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Crosetto scettico sulla fine delle guerre a breve: “Tempistiche sui nuovi aiuti a Kiev? Non lo so, quando sarà possibile”

29 October 2026 at 20:51

“A breve non c’è possibilità di missione di pace a Hormuz“. Lo ha detto il ministro della Difesa, Guido Crosetto, intervistato dal direttore dell’Adnkronos, nel corso dell’evento “L’Italia dei Territori”, organizzata da Sud chiama Nord a Roma.

Il titolare della Difesa del governo Meloni, sulla guerra in Ucraina, ha aggiunto: “Non vedo la possibilità di una soluzione in Ucraina prima della prossima estate perché la Russia utilizzerà sicuramente l’inverno come arma di pressione. La tattica russa è cambiata, sta colpendo le infrastrutture civili ed energetiche. Colpire le infrastrutture energetiche in una nazione come l’Ucraina in inverno dove si arriva anche a -30,- 25 ha un effetto sulla popolazione. Per cui la Russia aspetterà. Non penso chiuderà a breve”.

Il ministro, durante il suo intervento, ha parlato degli aiuti all’Ucraina. ”L’Italia ha dato a Kiev degli strumenti che sono serviti a difendersi. Se domani l’Italia decide di rompere il fronte Nato-Europa e di non aiutare più l’Ucraina, significherebbe mettersi sotto la lente di ingrandimento negativa in Europa, non si fermerebbe la guerra. Noi non parliamo di aiuti significativi, io penso che gli aiuti che potrei dargli con un nuovo pacchetto sono di fermare 50/60/70 missili droni sulle migliaia che arrivano, però magari salvo 200 500, 1000 civili, bambini, non lo so”. “Il tema – ha aggiunto – è se io non ti do più aiuti, significa che ho cambiato il mio giudizio, significa che io ho deciso che ha ragione la Russia. Quindi accettiamo l’idea che uno Stato più forte possa conquistare un altro Stato. Io non l’ho accettato a Gaza, non l’accettiamo per l’Ucraina”. Ma poi sull’invio del nuovo pacchetto di aiuti, su cui le frizioni con la Lega sono evidenti, il ministro Crosetto non ha offerto ai cronisti una tempistica chiara: “Non lo so, quando sarà possibile”.

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“A Defesa necessita de PME capazes de transformar conhecimento especializado em soluções confiáveis”

29 October 2026 at 17:51

Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Sérgio Pereira, durante o jantar-debate “Portugal–Finlândia sobre Defesa e Inovação” promovido pela AEMinho e pela Sterling Prime Consulting, que se realizou na quarta-feira, em Guimarães.

“A defesa necessita sobretudo de empresas capazes de transformar conhecimento especializado em soluções confiáveis. E é aqui que muitas PME portuguesas podem fazer a diferença”, afirmou o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Sérgio Pereira, durante o jantar-debate “Portugal–Finlândia sobre Defesa e Inovação” promovido pela AEMinho e pela Sterling Prime Consulting, que se realizou na quarta-feira, em Guimarães. Sérgio Pereira apelou às PME para que olhem para a Defesa e o espaço como mercados onde podem contribuir com competências especializadas, sem terem de dominar sistemas tecnológicos completos.

“Não partam do princípio que o espaço e a defesa são setores reservados” a um grupo restrito de empresas, afirmou o general Sérgio Pereira, identificando oportunidades em áreas como a integração de satélites, o processamento de dados, a inteligência artificial (IA), a cibersegurança e as comunicações seguras.

“A participação não exige que uma empresa domine todo o sistema, exige que possua uma competência diferenciadora, que compreenda o requisito operacional e que consiga integrar a sua solução numa arquitetura mais ampla, segura e interoperável”, sublinhou.

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea considera que a ligação entre Defesa, indústria e investigação pode criar valor económico e reforçar a soberania nacional. “Não chega a gente ter ideias, não chega a gente ter bons pensamentos. É preciso ter uma capacidade industrial capaz de segurar as pessoas”, vincou, defendendo que o desenvolvimento tecnológico deve ser acompanhado pela capacidade de produzir e reter talento em Portugal.

IA e cibersegurança abrem novas oportunidades

A cadeia de valor espacial estende-se à informação recolhida pelos satélites e às tecnologias necessárias para a transformar em capacidade operacional. “O satélite produz dados, mas os dados por si não produzem soberania nem vantagem operacional. É necessário recolhê-los, armazená-los, protegê-los, processá-los, correlacioná-los” e convertê-los em informação útil para a decisão, explicou o general Sérgio Pereira.

É neste domínio que as PME especializadas podem contribuir para as operações da Força Aérea. “Uma PME que desenvolva algoritmo capaz de identificar comportamentos marítimos anómalos, detetar alterações em infraestruturas ou reduzir o tempo entre a recolha e o alerta operacional pode acrescentar valor direto à missão, mesmo não tendo qualquer experiência anterior na construção de satélites”, elencou.

A cibersegurança e as comunicações são outras das áreas identificadas pelo responsável. “A segurança das infraestruturas, a soberania dos dados, a comunicação resiliente e a redução das dependências externas são elementos críticos”, destacou, apontando oportunidades na proteção das redes de comando e controlo, na gestão de identidades e acessos, na criptografia e no armazenamento seguro de informação.

O Centro de Operações Espaciais da Força Aérea, cuja atividade começou em setembro de 2024, poderá também recorrer a estas competências. Entre as suas áreas prioritárias estão as operações de satélite, a vigilância e o conhecimento do domínio espacial, a meteorologia espacial e o apoio às operações.

“O desafio não consiste apenas em adquirir sensores. O valor não pode estar no ativo espacial, mas no software e no serviço”, advertiu o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea.

Constelação do Atlântico quer impulsionar produção nacional

A ambição de desenvolver uma base industrial em Portugal está igualmente presente na evolução da Constelação do Atlântico. A Força Aérea pretende continuar a expandir a capacidade de observação da Terra através de satélites óticos de alta resolução e de radar de abertura sintética (SAR), reduzindo os tempos de revisita e reforçando a capacidade operacional nacional.

“A breve trecho, a Constelação do Atlântico deixará de ter apenas um programa de aquisição, mas irá potenciar a criação de um programa de produção e desenvolvimento industrial nacional”, sublinhou o general.

Para Sérgio Pereira, a Constelação do Atlântico é “mais do que um conjunto de satélites”. É “uma infraestrutura estratégica de soberania” e uma demonstração de que Portugal pode combinar capacidade operacional, indústria nacional, cooperação internacional e visão de longo prazo.

