimento e o início da lavra comercial triplicou em pouco mais de três décadas, saltando de seis para aproximadamente dezoito anos.

Em um cenário tão estendido, os executivos e formuladores de políticas públicas que optam por esperar a incerteza se resolver para tomar decisões já nascem atrasados.

O pano de fundo global dessa equação é amplamente conhecido, mas suas consequências operacionais ainda são subestimadas.

A demanda global por minerais críticos é impulsionada simultaneamente pelo avanço da urbanização nos países emergentes, pela expansão acelerada dos data centers e da inteligência artificial, pelo rearmamento global e pelas metas imperativas da transição energética. Apenas a demanda por cobre, metal central para a eletrificação, pode crescer cerca de 50% até 2040.

No entanto, enquanto a demanda exige volume e velocidade, a oferta enfrenta restrições estruturais severas. Em primeiro lugar, o teor médio de cobre nos minérios lavrados caiu cerca de 40% desde 1990.

Além disso, depósitos de classe mundial na superfície tornaram-se raridades, fazendo com que as novas reservas fiquem cada vez mais profundas e geograficamente complexas.

Para completar esse quadro de gargalos institucionais, cerca de 60% dos grandes projetos de mineração em desenvolvimento no mundo enfrentam atrasos crônicos, grande parte diretamente associada a entraves nos processos de licenciamento e conflitos socioambientais.

A consequência física disso é direta: para obter a mesma tonelada de metal refinado, a indústria é obrigada a movimentar volumes massivos de rocha.

Mais rocha movimentada traduz-se em maior consumo intensivo de energia, maior captação de água e volume exponencialmente superior de rejeitos gerados, a menos que a inovação tecnológica altere profundamente a lógica operacional.

Para organizar essa complexidade, um estudo recente conduzido pela Systemiq e ERM, com o apoio do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM) e da Fundação Moore, construiu três cenários estratégicos para 2050.

Não se trata de futurismo ou previsões determinísticas, mas de um exercício analítico que cruza o ritmo da inovação tecnológica com o modelo de governança dominante.

O primeiro cenário, denominado Fracture (Fratura), representa a fragmentação geopolítica em blocos rivais. Nele, os governos tratam os recursos minerais estritamente como ativos de segurança nacional e soberania, flexibilizando salvaguardas socioambientais para garantir suprimento rápido, enquanto a inovação tecnológica avança de forma tímida e incremental.

O resultado é um atendimento parcial das metas de oferta ao custo da degradação acelerada: estimativas indicam um aumento de 25% no número total de minas operacionais e elevações de 35% a 50% no desmatamento, na geração de rejeitos e nas emissões de gases de efeito estufa em relação às projeções de linha de base para 2050.

No extremo oposto está o cenário Flywheel (Impulso), focado na máxima eficiência e sustentabilidade. Nele, prevalecem governança equilibrada, regras internacionais transparentes, rastreabilidade rigorosa da cadeia de suprimentos e aceleração tecnológica disruptiva, desde o uso de Inteligência Artificial e sensores avançados na exploração até a mineração de alta precisão e a eletrificação total das frotas industriais.

Com processos mais eficientes, seriam necessárias menos minas abertas, os licenciamentos seriam ágeis por conta da clareza dos dados e registrar-se-ia um desmatamento até 25% menor, redução de até 35% no consumo de água e uma queda expressiva de aproximadamente 90% nas emissões operacionais de Escopos 1 e 2.

Por fim, o cenário Space Race (Corrida Espacial) desenha um mundo em que a intensa competição tecnológica entre potências impulsiona avanços rápidos, porém desprovidos de governança global unificada.

As regras tornam-se assimétricas, regiões que priorizam a conservação ambiental utilizam a tecnologia para mitigar e isolar impactos; já regiões focadas em receitas e urgência de suprimento aplicam técnicas avançadas para viabilizar extrações altamente agressivas, inclusive acelerando a exploração minerária no fundo dos oceanos.

