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Crédito Agrícola mantém rating ESG de ‘2’ da Sustainable Fitch e melhora score global para 65 pontos

A agência Sustainable Fitch manteve o rating ESG corporativo do Grupo Crédito Agrícola (GCA) em ‘2’, numa escala de 1 (melhor) a 5 (pior), e reviu em alta o seu score global de 64 para 65 pontos, informou hoje a instituição financeira em comunicado.

Segundo a instituição financeira, esta avaliação reflete os progressos alcançados no reporte de sustentabilidade, nas práticas operacionais, nas políticas de exclusão setorial e no crescimento da atividade de financiamento e investimento sustentáveis, evidenciando a integração dos princípios ESG (ambientais, sociais e de governação) no modelo de negócio do banco.

O relatório da Sustainable Fitch reconhece o modelo de banca cooperativa da instituição, destacando o seu contributo para a inclusão financeira e para o desenvolvimento económico local. Em concreto, a avaliação sublinha que o Crédito Agrícola está presente em 95% dos municípios portugueses de baixa densidade e mantém 257 agências em localidades onde não existe qualquer outra instituição de crédito, o que representa 41,7% da sua rede comercial de 615 balcões.

Na vertente social e de igualdade de género, o documento assinala que as mulheres representam 52% do total de colaboradores do grupo bancário. Já no órgão de governação, composto pelo Conselho de Administração Executivo e pelo Conselho Geral e de Supervisão, a representação feminina fixa-se nos 37,5%, apresentando um nível de independência de 55%.

No plano ambiental, a avaliação destaca a Estratégia de Sustentabilidade 2026-2028 e as metas estabelecidas para 2030 relativas à redução de emissões operacionais e financiadas em oito setores de elevada intensidade carbónica. O grupo comprometeu-se a alcançar a neutralidade carbónica nos âmbitos 1 e 2 e a reduzir em 33% as emissões operacionais do âmbito 3 até 2030.

O Grupo Crédito Agrícola é o sexto maior grupo bancário português em termos de ativo líquido, operando através da Caixa Central e de 67 Caixas Agrícolas associadas, prestando serviços a cerca de 1,6 milhões de clientes.

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Santander inaugura WorkCafé em Oeiras e atinge 10 espaços em Portugal

O Santander abriu o seu décimo WorkCafé em Portugal, em Oeiras, na Quinta das Palmeiras, atingindo a marca de 10 espaços deste conceito no país, anunciou hoje o banco em comunicado.

O novo espaço, segundo a instituição, reúne serviços bancários, áreas de cowork e cafetaria e contará com uma agenda de eventos aberta à comunidade.

Pensado para as novas formas de trabalhar e colaborar, o WorkCafé dispõe de salas de reunião, zona lounge e Wi-Fi gratuito, bem como equipamentos de última geração que permitem realizar operações de caixa de forma autónoma e num horário alargado, estando aberto a clientes e não clientes.

“O WorkCafé transforma a forma como recebemos e nos relacionamos com quem nos procura. É um espaço mais aberto e próximo, sem as barreiras de uma agência tradicional. A tecnologia simplifica as operações correntes, permitindo que as nossas equipas tenham mais tempo para ouvir e acompanhar cada cliente. Em Oeiras, um concelho com uma forte dinâmica empresarial, queremos que este espaço faça parte do quotidiano de quem aqui vive, trabalha ou estuda”, afirma Joaquim Filipe, administrador executivo do Santander Portugal, citado na nota.

Segundo o banco, a escolha de Oeiras reflete o perfil de um concelho reconhecido pelo dinamismo económico e pela aposta na ciência, tecnologia e inovação, que acolhe polos de investigação e parques empresariais como o Taguspark e o Lagoas Park.

O conceito WorkCafé é uma das principais iniciativas de transformação da rede comercial do Santander.

Com a abertura de Oeiras, a rede passa a contar com 10 espaços em Portugal, distribuídos por Aveiro, Coimbra, Espinho, Leiria, Lisboa e Porto.

Até ao final do ano, o banco prevê abrir novos espaços em Cascais, Estoril, Barcelos e Albufeira. Em 2027, o objetivo é acelerar o ritmo de aberturas e chegar aos 30 WorkCafés em todo o país.

Criado no Chile, em 2016, o modelo está hoje presente em vários mercados do Grupo Santander, que conta com mais de 260 WorkCafés em todo o mundo.

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ING e CaixaBank disputam compra da Cetelem na reta final do processo de venda

O banco holandês ING e o espanhol CaixaBank são os principais candidatos à aquisição da Cetelem, empresa de crédito ao consumo do grupo francês BNP Paribas em Espanha e Portugal, numa operação cujo desfecho é esperado até ao final deste ano, segundo avançou a imprensa económica espanhola, citando fontes financeiras.

De acordo com o jornal espanhol Cinco Días, o processo de venda entrou na sua fase final, com o BNP Paribas a procurar alienar a Cetelem por mais de mil milhões de euros. No entanto, as propostas preliminares recebidas serão significativamente inferiores à avaliação inicialmente pretendida pelo grupo francês.

Segundo o Expansión, o CaixaBank surge atualmente como o favorito para adquirir a BNP Paribas Personal Finance em Espanha e Portugal. O grupo liderado por Gonzalo Gortázar, que controla o BPI em Portugal, terá contratado a EY para realizar a due diligence ao negócio, num processo de análise que deverá estar concluído até ao final de novembro e que inclui a revisão das áreas financeira, jurídica, fiscal e tecnológica da empresa.

A mesma publicação refere que o Morgan Stanley está a assessorar o CaixaBank na componente financeira da operação.

O BNP Paribas contratou a Goldman Sachs para conduzir o processo de venda da Cetelem, uma decisão revelada pelo Cinco Días em setembro. A alienação insere-se numa estratégia de reorientação do grupo francês na Península Ibérica, privilegiando áreas consideradas mais rentáveis, como a gestão de ativos e a banca de investimento, em detrimento do negócio de crédito ao consumo.