O responsável defendeu que a Força Aérea deve assumir um papel de articulação entre indústria, universidades e investigação. “A vantagem competitiva das nações depende cada vez menos da dimensão das suas organizações e cada vez mais da qualidade dos seus ecossistemas”, disse, referindo-se à ligação entre empresas, centros de investigação, administração pública e utilizadores operacionais.

“Eu quero que as universidades estejam comigo, eu quero que a indústria esteja comigo, para criarmos valor e eu proporciono soberania”, acrescentou, considerando que o desenvolvimento destas capacidades representa uma oportunidade económica de dimensão significativa.

A utilização dos dados espaciais também não se limita à Defesa. A vigilância marítima, a deteção de atividades junto de cabos submarinos, a proteção civil, a monitorização ambiental, o acompanhamento de incêndios rurais e as operações de busca e salvamento são algumas das aplicações apontadas.

“Esta capacidade de servir diferentes utilizadores é uma das principais vantagens dos modelos de dual use. Amplia o mercado potencial, facilita a evolução tecnológica e reduz a dependência de um único cliente”, destacou o general. Uma mesma solução tecnológica poderá, assim, servir a Força Aérea e outros utilizadores civis, alargando o mercado potencial das empresas portuguesas.

Testes e validação aproximam empresas da Defesa

A demonstração de que uma tecnologia funciona em condições operacionais exigentes é outro dos obstáculos que as PME enfrentam. Sérgio Pereira apontou o Centro de Avaliação e Testes de Tecnologias Aeroespaciais (CATA) como uma ferramenta para aproximar as necessidades da Defesa das capacidades da indústria, das universidades e dos centros de investigação.

“Uma das maiores dificuldades das empresas tecnológicas, sobretudo das PME, é demonstrar que uma solução funciona em condições operacionais exigentes”, reconheceu o responsável.

Através de ambientes de teste e validação, as empresas poderão experimentar soluções, identificar limitações, adaptar produtos e demonstrar a sua utilidade. Para a Força Aérea, esta aproximação permitirá avaliar novas tecnologias e reduzir o risco associado à sua eventual utilização operacional. “Não se trata apenas de contratar produtos acabados. Trata-se de criar condições para experimentar, validar e desenvolver conjuntamente”, afirmou Sérgio Pereira, assinalando que não há nenhuma força armada no mundo que consiga obter todas as necessidades que necessita.

A formação especializada é outra das áreas em que as empresas poderão participar, através de plataformas de simulação, ambientes digitais de treino e cursos ligados às operações espaciais, à análise geoespacial, à inteligência artificial e à cibersegurança.

“O conhecimento é em si mesmo uma capacidade estratégica. Formar, reter e atualizar talento nacional é indispensável para evitar que Portugal dependa permanentemente de conhecimentos externos”, defendeu.

SAFE. Bruxelas abre nova call de 21,3 mil milhões

29 October 2026 at 17:43

A Comissão Europeia abriu uma nova ronda para o programa de empréstimo SAFE, tendo disponível 21,3 mil milhões de euros que não foram usados pelos Estados-membros do montante inicial de 150 mil milhões de euros.

“Os Estados-Membros têm agora até 30 de novembro de 2026 para indicar os montantes que pretendem solicitar. Este financiamento permitirá aos Estados-Membros continuar a dar resposta às necessidades urgentes em matéria de defesa”, adianta Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia para a área da Defesa, ao ECO/eRadar.

“A Comissão incentiva os Estados-Membros a utilizar os fundos ainda disponíveis de forma a contribuir para satisfazer as necessidades urgentes da Ucrânia“, refere ainda o mesmo porta-voz.

Em novembro do ano passado, os Estados-Membros apresentaram à Comissão os seus planos para a indústria de defesa, tendo sido aprovados as propostas de 19 países, entre os quais Portugal, que garantiu uma fatia de 5,8 mil milhões de euros.

Na quarta-feira, a Comissão aprovou o plano da Hungria, o último dos 19 países da União Europeia que se candidataram inicialmente. Mas tanto a Hungria como Itália reformularam as suas candidaturas, reduzindo os montantes solicitados. Estas alterações, bem como revisões de menor dimensão por parte de outros países candidatos, deixaram 21,3 mil milhões de euros em empréstimos por atribuir. Montante que agora a Comissão volta a colocar à disposição dos Estados-Membros para novas candidaturas ao mecanismo de empréstimo europeu.

“Depois de receber os montantes pretendidos pelos países, a Comissão informá-los-á das dotações indicativas no prazo de duas semanas após o fim do prazo de apresentação das candidaturas”, refere a Comissão em comunicado.

“Além de responderem às suas necessidades e prioridades nacionais em matéria de defesa, os Estados-Membros são também incentivados a utilizar os fundos desta segunda convocatória para reforçar a cooperação com a Ucrânia, incluindo a aquisição conjunta com este país nos seus planos de investimento”, pode ler-se em comunicado. “Devem igualmente dar prioridade às necessidades urgentes das forças armadas ucranianas e dos Estados-Membros, nomeadamente nos domínios dos sistemas de defesa antiaérea e antimíssil, dos drones e dos sistemas antidrones, bem como das munições e dos mísseis“, refere ainda.

Em 16 dos 19 acordos de empréstimo iniciais, a Comissão já assinou os acordos de empréstimo, tendo desembolsado cerca de 13,5 mil milhões de euros a 11 países que tinham solicitado pré-financiamento. No caso português, o acordo de empréstimo aguarda em Bruxelas por assinatura, data a partir da qual será possível fazer os pagamentos das tranches de 15%.

Un elicottero militare è precipitato in Bosnia, morti quattro italiani: due dell’Esercito e due operatori della Croce Rossa. 11 feriti

29 October 2026 at 17:19

Un elicottero militare italiano è precipitato nel pomeriggio di oggi, per cause ancora in corso di accertamento, in Bosnia-Erzegovina. Si tratta di un CH-47 Chinook, impegnato nell’ambito dell’operazione Eufor Althea. Il bilancio è di quattro morti e undici feriti, tutti italiani. A confermarlo, in serata, è stato il ministro ministro della Difesa, Guido Crosetto. Le vittime sono due appartenenti all’Esercito Italiano e due al Corpo Militare Volontario della Croce Rossa Italiana.

Le vittime sono tre uomini e una donna: “Abbiamo atteso che la drammatica notizia della morte dei loro cari fosse portata alle famiglie e volevamo evitare che altre centinaia di famiglie vivessero ore di angoscia in attesa di conoscere i nomi delle persone coinvolte”, ha detto Crosetto rendendo note le identità delle vittime. Sono: il sergente Simone Ruggia, il sergente Claudio Marchesi (entrambi del comando aviazione dell’Esercito), il tenente del Corpo Militare Volontario della Croce Rossa Italiana Franco Adriano Zecchillo e la sergente della Croce Rossa Laura Procacci.

