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Inflação em França sobe para 3,4% em outubro e PIB cai 0,1% no 3º trimestre

A inflação homóloga em França subiu três décimas em outubro, para 3,4%, um máximo desde dezembro de 2023, e o produto interno bruto francês contraiu 0,1% no terceiro trimestre, anunciou hoje o instituto nacional de estatística francês (INSEE).

Segundo dados provisórios do INSEE, a aceleração da inflação homóloga em outubro deveu-se principalmente ao aumento dos preços do gás e do petróleo.

Num comunicado, o INSEE sublinha que os preços da energia aceleraram pelo quarto mês consecutivo em outubro, principalmente devido aos produtos petrolíferos e gás, que subiram concretamente 24,1% em relação ao mesmo mês de 2025, contra 21,3% em setembro.

A subida da inflação também foi impulsionada pelos serviços, com um aumento homólogo de 2,7% em outubro, contra 2,4% em setembro, especialmente devido ao aumento dos preços nos serviços de alojamento e transporte.

Já os alimentos progrediram 1,2% em termos homólogos em outubro, menos duas décimas que em setembro, e isso por uma desaceleração do aumento dos produtos frescos, que de qualquer forma se manteve forte (8%, contra 9,5% em setembro).

A inflação harmonizada homóloga de França, que é a que serve para as comparações com outros países europeus, subiu para 3,8% em outubro, com base nos dados provisórios, mais quatro décimas do que em setembro.

Em relação ao produto interno bruto (PIB) francês, que recuou 0,1% no terceiro trimestre, depois de estagnar no segundo e de cair 0,2% no primeiro trimestre, o INSEE refere que se deveu à retração dos investimentos e à deterioração do comércio externo.

A formação bruta de capital fixo, que mede o investimento, voltou a recuar, com uma queda de 0,6%, após diminuir 0,5% no segundo trimestre, segundo o INSEE.

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Euribor termina outubro com média inalterada a 3 meses, a subir a 6 e a cair a 12 meses

euribor a 6 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três e seis meses e desceu a 12 meses face a quinta-feira, terminando outubro com a média mensal inalterada no prazo mais curto, a avançar no intermédio e a descer no mais longo.

A média mensal da Euribor em outubro manteve-se em 2,635% a três meses e subiu 0,053 pontos para 2,975% a seis meses. Já a média da Euribor a 12 meses desceu 0,008 pontos para 3,239% em outubro.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 2,992%, mais 0,019 pontos percentuais que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje, para 3,306%, menos 0,002 pontos que na véspera.

A Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,676%, mais 0,033 pontos.

Como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras na quinta-feira e, segundo o mercado, adiou a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em Frankfurt em 16 e 17 de dezembro.

Em 10 de setembro, também como esperado pelos mercados, o BCE subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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Crescimento económico da Alemanha desacelera para 0,2% no 3.º trimestre

A economia alemã cresceu 0,2% no terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores, corrigidos os efeitos de preços, sazonais e de calendário, segundo os dados preliminares publicados hoje pela agência federal de Estatística alemã (Destatis).

Este dado aprofunda a desaceleração que a maior economia da Europa vinha a mostrar, já que cresceu 0,4% entre janeiro e março e 0,3% entre abril e junho, depois de fechar 2025 com um avanço de 0,3% e de dois anos de recessão.

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Dormidas no alojamento turístico com maior crescimento em quatro meses em setembro

As dormidas no setor do alojamento turístico registaram em setembro o maior crescimento em quatro meses, subindo 2% para 8,7 milhões, e acumulam um aumento de 1,5% nos primeiros nove meses, para 66,0 milhões, divulgou hoje o INE.

De acordo com as estatísticas rápidas da atividade turística do Instituto Nacional de Estatística (INE), no acumulado dos primeiros nove meses do ano, os proveitos totais do setor cresceram 5,3%, para 6.020,1 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento (apenas referentes às dormidas) subiram 5,0% para 4.649,2 milhões.

Considerando apenas o mês de setembro, o setor do alojamento turístico registou 3,4 milhões de hóspedes (+2,5%) e 8,7 milhões de dormidas (+2,0%).

Nesse mês, os proveitos totais ascenderam a 890,2 milhões de euros e os proveitos de aposento a 696,6 milhões, correspondendo a crescimentos de 6,1% e 6,0%, respetivamente.

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Inflação em Espanha mantém-se nos 4,9% em outubro

Espanha

Os preços em Espanha subiram 4,9% em outubro, comparando com o mesmo mês de 2025, segundo uma estimativa divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol.

Se se confirmar a estimativa, a taxa de inflação em Espanha em outubro foi igual à registada no mês anterior (setembro).

Esta é a taxa mais alta de inflação no país desde fevereiro de 2023, mês em que atingiu os 6%, segundo os dados do INE.

Quanto à inflação subjacente (sem a energia e os produtos alimentares frescos, tradicionalmente os mais voláteis do cabaz de compras), o INE estima que foi de 3,1% em outubro, a mesma registada em setembro.

