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Lancia Gamma vince il Premio della Giuria Popolare Auto Europa 2027

La nuova ammiraglia Lancia premiata dal pubblico ad Auto Europa 2027: il riconoscimento annunciato a Milano nella sede di Bosch Italia.

La Nuova Lancia Gamma conquista il Premio della Giuria Popolare di Auto Europa 2027, il riconoscimento assegnato nell’ambito del concorso organizzato dall’UIGA, l’Unione dei Giornalisti Italiani dell’Automotive. A scegliere la nuova ammiraglia del marchio sono stati i votanti del pubblico, che l’hanno preferita alle altre vetture in gara tra le sette finaliste dell’edizione 2027. Per Lancia si tratta di un risultato significativo sul piano dell’interesse raccolto dal modello, presentato da poco al pubblico internazionale. Il premio è stato annunciato a Milano, durante la cerimonia ospitata nella sede di Bosch Italia. Nella stessa occasione le sette finaliste sono state impegnate nelle ultime prove della Giuria Tecnica. Il verdetto della Giuria Popolare costituisce un riconoscimento distinto, legato alle preferenze degli appassionati: non va quindi confuso con il premio principale della manifestazione.

Debutto a Parigi e ritorno di una grande ammiraglia

La Nuova Gamma è stata svelata in anteprima mondiale al Salone dell’Automobile di Parigi 2026, nell’anno in cui Lancia celebra 120 anni di storia. Il modello segna il ritorno del nome Gamma nella gamma del costruttore e interpreta il ruolo di ammiraglia attraverso una carrozzeria crossover fastback. La proposta punta a collegare i riferimenti storici della marca con un’impostazione contemporanea, facendo leva su design, comfort e tecnologie di nuova generazione. Nel comunicato, Lancia descrive la vettura come un progetto che rilegge l’eleganza delle sue ammiraglie senza rinunciare all’innovazione. La scelta del pubblico arriva dunque nella fase iniziale del percorso del modello e ne segnala la capacità di attirare attenzione. Il riconoscimento, da solo, non fornisce però indicazioni su vendite, ordinativi o risultati commerciali futuri: dati che non sono riportati nella nota diffusa dal marchio.

Design italiano e produzione nello stabilimento di Melfi

Il legame con l’Italia è uno degli elementi messi in risalto da Lancia. Secondo quanto dichiarato dal marchio, il design della nuova Gamma nasce nel Centro Stile di Torino, mentre la produzione è prevista nello stabilimento Stellantis di Melfi. Sono riferimenti centrali nella presentazione della vettura, con cui la casa sottolinea il contributo delle competenze italiane allo sviluppo della nuova ammiraglia. Alessio Scutari, Managing Director Lancia Italia, ha espresso soddisfazione per il risultato, sottolineando il valore di un premio «che nasce dall’apprezzamento degli italiani». Il manager ha ringraziato chi ha votato il modello e le persone coinvolte nel progetto, richiamando il lavoro svolto lungo il percorso che porta dalla progettazione alla produzione. Nella sua dichiarazione Scutari ha inoltre indicato il riconoscimento come un primo traguardo per il futuro della Gamma.

Uno shooting a Soncino prima della premiazione

Nei giorni precedenti la cerimonia, la Lancia Gamma è stata protagonista di un servizio fotografico a Soncino, in provincia di Cremona. Il borgo, noto per la Rocca Sforzesca e per il centro storico medievale, è stato scelto come scenario per le immagini della vettura. L’iniziativa ha accostato l’aspetto moderno della crossover fastback a un contesto architettonico legato alla tradizione italiana. Nell’impostazione del comunicato, il richiamo alla tradizione non è disgiunto dal percorso di rinnovamento della marca: il nome storico ritorna su una tipologia di carrozzeria diversa da quella delle ammiraglie del passato. È una scelta che colloca la nuova Gamma in un segmento contemporaneo, pur mantenendo al centro il linguaggio stilistico e il comfort rivendicati da Lancia. Il voto del pubblico premia questa proposta nella cornice del concorso UIGA, senza costituire una valutazione tecnica delle prestazioni del veicolo. Il Premio della Giuria Popolare di Auto Europa 2027 si inserisce così nel lancio della nuova ammiraglia, dopo la presentazione parigina. Per il marchio rappresenta soprattutto un segnale di consenso tra gli appassionati. Restano invece da valutare, sulla base di informazioni successive, la risposta del mercato e il ruolo che la nuova Gamma assumerà nell’offerta Lancia.

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IL questiona como pode viabilizar proposta e PM responde que liberais têm “enormíssimas razões”

A presidente da IL recusou esta quarta viabilizar um Orçamento do Estado para 2027 que considerou aumentar despesa e impostos, com o primeiro-ministro a responder que os liberais têm “enormíssimas razões para votar favoravelmente”.

Na primeira intervenção no debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), no Parlamento, Mariana Leitão acusou o Governo de apresentar apenas “meias medidas” para a habitação e criticou a redução de investimento público prevista na proposta orçamental.

A líder da IL acusou ainda o PSD de, desde que está no Governo, bloquear propostas dos liberais que tinham apoiado quando estavam na oposição.