“Gli undici feriti stanno ricevendo le cure necessarie e, al momento, nessuno di loro versa in pericolo di vita. La Difesa ha immediatamente disposto l’invio di un’équipe medica italiana per garantire ai feriti il massimo supporto e la migliore assistenza possibile”, ha sottolineato il ministro esprimendo il cordoglio suo e di tutta la Difesa “alle famiglie dei nostri caduti”: “Non esistono parole capaci di colmare una perdita così grande”, ha aggiunto. L’incidente è avvenuto nella zona di Brčko, al confine con la Serbia, durante un’operazione di routine, ha fatto sapere Eufor.

I militari morti nell’incidente erano in servizio al Comando aviazione dell’Esercito (Aves) di Viterbo, al primo reggimento ‘Antares’. Secondo quanto si apprende, l’elicottero sarebbe partito ieri mattina da Viterbo e, dopo uno scalo all’aeroporto militare di Pratica di Mare, avrebbe raggiunto la Bosnia. “Non è ancora chiara la dinamica dell’incidente, che sarebbe avvenuto in fase di decollo dall’aeroporto di Brcko”, ha dichiarato in diretta al Tg4 l’ambasciatrice d’Italia in Bosnia-Erzegovina, Sarah Castellani. “A bordo c’erano in totale 15 persone italiane“, ha spiegato. Le cause della tragedia, informa la Difesa, sono attualmente in corso di accertamento. Sono già state avviate le attività di indagine necessarie a ricostruire la dinamica dell’incidente e a chiarire le circostanze dell’accaduto.

“Ho appreso con profonda commozione la notizia del decesso dei militari occorso nel tragico incidente elicotteristico in teatro operativo bosniaco nell’ambito dell’operazione ‘Althea’. In questa triste circostanza, voglia rendersi interprete presso l’Esercito Italiano e il Corpo Militare della Croce Rossa dei miei sentimenti di cordoglio e di commossa solidarietà al dolore provocato da questo tragico evento, chiedendo loro di esprimere ai familiari delle vittime la mia vicinanza e solidarietà”, scrive il presidente della Repubblica, Sergio Mattarella, in un messaggio al capo di Stato Maggiore della Difesa, il generale Luciano Portolano. Anche dal governo e dai partiti di opposizione arrivano i messaggi di cordoglio. “La notizia del tragico incidente che ha coinvolto un elicottero italiano di Eufor in Bosnia-Erzegovina è motivo di profondo dolore“, scrive sui social la presidente del Consiglio, Giorgia Meloni: “Il mio pensiero va alle vittime, alle loro famiglie e a tutti coloro che, impegnati nella missione per la pace e la stabilità della regione, stanno vivendo ore di angoscia. A loro va la mia più sincera vicinanza e quella del governo italiano”. Anche il ministro degli Esteri, Antonio Tajani, esprime la sua vicinanza “alle nostre forze armate per la tragedia”: “Un pensiero ai familiari delle vittime. Una terribile disgrazia che scuote il cuore di tutti gli italiani”, scrive il vicepremier sottolineando che l’Ambasciatore d’Italia a Sarajevo “si sta già recando a Brčko, luogo dell’incidente” e che il Ministero degli Esteri “fornirà tutto il supporto necessario. Una preghiera per i nostri caduti e i nostri feriti nell’adempimento del dovere”, conclude.

A rendere noto l’incidente era stata la stessa Forza militare dell’Unione Europea in Bosnia-Erzegovina: ha parlato di un velivolo della missione precipitato nella zona di Brčko, al confine con la Serbia. In serata l’Eufor conferma in un comunicato che l’elicottero è precipitato durante un’esercitazione di routine. La missione europea aggiunge che non si sono registrati danni a infrastrutture, proprietà o veicoli civili e nessun civile è rimasto ferito nell’incidente. I servizi di emergenza della Bosnia-Erzegovina e il team di collegamento e osservazione dell’Eufor sono giunti sul posto, hanno recuperato il personale coinvolto e lo hanno immediatamente trasportato presso le strutture mediche di Brcko. L’Eufor, aggiunge la nota, sta conducendo un’indagine approfondita e completa per accertare le cause di questo tragico incidente, e pubblicherà le informazioni pertinenti non appena disponibili e verificate. La missione europea si dice inoltre “profondamente addolorata per questa tragica perdita di vite umane ed esprime le sue più sentite condoglianze agli amici e ai familiari di coloro che hanno perso la vita al servizio della pace”.

Eufor ha invitato i cittadini a non diffondere informazioni non verificate e disinformazione e a informarsi sull’incidente esclusivamente attraverso i canali ufficiali. La missione europea è presente in Bosnia-Erzegovina dal 2004, quando subentrò alla forza di peacekeeping della Nato dispiegata dopo la guerra del 1992-1995. Attualmente conta diverse centinaia di militari provenienti da 24 Paesi europei.

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Difesa, rotte commerciali e ricerca. L’Italia rafforza l’attenzione ai poli

29 October 2026 at 15:51

La centralità del Mediterraneo per l’Italia potrebbe essere messa alla prova da una rotta che attraversa l’Artico. Se i collegamenti settentrionali diventassero un’alternativa stabile a Suez, cambierebbe anche la geografia dei traffici commerciali verso l’Europa. Una prospettiva che si intreccia con la crescente competizione militare nel Grande Nord e con la sicurezza delle rotte atlantiche. È uno dei temi emersi dalla seconda Conferenza nazionale della Difesa dedicata ad Artico e Antartide, promossa dalla sottosegretaria Isabella Rauti e ospitata dal Centro alti studi per la Difesa.

Il Nord visto dal Mediterraneo

Di ritorno da Norvegia e Finlandia, il ministro della Difesa Guido Crosetto, ha richiamato le preoccupazioni dei Paesi nordici per la presenza militare russa e le conseguenze della progressiva accessibilità delle rotte artiche. Il loro sviluppo potrebbe modificare i commerci fra Asia ed Europa nei prossimi decenni, con ricadute sui porti mediterranei. Per l’Italia diventa quindi necessario rafforzare i rapporti con gli alleati settentrionali e la capacità delle rispettive Forze armate di operare insieme.

Il ministro degli Esteri Antonio Tajani ha collegato l’apertura di nuove rotte alle opportunità per l’export e alla diversificazione degli approvvigionamenti di materie prime critiche. Una lettura condivisa dal sottosegretario alla Difesa Matteo Perego di Cremnago, che ha ricordato la presenza della Marina militare nell’Artico attraverso le campagne scientifiche High North di nave Alliance. Un impegno che si affianca alla protezione della libertà di navigazione lungo le rotte commerciali più frequentate.