Segundo o INE, a evolução dos preços este mês deveu-se, sobretudo, aos combustíveis, que “diminuíram mais do que em outubro de 2025”.

Espanha tem em vigor descontos de 20 cêntimos por litro no gasóleo e de cinco cêntimos na gasolina desde o início de setembro.

O governo espanhol anunciou no final de agosto um desconto de 20 cêntimos por litro no gasóleo, após este combustível ter aumentado 15,7% em julho.

Por outro lado, o desconto na gasolina foi reduzido de 10 cêntimos por litro em agosto para 5 cêntimos por litro em setembro.

Estes descontos fazem parte de um plano de resposta ao impacto da guerra no Médio Oriente em vigor desde março e que o Governo de Espanha reformulou no final de junho.

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Juros da dívida sobem a dois, a cinco e a 10 anos

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, e em sentido contrário aos da Alemanha no prazo mais longo.

Às 08:30 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,834%, contra 3,823% na quinta-feira.

Os juros a cinco anos também subiam, para 3,412%, contra 3,400%.

No mesmo sentido, os juros a dois anos avançavam, para 3,130%, contra 3,114% na véspera.

Em sentido contrário, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, caíam, para 3,350%, contra 3,354%.

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:30:

2 anos…5 anos…10 anos

Portugal

30/10…….3,130…3,412…..3,834

29/10…….3,114…3,400…..3,823

Espanha

30/10…….3,194…3,493…..3,981

29/10…….3,179…3,474…..3,966

Grécia

30/10…….3,199…3,746…..4,323

29/10…….3,171…3,707…..4,288

Itália

30/10…….3,550….4,059…..4,529

29/10…….3,507….4,017…..4,497

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

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Eurodeputados pediram à China que negoceie acordo para evitar guerra comercial

Uma delegação de eurodeputados pediu às autoridades chinesas para negociarem um acordo abrangente com a União Europeia de forma a evitar uma guerra comercial, advertindo que o bloco pode recorrer a medidas de retaliação caso não haja entendimento.

Esta posição foi transmitida por uma delegação de sete eurodeputados que terminou hoje uma visita de dois dias à China, numa altura em que vários responsáveis europeus têm alertado que o défice comercial com a China atingiu mil milhões de euros por dia em 2025.

Em comunicado, o Parlamento Europeu (PE) refere que, nas suas reuniões com as autoridades chinesas, incluindo com o ministro do Comércio, Wang Wentao, os eurodeputados avisaram que ninguém beneficiaria de uma guerra comercial.

Nesse sentido, pediram que se trabalhe com base nos recentes “passos positivos” que foram dados, designadamente o facto de a China ter aceitado reduzir significativamente as exportações de automóveis híbridos para a UE, para que se elabore um acordo comercial mais abrangente.

“Deixámos claro aos nossos homólogos chineses que esperamos que, no futuro, mais setores sejam abrangidos por esta abordagem, a par de uma implementação credível dos compromissos já assumidos”, refere o eurodeputado Bernd Lange, presidente da Comissão do Comércio Internacional do Parlamento Europeu e que liderou esta delegação.

O eurodeputado defende que um acordo comercial mais abrangente é importante “não só para melhorar as relações comerciais, mas também para reforçar os laços económicos e políticos” entre a União Europeia (UE) e a China.

Por sua vez, o eurodeputado Pascal Canfin, redator do PE para as relações comerciais com a China e que também integrou esta delegação, refere que a visita foi importante para o PE transmitir “um sentido de urgência quanto à necessidade de estabilizar e reequilibrar” o comércio entre as duas partes.

“A interdependência está no centro das nossas relações, o que não é necessariamente negativo. No entanto, o modelo de exportação chinês é simplesmente insustentável para a UE”, salienta.

O eurodeputado recorda que a UE dispõe de instrumentos de retaliação caso verifique “um desequilíbrio” nas suas relações comerciais, numa ameaça velada à China, e defende que o bloco está disponível para o diálogo, mas precisa de “ver resultados”.

Saudando o acordo alcançado no início do mês sobre as exportações de carros híbridos, Pascal Canfin considera que essas conversas criaram “uma dinâmica positiva e produziram resultados concretos”.

“Esperamos poder dar continuidade a este espírito de cooperação e alcançar mais resultados em benefício dos cidadãos de ambas as partes num futuro próximo”, referiu.

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Von der Leyen agradece a Lagarde por ter “reforçado a soberania” da UE e do euro

A presidente da Comissão Europeia agradeceu hoje à presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, pelo trabalho que desenvolveu nos últimos sete anos, considerando que “reforçou a soberania económica” da UE e o papel internacional do euro.

“Da pandemia à guerra de agressão da Rússia, a sua firmeza e determinação ajudaram a manter a nossa economia estável e resiliente”, elogia Ursula von der Leyen numa publicação divulgada nas redes sociais, depois de ter sido anunciado que Christine Lagarde vai deixar a presidência do Banco Central Europeu (BCE) em 07 de fevereiro.