A eventual compra da Cetelem permitiria ao CaixaBank reforçar a sua posição no mercado ibérico do financiamento ao consumo, um segmento em que já detém uma presença relevante através da CaixaBank Payments & Consumer. Por seu lado, o ING procura expandir a sua atividade em Espanha e ganhar escala num mercado onde tem vindo a crescer na banca de particulares.

A operação abrange os negócios da Cetelem em Espanha e Portugal e poderá representar uma das maiores transações recentes no setor financeiro ibérico na área do crédito ao consumo. Até ao momento, não são conhecidos os valores das propostas vinculativas apresentadas pelos potenciais compradores.

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BCE reduz requisito de capital do BPI para 2027

O Banco Central Europeu (BCE) reduziu de 2% para 1,9% o requisito total de Pilar 2 aplicável ao BPI, na sequência da avaliação prudencial da instituição, informou o banco português esta terça-feira. O que é um bom sinal para o banco liderado por João Pedro Oliveira e Costa.

A partir de 1 de janeiro de 2027, o BPI terá de cumprir um rácio mínimo de capital Common Equity Tier 1 (CET1) de 10,1%, um rácio de capital Tier 1 de 11,9% e um rácio de fundos próprios totais de 14,4%, segundo um comunicado enviado pelo banco.

O requisito de Pilar 1 para o rácio de alavancagem mantém-se em 3%.

Em junho de 2026, o BPI apresentava um rácio CET1 de 13,9%, acima do mínimo de 10,1% estabelecido para 2027. O rácio Tier 1 situava-se em 15,2%, face ao requisito de 11,9%, enquanto o rácio total de capital atingia 17,2%, acima do mínimo de 14,4%.

O rácio de alavancagem era de 7,2% no final de junho, mais do dobro do requisito mínimo de 3%.

Os novos requisitos resultam do processo de análise e avaliação para fins de supervisão (Supervisory Review and Evaluation Process, SREP), conduzido pelo BCE, que determina as exigências prudenciais aplicáveis aos bancos sob a sua supervisão.

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BEI empresta 400 milhões para expansão do Metro de Lisboa


O Banco Europeu de Investimento vai emprestar 400 milhões de euros ao Metropolitano de Lisboa para ajudar a financiar a expansão da rede, anunciou esta terça-feira a presidente da instituição, Nadia Calvino. Num evento para assinalar os 50 anos de atividade do banco em Portugal, a responsável revelou ainda que serão disponibilizados 300 milhões de euros ao Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU 2030) para promover a habitação a preços acessíveis.

Num discurso onde anunciou cinco investimentos, um por cada década de relação do BEI em Portugal, Nadia Calvino anunciou investimentos de 1,9 mil milhões de euros.

Desde a concessão dos primeiros empréstimos em Portugal, em 1976, o Grupo BEI investiu mais de 70 mil milhões de euros em mais de mil projetos no país, “apoiando investimento público e privado”, sublinhou José Maria Brandão de Brito, o secretário de Estado Adjunto e do Orçamento. Esta terça-feira foram acrescentados mais quatro. Além dos empréstimos ao Metro de Lisboa e ao IFRRU, o BEI assinou a terceira tranche de 300 milhões de euros para as redes de distribuição de eletricidade da EDP na Península Ibérica, dos quais 213 milhões de euros se destinam a Portugal e vai disponibilizar 50 milhões de euros para apoiar a recuperação e a reconstrução das zonas afetadas por fenómenos meteorológicos extremos.

Este último pacote combina 250 milhões de financiamento público para a recuperação de infraestruturas e equipamentos municipais danificados pelas tempestades com um empréstimo de 500 milhões ao Banco de Fomento, destinado a apoiar os esforços de reconstrução das pequenas e médias empresas.

O BEI vai ainda apoiar, com 250 milhões de euros, o cofinanciamento de investimentos de entidades públicas, incluindo municípios, no âmbito de programas financiados pela União Europeia para o período de 2021–2027. Esta iniciativa contribuirá para concretizar investimentos prioritários e reforçar a coesão económica e social em todo o país.

Estes novo financiamentos vão ajudar a cimentar a atividade do banco em Portugal que, o ano passado mobilizou 12 mil milhões de euros de investimento no nosso país, o equivalente a quase 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

Sem o dinheiro da Europa, incluindo o BEI, não haveria habitação social em Portugal.

Carlos Moedas

Presidente da Câmara Municipal de Lisboa

A habitação tornou-se uma das principais prioridades sociais do Grupo em Portugal. Em 2025 e 2026 foram comprometidos mais de três mil milhões de euros de financiamento para a habitação, apoiando programas que preveem a construção ou reabilitação de mais de 70 mil habitações. O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, foi muito claro: “Sem o dinheiro da Europa, incluindo o BEI, não haveria habitação social em Portugal”.

José Maria Brandão de Brito reconheceu que o desafio do Executivo é transformar “o investimento de três mil milhões de euros do BEI, no âmbito dos programas de habitação social e arrendamento acessível em casas e dessa forma desatar um dos maiores nós górdios do nosso tempo”.

O secretário de Estado Adjunto e do Orçamento sublinhou que “durante anos se descurou o lado da oferta, o que se traduziu numa trajetória galopante nos preços do mercado imobiliário residencial”. Brandão de Brito reconheceu que “o desafio não é novo, não tem solução imediata e resulta da dinâmica da oferta e da procura”

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Projeto europeu depende de combinar competitividade e coesão


“Temos de combinar competitividade com coesão, caso contrário haverá uma fragmentação política e económica na Europa”. O alerta é de Elisa Ferreira, a antiga comissária europeia para a Coesão. Num contexto de enormes desafios, a presidente do Banco Europeu de Investimento, Nadia Calvino, reconhece que “todos pedem à UE que desempenhe um papel mais importante” em termos de liderança política, mas é necessário “mais agilidade nas decisões”, defende o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.

“Temos de ter agilidade nas decisões na União Europeia”, disse Moedas. “Em alguns aspetos somos lentos e temos de ter a coragem de assumir que algumas decisões não podem ser tomadas por unanimidade”, acrescentou o edil.

“A UE demora muito tempo a transformar as ambições em ações. É verdade”, reconhece Elisa Ferreira. “Demoramos muito a ouvir os países porque não somos uma Federação, mas agimos rapidamente ao nível das vacinas, por exemplo”, recordou a antiga comissária.

