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Euribor termina outubro com média inalterada a 3 meses, a subir a 6 e a cair a 12 meses

30 October 2026 at 11:56
euribor a 6 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três e seis meses e desceu a 12 meses face a quinta-feira, terminando outubro com a média mensal inalterada no prazo mais curto, a avançar no intermédio e a descer no mais longo.

A média mensal da Euribor em outubro manteve-se em 2,635% a três meses e subiu 0,053 pontos para 2,975% a seis meses. Já a média da Euribor a 12 meses desceu 0,008 pontos para 3,239% em outubro.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 2,992%, mais 0,019 pontos percentuais que na quinta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje, para 3,306%, menos 0,002 pontos que na véspera.

A Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,676%, mais 0,033 pontos.

Como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras na quinta-feira e, segundo o mercado, adiou a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em Frankfurt em 16 e 17 de dezembro.

Em 10 de setembro, também como esperado pelos mercados, o BCE subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Institucionais que compram imóveis para arrendar não beneficiam do IVA a 6%

30 October 2026 at 07:42

A impossibilidade de fundos e outros investidores institucionais beneficiarem automaticamente do IVA a 6% na construção está a gerar críticas entre os especialistas do setor imobiliário.

Em causa está quem compra imóveis já concluídos para os colocar no mercado de arrendamento e cujas operações não reúnem os requisitos legais para beneficiarem do incentivo fiscal.

Contudo, a limitação não abrange automaticamente todos os fundos imobiliários: depende da estrutura do investimento e do enquadramento da operação.

Bruna Melo, partner de International Tax and Transaction Services da EY, explica que a taxa reduzida de IVA a 6% na construção cobre dois cenários. “Um é a venda a quem vai viver na casa, com preço até 660.982 euros. O outro é o arrendamento pelo próprio promotor, com renda até 2.300 euros por mês. Valores que serão atualizados para 2027”.

“Fica de fora a venda a investidores que comprem os imóveis para os arrendar a rendas moderadas”, afirma. Como tal, na prática, quem constrói para vender a um investidor paga IVA a 23% e quem constrói para vender a famílias paga a 6%.
“A diferença de tratamento não tem justificação face ao objetivo da medida, que é o de colocar mais casas no mercado a preços moderados”, defende.

E critica o desconhecimento da dinâmica do setor por parte do Governo. “Em tese, o promotor constrói para vender e raramente está alinhado com o modelo de construção para arrendamento, que obriga a deter o imóvel durante anos”, diz.

Por outro lado, os investidores institucionais, como fundos de pensões e fundos de investimento têm outro perfil. “Não querem expor-se ao negócio da promoção imobiliária, com os seus riscos de licenciamento, obra e comercialização. Querem deter imóveis para arrendamento, muitas vezes a longo prazo. Procuram rendimentos estáveis e previsíveis, e por isso compram o ativo já construído, em bloco, e gerem-no de forma profissional”, aponta, realçando que o promotor assume o risco de construir e sai com a venda.

Esta limitação no regime deixa fora dele um conjunto significativo de investidores com capacidade para financiar, gerir e colocar no mercado grandes carteiras de habitação para arrendamento.

“Quando a oferta é escassa e os preços são elevados, dispensar capital de longo prazo e gestão profissional é um contrassenso. A venda a um investidor, de uma só vez, também dá ao promotor a segurança necessária para avançar com o projeto”, sublinha.
Como tal, acredita que este cenário permitiria ainda colocar num único momento um número expressivo de casas no mercado de arrendamento, o que ajudaria a equilibrar as rendas.

Bruna Melo diz que o problema não se esgota nestecaso concreto, pois o regime está repleto de condições e exclusões. “Cada requisito acrescenta risco para quem investe e abre espaço a interpretações diferentes entre contribuintes e AT, criando incerteza e imprevisíbilidade, essenciais para a decisão de investir”. afirma.

Pioridade a quem constrói
Pedro José Santos, coordenador do Departamento Fiscal da RSN Advogados diz que a questão se coloca, sobretudo, quando os fundos, seguradoras ou outros investidores institucionais não intervêm na construção e entram apenas numa fase posterior, adquirindo imóveis já concluídos para os colocar no mercado de arrendamento.