Von der Leyen salienta que, enquanto presidente do BCE, Lagarde “defendeu o aprofundamento da integração financeira na Europa” e personificou a nível internacional “aquilo de que qualquer moeda precisa: confiança e autoridade”.

“Foi assim que reforçou a soberania económica da Europa e consolidou o papel internacional do euro, algo que foi tão importante para si. O mundo precisa de mais líderes como a Christine. E espero que muitas mais mulheres sigam as suas pisadas”, afirma.

Por sua vez, em comunicado, o presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, agradece a Christine Lagarde pelo seu “contributo notável para a estabilidade da zona euro e pela sua liderança” num período de “grandes desafios económicos”.

O presidente do Eurogrupo salienta que o euro é um “marco no processo de integração europeia e um dos seus elementos mais tangíveis e valiosos”.

“O mandato de Christine Lagarde à frente do BCE veio reforçar ainda mais a confiança na moeda única europeia”, afirma.

Pierrakakis acrescenta que o Eurogrupo vai agora “agir rapidamente para preparar a recomendação do Conselho da UE ao Conselho Europeu sobre a nomeação”.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, pediu hoje para cessar funções em 07 de fevereiro, anunciou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, que indicou que vai iniciar o processo de sucessão imediatamente.

Num vídeo divulgado nas redes sociais, Christine Lagarde afirma ter sido “um enorme orgulho e um imenso privilégio” servir o BCE, agradecendo a todos os que “contribuíram, apoiaram e trabalharam para cumprir” a missão da instituição de assegurar “a estabilidade dos preços e financeira”.

“Penso que deixo esta instituição com a sensação de dever cumprido e com um BCE preparado para o futuro”, considera.

Christine Lagarde é presidente do Banco Central Europeu desde novembro de 2019. O seu atual mandato terminava em outubro de 2027.

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Taxa Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses

euribor a 6 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 2,973%, mais 0,013 pontos percentuais que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu hoje, para 3,308%, mais 0,018 pontos que na véspera.

A Euribor a três meses também avançou hoje, ao ser fixada em 2,643%, mais 0,025 pontos.

O mercado espera que o Banco Central Europeu (BCE) mantenha hoje as taxas diretoras e adie a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em 16 e 17 de dezembro.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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TGV leva a declarar utilidade pública para expropriações em Ovar e na Feira

O Governo declarou hoje a utilidade pública, com caráter de urgência, das expropriações necessárias à Linha de Alta Velocidade (LAV) entre Porto (Campanhã) e Oiã (Oliveira do Bairro, Aveiro), onde as obras arrancaram há cerca de duas semanas.

O despacho da Presidência do Conselho de Ministros – Gabinete do Secretário de Estado das Infraestruturas, foi hoje publicado no Diário da República (DR) e diz respeito a expropriações nos concelhos de Ovar e Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.

O documento “declara a utilidade pública, com caráter de urgência, das expropriações dos bens imóveis e direitos a eles inerentes necessários à execução do «Troço Porto (Campanhã)-Aveiro (Oiã) ― Subtroço 3, da Linha Ferroviária de Alta Velocidade”.

No despacho, o secretário de Estado das Infraestruturas também autoriza a AVAN Norte – Gestão da Alta Velocidade, S. A. a tomar posse administrativa das parcelas, “dado o caráter de urgência da expropriação, atendendo ao interesse público subjacente à célere e eficaz execução da obra projetada, no intuito de melhor servir os cidadãos a quem este investimento público se destina”.

O secretário de Estado determina também que os encargos com as expropriações em causa sejam suportados pela concessionária AVAN Norte – Gestão da Alta Velocidade, S. A., “para os quais atesta dispor de cobertura financeira assegurada através de garantias bancárias e outros instrumentos de financiamento”.

O ministro das Infraestruturas e Habitação assinalou a 12 de outubro, em Aveiro, o arranque da empreitada do troço Porto-Oiã, integrado no TGV Porto-Lisboa.

O troço Porto-Oiã (71 quilómetros) da linha de alta velocidade Porto-Lisboa diz respeito ao lote A da primeira fase da construção da linha, que inclui também o lote B (Oiã – Soure), ainda por adjudicar, e a segunda fase (Soure – Carregado), que aguarda lançamento do concurso público.

O primeiro troço Porto-Oiã é construído pelo consórcio AVAN Norte (Mota-Engil, Serena, Teixeira Duarte, Casais, Alves Ribeiro, Conduril e Gabriel Couto), tendo a primeira fase da empreitada da linha como prazo de conclusão 2030 e a segunda 2032.

O contrato de concessão do troço Porto-Oiã, que terá um custo a rondar os dois mil milhões de euros, foi assinado em 29 de julho de 2025 e beneficia de 875 milhões de euros de financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI) e de 480 milhões de euros do Mecanismo Interligar a Europa (‘Connecting Europe Facility’ 2).