Para Elisa Ferreira é necessário “garantir uma coesão e partilhar melhor os ganhos do mercado único”, sublinhou. Isto porque, por toda a Europa se está a assistir a uma “tendência populista que cria uma brecha na Europa e a destrói por dentro”. “Existem atores internos que tentam partir esta utopia, que funciona há décadas”, denuncia.

A antiga comissária sublinhou a relação já estabelecida e estudada entre estagnação económica dos países e o voto contra a democracia e contra a Europa, em que a justificação é a de que o sistema não tem um lugar essas pessoas e “portanto querem destruí-lo”. “Por isso são propensos a aceitar esta propaganda”, diz a também antiga eurodeputada.

Caso houvesse eleições para o Parlamento Europeu agora, “as três famílias políticas que construíram a Europa poderiam já não ter a maioria dos votos”. “Avançar depende disto e não dos extremistas”, alertou.

Para o antigo presidente da Comissão Europeia, o problema é a posição que a União Europeia tem assumido de alguma falta de realismo, sem capacidade de proteger os seus interesses. Durão Barroso comparou mesmo a Europa a uma adolescente. Uma metáfora com a qual Nadia Calvino não concordou.

“Não tenho a ideia que a UE seja vista como uma adolescente, mas como a voz da razão nestes tempos problemáticos”, disse Calvino.

“O mundo está muito fragmentado”, disse Barroso e por isso a “Europa tem de olhar com mais realismo e assumir a proteção dos seus interesses”. “Temos uma Rússia mais agressiva, uma China mais assertiva e uns EUA mais imprevisíveis. A UE deve ter um músculo financeiro para sustentar a sua ambição”, frisou o presidente da Flad e antigo primeiro-ministro.

Menos crítica, Nadia Calvino sublinhou que “a UE pode ser uma voz pela paz e democracia, pela igualdade de oportunidades. Não estamos sós”, sublinhou a presidente do BEI, recordando a deslocação à Ásia por altura da reunião anual do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. “Todos pedem à UE que desempenhe um papel mais importante. Cada vez mais a UE é vista com potencial para construir parcerias nomeadamente com o Sudeste Asiático ou mais recentemente com o Canadá. Vamos assinar um acordo de parceria com o Canadá no âmbito dos minerais raros”, anunciou a responsável, concluindo que a Europa “não são apenas palavras”.

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ING e CaixaBank são os principais candidatos à compra da Cetelem

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By: ECO

A venda da Cetelem, subsidiária de crédito ao consumo do grupo BNP Paribas, está a aproximar-se da fase final e há dois bancos internacionais — o neerlandês ING e o espanhol CaixaBank, que detém o BPI — na corrida à aquisição, avança esta terça-feira o jornal Cinco Días.

O fecho do negócio está previsto para o final deste ano, de acordo com a informação obtida pela imprensa económica espanhola através de fontes conhecedoras do assunto. No entanto, as duas propostas iniciais serão significativamente inferiores aos mil milhões de euros esperados pelo vendedor.

Segundo o Expansión, o CaixaBank é considerado o principal candidato à aquisição da marca BNP Paribas Personal Finance em Espanha e Portugal. O dono do BPI contratou a consultora EY para fazer a due diligence das contas da empresa de financiamento ao consumo, sendo que o processo de vistoria deverá estar concluído até ao final do próximo mês de novembro e envolve uma revisão abrangente da contabilidade da Cetelem, incluindo uma análise dos departamentos jurídico, fiscal e de tecnologia.

O banco Morgan Stanley também está a trabalhar com o banco espanhol na assessoria financeira.

O BNP Paribas iniciou a venda do seu negócio de crédito ao consumo em Espanha e Portugal com o objetivo de reformular a sua estratégia para concentrar-se em negócios considerados mais rentáveis, nomeadamente a gestão de ativos e a banca de investimento no mercado ibérico.

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Universitários desafiados a criar soluções para finanças pessoais em Open Day em Lisboa

A Cofidis e a consultora de talento Magma Studio realizam no dia 3 de novembro, nas Natura Towers, em Lisboa, uma nova edição do Open Day de Finanças Pessoais, dirigida a estudantes universitários, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Poupança.

A iniciativa, que marca também o Dia Mundial da Poupança a 31 de outubro, inclui pela primeira vez um mini hackathon, no qual os participantes trabalham em equipa para desenvolver “Soluções para os desafios financeiros dos jovens” e apresentam as propostas a um júri composto por responsáveis das duas entidades.

O programa é antecedido pela sessão de orientação prática “Dá voz às tuas finanças e carreira”, conduzida pelo especialista em finanças pessoais Diogo Marques. O evento decorre em duas sessões autónomas (manhã e tarde), com limite de 30 participantes cada, e inclui momentos de ‘networking’ e o “Safari pela Cofidis”, uma visita imersiva às instalações da instituição financeira. As sessões serão transmitidas em direto no TikTok.

“Mais do que abordar a poupança numa perspetiva estritamente teórica, é essencial envolver os jovens na construção de respostas para os seus próprios desafios. A entrada na vida ativa e a conquista da independência exigem informação credível, sentido crítico e autonomia”, afirmou Catarina Peleja, diretora Financeira, de Risco e Qualidade da Cofidis Portugal.

O Open Day dá continuidade à Escola das Finanças, projeto conjunto que desde outubro de 2023 já capacitou 111 mil jovens. O número de participantes passou de 26 mil no primeiro ano para 35 mil em 2025 e atingiu 50 mil inscrições em 2026. A formação com maior adesão este ano, sobre “Apoios e benefícios do Estado que a maioria dos jovens nunca pede”, registou mais de 6.500 inscrições.

“Os números alcançados pela Escola das Finanças demonstram que os estudantes e também profissionais com experiência têm uma enorme vontade de dominar a sua gestão financeira quando os conteúdos são acessíveis e ligados ao seu quotidiano”, sublinhou Miguel Gonçalves, CEO da Magma Studio.

