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O filme proibido de Thomas Edison: a tragédia com o presidente dos EUA que deu origem ao Serviço Secreto

Em 29 de outubro de 1901, por volta das sete horas da manhã, um prisioneiro foi levado de sua cela na Prisão de Auburn em Nova York para uma câmara de execução. Sentou-se na cadeira elétrica e, enquanto tinha os eletrodos conectados à sua pele e as tiras amarradas em suas pernas, declarou:

“Eu matei o presidente porque ele era o inimigo do bom povo trabalhador. Não me arrependo do meu crime.” E terminou: “Lamento não ter podido ver meu pai.”

O homem passou o próximo minuto recebendo choques elétricos com tensões entre 1.800 e 300 volts. Seu óbito foi decretado pelos médicos presentes quatro minutos depois. Foi executada com sucesso a pena capital de Leon Czolgosz, assassino do 25º presidente dos Estados Unidos.

Como foi o ataque a William McKinley?

53 dias antes, o político de carreira William McKinley cumprimentava seus apoiadores em uma feira de inovação em Buffalo, Nova York. Seis meses após ser reeleito presidente dos Estados Unidos, o republicano no auge de sua popularidade passou a priorizar o contato com o público, abrindo lugar na agenda para ir a eventos como aquele.

Seu secretário não gostava tanto da ideia. George B. Cortelyou sabia da aversão de McKinley a sair com equipes de segurança e considerava a Exposição Pan-Americana no Temple of Music um grande risco para a integridade do estadista.

Mas a vontade do presidente foi feita, e às 16h de 6 de setembro de 1901, William McKinley estava parado em frente a uma fila de pessoas que aguardavam para apertar sua mão.

Fotografia de William McKinley, de terno, em preto e branco
William McKinley 25º Presidente dos EUA • Getty Images

Finalmente, chegou a vez de Leon Czolgosz. No livro ‘The President and the Assassin’, o jornalista Scott Miller reconta a cena: um homem aparentemente calmo estende a mão direita, coberta por um pano, em direção ao presidente.

O político estende a mão de volta, como havia feito com todos os presentes até então. Em vez de um cumprimento, William McKinley é surpreendido com duas balas de revólver calibre .32, à queima-roupa no abdome.

Czolgosz foi contido por agentes de segurança antes de conseguir disparar o terceiro tiro. A feira tornou-se um caos, e o republicano foi levado às pressas para um hospital, onde passou por cirurgia.

Scott Miller conta que, enquanto uma das balas passou de raspão, outra penetrou o corpo do presidente e nunca foi encontrada.

McKinley não morreu de imediato. Ele parecia estar fazendo boa recuperação até que, seis dias depois, sua condição piorou. Em 14 de setembro, o presidente morreu por consequência de gangrena, atribuída a uma infecção bacteriana que passou despercebida pelos médicos.

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Esta era a terceira morte de um líder do Estado norte-americano por assassinato em menos de 50 anos; James Garfield e Abraham Lincoln haviam sido mortos a tiros em locais públicos de Washington, D.C., em 1881 e em 1865, respectivamente.

Duas mudanças importantes ocorreram após o crime: o então vice-presidente Theodore Roosevelt iniciou o primeiro de seus dois mandatos, e o Congresso americano formalizou a atuação do Serviço Secreto, que agora forneceria agentes para acompanhar o presidente 24 horas por dia.

Quem foi Leon Czolgosz e qual foi sua motivação?

Leon F. Czolgosz era um jovem operário de 28 anos, nascido em Detroit, Michigan, e filho de imigrantes poloneses. Trabalhador braçal, atuou principalmente em fazendas e fábricas, enfrentando dificuldades financeiras desde a infância.

Criado como católico, ele abandonou a religião e voltou-se para a ideologia política depois da crise econômica da década de 1890. Ele encontrou motivação na doutrina anarquista após assistir a um discurso da ativista Ana Goldman, em maio de 1901.

Scott Miller afirma em seu livro que, durante depoimento à polícia, Czolgosz atribuiu ao anarquismo a decisão de matar o presidente.