A 01 de outubro, foi publicada em Diário da República a declaração de utilidade pública, com caráter de urgência, da expropriação de 1.076 parcelas de terreno necessárias à execução deste troço, nos municípios de Oliveira do Bairro, Aveiro e Albergaria-a-Velha.

A AVAN fica autorizada a tomar posse administrativa das referidas parcelas ficando responsável pelos encargos com as expropriações.

Em 15 de setembro, fonte da AVAN adiantou que os trabalhos preparatórios para a construção do troço Porto-Oiã iriam arrancar no final do mês, com a montagem do estaleiro da ponte Rio Largo e da ponte Rio Vouga.

A linha deverá ligar Porto e Lisboa numa hora e 15 minutos em 2032, com paragens possíveis em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria, e Porto a Vigo (via aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença) em 50 minutos, em 2032.

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Lucro do britânico Lloyds sobe 46% até setembro para 5.753 milhões de euros

O Lloyds Banking Group alcançou um lucro líquido de 4.835 milhões de libras (cerca de 5.753 milhões de euros) até setembro, um aumento de 46% em relação ao mesmo período de 2025, divulgou hoje o banco.

O lucro antes de impostos aumentou 42% nos primeiros nove meses do ano, atingindo 6.625 milhões de libras (cerca de 7.883 milhões de euros), indicou o grupo bancário num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres.

As receitas totais situaram-se em 14.819 milhões de libras (cerca de 17.634 milhões de euros), um aumento de 9% em comparação com os mesmos nove meses do ano passado.

O rácio custo/receita situou-se, no período em análise, em 49,3%, contra os 59,7% do ano anterior, e o rácio de qualidade dos ativos situou-se em 0,25%, contra os 0,18% anteriores.

O nível de solvência, medido pelo rácio de capital de máxima qualidade CET1, situou-se, a 30 de setembro, em 13,3%, contra os 13,6% registados a 30 de junho, enquanto o rácio empréstimos/depósitos foi de 99%, contra os 98% registados em junho.

O presidente executivo (CEO) do grupo bancário, Charlie Nunn, afirmou, em comunicado, que a entidade “mantém uma trajetória sólida no desempenho financeiro, com um crescimento contínuo das receitas”.

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Lucro do Société Générale sobe 17% para recorde de 5.400 milhões de euros até setembro

O Société Générale registou um lucro líquido recorde de 5.400 milhões de euros até setembro, um aumento homólogo de 17,3%, impulsionado pelo crescimento das receitas e redução dos custos, informou hoje a instituição bancária francesa.

Entre janeiro e setembro, as receitas do banco aumentaram 4,1% em termos homólogos, atingindo os 21.400 milhões de euros, enquanto os custos diminuíram 3,2%, contribuindo para melhorar o rácio de exploração para 58,8%, abaixo da meta anual de menos de 60%.

O banco obteve ainda uma rentabilidade sobre o capital tangível (ROTE) de 12,3% no período em análise, acima da meta fixada para 2026, de cerca de 11%.

O custo do risco situou-se em 27 pontos básicos durante os primeiros nove meses, dentro do intervalo previsto pelo banco para 2026, entre 25 e 30 pontos básicos.

Apenas no terceiro trimestre, o lucro líquido atingiu um novo recorde de 1.900 milhões de euros, com um ROTE de 13%.

De julho a setembro, as receitas cresceram 7,8% em variação homóloga e os custos aumentaram 0,8%.

No final do terceiro trimestre, o nível de solvência, medido pelo rácio de capital de máxima qualidade CET1, situou-se nos 13,4%, cerca de 320 pontos base acima do requisito regulamentar, indicou o banco francês.

Citado em comunicado, o presidente executivo (CEO) do grupo, Slawomir Krupa, afirmou que “o Société Générale volta a registar resultados trimestrais muito sólidos”, o que demonstra “a capacidade do grupo para combinar crescimento, eficiência operacional, controlo de riscos e geração de capital”.

O CEO referiu ainda que o banco continuará a “executar a estratégia de crescimento rentável” para atingir os objetivos para 2029 e gerar “valor sustentável” para os acionistas, clientes e colaboradores.

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Pelo terceiro dia consecutivo há protesto contra a mina em Boticas

Pelo terceiro dia consecutivo, cerca de 50 pessoas concentram-se esta manhã junto a um local de sondagem da Savannah numa zona baldia, em Covas do Barroso, Boticas, em protesto contra a mina de lítio que a empresa quer explorar.

“O bloqueio para nós tem sido um enorme sucesso. A Savannah está há três dias sem trabalhar no baldio. E é preciso desmontar o que tem sido a narrativa da empresa, ao afirmar que não planeava de qualquer forma trabalhos nestes dias. Alguém acredita nisto vindo de uma empresa que está pressionada para avançar com os licenciamentos de um projeto que se arrasta há quase 10 anos? É conversa de conveniência para amenizar as preocupações dos investidores”, afirma, citado em comunicado, presidente da associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), Nélson Gomes.