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DBRS espera forte desempenho operacional do Abanca em 2026 com receitas resilientes e custos controlados

A Morningstar DBRS espera que o Abanca mantenha um forte desempenho operacional em 2026, sustentado pela resiliência das receitas recorrentes, pelo controlo dos custos operacionais e das imparidades de crédito e por receitas adicionais provenientes da venda de ativos recebidos em dação.

Numa análise aos resultados do terceiro trimestre e dos primeiros nove meses do ano, Maria Parra, vice-presidente para as instituições financeiras europeias da Morningstar DBRS, considera que o banco espanhol apresenta uma evolução operacional sólida, apesar da descida do resultado líquido acumulado até setembro.

A agência de notação financeira destaca a recuperação da margem financeira pelo segundo trimestre consecutivo, bem como o contributo dos seguros e das comissões para o crescimento das receitas nos primeiros nove meses de 2026.

A eficiência operacional também se manteve sólida, beneficiando da concretização de sinergias associadas às aquisições mais recentes e da disciplina na gestão dos custos. Em paralelo, o custo do risco permaneceu baixo e a qualidade dos ativos continuou a melhorar.

A descida do resultado líquido acumulado até setembro é atribuída pela DBRS à normalização da taxa efetiva de imposto, em resultado de uma menor utilização de créditos fiscais, e não a um enfraquecimento do desempenho operacional.

A agência salienta ainda que a capitalização do Abanca permanece sólida, com margens confortáveis face aos requisitos regulamentares.

Para o conjunto de 2026, a DBRS antecipa, assim, a manutenção de uma evolução operacional favorável, apoiada na capacidade de gerar receitas recorrentes, no controlo dos custos e das perdas de crédito e na contribuição adicional da alienação de ativos não estratégicos recebidos em dação.

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Factoring cresce 20,6% e leasing imobiliário recupera no primeiro semestre

A produção de factoring em Portugal atingiu 28,8 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2026, mais 20,6% do que no período homólogo, impulsionada sobretudo pelo confirming, enquanto o leasing imobiliário cresceu 15,1% e inverteu a quebra registada no ano anterior, segundo dados hoje divulgados pela Associação Portuguesa de Leasing, Factoring e Renting (ALF).

No factoring, os créditos tomados subiram de 23,9 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2025 para 28,8 mil milhões de euros, com o confirming a registar 14,4 mil milhões de euros, um aumento de 30,6% e mais de metade da atividade do setor. O factoring doméstico avançou 11,9%, para 11,1 mil milhões de euros, e o internacional 12,0%, para 3,3 mil milhões de euros.

No segmento internacional, a exportação cresceu 9,4%, para três mil milhões de euros, e as importações 45,1%, para 317 milhões de euros. A carteira de crédito concedido atingiu 11,1 mil milhões de euros, mais 8,1%, e o total sob gestão 12,3 mil milhões de euros, mais 8,5%.

O setor da Saúde Pública registou créditos tomados de 3,3 mil milhões de euros, um acréscimo de 6,5% face ao primeiro semestre de 2025.

Em contraste, a produção de leasing mobiliário recuou 6,2%, para 1,1 mil milhões de euros, e a de renting caiu 6,3%, para 499 milhões de euros, correspondente a 18.014 viaturas novas contratadas, menos 7,3% do que um ano antes.

No leasing mobiliário, os veículos pesados cresceram 9,4%, para 294 milhões de euros, enquanto os ligeiros recuaram 4,5%, para 456 milhões de euros. Os elétricos e híbridos plug-in representaram 43,9% dos veículos ligeiros financiados, contra 35,4% no período homólogo, com aumentos de 27% e 10%, respetivamente.

O leasing imobiliário atingiu 412 milhões de euros, face a 358 milhões de euros no primeiro semestre de 2025, revertendo a quebra de 19% registada no ano anterior. Empresas e entidades públicas concentraram 98,5% do valor, com destaque para os imóveis habitacionais, que somaram 126 milhões de euros, mais 14,3%, e para os industriais, que cresceram 63,4%, para 68 milhões de euros. Os imóveis comerciais recuaram 23,2%, para 118 milhões de euros.

Somando leasing mobiliário e imobiliário, o setor financiou investimentos de 1,5 mil milhões de euros, menos 1,1% do que no período homólogo.

Apesar da quebra na produção, a frota gerida pelas empresas de renting cresceu 6,8%, para 149.788 viaturas em circulação, avaliada em 3,3 mil milhões de euros, mais 9,9%. As viaturas elétricas de zero emissões representaram 28,4% das aquisições no renting, mais 3,3 pontos percentuais, e 21,6% da frota gerida.

“O primeiro semestre de 2026 mostra um setor com dinâmicas distintas. O Factoring e o Confirming reforçam o seu papel na gestão de tesouraria das empresas e o Leasing Imobiliário recupera, enquanto o Leasing Mobiliário e o Renting, apesar de um contexto de mercado mais exigente, continuam a desempenhar um papel relevante no financiamento da economia e na aceleração da transição para uma mobilidade de menores emissões”, afirmou o presidente da direção da ALF, Luís Augusto, citado em comunicado.

De acordo com o relatório estatístico anual de 2025 da Leaseurope, o mercado europeu de leasing e renting registou uma produção de 464 mil milhões de euros no ano passado, mais 3,2%, enquanto o cluster Mediterrâneo, que inclui Portugal, cresceu 7,0%. Em Portugal, o leasing e o renting financiaram 20% do investimento em equipamento e 4% do investimento imobiliário, a taxa mais elevada entre os países com dados reportados neste último segmento.

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Bancos preveem apertar crédito a PME e de longo prazo e ligeira redução da procura por crédito à habitação até final do ano

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Os bancos a operar em Portugal esperam uma ligeira diminuição da procura de empréstimos por parte dos particulares no quarto trimestre, tanto na habitação como no consumo e outros fins, segundo o Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito divulgado hoje pelo Banco de Portugal. O Banco de Portugal ressalva que “o questionário referente ao presente exercício foi enviado aos bancos no dia 21 de setembro de
2026 e o envio de respostas ocorreu até ao dia 6 de outubro. A avaliação da oferta e da procura refere-se ao terceiro trimestre de 2026 por comparação com o trimestre anterior. As expetativas referem-se ao quarto trimestre de 2026”.

