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Lula negocia com Centrão e promete mais espaço a Alcolumbre e Hugo Motta no governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma nova estratégia de articulação política para o próximo mandato. A proposta é ampliar o diálogo com o Congresso Nacional, dar maior participação aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e negociar a formação de uma base parlamentar com compromisso mais efetivo com as pautas do governo.

Em reunião realizada na segunda-feira (26), no Palácio da Alvorada, Lula sinalizou que pretende mudar os critérios de distribuição dos ministérios. A intenção é concentrar as indicações em grupos políticos que garantam apoio às propostas do Executivo, evitando que partidos ocupem cargos na Esplanada enquanto mantêm independência nas votações ou apoiam candidaturas adversárias.

O encontro durou aproximadamente 1h40 e ocorreu um dia depois da reeleição do petista. Diante do fortalecimento da direita no Congresso, Lula reconheceu que terá dificuldades para construir maioria parlamentar e defendeu a formação de uma frente ampla para reunir partidos de diferentes posições políticas.

Centrão discute participação no governo

PP, Republicanos e União Brasil demonstram disposição para integrar a próxima administração desde o início do mandato. As legendas argumentam que a neutralidade adotada no primeiro turno da eleição presidencial permite uma aproximação com o governo sem os constrangimentos políticos registrados na gestão anterior.

Em 2022, esses partidos apoiaram Jair Bolsonaro (PL) e demoraram a participar formalmente do governo Lula. A entrada de representantes das siglas na Esplanada ocorreu após dificuldades de articulação enfrentadas pelo Executivo, mas não significou adesão integral das bancadas às propostas presidenciais.

Agora, as negociações envolvem nomes que poderão representar as legendas no primeiro escalão.

Pelo Republicanos, o deputado federal Silvio Costa Filho (PE) aparece como principal cotado para retornar ao governo. No União Brasil, o deputado Moses Rodrigues (CE) busca apoio interno para conquistar uma indicação ministerial.

No PP, os nomes discutidos são os do deputado Aguinaldo Ribeiro (PB) e da senadora Daniella Ribeiro (PB). Os dois integram o grupo político paraibano ligado ao governador Lucas Ribeiro (PP), filho de Daniella e sobrinho de Aguinaldo.

Apesar das movimentações, Lula ainda não definiu quais ministérios poderão ser destinados às legendas.

Segurança pública é prioridade

Durante a reunião com Motta e Alcolumbre, Lula também pediu prioridade para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

A proposta amplia os instrumentos de coordenação da União nas políticas de segurança, com participação dos governos estaduais e municipais. A aprovação da matéria é uma etapa prevista pelo presidente antes da criação de um ministério específico para a área.

A maior parte da conversa, entretanto, foi dedicada às perspectivas políticas do próximo mandato, ao resultado da eleição presidencial e à necessidade de ampliar o diálogo com o centro político.

Segundo relatos de Motta e Alcolumbre a outros parlamentares, Lula afirmou que pretende aproveitar a oportunidade de exercer um quarto mandato presidencial para construir um legado político ainda maior. Também mencionou a intenção de criar novos mecanismos de participação popular.

Lula convidou os presidentes da Câmara e do Senado para acompanhá-lo em compromissos internacionais em novembro.

A agenda prevê participação na 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), na Turquia, nos dias 11 e 12, além da Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), nas Filipinas, nos dias 14 e 15. Motta e Alcolumbre ficaram de verificar a disponibilidade para acompanhar o presidente.

Indicação ao STF ficou fora da conversa

Outro assunto que não entrou na pauta da reunião foi a tentativa de Alcolumbre de viabilizar o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A relação entre Lula e o presidente do Senado sofreu desgaste após a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma cadeira na Corte.

O tema passou a ser tratado por ministros do Supremo que mantêm interlocução com o presidente da República, enquanto Lula concentra as negociações na construção da base política para o próximo governo.

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Governo quer batalha campal? Partidos estão a fazer contas?

Na semana em que Seguro, Montenegro e Neves falaram sobre as manifestações e a crise na habitação, os ases discutem o tema. Mas também há um "super joker" para Lula após eleições brasileiras.

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Querida Fátima

Hoy me duele el corazón. Con ese dolor físico que solo se siente cuando se va quien quieres de veras. Y no tengo más consuelo que recordar tus palabras la última vez que mi corazón sonaba tan triste. Porque el tuyo sabía latir siempre alegre. Llenando nuestra vida con esa energía apasionada que veía el vaso siempre casi lleno, cuando no rebosante.