Una strategia di lungo periodo

La crescente attenzione italiana alle regioni polari ha assunto anche una dimensione istituzionale. Con un decreto firmato a luglio, Crosetto ha reso annuale la Conferenza nazionale della Difesa, trasformandola in un appuntamento permanente di approfondimento e coordinamento. A ricordarlo è stata Isabella Rauti, sottosegretario alla Difesa, titolare della delega alle regioni polari, che ha sottolineato la volontà di integrare le competenze della Difesa con quelle della diplomazia e della ricerca.

L’estensione del programma all’Antartide riflette questa impostazione. Due regioni profondamente differenti, come ha osservato il presidente del Casd Stefano Mannino, nelle quali la cooperazione scientifica e la tutela degli interessi nazionali richiedono strumenti specifici, ma una visione condivisa.

La deterrenza passa anche dai poli

Le distanze geografiche, del resto, non corrispondono più necessariamente a distanze strategiche. Il capo di Stato maggiore della Difesa Luciano Portolano ha utilizzato l’esempio dei collegamenti sottomarini delle Svalbard, essenziali anche per la trasmissione dei dati satellitari, per mostrare quanto le infrastrutture artiche incidano sulla sicurezza europea.

A rendere il Grande Nord particolarmente rilevante è anche la presenza della Flotta del Nord russa nella penisola di Kola. Le sue unità possono raggiungere l’Atlantico attraverso un’area decisiva per il transito dei rinforzi alleati. Le tensioni in quel quadrante possono quindi assorbire risorse militari necessarie altrove, compreso il Mediterraneo. Portolano ha richiamato inoltre l’importanza dell’addestramento in condizioni estreme e della capacità di riconoscere forme di competizione che avanzano gradualmente, senza assumere necessariamente la forma di un conflitto aperto.

La ricerca e la presenza italiana

Se nell’Artico cresce la dimensione della deterrenza, in Antartide la presenza italiana continua a fondarsi soprattutto sulla cooperazione scientifica. La ministra dell’Università e della Ricerca Anna Maria Bernini ha ricordato il contributo del Programma nazionale di ricerche in Antartide, della nave rompighiaccio Laura Bassi e del supporto logistico delle Forze armate alle spedizioni.

Le attività scientifiche permettono di mantenere una presenza continuativa in ambienti difficili, sviluppando conoscenze utili anche sul piano tecnologico. Una collaborazione che Rauti ha collegato al ruolo delle basi Mario Zucchelli e Concordia e che, nell’Artico, trova un ulteriore esempio nelle campagne della Marina militare.

La continuità degli investimenti e della presenza operativa diventa così una condizione per dare seguito agli obiettivi della strategia nazionale. Per un Paese mediterraneo come l’Italia, guardare ai poli significa anche comprendere come potranno cambiare gli equilibri economici e di sicurezza nelle aree da cui dipendono più direttamente i suoi interessi.

Così Artico e Antartide entrano nella mappa degli interessi strategici italiani

29 October 2026 at 15:01

Se tra due decenni l’Italia vorrà contare in Artico e Antartide, quindi riscuotere un dividendo tanto economico quanto politico, allora, oggi, non può che accelerare la sua progettazione in quelle due aree, nella consapevolezza che incidono sulle alleanze internazionali e sulle catene di approvvigionamento legate alle nuove rotte.

Un’analisi a più cervelli sull’importanza ormai acclarata dell’Artico c’è stata in occasione della seconda conferenza nazionale su “Artico e Antartide – Il Sistema Paese nello scenario internazionale e le nuove sfide della competizione globale”, alla presenza di vari esponenti del governo oltre che del capo di Stato maggiore della Difesa, generale Luciano Portolano.

Il ministro della difesa Guido Crosetto ha cerchiato in rosso un punto: quel territorio “va presidiato perché qualsiasi cosa sia fondamentale per un possibile futuro nemico per noi diventa importante”. Il riferimento è alla presenza italiana, politica e strategica che si traduce secondo quanto osservato dal ministro degli Esteri Antonio Tajani in un ruolo più attivo nella competizione internazionale per le risorse, le rotte commerciali e la sicurezza. L’imperativo è essere “sempre più protagonisti, cioè non giocare di rimessa ma giocare in prima linea”. Anche perché il campo da gioco vede tante variabili, come Mosca e Pechino.

Secondo il titolare della Farnesina “certamente è un confronto anche di tipo militare ma anche un confronto di tipo commerciale ed economico”. Per cui l’Italia non può non tenerne conto, “siamo osservatori, ma la nostra presenza politica deve essere sempre più forte per tutelare l’interesse nazionale”, primo fra tutti quello che riguarda le nuove rotte.

Lo ha detto apertamente Tajani che per l’Italia “è vitale aprire un percorso alternativo” per le merci, a maggior ragione dopo le crisi a Hormuz e Bab el Mandeb, aggiungendo che “per noi è vitale avere la libertà di navigazione”, tema di cui si è discusso la settimana scorsa a Istanbul con Germania, Francia, Gran Bretagna, Arabia Saudita, Egitto, Turchia e Pakistan.

Quale il prossimo passo, dunque? Aumentare gli investimenti nella politica dell’Antartide e dell’Artico “perché sono in ballo i nostri interessi vitali”, citando anche le iniziative scientifiche promosse dal ministro dell’Università e della Ricerca Anna Maria Bernini e il lavoro della sottosegretaria alla Difesa Isabella Rauti.

Ma Russia e Cina stanno dimostrando maggiore iniziativa nell’Artico rispetto all’Alleanza atlantica, ha richiamato il generale Portolano, mettendo l’accento su un punto: la deterrenza “si gioca anche nelle regioni polari”.

In questo senso il governo sin dal suo insediamento ha manifestato molto interesse per l’area: “Nella strategia italiana per l’Artico, il presidente Meloni scrive che da questione geografica l’Artico è diventato una questione strategica – ha ricordato Rauti – Stesso concetto, con centralità attribuita agli aspetti della sicurezza, lo troviamo anche nella strategia dell’Unione europea, presentata circa 9 giorni fa, che individua come prioritari la sicurezza, la resilienza, anche delle infrastrutture, la deterrenza difensiva, la protezione delle infrastrutture critiche, il contrasto alle minacce ibride. Evidentemente c’è anche, nella strategia dell’Unione europea, una prospettiva: il riconoscimento dell’Artico come area strategica e vulnerabile, area strategica per la sicurezza euroatlantica ed europea, e si richiama in quelle linee un ruolo dell’Unione europea più proattivo nel grande nord”, ha concluso.

 

Bruxelas pede a Estados-membros que usem empréstimos em defesa para apoiar Kiev

29 October 2026 at 12:37

A Comissão Europeia sugeriu hoje que os Estados-membros utilizem 21,3 mil milhões de euros em empréstimos de defesa para apoiar a Ucrânia, após Kiev ter indicado que vai precisar de mais 70 mil milhões de euros em 2027.