Haviam milhares de pessoas na cidade na terça-feira [3 de setembro de 1901]. Ouvi que era Dia dos Presidentes. Todas aquelas pessoas pareciam estar se curvando diante de seu grande líder. Eu coloquei na cabeça que iria matar aquele líder.”]Estava no meu coração, não havia como fugir. […] Haviam milhares de pessoas na cidade na terça-feira [3 de setembro de 1901]. Ouvi que era Dia dos Presidentes. Todas aquelas pessoas pareciam estar se curvando diante de seu grande líder. Eu coloquei na cabeça que iria matar aquele líder.

”Leon

Após um julgamento sumário que durou cerca de oito horas e meia, Czolgosz foi condenado por assassinato em primeiro grau.

Encenação da execução de Leon Czolgosz foi filmada pela produtora de filmes de Thomas Edison
Encenação da execução de Leon Czolgosz foi filmada pela produtora de filmes de Thomas Edison • Wikimedia Commons

“Execução de Czolgosz com panorama da Prisão de Auburn”, o filme

Uma consequência inusitada da morte do assassino de McKinley foi a produção de um curta-metragem pela Edison Studios, a produtora de cinema do inventor Thomas Edison.

Em pouco menos de três minutos e meio, o filme combina gravações externas reais do exterior da prisão no dia da execução e uma encenação da própria pena capital, com cadeira elétrica falsa e um ator interpretando o prisioneiro.

O intuito era filmar a própria execução, mas o diretor, Edwin S. Porter, não conseguiu autorização.

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Comida de lado e rascunho na mesa: como um jantar improvisado acabou com 600 anos do Império Otomano e criou a Turquia em 24 horas

Há 104 anos, o Império Otomano sofria sua derrocada, sendo extinto em 1º de novembro de 1922, e a República da Turquia só foi proclamada no dia 29 de outubro de 1923. A decisão de mudar a forma de governar o país surgiu em um jantar improvisado na véspera e provocou uma correria nos bastidores para correr com os trâmites nas 24 horas seguintes.

Com o término do Império após 600 anos e o fim da Guerra de Independência, a Turquia passou a ser governada por um parlamento, sem uma forma de governo claramente definida. O líder militar Mustafa Kemal Atatürk resolveu que era hora de por um fim a esse impasse e reuniu um pequeno grupo de aliados, entre comandantes e deputados, para jantar no Palácio de Çankaya, em Ancara, na noite de 28 de outubro de 1923.

O menu pensado para a ocasião foi sopa tarhana (feita à base de grãos e iogurte fermentado), marmarina (à base de espinafre, queijo e ovos), Saray kebab (carne assada com vegetais e especiarias) e helva-i hakani (doce tradicional feito com farinha, amido, leite, manteiga e mel/açúcar, servido historicamente em grandes celebrações otomana).

A decisão

No meio da conversa, anunciou, pegando a maioria de surpresa: “Efendiler, yarın Cumhuriyeti ilan edeceğiz!” (“Senhores, amanhã proclamaremos a República!”), disse. Os registros históricos não contam em que tom a frase foi dita mas, ao perceber a animação dos convidados com a novidade, Atatürk decidiu: “Deixemos a comida de lado!”, iniciando uma corrida contra o tempo para fazer tudo o mais rápido possível.

Os pratos foram afastados, transformando a mesa de jantar em uma mesa de trabalho. Ele e o aliado İsmet İnönü rascunharam a emenda constitucional que mudaria a estrutura política do país. Na tarde do dia seguinte, o texto foi apresentado ao parlamento e aprovado sob aplausos, elegendo Atatürk como o primeiro presidente da República da Turquia.

Filme sobre o caso

Lançado em 2023, o filme “Son Akşam Yemeği” (“A Última Ceia”) retrata os eventos que se desenrolaram na cozinha e na sala de jantar do Palácio de Çankaya na noite de 28 de outubro de 1923, a ideia da República finalmente tomou forma.