Estes cenários não funcionam como um cardápio do qual se escolhe o preferido, mas sim como um teste de estresse. Para um conselho de administração ou para um ministério de Estado, a pergunta fundamental não é prever qual cenário prevalecerá, mas sim definir quais decisões estratégicas tomadas hoje se mantêm sólidas e viáveis em qualquer um deles.

Um aspecto frequentemente distorcido ou omitido no debate público é a premissa fundamental de que, mesmo no cenário ambientalmente mais virtuoso, será indispensável minerar muito mais. Projeções indicam que o mundo precisará de cerca de 50% a mais de cobre e astronômicos 180% a mais de lítio em relação aos níveis atuais, mesmo considerando cenários otimistas de economia circular, reciclagem em larga escala e substituição de materiais.

Sustentar que a transição energética pode ocorrer sem nova mineração é vender uma ilusão sem respaldo na realidade. Por outro lado, alegar que a urgência ambiental autoriza o avanço predatório é ignorar os imensos riscos socioambientais e operacionais que paralisam investimentos. A questão, portanto, não é se devemos minerar, mas de que maneira faremos isso.

A resposta para esse impasse exige responder de forma estruturada a três perguntas vitais: quanto minerar, onde minerar e como minerar.

A primeira questão, sobre o volume necessário, depende do uso de design industrial eficiente, substituição de materiais escassos e ampliação do reaproveitamento.

O setor da engenharia estrutural, por exemplo, já demonstra que a otimização de projetos por algoritmos generativos consegue reduzir em até 30% a quantidade de aço necessária em grandes infraestruturas.

A segunda pergunta trata da localização e exige direcionar o licenciamento para afastar a atividade de biomas críticos e de altíssima sensibilidade ecológica e social, como algumas áreas da Amazônia, a cordilheira dos Andes e as florestas tropicais centrais da África.

A terceira questão diz respeito aos métodos operacionais, que exigem da indústria a substituição da antiga lógica da volumetria bruta pela mineração de precisão. Isso significa extrair e beneficiar estritamente o mineral de interesse, explorar com alta eficiência salmouras e fluidos industriais, além de investir fortemente na remineração de resíduos.

A transformação de rejeitos e estéreis em novos produtos, a exemplo de agregados para a construção civil, remineralizadores de solo e recuperação de coprodutos valiosos, muda a natureza do negócio, de modo que cada tonelada de mineral reaproveitada a partir de um passivo existente é uma tonelada a menos a ser extraída de uma nova cava.

Neste cenário de reconfiguração global, o Brasil possui um conjunto único de vantagens comparativas. O país detém reservas expressivas de minerais estratégicos como cobre, níquel, lítio, grafita, nióbio e terras raras, aliadas a uma das matrizes elétricas mais limpas e renováveis do planeta e a um corpo técnico-científico altamente qualificado.

Em um mercado global que caminha para premiar a rastreabilidade e o desempenho socioambiental comprovado, esses ativos valem muito mais do que num modelo que disputa apenas volume de commodity bruta.

Exigências rigorosas de rastreabilidade, pegada de carbono reduzida e previsibilidade institucional deixam de ser custos regulatórios para se tornarem a principal vantagem competitiva do país, traduzindo-se em atração de investimentos de longo prazo, menor custo de capital e maior liquidez para as empresas operando em território nacional.

O risco do caminho inverso é alarmante.

Apostar no afrouxamento das regras ou no desmonte dos órgãos de controle em busca de ganhos imediatos de velocidade resulta, inevitavelmente, em custos futuros devastadores, como perda de reputação internacional, judicialização de projetos, conflitos territoriais e aumento expressivo do custo de capital.

Segurança de suprimento mineral e salvaguardas socioambientais não são forças antagônicas; elas só parecem opostas quando a burocracia é morosa, imprevisível e ineficiente.

Quando o Estado atua com regras claras, governança sólida e inteligência técnica para oferecer processos ágeis e rigorosos, a segurança de suprimento e a sustentabilidade passam a se reforçar mutuamente.