Os protestos começaram na terça-feira e a empresa tem dito que, nestes dias, “não estavam previstos trabalhos no local do protesto” e que os trabalhos no terreno seguem um “calendário próprio definido unicamente pela Savannah, dentro do respeito pela servidão administrativa concedida pelo Estado Português”.

A GNR não tem sido chamada ao local.

“A Savannah continua a trabalhar em várias frentes, cumprindo o seu plano de trabalhos tanto no terreno como na conclusão do estudo de Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), na frente de financiamento e em tantas outras áreas de relevo”, realça ainda a empresa.

Os trabalhos decorrem numa área de baldio abrangida por uma servidão administrativa, concedida pelo Governo em maio, que permite à empresa realizar operações de sondagem, apesar da oposição dos proprietários e compartes.

Maria Loureiro, pastora de Romainho, disse, também citada no comunicado, que hoje o dia de bloqueio está a ser “muito especial” porque “chegaram pessoas de todas as pontas do país para ajudar” no protesto.

“Mostra o quanto cada vez mais isto não é uma luta apenas de Covas do Barroso. O que só nos dá mais convicção de que estamos a fazer a coisa certa, quando dizemos não a este projeto”, refere ainda.

Rui Valente, ativista do Porto, foi uma das pessoas que se deslocou a Covas do Barroso para apoiar a população no Barroso, explicando que o que o se passa nesta aldeia o revolta.

“Não é difícil imaginar a dificuldade que seria para estas pessoas aguentarem um bloqueio deste tipo, a ter de deixar constantemente o trabalho e questões familiares em suspenso. Foi a pensar nisso que juntei um grupo de amigos e viemos ajudar. Eu sou de fora, mas na verdade, como habitante do Porto, isto também me pode vir a afetar. A contaminação do rio Covas, em última análise, é também a contaminação do rio Douro”, afirma, também citado no comunicado.

A contestação à mina é feita há oito anos e já em 09 de outubro a associação interrompeu os trabalhos da empresa, com a GNR a identificar 27 opositores à mina de lítio.

O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.

A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

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Volkswagen vê prejuízo trimestral subir para 5,8 mil milhões de euros face à concorrência chinesa

A gigante automóvel Volkswagen registou um prejuízo de 5,8 mil milhões de euros no terceiro trimestre, um valor mais de cinco vezes superior ao de um ano antes, sobretudo devido à concorrência chinesa.

De acordo com um comunicado do grupo alemão, a principal causa dos fatores excecionais, que totalizam 7,8 mil milhões de euros, é a desvalorização dos ativos ligados à Porsche.

A subsidiária de automóveis de luxo, que enfrenta sérias dificuldades, sofreu uma desvalorização que ascende a 6,4 mil milhões de euros.

Os ativos na China, mercado onde a fabricante automóvel, que atravessa uma crise, enfrenta uma concorrência feroz, também sofreram uma desvalorização de mil milhões de euros.

O impacto acumulado destes fatores ao longo de nove meses ascende a 8,7 mil milhões de euros, informou a Volkswagen.

Outros fatores excecionais incluem o impacto financeiro da interrupção da produção do modelo elétrico ID.4 nos Estados Unidos, as despesas com a reestruturação e os custos associados à venda planeada da fábrica de Osnabrück (no oeste da Alemanha), que deverá ser convertida para o setor da defesa.

“Estamos a sentir o peso das tarifas aduaneiras norte-americanas, o mercado chinês está a encolher e, na Europa, a pressão competitiva está a intensificar-se consideravelmente”, explicou o diretor financeiro da empresa, Arno Antlitz, citado no comunicado.

Na China, as entregas de veículos no terceiro trimestre caíram 38,5%, totalizando 405.800 unidades, segundo dados divulgados anteriormente pela Volkswagen.

Neste cenário, o grupo, que detém 10 marcas (VW, Audi, Porsche, Seat, entre outras), registou, entre julho e setembro, um prejuízo operacional de quase 5,9 mil milhões de euros, o que equivale a uma margem negativa de 7,8%. Nos primeiros nove meses do ano e sem ter em conta fatores excecionais, a margem operacional terá atingido 3,8%.

Face à concorrência chinesa, a Volkswagen reduziu, em meados de setembro, as previsões para 2026, passando a projetar uma margem de, no máximo, 1%, face aos 4% a 5% anteriormente estimados.

Envolvido num amplo programa de reestruturação, integrado num acordo com os sindicatos que prevê a eliminação de até 100 mil postos de trabalho, o grupo, que conta com cerca de 648 mil colaboradores em todo o mundo, procura poupar um total de 31 mil milhões de euros.

Entre julho e setembro, a receita da Volkswagen totalizou 75,3 mil milhões de euros, uma quebra de 6,3%.

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Banco Sabadell regista lucro de 1,38 mil milhões de euros até setembro devido a venda do TSB

O Banco Sabadell registou um lucro de 1,38 mil milhões de euros até setembro, menos 1% do que no ano anterior, devido à menor contribuição do TSB, banco britânico que o grupo vendeu em maio.