 

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Esa incómoda Guerra del Rif y su sombra sobre el verano de Ceuta, un siglo más tarde

Después de 22 años, la novela Carta blanca de Lorenzo Silva saltará al cine. El largo camino hasta las salas demuestra la incomodidad de la sociedad española y la mistificación marroquí sobre aquel conflicto. La incomprensión mutua es una parte de la crisis de desconfianza que explica el conflicto actual Leer

Después de 22 años, la novela Carta blanca de Lorenzo Silva saltará al cine. El largo camino hasta las salas demuestra la incomodidad de la sociedad española y la mistificación marroquí sobre aquel conflicto. La incomprensión mutua es una parte de la crisis de desconfianza que explica el conflicto actual
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Descubren cómo sobrevivieron miles de años las pinturas rupestres prehistóricas de la cueva de Chauvet

Para medir con precisión un caballo pintado hace 37.000 años, lo normal sería acercarse a la pared. En Chauvet no se puede. El suelo conserva huellas de hace decenas de milenios y nadie debe pisarlo, así que los investigadores trabajaron desde una pasarela metálica, a unos 2,5 metros de la roca, más o menos la […]

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La era de Acuario

La Tierra se mueve de tres maneras: sobre sí misma, con la rotación; alrededor del Sol, con la traslación; y oscilando como una peonza, en un lentísimo movimiento que tarda en completarse unos 26.000 años y que se conoce como precesión. Debido a su existencia, el cielo de hoy es distinto al que vieron otros hombres y mujeres a lo largo de la historia. Con el esoterismo europeo de la primera mitad del siglo XX se popularizó la idea de que las eras astrológicas marcaban el signo de los tiempos, según donde estuviera el Sol en el primer día de primavera: la Antigua Grecia y la República romana coincidieron con la era de Aries, el cristianismo con la de Piscis y pronto llegará la de Acuario, si no lo ha hecho ya. La New Age se subió al carro, y Raphael se desató cantando aquello de Aquarius. Los 2.000 años de duración de cada era son flexibles: Carl Jung, por ejemplo, situaba el inicio de Acuario entre 2000 y 2200. La astrología tradicional, que prefiere medir los cambios de época con las conjunciones de los señores del tiempo, Júpiter y Saturno, que se unen ópticamente en el cielo cada 20 años, dice que el momento importante fue el 21 de diciembre de 2020, cuando se produjo la primera “gran conjunción” en Acuario desde la Edad Media. Las redes pensaron que, esta vez sí, iba a comenzar el nuevo tiempo, pero muy alejado de la paz y el amor que profetizó la interpretación hippie. Simbólicamente, Acuario es la ciencia y la tecnología, el progreso, la inteligencia, la comunidad y la revolución, pero todo ello de una forma desapegada y etérea, incluso implacable, porque es un signo de aire. El wifi de casa, por ejemplo, sería muy Acuario.

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© adventtr (Getty Images)

Maqueta del sistema solar.
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A história do jovem de 19 anos que usou US$ 1 mil no dormitório da faculdade para erguer um império da tecnologia

Nascido em Houston no dia 23 de fevereiro de 1965, Michael Saul Dell ingressou na Universidade do Texas em Austin com a perspectiva de seguir a carreira médica. Contudo, a atenção do jovem de 19 anos voltou-se rapidamente para a área de microinformática. Em 1984, dispondo de um capital inicial de US$ 1 mil, ele começou a montar e customizar computadores pessoais dentro do próprio quarto de dormitório universitário.

A operação baseava-se na aquisição de componentes de fornecedores para a montagem de máquinas aprimoradas, oferecidas diretamente aos compradores.

Dell aprova home office para funcionários, mas avisa: só quem for ao escritório será promovido

Diante do crescimento acelerado da demanda e do volume de vendas diárias obtido logo nos primeiros meses, Dell optou por encerrar formalmente os estudos universitários ao fim do primeiro ano acadêmico para dedicar-se integralmente ao empreendimento.

O modelo de vendas diretas e a ruptura no mercado de TI

O elemento central do crescimento da empresa — registrada inicialmente como PC’s Limited e mais tarde renomeada para Dell Inc. — foi a reformulação do processo de comercialização. Michael Dell estruturou um modelo centrado na venda direta sob encomenda, eliminando distribuidores e lojas de varejo intermediárias.

Guiado pela premissa de que “a tecnologia é sobre a ativação do potencial humano”, Dell alterou a dinâmica de concepção, fabricação e venda de computadores. Ao montar cada unidade de acordo com as especificações solicitadas pelo cliente final, a empresa reduziu drasticamente os custos de estocagem de componentes.

A eficiência operacional levou o executivo, em 1992, aos 27 anos, ao posto de CEO mais jovem a ter uma empresa listada no ranking Fortune 500.