“Aí existe efetivamente uma limitação ao aproveitamento do benefício, mas ela parece-me coerente com a lógica subjacente ao regime, de fazer com que a redução do IVA se traduza, tanto quanto possível, numa diminuição efetiva do custo da habitação para quem compra para habitação própria ou numa redução do custo de produção da habitação que é diretamente colocada no mercado de arrendamento, evitando que o benefício fiscal se dilua numa cadeia de intermediação sem impacto necessário no preço final ou na renda praticada”, explica.

O advogado defende que tal como está estruturado, o benefício deve seguir a criação de habitação e não apenas a circulação do ativo imobiliário e reconhece que se o objetivo é criar nova oferta de habitação, faz mais sentido premiar quem assume o risco de construir do que quem entra apenas depois de o imóvel estar concluído.

“Esta limitação pode ser parcialmente ultrapassada através de estruturas de associação entre promotores e investidores institucionais, permitindo que os fundos participem desde a fase de desenvolvimento e construção dos projetos”, refere.

Clarificação fiscal
Sérgio Fagundes Conceição, associado principal da Antas da Cunha Ecija, alerta para a necessidade de distinguir corretamente as verbas incluídas nos contratos de empreitada, nomeadamente seguros, cauções e fundos de garantia.
“Não existe uma exclusão automática de ‘seguros’ e ‘fundos’ do IVA a 6%; existe, sim, uma necessidade de qualificar cada verba”, sublinha.

Os seguros debitados pelo empreiteiro ao dono da obra podem constituir despesas acessórias da empreitada e integrar a base tributável. Já as cauções e os depósitos de garantia verdadeiramente reembolsáveis podem ficar fora dessa base, desde que não correspondam, na realidade, a uma parte do preço ou a uma contraprestação por serviços.
“As quantias que sejam preço ou despesas acessórias da empreitada tendem a integrar a base tributável. As quantias que sejam meras garantias reembolsáveis, ou pagamentos feitos em nome e por conta do dono da obra e corretamente registados como tal, podem ficar fora da base tributável”, conclui.

Pedidos de despejo representam apenas 0,5% dos contratos e demoram em média dez meses

By: ECO
30 October 2026 at 07:56

A maioria dos pedidos de despejo que chegam ao Balcão do Arrendatário e do Senhorio (BAS) deve-se à falta de pagamento de rendas, mas os 7.400 pedidos que deram entrada, nos últimos cinco anos, com esse argumento para a saída dos inquilinos, representam apenas 0,5% dos 1,4 milhões de contratos de arrendamento e subarrendamento comunicados à Autoridade Tributária.

A informação é avançada esta sexta-feira pelo semanário Expresso (acesso pago), que conclui que os pedidos de despejo apresentados por proprietários em Portugal representa uma “ínfima realidade”, tendo em conta a quantidade de famílias a arrendar casa no país.

Segundo os dados do BAS, a plataforma que centraliza os Procedimentos Especiais de Despejo (PED), apresentados ao matutino, nos primeiros dez meses de 2026 entraram 2.181 pedidos de desocupação: 59% por incumprimento no pagamento das rendas e 26% por oposição do senhorio à renovação do contrato. 

Em média, o processo entre o pedido de despejo e a desocupação da casa leva 292 dias, cerca de dez meses. “O travão aos aumentos que existia nos novos contratos era importante. Agora o senhorio faz as contas, opõe-se à renovação e pede um aumento de 100%, 200%, entra na bolha especulativa”, refere o presidente da Associação de Inquilinos Lisbonenses, Pedro Ventura.

Fábrica da Tupperware em Constância vendida por 4 milhões

30 October 2026 at 01:15
A fábrica em Constância foi vendida a uma empresa de cutelaria de Leiria, não identificada. A venda vai permitir pagar cerca de 50% dos créditos dos trabalhadores.

© PAULO CUNHA/LUSA

A fábrica foi colocada à venda por 10 milhões, mas foi vendida por apenas 4 milhões.

PS pede explicações ao governador do Banco de Portugal sobre nova sede e acusa-o de opacidade

By: Lusa
29 October 2026 at 18:12

O PS pediu esta quinta-feira explicações ao governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, sobre as alterações ao contrato da nova sede, considerando que está solução “é pior, opaca, sem informação e não rigorosa”.