“Se o PSD tivesse implementado as medidas que anteriormente tinha votado favoravelmente, assim que chegou ao Governo, ainda em 2024, hoje já estaríamos, certamente, a ver os efeitos a terem um impacto positivo na resolução desta crise”, defendeu.

Leitão insistiu também nas críticas ao Orçamento do Estado pelo aumento “completamente desproporcional” da despesa pública, argumentando que o Governo segue essa via “porque continua a carregar os portugueses de impostos”, e deixou uma pergunta ao primeiro-ministro, Luís Montenegro: “Como é que espera que, perante estes factos todos, a IL possa viabilizar este Orçamento do Estado?”.

Luís Montenegro respondeu à questão argumentando que aos liberais bastava “ter alguma capacidade de cedência no sentido de identificar que a grande maioria das políticas públicas e das decisões orçamentais […] correspondem à visão da IL”.

“Não totalmente, mas isso terá de ser um exercício que a sra. deputada tem de fazer entre representar 91 ou 9 deputados. Se nós quisermos fazer uma conciliação entre o nível de representatividade e o nível de incorporação no orçamento dos nossos programas eleitorais, […] a sra. deputada tem, não uma nem duas, tem enormíssimas razões para votar favoravelmente este Orçamento do Estado”, acrescentou.

O primeiro-ministro disse também que a IL “só não é mais preponderante” na definição de políticas públicas “porque fica um pouco no meio da ponte” e “não passa, de uma vez por todas, para o lado da solução”, defendendo que os liberais podiam optar por defender o seu “cunho” nas propostas do executivo em vez de as criticar.

Montenegro insistiu que a “solução [do Governo] nunca vai ser 100% igual” à de Mariana Leitão, porque, se assim fosse, a líder da IL ocuparia um lugar na bancada do Governo.

“Ainda é cedo. Não sei se algum dia pode acontecer, nunca se sabe, nunca se sabe”, gracejou o líder do Governo, rematando a intervenção afirmando que “conta muito com a contribuição da IL com ideias calibradas” com as do executivo.

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Carneiro responsabiliza “orientações políticas” do Governo e não a polícia

O secretário-geral do PS considerou esta terça-feira, 27 de outubro, que a responsabilidade do que aconteceu nas manifestações pela habitação não é da polícia, mas sim das “orientações políticas” do Governo, que acusou de “falta de diálogo e de bom senso”.

No primeiro dia do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), que decorre no Parlamento, a primeira intervenção de José Luís Carneiro centrou-se nos acontecimentos recentes nas manifestações pela habitação.

“A minha crítica não é à polícia, a minha crítica é mesmo ao Governo. A minha crítica é ao Governo, porque se houvesse bom senso da parte do Governo, o direito de manifestação nunca foi incompatível com o Estado de direito democrático”, enfatizou.

O líder do PS começou a sua intervenção com “uma palavra de solidariedade aos jovens, às suas famílias, aos seus amigos, mas também aos agentes da autoridade democrática que ficaram feridos nestas manifestações”.

“Porque estas manifestações são o resultado da falta de diálogo e de bom senso deste Governo que lidera o país”, considerou.

De acordo com Carneiro, “as forças policiais atuam com orientações políticas” e recordou manifestações dos agricultores que tentaram barrar a passagem na Ponte 25 de Abril e na Ponte Vasco da Gama.

“Nessa altura, em diálogo com o primeiro-ministro, nunca em circunstância alguma, procurámos utilizar a força e sempre o diálogo. A concertação deu lugar para solucionar as dificuldades que estavam a viver. As orientações políticas têm de ser do primeiro-ministro e têm de ser claras e inequívocas”, disse.

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Ventura questiona “onde andou” o PM, Montenegro diz que esteve a trabalhar

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse esta terça-feira, 27 de outubro, que esteve a trabalhar durante os últimos dias, depois de questionado pelo líder do Chega sobre ter estado em silêncio enquanto decorriam em várias cidades do país manifestações pelo direito à habitação.

André Ventura foi o primeiro a questionar o chefe de Governo durante o debate sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano, no Parlamento, e a primeira pergunta que colocou foi: “Onde é que andou durante todo este tempo em que o país se debatia com manifestações em muitas da suas cidades, em que polícias eram agredidos, ofendidos e o Estado de Direito era ameaçado, e o país não sabia do seu primeiro-ministro?”.

O líder do Chega acusou o primeiro-ministro de “desaparecer do mapa” nos últimos dias.

“Se não está quando precisamos de si, quando é que está para defender Portugal, quando é que está para defender as instituições e a República?”, questionou.

Luís Montenegro respondeu que esteve “a trabalhar” em prol do país e tem estado “estes dias todos, sem exceção, em contacto com os ministros e membros do Governo e com os serviços que são tutelados pelos membros do Governo”.

“Há uns para quem trabalhar é dar entrevistas, há uns para quem trabalhar é responder a tudo o que é verdade, o que é mentira, o que é meia verdade, o que é meia mentira, há uns que consideram que o seu trabalho é estar sempre à frente das câmaras. E há ouros que têm a responsabilidade de coordenar a ação do Governo, de definir, construir e executar as políticas públicas que resolvem os problemas das pessoas”, defendeu, acusando André Ventura de pertencer ao primeiro grupo e colocando-se no segundo.