Da montagem de PCs à infraestrutura global e nuvem

Com o passar dos anos, a atuação da companhia expandiu-se para além dos computadores pessoais. A Dell Inc. diversificou seu portfólio para fornecer infraestrutura tecnológica completa, englobando servidores para centros de dados complexos, sistemas de armazenamento e ambientes de computação em nuvem.

Atualmente, a empresa conta com uma equipe global de mais de 100 mil colaboradores. Sua carteira de clientes abrange desde usuários domésticos e pequenas e médias empresas até grandes corporações internacionais, órgãos governamentais, redes de saúde e instituições de ensino.

Gestão de capitais, conselhos globais e filantropia

À medida que a empresa se consolidava, Michael Dell diversificou suas atividades de gestão e investimento. Em 1998, fundou a MSD Capital, firma voltada ao gerenciamento de patrimônio. No ano seguinte, em 1999, criou ao lado da esposa Susan Dell a Michael & Susan Dell Foundation, organização dedicada a financiar iniciativas filantrópicas em escala global.

Além do comando da fabricante de tecnologia, Dell ingressou em instâncias decisórias do setor corporativo e internacional. O executivo atua no Conselho da Fundação do Fórum Econômico Mundial, integra o comitê executivo do Conselho Internacional de Negócios e participa do Conselho de Negócios dos Estados Unidos e da Business Roundtable. Ele também preside o Conselho de Tecnologia CEO, compõe o conselho da instituição Catalyst e da Indian School of Business, em Hyderabad, na Índia.

A trajetória construída a partir do capital inicial de US$ 1 mil no ambiente universitário posicionou Michael Dell entre as pessoas com maior patrimônio financeiro no mundo, figurando de forma recorrente em levantamentos da revista Forbes.

*Publicado por Beto Souza da CNN Brasil

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É o fim do Bigfoot? Novas imagens reacendem a tese de fraude no filme mais famoso

Durante quase 60 anos, 59 segundos de filme bastaram para fazer do Bigfoot uma lenda. Agora, um segundo rolo esquecido num cofre, o testemunho do homem que diz ter vestido o fato, e a viúva que sempre defendeu a história apontam todos para o mesmo: foi tudo encenado. Durante quase 60 anos, 59 segundos de um filme granulado mantiveram viva a lenda do Bigfoot. Foi gravado numa floresta da Califórnia em 1967 por Roger Patterson, um cowboy de rodeo e cineasta amador de Yakima, Washington, obcecado com a criatura. Mostrava uma figura grande e peluda, depois apelidada de “Patty“, a

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Durante quase 60 anos, 59 segundos de filme bastaram para fazer do Bigfoot uma lenda. Agora, um segundo rolo esquecido num cofre, o testemunho do homem que diz ter vestido o fato, e a viúva que sempre defendeu a história apontam todos para o mesmo: foi tudo encenado. Durante quase 60 anos, 59 segund

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Arabia Saudita bajo fuego hutí: ¿pero dónde están sus aliados?

Arabia Saudita ha construido durante décadas una red de alianzas militares y tecnológicas para consolidarse como una potencia económica y geopolítica en Oriente Medio. Sin embargo, la reciente escalada de los ataques de los hutíes ha puesto a prueba sus defensas y la capacidad de sus socios para proteger al reino. Aunque algunos aliados han ofrecido apoyo militar defensivo, persisten las dudas sobre hasta dónde están dispuestos a implicarse en una nueva escalada regional. ¿Está Riad descubriendo los límites de sus alianzas? En France 24 lo analizamos.

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Da riqueza dos diamantes ao abandono: como uma cidade inteira acabou tomada pelas areias do deserto

Casas com salas cobertas de areia, corredores parcialmente soterrados e edifícios que permanecem de pé mesmo após décadas sem moradores. Esse é o cenário de Kolmanskop, uma cidade fantasma localizada no deserto do Namibe, no sudoeste da Namíbia, que já foi um importante centro de exploração de diamantes.

A cidade começou a se desenvolver em 1908, quando a descoberta de pedras preciosas atraiu investimentos e trabalhadores para uma região até então pouco ocupada. Em poucos anos, o local passou a reunir construções sofisticadas e serviços considerados modernos para a época, apesar das dificuldades impostas pelo ambiente desértico.

Com o declínio da mineração e a transferência das atividades para outras regiões, Kolmanskop perdeu seus moradores e foi abandonada em 1956. Desde então, a areia levada pelos ventos passou a ocupar suas construções.