De acordo com informação enviada hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola, sem contar com o TSB nem com os efeitos extraordinários, o banco registou um lucro de 405 milhões no terceiro trimestre, mais 13% do que entre abril e junho, graças ao aumento das receitas de juros e comissões e a custos recorrentes estáveis.

A entidade, cuja rentabilidade recorrente subiu para 14,2%, pagará a 29 de dezembro um dividendo provisório em dinheiro de 7 cêntimos por ação, num total de 325 milhões de euros.

“Demonstrámos, mais uma vez, a nossa capacidade de fazer crescer o negócio de forma sustentável, ao mesmo tempo que melhoramos as receitas e contemos os custos”, afirmou num comunicado o diretor executivo do banco, Marc Armengol.

O TSB contribuiu com 79 milhões de euros nos quatro meses em que fez parte do grupo este ano, contra os 242 milhões que gerou nos primeiros nove meses de 2025.

Excluindo a filial britânica, o lucro do Sabadell passou de 1.148 milhões nos primeiros nove meses de 2025 para 1.297 milhões este ano, mas sem os efeitos extraordinários deste exercício teria sido inferior ao do ano anterior.

Com a venda do TSB, o banco registou mais-valias no valor de 322 milhões, embora tenha também suportado despesas extraordinárias, como o plano de pré-reforma, pelo que o saldo líquido foi de 201 milhões a seu favor.

Excluindo esses efeitos, o lucro recorrente ascendeu a 1.096 milhões até setembro, menos 5,3% do que no ano anterior, segundo o banco, embora tenha vindo a crescer trimestre a trimestre desde a primavera.

A saída da filial também se reflete no balanço: o ativo total do grupo reduziu-se 18,5% num ano, para 199.258 milhões.

A margem de juros situou-se em 2.694 milhões até setembro, uma redução de 0,6%, embora no terceiro trimestre tenha crescido 2% em relação ao anterior, atingindo 920 milhões, devido a um maior volume de crédito.

As comissões cresceram 2,1%, atingindo os 983 milhões, impulsionadas pela gestão de ativos na sequência do alargamento do acordo com a gestora francesa Amundi, e no terceiro trimestre registaram um aumento de 3,7% em relação ao trimestre anterior.

Com isso, as receitas da atividade bancária, que incluem juros e comissões, atingiram 3.677 milhões, um aumento de 0,1%, voltando assim a registar um crescimento em termos homólogos.

A margem bruta ascendeu a 3.777 milhões, mais 1%, mas a margem antes de provisões caiu 5,3%, para 1.981 milhões, porque os custos totais aumentaram 9,1%, para 1 797 milhões.

Esses custos incluem 88 milhões não recorrentes decorrentes do plano de pré-reforma; sem eles, as despesas aumentaram 3,8% até setembro e mantiveram-se estáveis no terceiro trimestre.

A instituição prevê encerrar o ano com um aumento de cerca de 1% na margem de juros, de cerca de 4% nas comissões e de 2% nos custos recorrentes.

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Taiwan responsabiliza China por encerramento temporário do espaço aéreo paquistanês

Taiwan afirmou hoje que o Paquistão encerrou temporariamente o espaço aéreo a voos de passageiros e de carga de companhias aéreas taiwanesas e acusou a China de estar por detrás desta medida sem precedentes.

“Suspeitamos claramente que a China está por detrás disto”, declarou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros taiwanês, Chen Ming-chi, citado pela agência France Presse, depois de confirmar que o Paquistão encerrou e posteriormente reabriu o espaço aéreo às companhias aéreas de Taiwan.

A China Airlines e a Eva Air sobrevoam habitualmente o Paquistão nas rotas que ligam a Ásia à Europa.

No entanto, no último fim de semana, as duas companhias começaram a alterar os trajetos dos voos com destino à Europa, optando por rotas mais a sul, sobre o Golfo, ou mais a norte, sobre a Rússia, segundo dados de acompanhamento de voos.

Contactadas pela agência francesa, nenhuma das duas companhias confirmou o encerramento ou a posterior reabertura do espaço aéreo paquistanês.

A China considera Taiwan uma das suas províncias, que pretende reunificar com o restante território desde o fim da guerra civil chinesa, em 1949. Pequim não exclui o recurso à força para alcançar esse objetivo.

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China condena restrições dos EUA a empresas de genética por alegado trabalho forçado

China

A China condenou hoje as restrições impostas pelos Estados Unidos a três empresas chinesas de biotecnologia, acusadas de ligações ao trabalho forçado na região de Xinjiang, e ameaçou adotar medidas para defender os seus interesses.

O Ministério do Comércio chinês manifestou, em comunicado, a “firme oposição” à decisão de Washington, que acusou de utilizar os direitos humanos como pretexto para aplicar medidas protecionistas contra empresas chinesas.

“Estas inclusões na lista contrariam os consensos alcançados pelos chefes de Estado dos dois países e prejudicam gravemente a estabilidade das relações económicas e comerciais entre a China e os Estados Unidos”, afirmou o ministério.