O tema da habitação dominou a intervenção do presidente do Chega na abertura do debate orçamental.

André Ventura questionou Luís Montenegro se tinha conhecimento do vídeo divulgado pela PSP que mostra manifestantes a atirar objetos contra agentes nas acampadas e voltou a defender a atuação da polícia na madrugada de domingo.

O líder do Chega perguntou também ao primeiro-ministro solução é que o Governo tem para resolver a crise da habitação e afirmou que “o PS já lhe deu o caminho feito” quando anunciou que viabilizaria o orçamento na generalidade.

“Se viemos a ter daqui a alguns meses mais crise sobre a habitação, sobre as rendas e pressão sobre os bolsos das pessoas, não há só um responsável chamado Luís Montenegro, há outro chamado José Luís Carneiro, que decidiu viabilizar o orçamento sem sequer olhar para ele”, criticou.

Ventura responsabilizou ainda o PS pelos problemas na habitação por ter “aberto as portas” à imigração e desafiou o secretário-geral do PS a pedir desculpa e a não “se esquecer que teve oito anos de responsabilidade”, assumindo-a.

Na resposta, o primeiro-ministro disse já ter visto o vídeo divulgado pela PSP e que tem “um relato circunstanciado dos excessos, do desrespeito pela lei, do desrespeito por alguns direitos dos cidadãos e também pelo desrespeito pelo direito ao exercício da autoridade dos agentes, nomeadamente da PSP”.

Montenegro adiantou que “toda essa informação será veiculada para todos os inquéritos que estão a correr para que sejam apuradas todas as circunstâncias do comportamento de cada um, responsabilizando, nomeadamente, todos aqueles que não cumpriram a lei e que têm, naturalmente, de ser penalizados por via disso”.

Quando à política do Governo, o primeiro-ministro disse que o “caminho é aumentar a oferta por via do mercado de aquisição e por via do mercado de arrendamento e salvaguardar a procura, sobretudo daqueles que têm mais necessidade”, a par de algumas medidas excecionais, como os apoios à compra de casa para jovens até aos 35 anos.

“Estamos a resolver o problema das pessoas e vamos continuar a resolver o problema das pessoas”, salientou.

 

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“As forças de segurança só intervieram em último caso”, diz Montenegro. Siga aqui

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By: ECO

O Parlamento arranca esta terça-feira a discussão na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), numa discussão que deverá ficar também marcada pelos protestos relacionados com a habitação.

O debate, com uma duração total prevista de mais de dez horas, termina apenas na quarta-feira com a votação do documento na generalidade, já com a aprovação garantida pela abstenção do PS.

Acompanhe aqui.

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🔴 Parlamento debate Orçamento do Estado para 2027. Acompanhe aqui

7h00: Orçamento tem via verde na generalidade, mas protestos aumentam pressão

A aprovação do Orçamento do Estado está, à partida, garantida, depois de o PS ter assegurado que se vai abster. Mas a crescente pressão social em torno do custo de vida e da habitação promete aquecer o debate, que começa esta terça-feira, às 15h. Para a hora do plenário, esta terça-feira à tarde, está marcada uma nova manifestação, desta vez em frente ao Parlamento.

Orçamento tem via verde na generalidade, mas protestos aumentam pressão

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Montenegro rompe 11 dias de silêncio no debate do OE2027

O Parlamento inicia esta terça-feira o debate na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027, numa discussão que deverá ficar também marcada pelos protestos pela habitação. Dez dias depois das últimas declarações públicas, o país vai voltar a ouvir o primeiro-ministro sobre as manifestações pela habitação e as intervenções policiais que têm gerado controvérsia. Luís Montenegro já não fala publicamente desde o passado dia 16, em Bruxelas, onde participou no Conselho Europeu. Segundo apurou o Público, Montenegro optou por guardar a resposta às manifestações e à atuação policial para o debate do Orçamento, onde poderá fazer

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Hyundai IONIQ 3 vince il Premio Opinion Leader di Auto Europa 2027

Hyundai IONIQ 3 conquista il Premio Opinion Leader di Auto Europa 2027, assegnato da una giuria di 120 personalità del mondo automotive.

Hyundai IONIQ 3 conquista il Premio Opinion Leader di Auto Europa 2027, un riconoscimento che celebra la proposta elettrica Hyundai e il carattere della nuova compatta. A decidere è stata una giuria di 120 personalità tra industriali, designer, piloti, esperti e appassionati del mondo automotive.

Il premio e la giuria esterna

Auto Europa è promosso dall’Unione Italiana Giornalisti Automotive (UIGA) e celebra ogni anno le novità più significative dell’industria automobilistica europea. Il Premio Opinion Leader esprime il giudizio di una giuria esterna a UIGA, con competenze e prospettive diverse accomunate dalla passione per l’auto. Per Hyundai, la scelta è motivo di orgoglio: il riconoscimento premia la capacità di portare l’identità e l’innovazione della gamma IONIQ nel cuore del segmento B. Il riconoscimento si inserisce nel dibattito sulla mobilità elettrica accessibile, un tema che riguarda sempre più famiglie e flotte urbane. Il marchio sottolinea che la scelta valorizza un progetto sviluppato e prodotto in Europa.