Em comunicado, a Comissão Europeia refere que convidou hoje os Estados-membros a participarem na segunda ronda do empréstimo de defesa SAFE, composta por 21,3 mil milhões de euros.

O executivo comunitário incentiva os Estados-membros a utilizarem estes fundos não só para as suas “prioridades e necessidades nacionais a nível de defesa”, mas também para “reforçar a cooperação com a Ucrânia”, designadamente através de “aquisições conjuntas”.

“Os Estados-membros deverão também dar prioridade às necessidades urgentes das Forças Armadas ucranianas e dos próprios Estados-membros nas áreas dos sistemas de defesa antiaérea e antimíssil, dos drones e dos sistemas anti-drones, bem como das munições e dos mísseis”, indica o executivo.

Estes 21,3 mil milhões de euros correspondem ao valor que ainda não foi gasto do empréstimo de 150 mil milhões de euros aprovado pela União Europeia (UE) em maio de 2025.

Esse valor surgiu porque alguns Estados-membros, como a Itália ou a Hungria, decidiram rever em baixa e pedir menos dinheiro do que a fatia que lhes estava inicialmente prevista.

O programa SAFE visa conceder empréstimos a longo prazo e a preços favoráveis aos Estados-membros da UE para investimentos em capacidades de defesa.

Estes empréstimos, que têm de ser executados até 2030, vão financiar esforços de aquisição urgentes e em grande escala.

Na primeira ronda do empréstimo, foram destinados 5,8 mil milhões de euros a Portugal, aos quais o país concorreu em novembro do ano passado com um plano para reequipar as Forças Armadas.

O apelo para que os Estados-membros utilizem agora o dinheiro da segunda ronda também para ajudar a financiar a Ucrânia surge depois de, na última cimeira do Conselho Europeu, em 15 e 16 de outubro, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter avisado os restantes Estados-membros que o seu país vai precisar de mais 70 mil milhões de euros em 2027 do que o inicialmente previsto.

O chefe de Estado ucraniano salientou que, de acordo com as previsões do seu Governo, a guerra “vai custar 155 mil milhões de euros” em 2027.

“E precisamos de pelo menos mais 70 mil milhões de euros vossos: para a Defesa, armamento, para a nossa resiliência. Este montante é realista e peço-vos que encontrem forma de nos conceder este apoio”, apelou.

Este apelo de mais 70 mil milhões de euros surge depois de a UE ter aprovado este ano um empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia, a serem desembolsados entre 2026 e 2027.

Força Aérea compra três autotanques para abastecimento de aeronaves por 1,25 milhões

29 October 2026 at 11:52

A Força Aérea recebeu o aval do Governo para adquirir três autotanques de combustível para abastecimento de aeronaves por cerca de 1,25 milhões de euros, com financiamento plurianual através de verbas inscritas e a inscrever no orçamento da Força Aérea.

“A Força Aérea dispõe de diversas infraestruturas aeronáuticas que asseguram a operação, manutenção e sustentação dos seus sistemas de armas e demais meios aéreos, sendo indispensável garantir as adequadas condições de abastecimento de combustível às aeronaves, sendo necessário assegurar meios terrestres adequados, modernos e operacionalmente disponíveis para o transporte e abastecimento de combustível aeronáutico”, pode ler-se na portaria datada de 22 de outubro e publicada esta quinta-feira em Diário da República.

Para cumprir a sua missão, o ramo das Forças Armadas “identificou a necessidade de proceder à aquisição de 3 (três) autotanques de combustível, destinados a reforçar e assegurar a capacidade de transporte, distribuição e abastecimento de combustível às aeronaves, contribuindo para a continuidade e sustentabilidade das operações”.

Nesse sentido, a Força Aérea foi “autorizada a assumir o encargo plurianual relativo à aquisição de três autotanques de combustível destinados ao abastecimento de aeronaves, nos anos 2026 e 2027, até ao montante global máximo de 1 250 262 euros (um milhão, duzentos e cinquenta mil, duzentos e sessenta e dois euros), valor ao qual não acresce IVA”.

O encargo orçamental autorizado distribui-se por dois anos económicos, sem poder exceder os seguintes montantes:

  • 2026: 500 mil euros;
  • 2027: 750 262 euros.

Já são conhecidos os melhores queijos de Portugal em 2026

29 October 2026 at 10:29
O Concurso Queijos de Portugal 2026 já escolheu os vencedores de uma edição que reuniu 236 queijos de 55 empresas, distribuídos por 29 categorias. A Queijos Santiago foi a empresa mais premiada, com cinco distinções, enquanto Lactifeita, Lacticôa, Lactimercados, LactoSabores e Unileite somaram dois prémios cada.

Chi controlla gli abissi? Braw spiega le nuove vulnerabilità della sicurezza internazionale

29 October 2026 at 10:57

Ai tempi della Guerra fredda, l’unica vera minaccia subacquea era costituita dai sottomarini nucleari balistici e le infrastrutture presenti sui fondali erano ancora relativamente poche. Oggi, invece, i cavi sottomarini e le condotte energetiche sono diventati la spina dorsale della vita quotidiana, ma restano in gran parte fuori dalla giurisdizione degli Stati e difficili da proteggere, mentre gli abissi si popolano di nuove minacce. Dopo anni di incidenti e attacchi alle infrastrutture sottomarine, il tema è ormai una costante nell’agenda della sicurezza globale ed è al centro del libro “The Undersea War”, che spiega come i fondali sottomarini si stiano trasformando in un nuovo campo di battaglia. Per comprendere questa trasformazione e le sue conseguenze per la sicurezza degli Stati, Airpress ha parlato con Elisabeth Braw, senior fellow dell’Atlantic Council e autrice del libro.

Cosa l’ha spinta a scrivere questo libro, e perché proprio ora?

Con l’editore abbiamo deciso di farlo nell’estate del 2024. All’epoca avevamo già assistito a diversi incidenti ai cavi nel Baltico, nel Mare del Nord, al largo della Norvegia e vicino a Taiwan. Quello taiwanese, a cui dedico un capitolo, è stato particolarmente drammatico, ma all’epoca ha ricevuto poca attenzione. Si capiva che era in corso qualcosa di nuovo: navi che si comportavano in modo anomalo, cavi danneggiati e pochissimo che si potesse fare. Era tutto molto drammatico e misterioso, e lì ho capito che qualcosa era cambiato.

Parliamo infatti di uno scenario strategico nuovo rispetto al passato. Cosa è cambiato dai tempi della Guerra fredda?