O Banco de Portugal (BdP) informou esta quinta-feira que alterou o contrato-promessa da compra da nova sede em Entrecampos, Lisboa, para ficar apenas com um edifício, em vez de dois, apontando uma redução do investimento em 35 milhões de euros, para 225 milhões.

“Passámos da transparência [de Mário Centeno] para a opacidade. O que o governador do Banco de Portugal apresentou hoje é um comunicado em que nós não conhecemos os projetos, as negociações, se houve auditoria àqueles projetos, para perceber se os projetos estavam todos adequados e salvaguardavam o interesse do Banco de Portugal, o interesse público”, criticou, em declarações aos jornalistas, o deputado do PS, Carlos Pereira.

Na perspetiva do socialista, esta solução “é pior” e, “mais grave do que isso, é opaca, não tem informação, não é transparente, não é rigorosa sequer”. “E isso preocupa-nos significativamente. E quero também dizer que é muito importante perceber o que pensa o Conselho de Administração sobre esta matéria”, disse ainda.

Carlos Pereira referiu que o Conselho de Administração é o mesmo e, quando o antigo governador Mário Centeno apresentou a sua solução, “havia um consenso” entre os administradores. “Ora, estamos a falar de uma solução completamente diferente, que custa mais por metro quadrado, que não reúne todos os serviços do mesmo espaço e é preciso perceber o que pensa, de facto, o Conselho de Administração”, defendeu.

Considerando que Álvaro Santos Pereira “terá que explicar tudo isto nos próximos tempos”, o deputado do PS disse que o partido admite vir a pedir uma audição parlamentar caso estas explicações não surjam até ao final do processo orçamental, período durante o qual outros trabalhos no Parlamento estão suspensos.

“O Governador do Banco de Portugal foi muito célebre a fazer acusações ao anterior Governador e está há três meses para responder à Assembleia da República a um pedido que foi feito pelo Grupo Parlamentar do PS a 11 de julho“, criticou, exigindo que toda essa documentação seja enviada.

Para Carlos Pereira, o comunicado desta quinta-feira “é quase uma manhosice” porque “conclui que aquela obra fica 35 milhões de euros mais barata”, o que diz ser “outra mentira”.

“Tínhamos uma sede com 27 mil metros quadrados e agora uma sede com menos cinco mil metros quadrados. Estamos a comprar por metro quadrado um valor bastante superior. Se fizermos uma comparação ao preço que Mário Centeno queria comprar a sede anterior com a dimensão que Álvaro Santos Pereira quer comprar esta, estamos a falar de mais cinco milhões de euros”, comparou.

O deputado do PS começou a conferência de imprensa com uma provocação, remetendo para um episódio do tempo em que Álvaro Santos Pereira era ministro da Economia: “O Banco de Portugal não é propriamente uma loja de pastéis de nata”.

Segundo o comunicado, a alteração ao contrato foi assinada esta semana entre o BdP e a Fidelidade, promotora da construção das futuras instalações, através de um aditamento ao contrato-promessa de compra e venda celebrado em 2025.

Com a mudança, o valor da compra do edifício baixa de 191,99 milhões de euros para 165,09 milhões e o montante global do investimento estimado, que inclui o mobiliário e capacitação técnica para o espaço entrar em funcionamento, será de 225 milhões de euros, menos 35 milhões do que o projetado na versão inicial (260 milhões de euros).

O contrato promessa inicial previa a compra de dois edifícios separados, unidos por um túnel (os chamados edifícios A3 e A2). A alteração ao contrato prevê uma troca de edifícios, para uma única torre do mesmo empreendimento (o edifício A1), estando previsto um auditório localizado separadamente, no edifício A3.

Bispo do Porto diz que Igreja Católica deve disponibilizar mais património para habitação

By: ECO
29 October 2026 at 12:54

O bispo auxiliar do Porto e presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, Roberto Mariz, diz que a Igreja Católica em Portugal está a avaliar a possibilidade de permitir para uso habitacional imóveis que atualmente se encontram vazios, incluindo residências paroquiais. Em entrevista ao jornal 7Margens, o responsável abre a porta à disponibilização para arrendamento a custos acessíveis.