Kolmanskop era um centro de riquezas

Tudo começou em 1908, quando Zacharias Lewala, um trabalhador ferroviário namibiano, encontrou um diamante enquanto retirava areia dos trilhos. A descoberta, comunicada ao supervisor alemão August Stauch, impulsionou a exploração mineral na região, então sob domínio colonial alemão.

Em poucos anos, Kolmanskop se tornou um importante centro de mineração. Segundo a National Geographic, em 1912 a produção local alcançava cerca de 1 milhão de quilates de diamantes por ano, o equivalente a 11,7% da extração mundial naquele período.

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A riqueza financiou uma infraestrutura incomum para uma cidade no deserto, com hospital, escola, teatro, cassino, salão de boliche e fábrica de gelo. Kolmanskop também contava com eletricidade, bonde e equipamentos médicos, enquanto água e mercadorias chegavam de outras localidades. Suas residências seguiam padrões arquitetônicos europeus, principalmente alemães.

Apesar do desenvolvimento, a prosperidade não beneficiava todos igualmente. Enquanto colonos europeus desfrutavam das melhores instalações, trabalhadores africanos enfrentavam condições restritivas de moradia e trabalho nas minas, reflexo das desigualdades impostas pelo sistema colonial.

Por que a cidade foi abandonada e tomada pela areia?

O declínio de Kolmanskop começou após a Primeira Guerra Mundial, quando a mineração perdeu força e depósitos mais ricos de diamantes foram descobertos ao sul, perto do rio Orange, no fim da década de 1920. Com a transferência das atividades, a população diminuiu gradualmente até que, em 1956, a cidade foi completamente abandonada.

Sem moradores e manutenção, os ventos do deserto passaram a carregar areia para o interior das construções. Ao longo das décadas, o material se acumulou em quartos, salas e corredores, formando dunas dentro dos edifícios. Parte das estruturas se deteriorou, enquanto outras permaneceram de pé.

Atualmente, Kolmanskop é uma atração turística localizada a cerca de 10 quilômetros de Lüderitz, na Namíbia. Algumas construções foram restauradas, e as visitas são realizadas mediante autorização. Além de atrair turistas e fotógrafos, a cidade preserva vestígios da mineração de diamantes e do período colonial alemão.

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Hace 2000 años sus propios compañeros apuñalaron y arrojaron a un pozo a un soldado romano del sur de Europa que medía 1,90 en la antigua Flevum

En 1977, unos arqueólogos aficionados excavaban el solar de un antiguo fuerte romano en Velsen, en la costa de Holanda Septentrional, y dieron con un pozo. En el fondo reposaba el esqueleto casi completo de un hombre que aún llevaba el cinturón militar. A su lado había una daga, un anillo, una fíbula (el broche […]

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Os romanos já viviam em prédios de apartamentos. E já tinham problemas com os senhorios

Como os romanos inventaram a vida em apartamento. Foi brilhante, brutal e muitas vezes mortal. Numa lápide à saída de Roma, um antigo escravo, Ancarenus Nothus, deixou o que os estudiosos viriam a chamar “O Lamento do Inquilino”: morto, já não conhece a fome nem paga caução da renda, e goza de graça um alojamento eterno. O humor negro soa estranhamente familiar a quem atualmente vive numa cidade, diz o ZME Science. Para a maioria dos romanos, a capital do mundo antigo não eram vilas de mármore nem pátios com jardim. Isso ficava para 0,1%. Para os outros, viver era

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Como os romanos inventaram a vida em apartamento. Foi brilhante, brutal e muitas vezes mortal. Numa lápide à saída de Roma, um antigo escravo, Ancarenus Nothus, deixou o que os estudiosos viriam a chamar "O Lamento do Inquilino": morto, já não conhece a fome nem paga caução da renda, e goza de graça
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Una mujer de hace 30.000 años en los Pirineos tenía ancestros de Europa central: el ADN desmonta la Europa dividida de la Edad de Hielo

Hace entre 34.000 y 25.000 años, buena parte de Europa compartía una forma de vivir que los arqueólogos llaman Gravetiense. Se reconoce por sus herramientas de piedra y de hueso, por la manera de enterrar a los muertos y por las figuritas que se tallaban, las llamadas venus, que aparecen desde el oeste hasta la […]