Un progetto pensato per l’Europa

IONIQ 3 è pensata, sviluppata e prodotta in Europa per i clienti europei. È realizzata nello stabilimento Hyundai Motor Türkiye di İzmit, e dà forma a una mobilità elettrica concreta e accessibile. Dimensioni compatte, grande spazio a bordo, tecnologie intuitive e un’autonomia media fino a 497 km, ai vertici del segmento, si uniscono in una proposta dal carattere distintivo. Lo stabilimento di İzmit, in Turchia, è il sito che realizza la vettura, in linea con l’obiettivo di offrire una proposta pensata per i clienti europei, con un’attenzione particolare alla versatilità quotidiana. Per chi usa l’auto in città, la combinazione di dimensioni contenute e spazio interno è uno dei punti di forza della proposta, perché permette di muoversi con agilità senza rinunciare alla praticità.

Design e spazio: Art of Steel e Aero Hatch

L’identità di IONIQ 3 nasce dalla filosofia Hyundai “Art of Steel” e dalla silhouette “Aero Hatch”, che unisce presenza, spaziosità ed efficienza aerodinamica. Nelle dimensioni di una vettura di segmento B trovano posto un abitacolo ampio e funzionale, uno spazio e un comfort tipici del segmento C e una capacità di carico di 441 litri, un valore leader nella categoria. Il linguaggio stilistico si riconosce nella silhouette, che sceglie una presenza distintiva senza rinunciare all’efficienza aerodinamica. Lo spazio interno è il risultato di scelte di progettazione orientate alla funzionalità.

PLEOS Connect e l’esperienza a bordo

IONIQ 3 è la prima vettura a segnare il debutto europeo di PLEOS Connect, il nuovo sistema di infotainment Hyundai basato su Android Automotive OS. Il display arriva fino a 14,6 pollici e il sistema supporta aggiornamenti OTA e Gleo AI. L’obiettivo è rendere l’interazione con l’auto più immediata e naturale, con una tecnologia pensata per la vita di tutti i giorni. L’integrazione di Gleo AI completa un’esperienza di bordo pensata per rendere l’auto più semplice da usare nelle operazioni quotidiane.

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Frente Comum convoca greve da administração pública para 20 de novembro

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By: Lusa

A Frente Comum convocou esta terça-feira uma greve nacional dos sindicatos da administração pública para o dia 20 de novembro.

“Reafirmando que não aceitam o empobrecimento, a desvalorização profissional nem a destruição dos serviços públicos, o plenário de sindicatos da Frente Comum delibera avançar com uma greve geral dos trabalhadores da administração pública, no dia 20 de novembro”, lê-se na resolução do plenário que decorreu hoje em frente à Assembleia da República.

Os sindicalistas exigem a negociação da Proposta Reivindicativa Comum (PRC) para 2027, melhores condições de vida e de trabalho, bem como uma administração pública que sirva verdadeiramente as populações.

Em declarações aos jornalistas, o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, disse estar em causa “lutar contra um orçamento que destrói a administração pública” e que está “longe do interesse das populações”.

"Neste sentido, não nos vemos com outra hipótese, que não seja fazer tudo o que estiver ao nosso alcançar para que este Orçamento não passe.”

Questionado sobre a escolha do dia para a realização da greve, Sebastião Santana disse ser estratégico por “permitir não ter uma greve de protesto, mas uma greve que pode ter consequências”.

A votação global do Orçamento do Estado (OE) 2027 está agendada para o dia 24 de novembro.

Para que a greve seja desconvocada, o coordenador da Frente Comum disse ser necessário que o “Governo se sente à mesa, que pegue nas 83 propostas que entregamos no dia 30 de setembro e esteja disposto a negociar, que é tudo o que não fez”.

“Este governo, pelos vistos, tem medo de quem se manifesta de todas as maneiras”, rematou Sebastião Santana, acrescentando que não está à espera que o anúncio da greve tenha alguma influência na marcação de reuniões.

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OAT à 5 % : le premier tour de 2027 s'est joué sur le marché obligataire

par Vincent Clairmont

Le 22 octobre, la France a payé 5,13 % pour emprunter à dix ans. L'écart italien avec l'Allemagne était de 124 points, le français de 175. Le lendemain, Moody's a désigné la seule réforme qui décidera de la note après 2027 : les retraites. Les deux candidats en tête des sondages promettent d'y revenir.

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Le 22 octobre, le rendement de l'OAT à dix ans a atteint 5,13 %, et l'écart avec le Bund allemand 174,6 points de base. Un point de base vaut un centième de point. Le même jour, l'écart italien clôturait à 124. Début juillet, l'écart français était d'environ 70 points. Il a été multiplié par 2,5 en moins de quatre mois.