O bispo auxiliar do Porto confirmou que esta reflexão não é de agora, uma vez que já tem vindo a ser feita nas dioceses e deverá ser reforçada tendo em conta o agravamento da crise da habitação. No entanto, reconhece que o património não será de grande quantidade, dado que grande parte está em utilização ou não reúne condições para ser transformado em habitações.

“A Igreja, naquilo que é a sua realidade central de cada diocese, na articulação depois com as paróquias, olhando o que tem como património que porventura não esteja a ser necessário ou a ser utilizado, [deve] também ponderar a disponibilização, em dadas situações, para o fim habitacional e, nomeadamente, em arrendamento com preços que possam ser controlados, acessíveis”, explicou Roberto Mariz.

O também presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social mostrou disponibilidade para acelerar a discussão. “Esta reflexão já vem de trás e agora ainda será fortalecida para que algumas das situações possam ser traduzidas para a habitação”, detalha.

O jornal dá o exemplo de dois casos em que património da Igreja já está a ser usado para habitação: o convento de Balsamão, em Macedo de Cavaleiros, em que Missionários Marianos da Imaculada Conceição acolhem desde 2022 refugiados, migrantes e requerentes de asilo, bem como o antigo Seminário Menor da Diocese da Guarda, no Fundão, que foi colocado ao serviço de uma resposta de alojamento e integração de migrantes.

Banco de Portugal prevê investir 225 milhões de euros na nova sede

29 October 2026 at 12:31

O Banco de Portugal assinou esta semana com a Fidelidade o aditamento ao contrato de compra e venda do edifício que será a nova sede e em relação à qual estima um investimento global de 225 milhões de euros, cerca de menos 35 milhões em relação ao projeto inicial do tempo de Mário Centeno. A mudança só deverá acontecer em 2030.

Tal como anunciado em julho pelo governador Álvaro Santos Pereira no Parlamento, a nova sede vai passar a ocupar apenas um edifício (A1) em vez de dois (A2 e A3) no mega-projeto imobiliário que está a ser desenvolvido pela seguradora nos antigos terrenos da Feira Popular, em Entrecampos.

O edifício vai custar 160,09 milhões de euros no projeto core & shell, que deverá estar pronto até junho de 2028. São menos 32 milhões em relação ao que iam custar os dois edifícios que estavam projetados no contrato assinado em maio de 2024.

Além disso, o banco liderado por Álvaro Santos Pereira prevê ainda gastar aproximadamente 65 milhões de euros na fase do fit out, de capacitação técnica do edifício, e que deverá demorar outros dois anos. Valor baixa em relação aos 72 milhões previstos inicialmente.

Apesar da redução de 5 mil metros quadrados (m2) do projeto inicial para o novo projeto, o banco assegura que o novo edifício, com 27 mil metros quadrados, terá lugar atribuído para os 1.400 trabalhadores que estão neste momento dispersos por quatro localizações – embora o banco tenha avançado com uma política de mobilidade regional que permite aos funcionários trabalharem em agência regionais. Num primeiro momento, 35 trabalhadores já se candidataram ao programa, mas está previsto mais períodos de candidatura no futuro.

O Banco de Portugal estima que a mudança para um único edifício traga poupanças na ordem dos 10 milhões de euros por ano em termos de custos correntes. Sobretudo por conta de rendas que paga atualmente nos edifícios localizados na Rua do Castilho e na Avenida da República, mas também outros aspetos relacionados com segurança e limpeza, entre outros.

A nova versão do contrato prevê ainda a aquisição dos espaços comerciais do edifício A3, que fica ao lado da nova sede, e onde será construído o auditório (que também estava previsto na solução inicial).

Em comunicado, o Banco de Portugal adianta que “parte significativa” do investimento na nova sede “será financiada com o resultado da alienação de património imobiliário”, nomeadamente o edifício da Almirante Reis (que deverá ser colocado no mercado nos próximos meses) e outros imóveis, com o terreno da Bensaúde, nas Laranjeiras.

Em relação à sede histórica, localizada na Baixa lisboeta, manterá o Museu do Dinheiro e os serviços de tesouraria e atendimento ao público, com o banco a salientar que pretende reforçar a aproximação daquelas instalações à comunidade.