No terceiro trimestre, a procura de crédito por parte dos particulares ficou praticamente inalterada. Na habitação, o nível geral das taxas de juro contribuiu ligeiramente para reduzir a procura, mas sem impacto no agregado.

Nas empresas, os bancos registaram uma diminuição da procura por parte das grandes empresas entre julho e setembro, justificada pelas menores necessidades de financiamento do investimento. Para o quarto trimestre, a avaliação das instituições é heterogénea, resultando, em média, numa ligeira descida da procura por parte das pequenas e médias empresas (PME) e dos empréstimos de longo prazo.

Critérios mais restritivos na habitação e no crédito a empresas

Do lado da oferta, os critérios de concessão de crédito às empresas não se alteraram no terceiro trimestre, mas ficaram ligeiramente mais restritivos nos empréstimos à habitação e, em menor grau, no crédito ao consumo e outros fins.

No segmento da habitação, os bancos apontam como fatores a alteração da Recomendação Macroprudencial do Banco de Portugal, a situação e as perspetivas do mercado imobiliário (incluindo a expectativa de evolução dos preços), a qualidade creditícia do mutuário e a tolerância ao risco. Quanto aos termos e condições, a maturidade tornou-se ligeiramente menos restritiva no crédito à habitação, mas a Recomendação Macroprudencial contribuiu para condições globalmente mais exigentes.

Nas empresas, a concorrência entre bancos levou a critérios ligeiramente menos restritivos, enquanto a perceção de risco associada a empresas ou setores específicos, em particular nas PME, pesou no sentido contrário. Os bancos reportaram ainda uma ligeira redução da restritividade nas taxas de juro, nos spreads dos empréstimos de risco médio e nas comissões. A proporção de pedidos de empréstimo rejeitados manteve-se inalterada.

Para o último trimestre do ano, os bancos antecipam critérios ligeiramente mais restritivos nos empréstimos a PME e de longo prazo, e nenhuma alteração nos particulares.

Acesso a financiamento deverá deteriorar-se

Nas questões ad hoc, as instituições indicam que o acesso às principais fontes de financiamento a retalho e por grosso não se alterou nos últimos três meses, mas preveem uma deterioração nos próximos três. O agravamento deverá incidir no financiamento através de dívida de médio e longo prazo, na titularização de empréstimos a empresas e à habitação e na capacidade de transferência de risco para fora do balanço.

Sobre as alterações à carteira de ativos de política monetária do BCE, os bancos reportam, nos últimos 12 meses, uma deterioração da posição de liquidez, com impacto no custo de financiamento e nas restrições de balanço, e uma ligeira melhoria da rendibilidade por via da margem financeira. Para os próximos 12 meses, preveem uma ligeira diminuição do total de ativos, devido à detenção de obrigações soberanas da área do euro, e nova deterioração do custo de financiamento. Não esperam impacto na política e no volume de crédito.

Ativos digitais sem impacto na banca portuguesa

O inquérito incluiu ainda uma questão sobre ativos digitais. Os bancos portugueses afirmam que os criptoativos, as stablecoins e os ativos tokenizados não tiveram impacto na sua situação financeira, na estratégia de negócio nem nos critérios de concessão de crédito nos últimos 12 meses, e não antecipam impacto nos próximos 12 meses.

Na área do euro, o cenário é diferente: os bancos, no conjunto, reportam um impacto positivo na estratégia de negócio, que esperam que seja bastante mais forte no próximo ano. Preveem ainda efeitos negativos no financiamento a retalho e critérios de concessão menos restritivos na habitação e, em menor grau, no consumo.

Segundo o Banco de Portugal, os dados prudenciais do segundo trimestre de 2026 indicam que a exposição a criptoativos é muito reduzida na generalidade dos bancos da área do euro, não ultrapassando 0,01% do total de ativos e 0,25% do capital Common Equity Tier 1 nos casos em que existe exposição.

O questionário foi enviado aos bancos a 21 de setembro e as respostas foram recebidas até 6 de outubro. A avaliação refere-se ao terceiro trimestre de 2026, por comparação com o trimestre anterior, e as expectativas ao quarto trimestre.

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Banca da zona euro restringe condições para conceder crédito no 3.º trimestre, refere BCE

Os bancos da zona euro restringiram ainda mais no terceiro trimestre os critérios de concessão de empréstimos às empresas e de créditos ao consumo devido ao aumento dos riscos e das taxas de juro, foi hoje anunciado.

O Banco Central Europeu (BCE) divulgou hoje a pesquisa sobre empréstimos bancários de outubro de 2026, que mostra que 9% dos bancos restringiram no terceiro trimestre os padrões de concessão de crédito às empresas, que são as diretrizes internas ou os critérios de aprovação de empréstimos, contra 7% no segundo trimestre.

Os bancos mantiveram neste período os critérios de concessão de empréstimos às famílias para a aquisição de habitação.

Além disto, 14% dos bancos disseram que restringiram os critérios de concessão de crédito ao consumo e outros empréstimos às famílias (contra 12% no segundo trimestre).

O BCE realizou a pesquisa com 159 bancos da zona euro entre 21 de setembro e 6 de outubro de 2026.

Alguns bancos também apontaram as pressões derivadas da incerteza geopolítica e da evolução do setor energético como motivo para restringir os critérios para conceder créditos.

Os critérios de concessão de crédito às empresas foram restringidos por 27% dos bancos em França e 6% das instituições bancárias na Alemanha, enquanto 11% dos bancos em Itália os flexibilizaram.

Na Alemanha, 4% dos bancos flexibilizaram os critérios de concessão de empréstimos para a habitação, enquanto estes foram mantidos em Espanha, França e Itália.

Além disso, os bancos na Alemanha mantiveram os critérios de concessão de crédito ao consumo, enquanto 38% dos bancos em França, 27% em Itália e 8% em Espanha os restringiram.

O BCE fez uma pergunta específica sobre os novos empréstimos para financiar a implementação ou o desenvolvimento da inteligência artificial (IA).

A maioria dos bancos ainda não incorporou critérios específicos para avaliar os empréstimos relacionados com a IA.