J'ai chiffré ici le 23 octobre ce que ce taux coûte à un budget calculé à 4,3 %. Je laisse ce compte de côté. La question de ce papier est autre : qui a fixé ce prix, et sur quoi.

Ma thèse : le spread français ne mesure pas un risque vague d'« extrêmes ». Il intègre un programme précis, le retour en arrière sur l'âge de départ, et il le fait payer d'avance. Les détenteurs de 57,5 % de la dette votent sur la présidentielle de 2027 à chaque adjudication, en proportion de ce qu'ils prêtent. C'est un suffrage censitaire, et il a rendu son premier tour.

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Premier point : qui vote ?

Selon l'Agence France Trésor, 57,5 % de la dette négociable de l'État était détenue par des non-résidents au 31 mars 2026. La Banque de France donne 58,4 % fin juin, soit 2,5 points de plus en trois mois. Environ 24 % de l'encours est logé hors de la zone euro, dont quelque 137 milliards d'euros chez des investisseurs japonais. Ces derniers ont vendu des obligations étrangères cinq semaines de suite, 22

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Acampada de Lisboa vai montar tendas em frente à AR após discussão do OE2027

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By: Lusa

A assembleia popular da Acampada de Lisboa decidiu montar tendas em frente à Assembleia da República na terça-feira à noite, após o protesto contra o Orçamento do Estado para 2027, ficando em aberto a proposta de pernoitar no local.

A proposta discutida no final da assembleia popular, que decorreu a partir das 19:30 na Praça Dom Pedro IV, em Lisboa, previa inicialmente a realização de uma acampada em frente à Assembleia da República de terça-feira para quarta-feira, antecipando a votação na generalidade do OE2027.

No entanto, a votação não foi consensual, com vários participantes a manifestarem-se preocupados com a possível resposta das forças de segurança, enquanto outros sublinharam a necessidade de pressionar os grupos parlamentares para travar a proposta do Governo.

Perante a falta de consenso, a organização propôs, em alternativa, apelar a que as pessoas que vão participar na manifestação convocada pela plataforma “Casa para Viver” – e que vai decorrer na terça-feira a partir das 18:30 em frente à Assembleia da República – levem tendas e as montem no local após o protesto.

A proposta foi aprovada, com uma maioria de abstenções e cerca de 90 votos favoráveis, ficando em aberto a possibilidade de pernoitar no local, hipótese que será discutida na assembleia popular de terça-feira, que se seguirá à manifestação contra o OE2027.

A Acampada de Lisboa regressa ao Rossio na quarta-feira, para as habituais assembleias populares ao final do dia.

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Orçamento tem via verde na generalidade, mas protestos aumentam pressão

A aprovação do Orçamento do Estado está, à partida, garantida, depois de o PS ter assegurado que se vai abster. Mas a crescente pressão social em torno do custo de vida e da habitação promete aquecer o debate, que começa esta terça-feira, às 15h. Para a hora do plenário, esta terça-feira à tarde, está marcada uma nova manifestação, desta vez em frente ao Parlamento.

A abstenção socialista será suficiente para viabilizar o Orçamento na votação de 28 de outubro, antes de baixar à especialidade, mas António Mendonça Mendes, antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e vice-presidente da bancada parlamentar do PS, veio acrescentar uma nuance na audição de Miranda Sarmento, na passada sexta-feira: “naquilo que depender do PS”, o Orçamento sairá da especialidade com o mesmo saldo orçamental com que entrou no Parlamento, mas os socialistas vão exigir medidas concretas para mitigar o custo de vida.

As prioridades de José Luís Carneiro já são conhecidas. O líder do PS preferia não descer o IRC em um ponto percentual, o que custará 300 milhões de euros por ano, e libertar verbas para medidas como a redução do IVA do cabaz alimentar ou aliviar os custos dos combustíveis. O líder do PS quer ainda rever os mecanismos de atualização das pensões para não haver dependência de medidas extraordinárias.

Nos restantes partidos, Chega e IL ainda não formalizaram o voto, embora apontem para a rejeição, enquanto Livre, PAN e JPP ainda não revelaram a posição. PCP e BE votarão contra.

O ministro das Finanças, no entanto, já sublinhou que é tão importante aprovar o Orçamento como “não desvirtuar” o documento, dizendo que não há margem orçamental para grandes alterações.

O Executivo prevê um excedente de 0,1% do PIB e uma nova redução da dívida (de 87,5% para 84,5% do PIB), já considerando a redução prevista de 31% do investimento público, num contexto de pós-PRR. O crescimento económico previsto para o próximo ano é de 2,1%, acima das previsões do Banco de Portugal e do Conselho das Finanças Públicas (ambos 1,8%) e do FMI (1,9%).

Habitação deve dominar debate

A falta de casas e a dificuldade de acesso à habitação deverão dominar parte do debate, depois de semanas de protestos, alguns dos quais terminaram com cargas policiais, com respaldo do ministro da Administração Interna, Luís Neves. Dezenas de pessoas foram detidas ou ficaram feridas.

Surge também depois de ter sido noticiado que Portugal registou a maior subida de preços na habitação do segundo trimestre na União Europeia: um acréscimo de 16,5% face ao período homólogo, em comparação com 4,7% na União Europeia.