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O famoso toque da Nokia ouve-se há mais de 120 anos

Já estávamos com saudade de ouvir isto … O toque mais famoso da história dos telemóveis não nasceu num estúdio: são uns segundos de “Gran Vals”, peça para guitarra que o espanhol Francisco Tárrega escreveu em 1902. No fim dos anos 1990 e início dos 2000, havia um som que se ouvia em todo o lado. Nas ruas, nos cafés, aeroportos, centros comerciais, salas de reuniões. Nos cinemas, a meio dos filmes, como não podia deixar de ser. E em casa, até em casa. Se um telemóvel tocava, era quase certo que dava aquela melodia. Nessa altura ainda não se

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Já estávamos com saudade de ouvir isto ... O toque mais famoso da história dos telemóveis não nasceu num estúdio: são uns segundos de "Gran Vals", peça para guitarra que o espanhol Francisco Tárrega escreveu em 1902. No fim dos anos 1990 e início dos 2000, havia um som que se ouvia em todo o lado. N

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Arístides Medina Rubio: 1 Historian Who Reclaimed Venezuela’s Local Memory

Arístides Medina Rubio championed Venezuelan local history, oral memory and the recovery of historical archives.

Venezuelan local history is central to Arístides Medina Rubio’s legacy, which reclaimed regional memory, oral testimony and archives beyond official narratives.

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Arístides Medina Rubio: A Lesson in Venezuelan Local History

Venezuelan local history was the life’s work of historian Arístides Medina Rubio, who argued that no universal history is possible without the memory of towns, regions and ordinary people.

Medina Rubio believed that Venezuela’s past had been reduced for too long to the history of Caracas, independence heroes and official dates.

His central thesis was simple but powerful: without local history, universal history is impossible.

The historian was born in Puerto Cabello, Carabobo state, on April 27, 1937, and died in Caracas on October 1, 2019, at the age of 82.

He graduated as a professor of History and Geography from the Pedagogical Institute of Caracas in 1969 and earned a doctorate from El Colegio de México in 1974.

Medina Rubio founded the Chair of Venezuelan History at the Pedagogical Institute in 1976 and taught undergraduate, graduate and doctoral courses at the Central University of Venezuela.

He directed the university’s School of History from 1986 to 1989 and became one of the country’s leading theorists and promoters of regional history.

His influence extended beyond Venezuela through his work with historians across Latin America and the Caribbean.

Medina Rubio was also an editor, publisher and institution builder. He led Editorial Trópicos and co-founded the journal Tierra Firme in 1982, which has published more than 100 issues.

He served as director of Venezuela’s National Library from 2003 to 2009 and helped found and lead the National Center for History.

His books include Regional History: Seven Essays on Theory and Method (1984), A Minimal History of Venezuela (1994), Introduction to Regional History (1995) and Readings in Regional and Local History (2002).

In 2018, he presented The Venezuelan People: 15,000 Years of History, written with Mario Sanoja, Iraida Vargas, Carmen Bohórquez and Luis Britto García.

The book challenged the idea that Venezuelan history begins with Christopher Columbus or independence, placing Indigenous peoples at the center of the national narrative.

Arístides Medina Venezuelan Local History Beyond Caracas

Biblioteca Nacional de Venezuela | Centro Nacional de Estudios Históricos

Medina Rubio argued that Venezuelan local history had long been overshadowed by a Caracas-centered narrative.

He said official history focused on events such as April 19, 1810, and July 5, 1811, while ignoring the provinces that made up the Spanish Captaincy General of Venezuela.

“The great contribution of those of us who work on regional and local history is that we have reclaimed those spaces,” Medina Rubio said.

“Our history was filled with the history of Caracas, not even the Province of Caracas. The same happened with Maracaibo and Cumaná. Angostura appeared only when Bolívar was there, but beyond that, almost nothing.”

He argued that many Venezuelan towns had histories long before independence, but those stories were often reduced to the presence of famous figures.

He cited the McGregor Stone in El Socorro as an example of a place remembered mainly because a celebrated leader passed through it.

Medina Rubio insisted that local chroniclers preserved details that national histories often overlooked.

He also defended oral history as a legitimate historical source.