As autoridades chinesas rejeitaram as acusações de trabalho forçado em Xinjiang e advertiram que vão adotar as “medidas necessárias” para proteger os interesses nacionais.

A reação surge depois de o Departamento de Segurança Interna norte-americano ter anunciado esta quarta-feira a inclusão da BGI Group, BGI Genomics e MGI Tech numa lista de entidades sujeitas a restrições de importação por alegadas ligações ao trabalho forçado.

A decisão, que entra hoje em vigor, impede a entrada dos produtos das três empresas nos Estados Unidos, salvo se os importadores demonstrarem que não foram produzidos com recurso a trabalho forçado.

Segundo Washington, as empresas participaram em atividades de recolha e análise de material genético em Xinjiang, que facilitaram a vigilância e repressão de minorias étnicas, incluindo os uigures.

O grupo BGI, sediado em Shenzhen e especializado em sequenciação genética, rejeitou as acusações e garantiu que nunca recorreu a trabalho forçado. A empresa afirmou ainda que as restrições não terão um impacto significativo nas suas operações.

A MGI Tech também contestou a decisão e anunciou que vai recorrer da inclusão na lista norte-americana, que passa a abranger 190 entidades.

As restrições foram adotadas ao abrigo da Lei de Prevenção do Trabalho Forçado Uigur, aprovada em 2021, na sequência de denúncias internacionais sobre detenções em larga escala, vigilância e trabalho forçado de minorias muçulmanas em Xinjiang, que Pequim rejeita.

A decisão surge num contexto de persistentes tensões comerciais e tecnológicas entre as duas maiores economias mundiais, apesar dos esforços de Pequim e Washington para estabilizar as relações bilaterais.

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Agricultores juntam-se a protestos em Madrid na quarta-feira

Inflação Espanha

Os agricultores juntam-se na quarta-feira às manifestações que estão a sair à rua em Espanha com uma ‘tratorada’ em Madrid contra o aumento dos preços, a um mês das eleições de 29 de novembro.

O protesto foi convocado por três das maiores associações de agricultores de Espanha e promete levar 500 tratores até às ruas da capital, com uma marcha pelo centro da cidade a partir das 11:00 locais (menos uma hora em Lisboa) que culminará com uma concentração em frente do Ministério da Agricultura.

Mais manifestações de agricultores estão convocadas para sábado em Espanha, por outras associações de menor dimensão.

As organizações que convocaram o protesto de quarta-feira queixam-se dos aumentos dos custos de produção, sobretudo desde o início da guerra do Irão, no final de fevereiro, assim como de decisões políticas que dizem “ameaçar ou agravar ainda mais a situação”.

Perante o aumento de custos que “muitas vezes” não são compensados pelos preços de venda da produção, as associações pedem medidas e ajudas públicas, incluindo “fiscalidade reduzida e estável” para o gasóleo agrícola ou tarifas de eletricidade adaptadas ao regadio e à criação de gado.

Os agricultores pedem por outro lado uma Política Agrícola Comum (PAC) com menos burocracia e com uma “dotação suficiente” no próximo orçamento europeu, para o período 2028-2034.

As associações voltam também a queixar-se da “concorrência desleal” em que se traduzem os acordos comerciais que a União Europeia (UE) está a assinar com países terceiros, como o alcançado com o Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai).

Fontes do Ministério da Agricultura de Espanha consideraram que o protesto desta quarta-feira tem um caráter político, a um mês das eleições legislativas antecipadas.

O Governo lembrou que desde o início do atual conflito no Médio Oriente já foram disponibilizados mais de 1.000 milhões de euros em ajudas ao setor, mais do que no resto dos países da UE.

O executivo lembrou ainda o acordo com 43 medidas para flexibilizar regras da PAC, entre outras, assinado em 2024 com as associações.

A manifestação de quarta-feira dos agricultores junta-se a outros protestos, de pensionistas, pela habitação ou de professores que têm estado nas ruas de Madrid e outras cidades de Espanha nas últimas semanas e que também têm marcado a pré-campanha das legislativas. Para dia 11 de novembro, véspera do arranque oficial da campanha eleitoral, está convocada uma greve geral, a primeira em Espanha em 14 anos.

O protesto mais longo é o da habitação, que mantém uma acampada com centenas de tendas no centro de Madrid, de forma ininterrupta, desde 26 de setembro.

A par destes protestos, que têm decorrido de forma pacífica, houve distúrbios no sábado em Barcelona e na segunda-feira em Bilbau, envolvendo grupos de jovens.

Em Barcelona, onde foram detidas 130 pessoas, 74 das quais menores de idade, as autoridades dizem estar a investigar quem está por trás de grupos nas redes sociais que mobilizaram cerca de 500 jovens para fazer pilhagens e destruir mobiliário humano no centro da cidade.

As autoridades espanholas sublinharam que os distúrbios e pilhagens em Barcelona foram “vandalismo puro” sem relação com qualquer protesto, e apelaram às plataformas WhatsApp e Telegram para fecharem ‘chats’ em que estão a ser feitas novas convocatórias para o próximo sábado.