Para esta terça-feira, às 18h30, numa altura em que os deputados ainda deverão estar no plenário, está marcada uma nova manifestação da plataforma Casa para Viver – desta vez, precisamente junto à Assembleia da República.

Os protestos, que começaram no Porto há duas semanas e se alargaram a Lisboa e outras cidades, colocaram definitivamente o assunto na agenda e a audição do ministro das Finanças, na passada sexta-feira, já deu uma amostra do que se pode esperar nestes dois dias de discussão em plenário, que culminará na quarta-feira com a votação na generalidade.

Nessa audição, apesar de reconhecer a legitimidade dos protestos, o ministro desvalorizou a sua dimensão, por serem “algumas centenas de pessoas”, e afirmou que o Governo já tinha feito “praticamente tudo” o que tinha para fazer em matéria de política de habitação, o que inclui quase 1,2 mil milhões de euros do Orçamento do Estado para construção e reabilitação de casas, bem como um pacote fiscal estimado em cerca de 300 milhões de euros, em que se incluem a redução do IVA para 6% na construção em determinadas condições e a redução do IRS para senhorios que pratiquem “rendas moderadas”, cujo limite pode ir até 2.300 euros. Mantém-se também a garantia pública para jovens na compra da primeira habitação.

Miranda Sarmento mostrou-se otimista sobre os efeitos dessas políticas no mercado, dizendo acreditar que “não vai demorar muito” até os preços começarem a estabilizar, apesar de o Governo reconhecer que o problema é estrutural e que vai demorar a ser resolvido.

O Presidente da República já convocou os partidos para 29 de outubro, no dia seguinte à votação na generalidade, para falar sobre coesão social. António José Seguro não se pronunciou até agora sobre as intervenções policiais deste fim de semana e a forma como os protestos foram geridos.

Mais um mês de debates e audições

O debate desta terça-feira terá um discurso de abertura do primeiro-ministro – também ele sem ter comentado as cargas policiais – e deverá prolongar-se por mais de 4 horas, até depois das 19h.

Já na quarta-feira, os plenários estão marcados para as 10h e para as 15h, fechando com a votação na generalidade.

Depois, a proposta segue para a discussão na especialidade, incluindo audições aos diferentes ministros e entidades como o Conselho das Finanças Públicas ou o Conselho Económico e Social. As audições começam na quinta-feira, o mesmo dia em que os partidos vão a Belém, e durarão até 6 de novembro.

É nesta data também que termina o prazo para apresentação de propostas de alteração dos partidos. O Governo diz não querer neste Orçamento do Estado os chamados “cavaleiros orçamentais” – as medidas que não são estritamente orçamentais mas acabam por ser introduzidas à boleia deste documento –, mas já no ano passado foram apresentadas mais de duas mil propostas.

As votações na especialidade decorrem depois entre 18 e 24 de novembro, altura em que haverá lugar para a votação final global.

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Topo da Agenda: o que não pode perder nos mercados e na economia esta terça-feira

Terça-feira, 27 de outubro

Evento em destaque: Eleições Legislativas em Israel

Estas são as primeiras eleições para o Parlamento realizadas na data prevista por lei em cerca de 40 anos e as primeiras, em mais de meio século, em que um Governo completa o mandato. Os dois principais opositores de Netanyahu são Gadi Eisenkot, antigo chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, lidera o partido Yashar. O outro opositor é Naftali Bennett, antigo primeiro-ministro, que lidera a candidatura Beyachad, numa aliança que integra Yair Lapid.

Outros eventos em foco

  • Plenário da Assembleia da República para debate na generalidade da proposta de OE2027
  • Reunião da Reserva Federal norte-americana. Devido ao aumento da inflação nos EUA, tudo indica que pode haver subida das taxas de juro. Na quarta-feira, 28 de outubro está marcada uma conferência de imprensa de Jerome Powell.
  • INE: Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação
  • BdP: Inquérito aos bancos sobre o mercado de crédito
  • BdP: Nota de informação estatística sobre empréstimos e depósitos bancários
  • Workshop do Programa da Economia de Defesa. Tema: Entrar no Terreno: Estratégia e Oportunidades na Economia de Defesa: promovido pelo AICEP e o AED Cluster Portugal (10h00 – online)
  • Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões faz apresentação pública do Observatório da Poupança de Longo Prazo para a Reforma (10h30 – ASF – Lisboa)
  • Entrepreneurship Awards no âmbito do aniversário da Unicorn Factory Lisboa (14h30 – Técnico Innovation Center (TIC) – Instituto Superior Técnico – Lisboa)
  • Growth Conference. Encontro para líderes, marcas e empresas para traçar a próxima trajetória de crescimento (09h00 – Casa das Artes – Vila Nova de Famalicão)
  • International Meeting on Triangular Co-operation. Organização OECD (até 27 de outubro – Centro Cultural de Belém)
  • Conferência: Portugal e a Estratégia para a Sustentabilidade dos Produtos Químicos – Oportunidades e Desafios. Organizada pelo IAPMEI, em colaboração com a Universidade de Aveiro (14h00 – Universidade de Aveiro)
  • Conferência: Liderar a Transição Sustentável. Promovido pela Green Savers (09h00 – Auditório da Biblioteca Orlando Ribeiro – Lisboa)
  • Innovating Health Together Conference 2026. Promovido pelo Health Cluster Portugal. Presença do secretário de Estado da Saúde (09h00 – ISCTE)
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Sob ‘fogo cruzado’ da habitação, debate do OE2027 obriga Montenegro a quebrar o silêncio