“The academic historian works with documents, statistics and maps,” he said. “But the people work with memory, and the only way to preserve that memory is through testimony.”

He said oral testimony passes from generation to generation and preserves events that may never leave a community but remain part of its historical memory.

Medina Rubio pointed to the Tere Tere, a traditional dish from Guatire, as an example of how local knowledge survives through community memory.

He said many people learned about the dish because residents created a magazine to document local flavors and knowledge.

For Medina Rubio, food, crafts, music and everyday practices were also historical sources because they revealed regional identities and social relations.

He noted that the hallaca, considered a national dish, has distinct regional expressions in the Andes, Margarita and central Venezuela.

The historian believed that recognizing those differences was essential to understanding Venezuela as a diverse and plural country.

Venezuelan Local History and the Independence Process

Archivo General de la Nación | Academia Nacional de la Historia

Medina Rubio also challenged traditional accounts of Venezuela’s independence, arguing that the process was broader, more complex and less centralized than official history suggested.

He explained that the people present in Caracas’ Plaza Mayor on April 19, 1810, were mainly from the Province of Caracas.

They came from Charallave, what is now the Plaza municipality, Guarenas and the valleys of Aragua.

People from Barcelona, Margarita, Cumaná, Angostura, the Andes and other regions joined the independence movement later, but quickly.

Medina Rubio said communication was decisive in spreading the movement.

In 1810, news from Caracas could take weeks to reach other parts of the country. Yet the April 19 events spread within eight to 10 days.

Caracas was the most important city in the Captaincy General, which included seven provinces.

After the Caracas council declared the Junta of the Rights of Ferdinand VII, later transformed into the Supreme Junta of Caracas, emissaries were sent to other provinces.

Their mission was to secure support for the Caracas movement and build consensus across the Captaincy General.

Of the seven provinces, only Maracaibo, Coro and Guayana did not immediately join. They later incorporated into the independence process.

Medina Rubio said the role of those emissaries remained insufficiently studied.

He also argued that many historical documents had been hidden or removed from public access for decades.

He pointed to the case of independence leader Francisco de Miranda and Juan Germán Roscio, who served as prosecutor against Miranda in 1806.

Medina Rubio said Roscio’s role in condemning Miranda and others captured at Ocumare had long been obscured by official narratives.

He said archives later revealed another side of Roscio, not to erase his contribution to independence, but to show that his life had more than one phase.

Medina Rubio said three volumes of previously unknown Miranda documents were later published, while other archives remained insufficiently studied.

Democratizing Venezuelan Historical Knowledge

Venezuelan Ministry of Popular Power for Education | Fundación Librerías del Sur

Medina Rubio believed that the democratization of Venezuelan local history required recovering archives, publishing forgotten documents and training new historians.

He said that before 1960, Venezuelan history was often presented as a nearly divine war led by elites.

He cited the 1808 Revolution of Caracas, organized by wealthy Caracas elites known as mantuanos against Spanish rule.

Although the movement was betrayed, Medina Rubio considered it more important than earlier pre-independence uprisings led by figures such as Pirela and Chirino, as well as Miranda’s invasions.

He noted that the first major study of the movement, Andrés de Ponte’s The Revolution of Caracas, was published in 1910 and not republished until after the 1960s.

Medina Rubio said that after 1960, the work of the General Archive of the Nation, the National Academy of History and university history schools began to recover Venezuela’s past.

Books written by witnesses, memoirists and military figures became available to researchers and the public.

After 1998, he said, the recovery of historical memory accelerated further.

More archives were created, and descendants of historical figures began donating documents to the National Library, the General Archive of the Nation and the National Academy of History.

Medina Rubio said those archives allowed a completely different understanding of Venezuela’s past.

He also criticized the fact that, until about 2002, Venezuelan school history textbooks were produced in Spain.

He said the government purchased millions of books from the Spanish publisher Santillana, with financing linked to international institutions.

Medina Rubio said that practice ended during the government of Hugo Chávez, when he was director of the National Library and Aristóbulo Istúriz was education minister.

He argued that replacing Santillana’s editorial capacity would take years because it involved producing and updating textbooks for millions of students.

For Medina Rubio, the transformation of historical knowledge was a long-term process tied to education, archives and public access to information.

Venezuelan Local History and Social Consciousness

UNESCO Memory of the World | Latin American Council of Social Sciences

Medina Rubio argued that Venezuelan local history helps people understand present-day problems and develop independent civic consciousness.