Um número reduzido de bancos disse que tem cada vez mais em conta a IA e os riscos associados e que submetem a um escrutínio mais rigoroso as empresas do setor tecnológico.

No quarto trimestre, os bancos preveem restringir ainda mais os critérios de concessão de crédito às empresas, dos empréstimos destinados à habitação e ao consumo para os níveis mais elevados desde o terceiro trimestre de 2023.

Além disso, os bancos rejeitaram mais pedidos de empréstimos em todos os grupos, mas principalmente no do crédito ao consumo.

No terceiro trimestre, a procura de crédito das empresas e das famílias caiu, tanto para comprar uma casa como para consumo, devido ao aumento das taxas de juro.

Da mesma forma, as empresas investem menos em ativos fixos e recorrem a fontes de financiamento alternativas.

A incerteza geopolítica e energética também trava a procura de empréstimos corporativos.

Vários bancos disseram que preveem um aumento gradual, mas sustentado, da procura de crédito destinada a financiar infraestruturas digitais, em concreto centros de dados.

Os bancos assinalaram que os seus empréstimos vinculados à IA se direcionarão mais provavelmente a fornecedores de infraestruturas do que para desenvolvimentos de ‘software’ ou a empresas que adotem aquela tecnologia, acrescenta o BCE.

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Bancos preveem ligeira redução da procura por crédito da casa até final do ano


Os bancos estão a prever uma “ligeira redução” da procura das famílias por crédito à habitação e também para o consumo na reta final do ano, de acordo com os resultados do inquérito ao setor sobre o mercado de crédito divulgados esta terça-feira.

Os dados do Banco de Portugal revelam que o agravamento das taxas de juro contribuiu já para uma diminuição da procura ao longo do terceiro trimestre, “mas sem impacto no agregado”.

O Banco Central Europeu (BCE) já subiu as taxas de juro por duas ocasiões este ano para travar a escalada da inflação por causa da guerra no Irão. Na reunião desta semana deverá ser mantido o nível de juros na Zona Euro, mas os mercados antecipam novo agravamento das taxas no encontro de dezembro.

Os resultados do inquérito mostram ainda que os bancos não esperam alterações nas condições dos empréstimos no quarto trimestre.

Em relação ao trimestre passado, o setor salienta que o aperto do Banco de Portugal em relação à chamada Recomendação Macroprudencial no início de agosto contribuiu “ligeiramente para termos e condições mais restritivos” nos empréstimos à habitação. O supervisor tornou mais exigente a taxa de esforço ao baixá-la para 45%.

Quanto ao segmento das empresas, os bancos também esperam uma ligeira diminuição na procura por parte das PME e nos empréstimos de longo prazo, mantendo-se a tendência do trimestre anterior.

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Crédito à habitação sobe pelo 32.º mês seguido e supera 120 mil milhões de euros em setembro


O crédito à habitação segue imparável. O stock de empréstimos para a compra de casa subiu em setembro pelo 32.º mês consecutivo e superou pela primeira vez a fasquia dos 120 mil milhões de euros.

A carteira dos bancos ‘engordou’ 1,12 mil milhões de euros no mês passado, o maior acréscimo desde julho, mostram os dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal.

Esta evolução reflete a crescente procura das famílias por crédito bancário para financiar a compra de casa, sobretudo dos mais jovens, à boleia da garantia pública, isto apesar do aperto das regras do Banco de Portugal que entraram em vigor no início de agosto.

Por outro lado, o aumento dos empréstimos à habitação traduz ainda o crescimento do preço das casas no país nos últimos anos. No segundo trimestre do ano foi de 18,4% em termos homólogos, segundo o INE.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A carteira de crédito à habitação dos bancos está a crescer de forma ininterrupta desde janeiro de 2024. Neste período de quase três anos já aumentou cerca de 22,4 mil milhões de euros.

Além da casa, os portugueses também estão a pedir mais crédito aos bancos com a finalidade do consumo. O montante de empréstimos ao consumo e outros fins aumentou 225 milhões de euros em setembro, atingindo os 36,1 mil milhões.

No que toca ao crédito às empresas, o stock subiu 454 milhões de euros em setembro, atingindo os 77,8 mil milhões. Em termos homólogos, observou-se um crescimento de 5,8%, igual ao registado no mês anterior.

(Notícia atualizada às 11h57 com mais informação)

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Avaliação bancária das casas continua a abrandar. Metro quadrado atinge 2.278 euros


À semelhança do que tem acontecido nos últimos meses, o valor da avaliação das casas realizada pelos bancos para efeitos de concessão de crédito à habitação voltou a abrandar em setembro. O preço mediano atingiu os 2.278 euros por metro quadrado, o que representa um aumento homólogo de 14,2%, inferior aos 14,7% registados em agosto.

Apesar do abrandamento do crescimento, o valor da avaliação bancária continua a aumentar mês após mês, com o preço por metro quadrado a subir 24 euros em setembro, face ao mês anterior, mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O instituto refere ainda que o número de avaliações bancárias considerado foi cerca de 32,6 mil, o que representa uma descida de 0,2% face ao mês anterior e de 1,2% face ao período homólogo.

Por tipologia, a avaliação bancária dos apartamentos atingiu 2.662 euros por metro quadrado, o que representa um crescimento homólogo de 15,4%. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.525 euros/m2) e no Algarve (3.010 euros/m2), com o Alentejo e o Centro a apresentarem os valores mais baixos (1.739 euros/m2 e 1.748 euros/m2, respetivamente).

O valor mediano dos apartamentos T1 e T2 subiu 32 e 20 euros, para 3.401 euros/m2 e 2.758 euros/m2, respetivamente, tendo a tipologia T3 apresentado um travão, ao baixar sete euros, para 2.266 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 93,3% das avaliações de apartamentos realizadas no período analisado.

Já o valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 1.621 euros/m2 em setembro, o que representa um acréscimo de 11,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Tal como nos apartamentos, os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2.942 euros/m2) e no Algarve (2.835 euros/m2), registando o Centro e o Alentejo os valores mais baixos (1.172 euros/m2 e 1.284 euros/m2, respetivamente).