Análise revela mercado residencial mais exigente e seletivo

29 October 2026 at 11:38
A Century 21 sublinha o facto do tempo médio de absorção dos imóveis acompanhados pela imobiliária estar a passar de 107 para 119 dias, criando uma "maior exigência" no mercado.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

"Embora o número de vendas tenha crescido, o tempo que demora até à conclusão de um negócio também aumentou"

Taxa Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses

29 October 2026 at 10:42
euribor a 6 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 2,973%, mais 0,013 pontos percentuais que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu hoje, para 3,308%, mais 0,018 pontos que na véspera.

A Euribor a três meses também avançou hoje, ao ser fixada em 2,643%, mais 0,025 pontos.

O mercado espera que o Banco Central Europeu (BCE) mantenha hoje as taxas diretoras e adie a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em 16 e 17 de dezembro.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Uma em cada cinco casas de 1 milhão foi vendida em menos de um mês em Portugal

29 October 2026 at 10:34

Em Portugal, uma em cada cinco casas anunciadas por mais de um milhão de euros foi vendida em menos de um mês, no terceiro trimestre de 2026 e de acordo com os dados do idealista revelados esta quinta-feira.

O portal dá o exemplo de Faro já que neste distrito algarvio, um dos mais procurados para a compra de casas de luxo, 16% do stock premium saiu do mercado em menos de uma semana.

O idealista dá conta de um ritmo de vendas acelerado neste segmento e há dois números que o comprovam: cerca de 9% das casas de luxo saíram do mercado em menos de sete dias e 12% venderam-se entre uma semana e um mês.

“Faro é o distrito onde mais casas de luxo se vendem em menos de uma semana (16% do stock local), seguido do Porto (12%), de Setúbal (11%) e de Aveiro (10%). Alargando o prazo a um mês, cerca de uma em cada quatro casas de luxo no Porto e em Faro encontrou comprador nesse período. Ao nível dos municípios, é no Porto que mais casas premium se vendem em menos de 30 dias (26%), à frente de Lisboa (17%)”, pode ler-se em comunicado do portal idealista.

Estes especialistas destacam que quase um quinto da oferta premium nos distritos de Lisboa e de Aveiro saiu do mercado em apenas 30 dias. Na ilha da Madeira e em Setúbal, cerca de 15% do stock encontrou comprador no mesmo período.

Neovalora lança canal de vendas para mediadoras e consultores imobiliários em Portugal

29 October 2026 at 06:22

A Neovalora, empresa leiloeira portuguesa, lançou esta quarta-feira um novo canal de comercialização dirigido a mediadoras e consultores imobiliários, baseado em leilões privados, com o objetivo de acelerar a venda de imóveis que permanecem longos períodos no mercado ou apresentam preços desajustados.

A plataforma digital da empresa combina tecnologia e processos competitivos para aumentar a liquidez dos ativos imobiliários, integrando-se nas estratégias comerciais das mediadoras sem substituir a relação destas com os clientes.

“Queremos estar ao lado das mediadoras no processo de venda, oferecendo uma solução complementar ao trabalho que já realizam”, afirmou Fabio Mazza, cofundador e diretor-geral da Neovalora. Segundo o responsável, o setor imobiliário português “precisa, sobretudo, de inovação, colaboração e novas soluções que ajudem os profissionais a vender melhor”.

O modelo prevê a prestação de serviços especializados às mediadoras, incluindo organização de leilões, promoção dos imóveis e acompanhamento das transações. A remuneração inclui o pagamento pelos serviços e uma comissão de sucesso associada às vendas concretizadas.

Pedro Vicente, sócio fundador da empresa, considerou que a solução pode contribuir para “acelerar a venda de imóveis que estão fora do mercado e promover preços mais ajustados às condições atuais”, referindo ainda um eventual impacto no combate à escassez de habitação e à especulação imobiliária.

Ao contrário dos leilões associados a processos judiciais ou insolvências, a Neovalora aposta exclusivamente em leilões privados e extrajudiciais. “Os leilões imobiliários privados ainda são pouco comuns em Portugal, mas em diversos países constituem uma estratégia de comercialização amplamente utilizada”, disse Pedro Vicente.