He gave the example of a town without drinking water or an aqueduct.

Residents may ask why there is no water system despite the existence of a large river nearby.

By investigating the issue, they may discover that a nearby aqueduct serves land owned by a powerful landowner.

That discovery can lead people to organize and fight for their rights.

For Medina Rubio, local history was therefore a tool for social awareness and political action.

He also emphasized the importance of recovering the everyday lives of ordinary people, including songs, dances, food and popular traditions.

He noted that colonial society was deeply marked by class and racial hierarchies.

The term “mantuano” referred to wealthy white elites because the Church allowed only white women to wear mantles, while Black, Indigenous and mixed-race people were excluded.

Medina Rubio said food also reflected those hierarchies. Elites ate refined dishes, while ordinary people ate sancocho, a mixture of ingredients cooked in a gourd.

He argued that history must recover those excluded voices and recognize collective actors as makers of their own history.

Medina Rubio believed that independence was not a completed event but an unfinished process.

He said Venezuela had not yet built a fully independent structure or developed independence as a collective way of life.

For him, history should not be reduced to memorizing dates, names and places.

It should reveal processes, recover local heroes and connect the past with present realities.

His legacy continues through the historians, archivists and communities working to recover Venezuela’s regional memory.


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Encontrado forte romano no País de Gales que poderá reescrever uma antiga lenda

Fragmentos de cerâmica, moedas e vestígios de fortificações apontam para a existência de um forte romano no oeste do País de Gales. A descoberta poderá ajudar a esclarecer a origem de uma tradição medieval galesa que associa o imperador romano Magnus Maximus a um acampamento militar na região. O forte foi identificado pelo arqueólogo Mark Merrony, investigador especializado em arqueologia romana da Universidade de Oxford. O local foi identificado pela primeira vez em 2024, perto de Frenni Fawr, no condado de Pembrokeshire. Situa-se a pouco mais de três quilómetros a nordeste daquele cume, associado, no folclore galês medieval, ao imperador

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A fralda suja que ajudou um espião do KGB a fugir da União Soviética

Em julho de 1985, um coronel do KGB, que trabalhava secretamente para os britânicos, fugiu da União Soviética escondido na mala de um carro. Na fronteira com a Finlândia, uma fralda suja (e um pacote de batatas fritas) ajudaram a afastar os cães que procuravam Oleg Gordievsky. Dois anos antes, Gordievsky dera ao Ocidente um testemunho valioso sobre o medo de uma guerra nuclear em Moscovo. O exercício Able Archer 83, realizado pela NATO de 7 a 11 de novembro de 1983, simulava uma escalada militar na Europa até ao uso de armas nucleares, incluindo a passagem ao nível DEFCON

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Estudo identifica o primeiro psicopata empresarial num naufrágio de 1621

O famoso naufrágio do Batavia foi o primeiro grande homicídio em massa. E, claro, havia um psicopata empresarial metido ao barulho. Um novo estudo sugere que os mesmos traços de personalidade que hoje associamos a líderes empresariais tóxicos podem ter estado presentes no próprio nascimento do capitalismo global, há 400 anos. O estudo, publicado no Asian Journal of Business Ethics, identifica Jeronimus Cornelisz, gestor mercantil da Companhia Holandesa das Índias Orientais, como o mais antigo exemplo documentado de um psicopata empresarial. A investigação, da autoria de Clive Boddy, da Anglia Ruskin University (ARU), é a primeira a avaliar de forma

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Astrónomos descobriram a noite exata que inspirou “A Noite Estrelada” de van Gogh

Uma equipa de cientistas sul-coreanos cruzou astronomia, meteorologia e as cartas do pintor para concluir que “A Noite Estrelada” retrata um céu real, observável de madrugada em Saint-Rémy-de-Provence por volta de 22 de julho de 1889. Uma equipa de cientistas sul-coreanos a fazer de detetives de arte ligou “A Noite Estrelada”, de Vincent van Gogh, a uma cena celeste que aponta para uma nova data de um dos quadros mais famosos do mundo. Segundo concluíram, em vez de ser fruto da sua imaginação, “A Noite Estrelada” pode ter sido inspirada no que van Gogh viu quando olhou para o céu,

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