Durante la Guerra fredda c’era un confronto strutturale tra Nato e Patto di Varsavia, anche tra le flotte di sottomarini, e si era sempre vicinissimi alla guerra nucleare. Ricordo la prima volta che ho letto un giornale, nel 1981: parlava dell’incidente del sottomarino sovietico incagliato al largo della Svezia. Ricordo la foto del comandante in piedi sullo scafo in attesa di soccorso. Gli svedesi non sapevano cosa fare, processarli o lasciarli andare? Eppure nessuno parlava di cavi o condotte, perché non c’erano ancora stati incidenti di quel tipo. Quelle infrastrutture continuavano a funzionare, anche se sarebbe stato possibile sabotarle, pur trovandosi a un passo dall’Armageddon nucleare. È un paradosso: potevano essere colpite e non lo furono.

Rispetto ad allora, però, oggi i fondali sono molto più affollati.

Esatto. Oggi ci sono più cavi per i dati, più cavi elettrici (rari negli anni Ottanta) e più condotte. Ma la vera differenza è la nostra dipendenza. Negli anni Ottanta, se qualcuno avesse danneggiato alcuni cavi, la gente comune se ne sarebbe accorta a malapena. Oggi invece ce ne accorgeremmo nel momento stesso in cui accade. I cavi funzionano così bene e trasportano così tanto traffico che sono diventati indispensabili.

Poniamo uno scenario: se oggi i cavi sottomarini venissero colpiti, cosa succederebbe alla vita di tutti i giorni?

Prendiamo l’Italia, che è collegata da numerosi cavi. Se ne fosse danneggiato uno, accadrebbe poco, perché un altro ne assorbirebbe il traffico. Con tre o quattro cavi fuori uso si noterebbe un rallentamento. Ma se fossero colpiti tutti i cavi che collegano il Paese, la vita quotidiana si fermerebbe. Si esce di casa, si vuole prendere l’autobus, ma la carta di credito non funziona e non si può comprare nulla. Il telefono è inutilizzabile, così come la televisione. Forse resta la radio, se ne avete una vecchia. Non si può contattare nessuno né navigare in rete. E non è solo un problema individuale: le aziende, essendo digitalmente dipendenti, dovrebbero sospendere le attività. Ospedali e governi hanno una connettività di riserva via satellite, ma i satelliti trasportano solo una minima parte di ciò che passa nei cavi, quindi basterebbe appena per i servizi più critici. Il settore finanziario, allo stesso modo, non dispone di alternative e si bloccherebbe del tutto. È uno scenario quasi troppo grande per essere immaginato.

Molti parlano della necessità di più ridondanza. Basterebbe quindi posare più cavi?

Molti lo dicono, ma chi dovrebbe farlo? Parliamo di investimenti enormi e di infrastrutture molto vaste. I cavi appartengono ad aziende private, che non si possono obbligare a posarne altri, se non con una legge. Esse decidono in base a logiche commerciali e riterranno che il rischio per ciascuna di loro non sia abbastanza alto da giustificare un nuovo investimento. Dovrebbero essere quasi certe che un proprio cavo verrà danneggiato. Certamente, dal punto di vista della sicurezza nazionale, averne di più sarebbe auspicabile, ma il settore privato ragiona con altri criteri.

Nel libro lei approfondisce anche le diverse problematiche normative e legali riguardo la tutela delle infrastrutture sottomarine

Sì. Gli oceani, a differenza della terraferma, sono un bene comune globale. Solo una fascia di 12 miglia nautiche appartiene allo Stato costiero. Oltre c’è la zona economica esclusiva, dove si hanno diritti sulle risorse ma non la giurisdizione, e poi le acque internazionali. È lì che corrono i cavi, tra un Paese e l’altro, e dunque dipendono dal fatto che tutti rispettino le regole, perché fuori dalle acque territoriali gli Stati costieri non hanno autorità. Questo sistema ha funzionato così bene che il mondo oggi dipende interamente dai cavi sottomarini. Ma cosa faremmo se qualcuno smettesse di rispettare le regole? Non siamo nella condizione di approvare nuovi trattati globali: non riusciamo ad accordarci su nulla, figuriamoci su un trattato per la protezione dei cavi. Esiste l’Unclos, che li tutela, ma resta la domanda su cosa fare con chi non se ne cura.

E cosa possono fare gli Stati per proteggere tali infrastrutture?

È molto difficile a dirsi, perché cavi e condotte funzionano e sono al sicuro solo se c’è pace, o almeno se i Paesi si comportano bene. Un nuovo trattato non si riuscirebbe a far approvare. I Paesi del Baltico stanno facendo il massimo possibile: pattugliano i cavi attraverso un’unità Nato, la Ctf Baltic, sperando che la sola presenza faccia la differenza. Sembra funzionare, ma non servirebbe contro chi è davvero deciso a danneggiare i cavi. Questo è l’aspetto più inquietante, gli Stati non possono fare molto più di quanto già fanno. I Paesi del Baltico sono più avanti degli altri nel ragionarci, ma nemmeno le menti migliori sanno cosa si potrebbe fare in più. 

Che ruolo avranno i fondali nelle crisi future?

La situazione è già difficile così. Non siamo in guerra, anche se c’è chi dice di sì: subiamo attacchi continui, contro le infrastrutture e non solo. È una guerra sporca, ma non una guerra vera. Cosa accadrebbe però in un conflitto cinetico? I cavi sarebbero un bersaglio ovvio. La cosa più preoccupante è che la Russia ha pochissimi cavi sottomarini: è il Paese più grande del mondo ed è collegato via terra, quindi non ne ha bisogno. Può minacciare i nostri cavi, mentre noi non potremmo minacciare i suoi, perché quasi non esistono.

Quindi manca la deterrenza.

Esatto. Non possiamo neppure dire “se danneggiate i nostri cavi, noi danneggeremo i vostri”. Anche volendo, ce ne sarebbero ben pochi da colpire.

Droni sottomarini e nuove tecnologie di monitoraggio possono ridurre questa vulnerabilità?

Oggi molte aziende cercano di vendere queste tecnologie alla Nato e ai governi nazionali, ed è il mercato. Ma dal mio punto di vista non serve più sorveglianza. Grazie ai sistemi di controllo degli oceani, soprattutto nel Baltico ma non solo, abbiamo già un’ottima comprensione di quando una nave sospetta si avvicina a un cavo. Il problema non è capire la minaccia, ma sapere cosa fare quando si è stabilito che sta per accadere qualcosa. Possiamo avere tutti i droni del mondo a monitorare i cavi, ma la domanda resta la stessa: che si fa se notiamo un comportamento sospetto? La guardia costiera può chiedere alla nave di allontanarsi. Se non lo fa, si può inviare la Marina, ma questa dovrebbe attaccare la nave, e lo Stato che sta dietro quella nave reagirebbe a sua volta. È molto complicato, e il monitoraggio non lo risolve. Se la tecnologia fosse la risposta, bene, ma si limita ad aggiungere chiarezza su cose che già sappiamo.