Já em Bilbau, foram detidas na segunda-feira 19 pessoas por causa de distúrbios, como queima de carros e contentores de lixo, além de ataques a estabelecimentos comerciais.

Os distúrbios foram protagonizados por pessoas que protestavam contra um evento de Vito Quiles, conhecido em Espanha como “agitador político” ligado à extrema-direita.

O responsável pela Segurança no governo regional do País Basco, Bingen Zupiria, considerou que “dá a impressão de que alguém está a tentar emular movimentos violentos vistos noutras partes da Europa”.

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Banca da zona euro restringe condições para conceder crédito no 3.º trimestre, refere BCE

Os bancos da zona euro restringiram ainda mais no terceiro trimestre os critérios de concessão de empréstimos às empresas e de créditos ao consumo devido ao aumento dos riscos e das taxas de juro, foi hoje anunciado.

O Banco Central Europeu (BCE) divulgou hoje a pesquisa sobre empréstimos bancários de outubro de 2026, que mostra que 9% dos bancos restringiram no terceiro trimestre os padrões de concessão de crédito às empresas, que são as diretrizes internas ou os critérios de aprovação de empréstimos, contra 7% no segundo trimestre.

Os bancos mantiveram neste período os critérios de concessão de empréstimos às famílias para a aquisição de habitação.

Além disto, 14% dos bancos disseram que restringiram os critérios de concessão de crédito ao consumo e outros empréstimos às famílias (contra 12% no segundo trimestre).

O BCE realizou a pesquisa com 159 bancos da zona euro entre 21 de setembro e 6 de outubro de 2026.

Alguns bancos também apontaram as pressões derivadas da incerteza geopolítica e da evolução do setor energético como motivo para restringir os critérios para conceder créditos.

Os critérios de concessão de crédito às empresas foram restringidos por 27% dos bancos em França e 6% das instituições bancárias na Alemanha, enquanto 11% dos bancos em Itália os flexibilizaram.

Na Alemanha, 4% dos bancos flexibilizaram os critérios de concessão de empréstimos para a habitação, enquanto estes foram mantidos em Espanha, França e Itália.

Além disso, os bancos na Alemanha mantiveram os critérios de concessão de crédito ao consumo, enquanto 38% dos bancos em França, 27% em Itália e 8% em Espanha os restringiram.

O BCE fez uma pergunta específica sobre os novos empréstimos para financiar a implementação ou o desenvolvimento da inteligência artificial (IA).

A maioria dos bancos ainda não incorporou critérios específicos para avaliar os empréstimos relacionados com a IA.

Um número reduzido de bancos disse que tem cada vez mais em conta a IA e os riscos associados e que submetem a um escrutínio mais rigoroso as empresas do setor tecnológico.

No quarto trimestre, os bancos preveem restringir ainda mais os critérios de concessão de crédito às empresas, dos empréstimos destinados à habitação e ao consumo para os níveis mais elevados desde o terceiro trimestre de 2023.

Além disso, os bancos rejeitaram mais pedidos de empréstimos em todos os grupos, mas principalmente no do crédito ao consumo.

No terceiro trimestre, a procura de crédito das empresas e das famílias caiu, tanto para comprar uma casa como para consumo, devido ao aumento das taxas de juro.

Da mesma forma, as empresas investem menos em ativos fixos e recorrem a fontes de financiamento alternativas.

A incerteza geopolítica e energética também trava a procura de empréstimos corporativos.

Vários bancos disseram que preveem um aumento gradual, mas sustentado, da procura de crédito destinada a financiar infraestruturas digitais, em concreto centros de dados.

Os bancos assinalaram que os seus empréstimos vinculados à IA se direcionarão mais provavelmente a fornecedores de infraestruturas do que para desenvolvimentos de ‘software’ ou a empresas que adotem aquela tecnologia, acrescenta o BCE.

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Número de passageiros da Carris superou os 100 milhões nos primeiros nove meses do ano

Carris

O número de passageiros transportados pela Carris cresceu 3,5% nos primeiros nove meses do ano face ao período homólogo, tendo viajado na empresa municipal de Lisboa mais de 100 milhões de pessoas, informou hoje a transportadora.

“Este aumento corresponde a mais 3,5 milhões de pessoas transportadas, num total de mais de 100 milhões de passageiros verificados até setembro”, refere a empresa em comunicado.

De acordo com a transportadora, o aumento da procura foi registado tanto no segmento de autocarros, como nos elétricos, representando os clientes regulares cerca de 89% da totalidade de passageiros que viajaram na Carris nos primeiros nove meses do ano.

A Carris, que é gerida pelo município de Lisboa, indica que no presente mês de outubro se mantém a “tendência de subida, com uma média diária de cerca de 500 mil pessoas transportadas, o que significa um crescimento de 4% em relação a outubro do ano passado”.

O dia 14 de outubro foi, até ao momento, o de maior procura do ano, tendo viajado na Carris mais de 565 mil passageiros.

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