O valor mediano das moradias T2 subiu nove euros, para 1.634 euros/m2, o das T3 subiu cinco euros (para 1.581 euros/m2) e o das T4 subiu 12 euros, para 1.647 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 87,6% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.

Por regiões, a Península de Setúbal (18,4%) registou o maior crescimento, não se tendo observado qualquer redução.

(Notícia atualizada às 11h29)

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Depósitos a prazo recuperam após maior queda em 16 meses


O stock de depósitos a prazo voltou a subir em setembro, aumentando cerca de 284,4 milhões de euros, recuperando assim da maior queda em quase em ano e meio registada no mês anterior, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal.

No final do mês passado, os bancos guardavam um total de 116,4 mil milhões de euros em depósitos de particulares (incluindo aplicações a prazo acordado e com pré-aviso). Em agosto, mês que costuma a registar um recuo das poupanças das famílias por causa das férias, o stock havia recuado quase 350 milhões, a contração mais acentuada desde abril de 2025. No mês anterior, em julho, também havia cedido 21,5 milhões.

Os juros dos depósitos a prazo têm vindo a subir por causa do aperto financeiro do banco central para controlar a inflação provocada pela guerra. Em agosto, a taxa média das novas aplicações aumentou pelo sétimo mês seguido para 1,63%.

Ainda assim, continua muito aquém do que outros produtos concorrentes estão a oferecer, incluindo os Certificados de Aforro, cuja remuneração, indexada à Euribor a 3 meses, atingiu o teto máximo nos 2,5% há vários meses. Julho trouxe ainda o relançamento de uma nova série dos Certificados do Tesouro, com condições mais atrativas.

Apesar do aumento das aplicações a prazo, a base de depósitos dos bancos caiu 978 milhões em relação a agosto, ascendendo a 203,2 mil milhões de euros. Foi o terceiro mês em quebra.

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A descida registada em setembro deveu-se à diminuição de 1,26 mil milhões de euros do dinheiro guardado em contas à ordem.

Em relação aos depósitos das empresas, o stock atingiu os 80,5 mil milhões de euros no final do mês passado, menos 858 milhões em relação ao mês anterior, segundo os dados do supervisor bancário.

(Notícia atualizada às 11h14 com mais informação)

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Juros da dívida sobem a dois, a cinco e a 10 anos

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a segunda-feira, alinhados com os de Itália, enquanto os da Alemanha desciam no prazo mais longo.

Às 08:45 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,876%, contra 3,865% na segunda-feira.

Os juros a cinco anos também subiam, para 3,455%, contra 3,446%.

No mesmo sentido, os juros a dois anos avançavam, para 3,172%, contra 3,166% na véspera.

Os juros de Espanha recuavam a dois anos e avançavam a cinco e a 10 anos, enquanto os da Grécia desciam a dois e cinco anos e subiam a 10 anos.

Os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam, para 3,358%, contra 3,366%, enquanto os de França se moderavam, para 4,942%, contra 4,900%.

O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, também descia, para cerca de 160 pontos base, depois de ter atingido máximos dos últimos 15 anos na semana passada, e mantinha-se acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

Os juros da dívida dos EUA subiam, para 4,992%, contra 4,989% na véspera.

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:45:

2 anos…5 anos…10 anos

Portugal

27/10…….3,172…3,455…..3,876

26/10…….3,166…3,446…..3,865

Espanha

27/10…….3,235…3,520…..4,005

26/10…….3,236…3,518…..3,998

Grécia

27/10…….3,228…3,753…..4,326

26/10…….3,242…3,756…..4,311

Itália

27/10…….3,511….3,984…..4,511

26/10…….3,507….3,970…..4,487

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

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Lucro do Abanca Portugal sobe 19,5% para 99 milhões até setembro


O Abanca Portugal fechou os primeiros nove meses do ano com um resultado antes de impostos de 99 milhões de euros, o que representa um crescimento de 19,5% face ao período homólogo, adiantou a empresa em comunicado divulgado esta terça-feira.

O banco espanhol destaca que “a evolução dos resultados foi acompanhada pela melhoria da eficiência, com os custos operacionais a diminuírem 8,3% em termos homólogos”, num período em que a instituição captou 19 mil novos clientes no país.

O volume de negócio atingiu 21.260 milhões de euros no final de setembro, mais 4,0% face a 30 de setembro de 2025. Já o crédito líquido a clientes aumentou 4,3%, para 9.022 milhões de euros, enquanto os recursos fora de balanço mantiveram um forte dinamismo, com um crescimento de 24,2%, para 3.211 milhões de euros.

A instituição destaca ainda a evolução dos fundos de investimento, que atingiram 2.422 milhões de euros.

No que diz respeito aos indicadores de qualidade do crédito, o rácio de crédito em incumprimento reduziu-se para 2,1%, menos 29 pontos base face a setembro de 2025, enquanto o rácio de cobertura de crédito em incumprimento se situou nos 86,6%.

Imposto corta lucros do grupo até setembro

O banco espanhol fechou os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido de 579,1 milhões de euros, menos 13,6% do que no mesmo período do ano anterior, devido ao aumento da taxa efetiva de imposto provocado pela menor utilização de créditos fiscais. Sem contabilizar o efeito dos impostos, o lucro teria aumentado 2,4% em termos homólogos, para 764,5 milhões de euros.

A entidade liderada por Juan Carlos Escotet destaca ainda que a rentabilidade ROTE situou-se nos 12,2% e a rentabilidade sobre CET1 nos 14,8%, com uma elevada margem face ao custo do capital.

Desde o início do ano, o banco galego captou mais de 116.000 novos clientes em Espanha e Portugal, a maioria (sete em cada dez) fora do seu mercado de origem. A entrada de novos clientes e a evolução do negócio permitiu à entidade aumentar o volume de negócios em 6,4% para 142.859 milhões de euros.

O banco financiou cerca de 14 mil milhões de euros para famílias e empresas, com crescimentos das novas operações de 8,3% e 5,6%, respetivamente. Os recursos de clientes aumentaram 5,5% no período, com crescimento tanto nos depósitos como nos recursos fora de balanço. A domiciliação de salários cresceu 11,3%.