Para o setor empresarial, o momento exige o desenvolvimento de três competências essenciais: flexibilidade estratégica para gerir ativos com ciclos de vida de várias décadas em meio a mudanças céleres; capacidade de absorção tecnológica, buscando inovações dentro e fora da cadeia tradicional da mineração; e a capacidade de construir relacionamentos transparentes e horizontais com governos, comunidades locais e a sociedade civil.

Para o Estado brasileiro, a lição direta é que a licença social para operar e a governança socioambiental e climática não são meros requisitos formais, mas verdadeiros ativos de segurança nacional e competitividade econômica.

A janela de oportunidade para moldar o perfil da mineração global em 2050 está aberta, mas não permanecerá assim por muito tempo.

O Brasil pode continuar sendo um fornecedor passivo que tenta se adaptar às exigências dos mercados compradores, ou assumir a liderança e tornar-se o protagonista global que define o padrão da mineração responsável. A escolha precisa ser feita agora.

Os artigos publicados pelo CNN Infra buscam estimular o debate, a reflexão e dar luz a visões sobre os principais desafios, problemas e soluções enfrentados pelo Brasil e por outros países do mundo. Os textos publicados neste espaço não refletem, necessariamente, a opinião da CNN Brasil.
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Renda variável: o papel da diversificação e do planejamento nas decisões

As oscilações do mercado financeiro costumam trazer dúvidas para quem investe em renda variável, já que variações de preço fazem parte da dinâmica dessa classe de ativos. Por isso, avaliar oportunidades de investimento passa por olhar além dos movimentos de curto prazo, considerando os fundamentos das empresas e suas perspectivas de longo prazo.

Nesse contexto, o Itaú Personnalité destaca a importância de compreender que a volatilidade faz parte da dinâmica da renda variável. Embora as oscilações possam gerar oportunidades de investimento, decisões tomadas apenas em resposta a movimentos de curto prazo podem se distanciar dos objetivos definidos para uma estratégia patrimonial mais ampla. Por isso, o planejamento financeiro deve considerar os objetivos individuais, o perfil de risco e o prazo previsto para a utilização dos recursos.

Diversificação e disciplina na gestão do patrimônio

Uma das principais formas de administrar os riscos da renda variável é distribuir os investimentos entre diferentes setores, mercados e classes de ativos. Essa diversificação ajuda a reduzir a dependência do desempenho de uma única empresa ou segmento da economia, embora não elimine a possibilidade de perdas. O acompanhamento periódico da carteira também permite avaliar a necessidade de ajustes conforme as condições do mercado e os objetivos do investidor.

Outro aspecto importante é evitar a tentativa de antecipar os melhores momentos para comprar ou vender ativos. Prever movimentos de curto prazo de maneira consistente é uma tarefa complexa, mesmo para investidores experientes. Em uma visão de longo prazo, a análise dos fundamentos não só das empresas, mas de todo tipo de investimentos, pode oferecer critérios mais sólidos para decisões de alocação do que as oscilações diárias dos preços.

Para apoiar essas decisões, o Itaú Personnalité conta com uma equipe especializada em investimentos, que auxilia os clientes na construção e no acompanhamento de estratégias personalizadas. A orientação considera a composição do patrimônio, a exposição aos diferentes ativos e a tolerância ao risco, permitindo que as decisões sejam avaliadas de acordo com as necessidades de cada investidor.

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Como ajudar uma criança que está a ficar para trás?

Um ouvinte escreve-nos preocupado com um menino de 9 anos e meio, disléxico, que não transitou para o 4.º ano, vive entre duas casas e passa horas no telemóvel.

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UAlg lidera estudo que liga fixação humana nos desertos da Arábia à água e à pedra

Publicado na Nature, o trabalho identifica a pedra para ferramentas como um recurso decisivo. Uma expedição encontrou antigos lagos sem vestígios de ferramentas no interior do Rub' al Khali.

O conteúdo UAlg lidera estudo que liga fixação humana nos desertos da Arábia à água e à pedra aparece primeiro em Barlavento.

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