Un’ultima cosa. Nel libro lei riporta diverse esperienze individuali. Come mai?

Penso che questo libro sia una storia di persone. È un argomento affascinante e vorrei che i lettori lo capissero. In molti Paesi ci sono persone che lavorano duramente, ogni giorno, per vigilare sui fondali, nell’industria e nelle istituzioni. Sono eroi silenziosi, perché il loro compito è quasi impossibile, eppure lo svolgono. Non sappiamo quanto lavoro ci sia dietro ma dovremmo essere molto grati a chi protegge e difende i fondali ogni giorno.

Italia e Polonia, una cooperazione che è ossigeno per la difesa europea

29 October 2026 at 10:55

Italia e Polonia: non solo interscambio e spazio, ma la precisa volontà di costruire uno sviluppo, costante e duraturo, delle capacità di difesa, sia alla luce della guerra in Ucraina sia come “doppio uso” del concetto stesso di difesa, ovvero industria e geopolitica. Queste le intenzioni emerse dal sesto forum italo-polacco sulla difesa, da poche ore conclusosi a Varsavia. Un’occasione preziosa sia per metabolizzare i passi già compiuti dai due Paesi in questa particolare strada strategica, sia per raccontare come proseguire un rapporto che, da relazione diplomatica, si è fatto nel corso degli ultimi anni, solida partnership.

Roma e Varsavia, patto di ferro

La cooperazione industriale tra Polonia e Italia celebrata a Varsavia ha visto la presenza di rappresentanti di istituzioni, forze armate e industrie di entrambi i paesi, che hanno animato quello che fino a ieri era denominato Forum italo-polacco aerospaziale, che da semplice vetrina ha ampliato il suo raggio d’azione oltre il settore aerospaziale per includere tecnologie terrestri, marittime e subacquee, nonché soluzioni a duplice uso. Gli organizzatori sono stati l’ambasciata d’Italia a Varsavia, l’Agenzia Ice di Varsavia e la Camera di Commercio e Industria italiana in Polonia (CCIIP). Il partner strategico del Forum è stato il Gruppo Leonardo. La cooperazione italo-polacca come gancio per la sicurezza europea: è questa un’altra traccia programmatica molto interessante per il futuro dei due Paesi, elemento messo in risalto stato da Luca Franchetti Pardo, ambasciatore d’Italia in Polonia, secondo cui proprio l’ampliamento dei temi del Forum, che ora include tecnologie per la difesa e a duplice uso, oltre al settore aerospaziale, riflette la crescente interdipendenza tra sicurezza militare e resilienza civile.

“L’aggressione russa contro l’Ucraina continua a trasformare il nostro modo di pensare alla difesa, di organizzarla e di prepararci alle crisi. Ciò richiede un allineamento tra pensiero strategico e capacità industriali e operative. Italia e Polonia condividono la necessità di proteggere i confini e le infrastrutture chiave, dai porti ai cavi e agli oleodotti nel Mediterraneo e nel Mar Baltico”, ha osservato. In questo senso, dunque, le opportunità di cooperazione coprono una vasta gamma di settori, come la consapevolezza della situazione marittima e sottomarina, la sicurezza informatica e l’innovazione nei sistemi terrestri, aerei e spaziali. “Combinando le competenze di grandi gruppi e piccole e medie imprese specializzate – ha aggiunto il diplomatico – possiamo sviluppare tecnologie, produrre congiuntamente e rafforzare le filiere industriali in entrambi i Paesi. Il Forum promuove il dialogo strategico tra istituzioni, forze armate e industria per tradurre l’analisi delle minacce e le esigenze operative in progetti comuni, contribuendo a costruire una deterrenza credibile e a rafforzare la sicurezza dell’Europa”.

Un sostegno a Bruxelles

Ma come sostenere la difesa europea, anche alla luce del know how italiano? Secondo Roberto Cafiero, direttore dell’ufficio di Varsavia dell’Agenzia Ice numerose sono le opportunità di cooperazione tra aziende polacche e italiane, infatti quest’anno l’Italia si presenta a Varsavia con un messaggio chiaro: la difesa europea ha bisogno di parternariati industriali più solidi, basati sull’innovazione nelle tecnologie a duplice uso. “Gli ambiziosi piani della Polonia per la modernizzazione della difesa – ha spiegato – offrono significative opportunità di cooperazione. L’Italia vanta un settore industriale solido e altamente specializzato, che unisce grandi imprese, piccole e medie imprese innovative e capacità di ricerca, nonché tecnologie con applicazioni sia nel settore civile che in quello della difesa. La partecipazione di 35 aziende e organizzazioni italiane, che rappresentano competenze in settori che spaziano dai processi produttivi avanzati e dall’elettronica ai sistemi autonomi, alle tecnologie marittime e alla protezione delle infrastrutture critiche, riflette sia la diversità delle competenze del nostro settore sia il crescente interesse per il mercato polacco. All’Ice, il nostro obiettivo è molto specifico: trasformare questo interesse in partenariati industriali duraturi. L’ampiezza del Forum crea opportunità di scambio diretto, aiutando le aziende a identificare competenze complementari ed esplorare progetti congiunti”.

Baltico e Mediterraneo

Alla manifestazione hanno partecipato 35 imprese e organizzazioni italiane. Nel 2025 l’interscambio commerciale bilaterale ha superato i 36 miliardi di euro, mentre quello aerospaziale ha raggiunto 677 milioni. Le esportazioni aerospaziali italiane verso la Polonia sono passate da 58 milioni nel 2021 a 364 milioni nel 2025. Per questa ragione, come ha osservato nel suo intervento al VI Italian-Polish Defence & Dual Use Forum di Varsavia, dal deputato di Fratelli d’Italia Emanuele Loperfido, la sicurezza europea dipende sempre più dalla solidità della nostra industria, dalla capacità tecnologica e dalla cooperazione tra Paesi alleati. “Italia e Polonia hanno le condizioni per rafforzare ulteriormente questo percorso”. Loperfido ha richiamato anche la complementarità strategica dei due Paesi: “Polonia e Italia sono due porte strategiche dell’Europa, affacciate rispettivamente sul Baltico e sul Mediterraneo. Abbiamo responsabilità comuni nella sicurezza del continente e interessi condivisi nello sviluppo delle grandi infrastrutture europee, anche attraverso l’Iniziativa dei Tre Mari”.

Volkswagen vê prejuízo trimestral subir para 5,8 mil milhões de euros face à concorrência chinesa

29 October 2026 at 08:29

A gigante automóvel Volkswagen registou um prejuízo de 5,8 mil milhões de euros no terceiro trimestre, um valor mais de cinco vezes superior ao de um ano antes, sobretudo devido à concorrência chinesa.