“A solidez dos seus fundamentos permite ao Banco enfrentar o atual contexto de incerteza a partir de uma base robusta. A combinação de uma ampla solvência (1.900 milhões de euros de reserva de capital), elevada qualidade dos ativos (taxa de incumprimento de 1,8% e cobertura de 88%) e uma confortável posição de liquidez coloca o ABANCA entre as entidades mais sólidas do setor”, adianta o banco em comunicado.

Durante o terceiro trimestre, o banco revela que continuou a avançar na sua transformação tecnológica através de uma adoção intensiva da IA, com uma estratégia digital orientada para o cliente, a cibersegurança e a excelência operacional. “Os 250 casos de utilização de IA implementados para a transformação dos processos permitem uma maior personalização da oferta e uma importante poupança de tempo, que se traduz numa melhor atenção ao cliente”, conclui.

(Notícia atualizada às 10:00)

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BCP: lucro do Bank Millennium sobe 30% nos primeiros nove meses

O Banco Comercial Português (BCP) informou esta terça-feira 27 de outubro que o Bank Millennium, unidade polaca em que detém 50,1% do capital e que consolida integralmente, registou um lucro líquido de 1.109 milhões de zlótis (259,7 milhões de euros) nos primeiros nove meses de 2026, um aumento de 30% face aos 855 milhões de zlótis (cerca de 200 milhões de euros) do período homólogo.

O BCP atribuiu a evolução positiva à resiliência da margem financeira após a redução significativa das taxas de mercado, ao crescimento das comissões, à manutenção de disciplina de custos e à redução dos encargos com créditos hipotecários denominados em moeda estrangeira, apesar do aumento significativo da taxa efetiva de imposto.

Os custos antes de impostos associados aos créditos hipotecários em moeda estrangeira (francos suíços) caíram 63% nos primeiros nove meses de 2026 face ao período homólogo, mas continuaram a condicionar os resultados do Bank Millennium.

A margem financeira caiu 1% em termos homólogos, embora tenha subido 7% face ao segundo trimestre de 2026. A margem financeira líquida (NIM) fixou-se em 3,54%, contra 4,10% nos primeiros nove meses de 2025. As comissões líquidas aumentaram 9%, os custos operacionais subiram 7%, os proveitos core mantiveram-se estáveis e o resultado operacional recuou 3%.

O rácio de crédito com imparidade (Stage 3) situou-se em 3,6%, contra 4,2% no período homólogo, enquanto o custo do risco foi de 37 pontos base. O rácio de loans-to-deposits estava em 58% em setembro de 2026.

Em termos de capital, o rácio CET1 fixou-se em 13,7% em setembro, o Tier 1 em 16,1% e o rácio de capital total em 20,6%, apoiados pela emissão de AT1 de 1,5 mil milhões de zlótis (cerca de 351 milhões de euros) realizada em janeiro de 2026, por uma emissão subordinada Tier 2 de 500 milhões de euros em maio e pela continuação da geração orgânica de capital.

A carteira de crédito aumentou 11% face ao período homólogo e os depósitos totais de clientes também cresceram 11%, com os recursos fora de balanço a subirem 21%. A nova produção de crédito registou aumentos de 26% no crédito pessoal, 224% no crédito hipotecário, 25% no crédito a empresas e 22% tanto no leasing como no factoring.

No retalho, o número de clientes particulares ativos ultrapassou 3,39 milhões, mais 160 mil do que no período homólogo, com mais de 3,2 milhões de clientes digitais ativos e 95% dos clientes ativos a utilizarem canais digitais. Os depósitos de particulares aumentaram 14% e o crédito a particulares 5%. Nos clientes empresariais, os depósitos de empresas e setor público subiram 3%, o crédito aumentou 25%, os outros créditos e factoring cresceram 33% e o negócio de leasing avançou 11%.

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Banco do BCP na Polónia aumenta lucros em 30% até setembro


O Bank Millennium, detido em 50,1% pelo BCP, fechou os primeiros nove meses do ano com lucros de 1.109 milhões de zlótis (259,7 milhões de euros), o que representa um aumento de 30% face aos 855 milhões de zlótis reportados no período homólogo.

O banco realça que “a evolução positiva dos resultados reflete a resiliência da margem financeira após a redução significativa das taxas de mercado, o crescimento das comissões, a manutenção de uma rigorosa disciplina dos custos e a significativa redução dos encargos relacionados com créditos hipotecários denominados em moeda estrangeira, não obstante o aumento significativo da taxa efetiva de imposto”.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a instituição refere ainda que, apesar dos custos associados aos créditos hipotecários em moeda estrangeira, antes de impostos terem 63% nos primeiros nove meses do ano, em termos homólogos, continuam a condicionar os resultados.

A margem financeira caiu 1%, face ao período homólogo, com a taxa de margem financeira (NIM) a baixar de 4,1%, nos primeiros nove meses de 2025, para 3,54%, no final de setembro. Por sua vez, as comissões líquidas aumentaram 9% face ao período homólogo.

O rácio de crédito com imparidade (Stage 3) baixou nos primeiros nove meses do ano, ao fixar-se em 3,6%, abaixo dos 4,2% no mesmo período do ano passado.

O rácio de capital CET1 fixou-se, em setembro de 2026, em 13,7%, o rácio de capital T1 fixou-se em 16,1% e o rácio de capital total em 20,6%, “suportados pela inclusão da emissão de AT1 no montante de 1,5 mil milhões de zlótis realizada em janeiros de 2026 e de uma emissão subordinada (Tier 2) de 500 milhões de euros realizada em maio de 2026 e ainda pela continuação da geração orgânica de capital (inclusão de 65% do resultado líquido do Banco
no 1.º semestre de 2026 nos fundos próprios regulamentares)”, detalha a instituição.

A carteira de crédito aumentou 11% até setembro, com o número de clientes particulares ativos a ultrapassar os 3,39 milhões, após um crescimento de 160 mil face ao período homólogo.

O banco BCP apresenta as contas dos primeiros nove meses esta quarta-feira, dia 28 de outubro, após fecho do mercado.

(Notícia atualizada)

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