Com os protestos sobre a habitação em pano de fundo, inicia-se esta terça-feira o debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027). A abstenção prometida pelo Partido Socialista (PS) permite maior confiança ao Governo, uma vez que assim a proposta deverá ser aprovada, mas nem por isso a discussão deverá deixar de ser usada como palco para as reivindicações políticas e trocas de acusações sobre responsabilidades na matéria que tem levado a concentrações em Lisboa e no Porto e à intervenção das forças de segurança.

A discussão parlamentar arranca esta terça-feira às 15 horas com uma intervenção do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que se tem mantido afastado de intervenções públicas desde as declarações prestadas no fim do Conselho Europeu, a 16 de outubro. Nessa ocasião negou ter acusado os manifestantes pela habitação de egoísmo.

Desde então, o chefe do Governo não presidiu à reunião do Conselho de Ministros na quinta-feira e, nesse mesmo dia, publicou nas suas redes sociais uma visita a uma escola no distrito de Aveiro, que não foi previamente divulgada. Se a atuação da PSP nas manifestações divide os partidos, o silêncio do primeiro-ministro tem merecido críticas de todos os lados, menos do PSD.

Desde logo, o maior partido da oposição, o Chega, pelas palavras de André Ventura, acusou o chefe de Governo e o PSD de andarem escondidos, instando o primeiro-ministro a “dar a cara” perante “um país que anda completamente à deriva nestas últimas semanas”.

Do lado do partido que apoia o Governo, o eurodeputado e porta-voz Sebastião Bugalho defendeu que existiu proporcionalidade na resposta policial às manifestações e acusou o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, de irresponsabilidade e hipocrisia.

Bugalho disse ainda que Luís Montenegro “não entra em torneios de conferências de imprensa” com deputados ou líderes partidários. “O primeiro-ministro não ficou nem cego, nem surdo, nem mudo na última semana”, garantiu ainda o eurodeputado. Mas o PSD não falou em uníssono, com Jorge Moreira da Silva, antigo ministro do PSD e secretário-geral adjunto da ONU, classificou a carga policial como “injustificável à luz da tolerância, da empatia e dos direitos humanos, é um tremendo erro dos decisores”.

A discussão parlamentar arranca esta terça-feira às 15 horas com uma intervenção do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que se tem mantido afastado de intervenções públicas desde as declarações prestadas no fim do Conselho Europeu, a 16 de outubro. Nessa ocasião negou ter acusado os manifestantes pela habitação de egoísmo.

Também o secretário-geral do PS exigiu um “esclarecimento cabal” do primeiro-ministro sobre a resposta policial às manifestações, defendendo que a saída para o problema “é política, nunca policial”. Salientando que “qualquer restrição do direito de manifestação tem de obedecer aos princípios da necessidade, da adequação e da proporcionalidade”, José Luís Carneiro reclamou esclarecimentos sobre o que levou a um “uso da força” aparentemente “desproporcionado” por parte das forças policiais.

À esquerda, Livre, PCP e BE também criticaram a atuação da polícia. José Manuel Pureza, coordenador do Bloco de Esquerda, afirmou que a intervenção policial aconteceu “a mando do Governo” e considerou que o Presidente da República deve pronunciar-se sobre o que aconteceu. Também o Livre, critico desta atuação, pediu a audição urgente de Luís Neves e do diretor da PSP, Pedro Moura.

É neste contexto que o tema dificilmente não tomará conta da discussão, cujo primeiro dia tem 249 minutos previstos (cerca de quatro horas), embora os partidos possam antecipar ou transferir parte do tempo para quarta-feira. Ao mesmo tempo, lá fora, está marcada um protesto às 18h30, junto à Assembleia da República.

Na quarta-feira, com plenários marcados para as 10 horas e 15 horas, estão previstas mais quatro horas para debate e 109 minutos para a fase de encerramento, com intervenções de todos os partidos e do Governo, seguindo-se a votação.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, conversa com o ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento (D), durante o debate quinzenal, na Assembleia da República, em Lisboa, 09 de outubro de 2026.JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Governo defende que já tomou “muitas medidas”

Na última sexta-feira, durante a audição inaugural do ministro das Finanças na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, que marcou o início da apreciação do OE2027, a oposição já mostrou ao que vai. O Partido Socialista (PS) exige que o Orçamento do Estado tenha medidas concretas de apoio às famílias e o Chega pede mais, acusando o Governo da Aliança Democrática de agravar a crise na habitação.