Fabio Mazza defendeu que o leilão funciona como instrumento de formação de preços: “Não existe para vender mais caro nem para vender mais barato. Existe para encontrar o preço certo, naquele momento, através de um processo competitivo e transparente.”

A plataforma permite leilões presenciais, online ou em formato misto (flex), com participação remota de compradores nacionais e internacionais. Cada processo inclui estratégia de comunicação específica, calendário definido e regras claras de participação.

Com sede em Lisboa, a Neovalora disponibiliza também modalidades de venda direta (“Compra Já”) e negociação estruturada. Os fundadores acumulam experiência nas áreas da leiloaria, mediação imobiliária e promoção de empreendimentos em Portugal e na América do Sul.

 

Crise habitacional e figuras esquecidas

29 October 2026 at 00:08

Comprar casa tornou-se equação de difícil resolução. A crise da habitação exige construir mais? Sim, mais, mais rápido e melhor. Não se discute os novos modelos de construção e o setor mostra clara resistência à mudança. Por outro lado, o problema do tempo dos licenciamentos e dos solos disponíveis para construir.

As “acampadas” procuram encontrar “culpados” para exibir em praça pública, mas violar propriedade privada e limitar preços e rendas por decreto não é solução económica e socialmente sustentável.

Revisito aqui instrumentos jurídicos de acesso à propriedade, figuras esquecidas ou porventura desconhecidas de muitos. Entre eles, a locação financeira: poderá o leasing imobiliário oferecer alternativa ao crédito hipotecário tradicional?

O mecanismo é simples e está consagrado num diploma legal com mais de trinta anos (Decreto-Lei n.º 149/95): uma entidade habilitada adquire ou constrói um imóvel por indicação do locatário (interessado em comprar), cedendo-lhe o gozo mediante retribuição. Decorrido o prazo contratual da locação, o locatário poderá comprá-lo pelo valor contratualmente determinado ou determinável. A aquisição não é obrigatória e depende apenas do exercício desta opção.

O interesse da figura reside na função de garantia desempenhada pela propriedade. No crédito hipotecário, a entidade financiadora (habitualmente um banco) tem apenas garantia real (hipoteca) sobre o imóvel e, em caso de incumprimento, a satisfação do crédito exige processos judiciais demorados e onerosos. Na locação financeira, quem financia a aquisição conserva a titularidade formal do bem até ao final do contrato. Ou seja, a propriedade é a própria garantia.

Importa perguntar se esta posição mais robusta do credor pode traduzir-se em condições de financiamento mais favoráveis: menor exigência de capital inicial, remuneração do financiamento mais competitiva, prazos ajustados à capacidade das famílias.

A resposta exige uma nova equação. Custos de contexto, fiscalidade, requisitos prudenciais e seguros podem absorver alguma vantagem. Em concreto, renda acessível durante o contrato nada resolverá se, no final, a aquisição depender de valor residual elevado. Mas esse valor é acordado entre as partes (ou o respetivo critério), desde o início, nos termos do contrato e um contrato bem negociado pode acomodar interesses e necessidades de todos os contraentes.

O leasing/locação financeira é uma atividade legalmente reservada a entidades autorizadas e uma tutela eficaz do locador deve coexistir com regras proporcionais para incumprimento relativo a casas de família.

Valeria a pena estudar o potencial de mecanismos alternativos, já previstos na lei, para aquisição de imóveis, como leasing habitacional ou locação venda – prevista no Código Civil e tão ignorada. A segurança de quem financia tem um importante valor económico. Saber se parte desse valor pode chegar a quem procura casa, e como, é uma das perguntas a que os decisores deveriam responder.

IA transforma procura de escritórios na Europa e abre oportunidades para Portugal, segundo Colliers

28 October 2026 at 22:12

A inteligência artificial está a ganhar peso na procura de escritórios na Europa, com Londres, Paris e Berlim a destacarem-se como os principais polos de desenvolvimento do setor, segundo um estudo da Colliers, que identifica oportunidades para Portugal na atração de investimento tecnológico e na expansão das infraestruturas digitais.