De acordo com um comunicado do grupo alemão, a principal causa dos fatores excecionais, que totalizam 7,8 mil milhões de euros, é a desvalorização dos ativos ligados à Porsche.

A subsidiária de automóveis de luxo, que enfrenta sérias dificuldades, sofreu uma desvalorização que ascende a 6,4 mil milhões de euros.

Os ativos na China, mercado onde a fabricante automóvel, que atravessa uma crise, enfrenta uma concorrência feroz, também sofreram uma desvalorização de mil milhões de euros.

O impacto acumulado destes fatores ao longo de nove meses ascende a 8,7 mil milhões de euros, informou a Volkswagen.

Outros fatores excecionais incluem o impacto financeiro da interrupção da produção do modelo elétrico ID.4 nos Estados Unidos, as despesas com a reestruturação e os custos associados à venda planeada da fábrica de Osnabrück (no oeste da Alemanha), que deverá ser convertida para o setor da defesa.

“Estamos a sentir o peso das tarifas aduaneiras norte-americanas, o mercado chinês está a encolher e, na Europa, a pressão competitiva está a intensificar-se consideravelmente”, explicou o diretor financeiro da empresa, Arno Antlitz, citado no comunicado.

Na China, as entregas de veículos no terceiro trimestre caíram 38,5%, totalizando 405.800 unidades, segundo dados divulgados anteriormente pela Volkswagen.

Neste cenário, o grupo, que detém 10 marcas (VW, Audi, Porsche, Seat, entre outras), registou, entre julho e setembro, um prejuízo operacional de quase 5,9 mil milhões de euros, o que equivale a uma margem negativa de 7,8%. Nos primeiros nove meses do ano e sem ter em conta fatores excecionais, a margem operacional terá atingido 3,8%.

Face à concorrência chinesa, a Volkswagen reduziu, em meados de setembro, as previsões para 2026, passando a projetar uma margem de, no máximo, 1%, face aos 4% a 5% anteriormente estimados.

Envolvido num amplo programa de reestruturação, integrado num acordo com os sindicatos que prevê a eliminação de até 100 mil postos de trabalho, o grupo, que conta com cerca de 648 mil colaboradores em todo o mundo, procura poupar um total de 31 mil milhões de euros.

Entre julho e setembro, a receita da Volkswagen totalizou 75,3 mil milhões de euros, uma quebra de 6,3%.

Europa teme que vitória democrata não trave Trump nem resolva crise transatlântica

29 October 2026 at 06:37

Diante de "uma Rússia muito mais agressiva, uma China muito mais assertiva e os Estados Unidos, pelo menos, muito mais imprevisíveis -- para alguns, aliás, inconfiáveis --", a Europa "tem de deixar de ser um adolescente geopolítico e assumir a responsabilidade pela sua própria segurança". O alerta de Durão Barroso, antigo presidente da Comissão Europeia, na passada segunda-feira, sintetiza um dos principais dilemas que as eleições intercalares norte-americanas de 3 de novembro colocam aos europeus: até que ponto podem continuar a depender de um aliado cuja política externa se tornou mais imprevisível?

O resultado das eleições intercalares norte-americanas na próxima semana poderá alterar o controlo do Congresso e aumentar o escrutínio à Administração de Donald Trump. Mas, mesmo que os democratas conquistem as duas…

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Daniel Mordzinski, fotógrafo: “Me ilusiona creer que mis fotografías contribuyen a ensanchar la complicidad lectora”

29 October 2026 at 04:30
El fotógrafo Daniel Mordzinski, junto a su retrato del escritor Juan Gabriel Vásquez, que forma parte de la exposición de la Biblioteca Nacional, este miércoles en Madrid.

En el paseo de Recoletos de Madrid, la literatura ha salido a la calle. Los rostros de escritores ocupan las verjas e invitan a reconocer autores y descubrir nuevos nombres. Las fotografías de Daniel Mordzinski (Buenos Aires, 66 años) componen un mapa de la literatura iberoamericana que se aleja de la solemnidad del retrato oficial para dar paso a la intimidad, la ironía y el humor.

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El Daniel Mordzinski posa al lado del retrato a Enrique Vila-Matas en Paseo de Recoletos en Madrid este miércoles.Daniel Mordzinski, en su visita a Madrid con motivo de su exposición en la Biblioteca Nacional y Paseo de Recoletos.

Albufeira acolheu Torneio Interassociações Regionais de Ténis de Mesa

28 October 2026 at 19:46

Albufeira recebeu, de 23 a 25 de outubro, jovens atletas de 13 associações do país para o Torneio Interassociações Regionais de Ténis de Mesa, cuja competição reuniu provas por equipas e de singulares nos escalões de sub-15 e sub-19 e contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo.

Seleções do continente, da Madeira e da Ilha Terceira encontraram-se no Pavilhão Municipal de Olhos de Água, onde os jovens atletas representaram as respetivas associações regionais na disputa dos títulos coletivos e individuais.

Nas provas por equipas, a Associação de Ténis de Mesa do Porto conquistou os títulos de sub-19 masculinos e sub-15 femininos. A Madeira venceu em sub-15 masculinos, enquanto Vila Real assegurou o primeiro lugar em sub-19 femininos. A seleção madeirense destacou-se também pela presença nas quatro finais.

masch.photo@gmail.com

As provas de singulares terminaram no domingo, com Beatriz Pinto e Carlos Gonçalves, ambos de Vila Real, a conquistarem os títulos de sub-19 femininos e masculinos, respetivamente. No escalão de sub-15, Matilde Sousa, do Porto, venceu a prova feminina, enquanto Tiago Morais da Madeira, alcançou o primeiro lugar na competição masculina.

A par da competição, a Federação Portuguesa de Ténis de Mesa celebrou o seu 82.º aniversário, no dia 24 de outubro, numa gala que reuniu centenas de atletas, treinadores e dirigentes. A cerimónia homenageou as conquistas internacionais da última época e reconheceu o contributo de diferentes gerações para a história e o desenvolvimento da modalidade.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo, marcou presença na entrega de troféus e na gala, tendo na ocasião, sublinhado que, “receber em Albufeira jovens atletas de diferentes regiões do país é valorizar o futuro do desporto e o trabalho das associações na formação das novas gerações”.

O torneio contou com o apoio da Câmara Municipal de Albufeira, no âmbito de Albufeira Cidade Europeia do Desporto 2026, cuja realização reforçou a presença do ténis de mesa no calendário desportivo do concelho, numa aposta na diversidade de modalidades e no acolhimento de competições de âmbito nacional.

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