Apesar do Orçamento estar relativamente esvaziado de propostas para a habitação, este não deverá ser um impedimento para a oposição pedir explicações ao Governo. O ministro das Finanças tem insistido que o Governo já tomou “muitas medidas” para responder à crise na habitação, repetindo que “foi praticamente tudo feito”, mas tem também avisado que as iniciativas demorarão tempo a fazer efeito.

A posição do ministro Joaquim Miranda Sarmento surgiu na semana passada em resposta ao deputado do Chega, Eduardo Teixeira, que citou uma entrevista ao jornal Expresso (acesso pago), em que o governante afirma, relativamente à resposta ao problema da habitação, que “o que podia ser feito foi praticamente tudo feito”. Nas quase seis horas de audição, o clima entre o ministro e o Chega também aqueceu, com Miranda Sarmento a colar o Chega ao “caminho da desgraça”.

Miranda Sarmento desafiou o maior partido da oposição a apresentar as contas das propostas que tem feito. “As propostas do Chega custariam seguramente mais de 20 mil milhões de euros, no programa eleitoral chegava aos 30 mil milhões, se acontecesse seria um Governo Liz Truss [relembrando a antiga primeira-ministra que protagonizou o mandato mais curto na história do Reino Unido, ao durar apenas 45 dias] à décima potência, sem banco central para fazer o bailout. Era o caminho da desgraça de quem pode prometer tudo e não olha para a realidade”, disse.

Já em resposta às críticas dos partidos à esquerda sobre a nova lei que reduz o IRS de 25% para 10% para os senhorios que coloquem a renda até 2.300 euros por mês, o ministro defendeu estar “a reduzir o risco de quem coloca casas no mercado de arrendamento e a aumentar o retorno líquido“. Disse ainda não entender como a definição do conceito de “renda moderada” nos 2.300 euros possa aumentar os preços.

“Tenho muita dificuldade em perceber como é que, ao fixar-se o limite da renda moderada até 2.300 euros, isso pode contribuir para aumentar as rendas. Não tenho dúvidas de que contribui para reduzir as rendas que estão imediatamente acima”, disse Joaquim Miranda Sarmento, exemplificando que “alguém que tem uma renda de 2.400 ou de 2.500 euros tem um rendimento líquido maior se baixar a renda para 2.300 euros do que se a mantiver”.

O detentor da pasta das Finanças argumentou ainda que, “se o mercado diz que uma determinada casa, com uma determinada tipologia, estado de conservação, numa determinada zona (…) tem uma renda de mercado de 1.200 euros, como é que alguém pode cobrar 2.300 euros? Isso não é possível“.

Por seu lado, o socialista António Mendonça Mendes deu duas garantias. A primeira “é de que este Orçamento do Estado, naquilo que depender do PS, sairá exatamente com o mesmo saldo com que entrou” — o Governo prevê um saldo orçamental nulo este ano e um ligeiro excedente de 0,1% no próximo. Entre as principais instituições económicas nacionais e internacionais, apenas o Conselho das Finanças Públicas (CFP) é mais otimista do que o Governo, projetando um saldo positivo de 0,2%. A segunda é que “o apoio às famílias para combater o aumento do custo de vida, estará seguramente, por iniciativa do PS, na especialidade”.

O deputado considerou que é possível conciliar estas duas condições e promete demonstrá-lo durante a discussão na especialidade. “Não são incompatíveis e demonstraremos no âmbito da discussão na especialidade”, frisou. O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afinou o discurso e alertou que “é tão importante a viabilização como a não desvirtuação do Orçamento“.

O detentor da pasta das Finanças manteve os elogios à opção do PS de se abster na votação na generalidade, mas reconheceu que o PS “fará o que pretender na especialidade, preservando a garantia do saldo”. Já em resposta às críticas de Mendonça Mendes que acusou o Executivo de esvaziar o OE, referindo que “este Orçamento está vazio de medidas de apoio às famílias, não porque o Governo não queira, mas porque o Governo, com as opções que fez, já não pode”, Miranda Sarmento lembrou a avaliação da a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) sobre o documento.

Detalhou que que “a politica orçamental de 2026 foi ligeiramente expansionista” e que para 2027 a política orçamental prevista pelas Finanças será ligeiramente restritiva, uma vez que “já não há este efeito do PRR”. “A nossa orientação de politica orçamental tem sido neutra, mas não deixamos de tomar as medidas que consideramos necessárias”, disse o governante.

O discurso inicial de Miranda Sarmento focou-se nos riscos, nomeadamente de uma crise nos mercados de dívida soberana e os geopolíticos, que podem ter consequências para a economia portuguesa. É, em grande parte, daqui que advém a necessidade de “prudência e responsabilidade orçamental”. O ministro procurou ainda defender a credibilidade das previsões do Executivo, recordando que as estimativas para os últimos dois anos se revelaram mais favoráveis do que as antecipadas por várias instituições nacionais e internacionais.

Nessa audição, voltou também a justificar a opção de retirar as medidas de política orçamental do articulado do Orçamento do Estado, apresentando-as em propostas de lei autónomas. O objetivo, explicou, é permitir que cada medida seja discutida e votada individualmente pelos partidos, sem que a sua aprovação ou rejeição condicione a discussão do documento orçamental.

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