O relatório AI Clusters in Europe: Where AI companies are growing and what it means for office demand, publicado pela equipa de investigação da Colliers EMEA em setembro, identifica ainda Munique, Zurique, Amesterdão, Dublin, Estocolmo, Varsóvia, Barcelona e Helsínquia como cidades em crescimento na área da inteligência artificial.

Em Londres, as empresas de inteligência artificial representaram 19% da absorção de escritórios no segundo trimestre de 2026, face a 10% nos três meses anteriores, segundo o estudo. A Colliers alerta, contudo, que parte da procura poderá não estar refletida nas estatísticas tradicionais, uma vez que muitas empresas começam por recorrer a espaços flexíveis antes de avançarem para contratos de arrendamento de maior dimensão.

O crescimento destas empresas está a alterar as necessidades do mercado imobiliário comercial. Apesar da adoção do trabalho híbrido, os escritórios continuam a desempenhar um papel importante na colaboração, investigação, recrutamento e desenvolvimento de equipas. A proximidade a universidades, o acesso a profissionais qualificados, a qualidade dos edifícios e a flexibilidade dos espaços são fatores cada vez mais relevantes.

Em Portugal, a oportunidade passa também pelo reforço das infraestruturas digitais e pela capacidade de atrair empresas e talento especializado. O Plano Nacional de Centros de Dados, aprovado em abril de 2026, prevê 15 iniciativas para o período de 2026-2027, abrangendo áreas como regulação, energia, infraestruturas e desenvolvimento do mercado.

De acordo com uma análise da Colliers publicada em maio, Portugal contabilizava mais de 2,6 gigawatts (GW) de capacidade de centros de dados planeada, dos quais cerca de 1.389 megawatts (MW) de capacidade de tecnologias de informação (TI) previstos na região de Lisboa. Estes valores dizem respeito a projetos planeados e não à capacidade já instalada ou operacional.

A concretização deste potencial depende, entre outros fatores, da disponibilidade de energia e de ligações à rede elétrica, da previsibilidade dos processos de licenciamento e da mobilização de investimento privado.

Para o mercado de escritórios, o desenvolvimento da inteligência artificial poderá criar oportunidades em localizações com boas ligações de transportes, proximidade a centros de investigação e acesso a talento. Ainda assim, a Colliers sublinha que o investimento em centros de dados não implica necessariamente um aumento proporcional da procura de escritórios, uma vez que os dois segmentos imobiliários apresentam dinâmicas e necessidades distintas.

O desafio para Portugal será, assim, transformar o investimento em infraestruturas digitais em atividade económica, inovação e emprego qualificado, reforçando a capacidade de atrair empresas tecnológicas e profissionais especializados.

De R$ 11 milhões a R$ 9,99 milhões: por dentro da cobertura de 431 m² de Robinho em Santos que aguarda propostas após um ano sem moradores

28 October 2026 at 19:17

A cobertura duplex de 431 metros quadrados do ex-jogador Robinho, localizada no bairro Aparecida, em Santos, no litoral de São Paulo, teve seu preço de venda reduzido em R$ 1,1 milhão.

Colocado no mercado em 2025 pelo valor inicial de R$ 11 milhões, o imóvel não recebeu propostas concretizadas ao longo de 12 meses e passou a ser anunciado por R$ 9,99 milhões.

Estrutura e infraestrutura da propriedade

O apartamento está distribuído em dois pavimentos com vista para o mar e é comercializado na modalidade porteira fechada, com móveis e eletrodomésticos inclusos. A área privativa dispõe de três suítes, sendo a principal equipada com hidromassagem, dois closets, camarim e escritório.

A planta conta com seis banheiros, dois lavabos, salas de estar, jantar e televisão, além de cozinha ampla e dependência para funcionários. Na área externa do pavimento superior, a propriedade possui piscina privativa, deck de madeira, churrasqueira e espaço gourmet.

O imóvel dispõe de cinco vagas de garagem demarcadas, sistema de monitoramento por câmeras e portas blindadas.

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Custos mensais e histórico no endereço

A manutenção do imóvel envolve despesas fixas estimadas em R$ 6 mil para a taxa de condomínio e cerca de R$ 1,8 mil para o IPTU.

Além do valor de mercado, a propriedade registrou repercussão nacional em março de 2024, quando agentes da Polícia Federal cumpriram no local o mandado de prisão contra o ex-atacante.

Robinho foi detido no endereço para o cumprimento da pena de nove anos de prisão por estupro coletivo, após decisão do Superior Tribunal de Justiça que validou a sentença emitida pela Justiça da Itália referente ao crime ocorrido em 2013.

Com o desconto aplicado de mais de 10% em relação ao valor original de anúncio, o apartamento segue no mercado imobiliário da Baixada Santista no aguardo de compradores.

BCP reforça aposta no crédito à construção para classe média

28 October 2026 at 18:21
Miguel Maya, presidente do Millennium BCP, revela que o banco está a tentar conceder mais créditos para construção residencial a custos controlados, incluindo financiamento de cooperativas.

© FILIPE AMORIM/LUSA

Miguel Maya, presidente da comissão executiva do BCP.

Empresários criam movimento para impedir demolição de edifício no Porto onde trabalham 600 pessoas

O polémico Edifício Transparente, que custou 7,5 milhões de euros de fundos públicos, deverá ser parcialmente demolido no próximo ano, deixando apenas um piso ao nível da praia para servir de apoio à prática balnear.

Habitação."Mais de metade do mercado em Portugal é informal"

28 October 2026 at 10:09
Luís Mendes, especialista em Habitação, defende a mobilização dos imóveis devolutos para o mercado de arrendamento, mas a ex-vereadora da CM Lisboa alerta para o "mercado informal", que domina o país.

Startup portuguesa tem 160 milhões para investir na construção de 1.080 casas até 2028

28 October 2026 at 08:51

A startup portuguesa inHabitus especializada em construção industrializada quer colocar no mercado nacional 1.080 casas até 2028, através de projetos que unem métodos de construção inovadores e padronização em escala procurando entregar casas com prazos mais curtos e preços por metro quadrado global (incluindo áreas exteriores privativas) que chegam aos 65% abaixo da mediana nacional. Para isso conta com 160 milhões de euros provenientes de capitais próprios e financiamento bancário.

O primeiro projeto arrancou em setembro com a construção do ‘Origem Alfena’ no Porto, com 79 moradias em tipologias V2, V3 e V4, todas vendidas. Já em outubro, a inHabitus lançou a comercialização de um empreendimento de Setúbal, composto por 136 moradias, nas tipologias V1 a V4.

Até ao final do ano a startup portuguesa tem o objetivo de colocar no mercado mais 253 habitações, distribuídas por dois empreendimentos nas regiões de Viseu e do Grande Porto, num total de quatro projetos residenciais que integram a primeira fase de um pipeline com presença de Norte a Sul do país. Os empreendimentos incluem moradias de tipologias V1 a V4, com preços a começar nos 139 mil euros.

Mário Ferraz, co-fundador da inHabitus, salienta que a empresa constrói casas praticamente da mesma forma há décadas, apesar de os desafios do setor exigirem novas respostas. “Na inHabitus, queremos contribuir para tornar a habitação mais acessível, repensando a forma como desenvolvemos e construímos casas. O nosso objetivo é conseguir colocar mais habitação no mercado, com preços competitivos, sem comprometer a qualidade”, refere.

Para isso a empresa utiliza diferentes métodos modernos de construção, combinando engenharia e tecnologia, com ferramentas digitais próprias que automatizam o projeto, otimizam custos e prazos e garantem previsibilidade emn todas as fases, do conceito à obra.

“Uma parte importante da diferença está na forma como organizamos todo o processo. Ao concentrarmos competências na mesma estrutura e reduzirmos a dependência de uma cadeia de intermediários e subcontratados, conseguimos ter maior controlo sobre as decisões e os custos. A industrialização permite-nos padronizar soluções, ganhar eficiência e replicar o modelo em diferentes localizações. É esta combinação que nos permite trabalhar para oferecer casas a preços mais acessíveis”, explica.

O resultado previsto desta abordagem, face à construção tradicional, é a redução de cerca de 50% no tempo de entrega e a redução de 30% no custo total de construção. A empresa estima reduções de cerca de 80% no desperdício de materiais e no risco de acidentes em obra, face aos métodos tradicionais.

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