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Soraya Sáenz de Santamaría (izquierda) y Fátima Báñez, en una imagen de archivo.
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Feijóo culpa directamente al Gobierno del accidente: "Han muerto al menos 69 personas porque no renovó un sistema de seguridad obsoleto"

El líder del PP promete "un reseteo total" del sistema si llega al Gobierno, para recuperar la "seguridad de subirse a un tren" Leer

El líder del PP promete "un reseteo total" del sistema si llega al Gobierno, para recuperar la "seguridad de subirse a un tren"
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Feijóo: “Han muerto 69 personas porque el Gobierno no renovó un sistema de seguridad obsoleto”

Alberto Núñez Feijóo ha cambiado el paso y ha acusado este viernes directamente al Gobierno de ser el responsable de las muertes de los dos accidentes ferroviarios de este año en Adamuz y Urda. “Han muerto 46 personas por un mantenimiento deficiente por parte del Gobierno en Adamuz, y al menos 69 en Toledo porque no renovó un sistema de seguridad obsoleto cuando debería haberlo hecho”, ha afirmado en una comparecencia en la sede del PP tras una reunión con expertos en el sistema ferroviario. El líder del PP ha responsabilizado al Ejecutivo de la tragedia, y no solo al ministro de Transportes, Óscar Puente, que este viernes ha descartado dimitir, sino también al presidente del Gobierno, Pedro Sánchez. “Quien ha faltado a su deber de gestionar con seriedad el Ministerio de Transportes tiene que cargar con ello. Ahora bien, quien lo ha nombrado y lo ha mantenido, con más motivo”, ha acusado el líder popular. “Si no dimiten ellos, les dimitiremos en las urnas”.

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Alberto Núñez Feijóo se dirige a los periodistas este viernes en la sede del PP en Génova.
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El PP respetará el luto, pero después apuntará a Sánchez: “Con la dimisión de Puente no basta”

Algunos dirigentes de la cúpula del Partido Popular no podían contener las lágrimas tras la confirmación este jueves, 30 horas después del accidente, de que la exministra Fátima Báñez era una de las víctimas mortales de la tragedia ferroviaria de Urda. La familia de la exdirigente del PP tuvo que afrontar una espera agónica hasta que los bomberos consiguieron recuperar su cuerpo de los restos de los vagones siniestrados, lo que retrasó su identificación y añadió todavía más impacto emocional a la noticia de su muerte entre sus allegados en el PP, que eran muchos. Báñez era una figura muy querida en el partido y su pérdida ha provocado una conmoción en el PP que explica también el tono contenido ante la catástrofe, según transmiten en la cúpula, pese a la furia que recorre a las filas populares contra el Gobierno. Génova ya había decidido, en todo caso, respetar el luto oficial y Alberto Núñez Feijóo se mantuvo este jueves, un día después del accidente, en un perfil institucional sin pedir dimisiones, aunque sí reclamó que se asuman responsabilidades políticas antes de la investigación. En el PP los ánimos están muy caldeados y la reflexión interna es que, superado el luto, se apuntará a Sánchez. “Con la dimisión de Puente no basta”, advierte un dirigente.

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© EPV

El presidente del PP, Alberto Núñez Feijóo (derecha), conversa con el presidente de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page (izquierda), durante la visita este jueves al puesto de mando avanzado habilitado por el accidente ferroviario en Urda (Toledo).
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Vereadora do Paraná é investigada por declarações contra nordestinos

A vereadora Salete Kronbauer (PP), de Nova Santa Rosa, no Oeste do Paraná, provocou polêmica após declarações contra nordestinos e baianos durante uma sessão da Câmara Municipal, na segunda-feira (26/10), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu não quero mais ver um nordestino, um baiano, vindo aqui na nossa cidade”, afirmou a parlamentar na tribuna.

Durante o discurso, Salete criticou eleitores de Lula, associou o resultado das eleições ao recebimento de benefícios sociais e chegou a defender uma divisão territorial do Brasil. A vereadora também mencionou possíveis cortes em programas sociais e afirmou que eleitores poderiam enfrentar dificuldades para conseguir alimentos.

Após a repercussão, Salete divulgou uma nota de retratação, reconheceu que suas declarações foram inadequadas e pediu desculpas. A manifestação ocorreu depois que o vídeo da sessão circulou nas redes sociais e gerou críticas de parlamentares e entidades.

O Ministério Público do Paraná solicitou a abertura de um inquérito, instaurado pela Polícia Civil, para investigar possíveis crimes de discriminação e preconceito. O caso também motivou uma representação que pede a cassação do mandato da parlamentar. A Câmara Municipal de Nova Santa Rosa deve analisar o pedido nos próximos dias.

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JPP satisfeito com aprovação na República de propostas que “mexem com a vida das pessoas”

O deputado do Juntos Pelo Povo à Assembleia da República, Filipe Sousa, veio dizer-se hoje muito satisfeito pela aprovação, na passada quarta-feira, de três iniciativas apresentadas pelo partido, em áreas que mexem directamente com a vida das pessoas: o custo de vida nas Regiões Autónomas, o apoio às famílias com filhos com doença oncológica e […]
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Feijóo apunta a las “responsabilidades políticas” de Puente por el segundo accidente mortal de la alta velocidad en nueve meses

Alberto Núñez Feijóo eleva el tono y exige “responsabilidades políticas” por el accidente ferroviario de Urda, que deja de momento 69 fallecidos y alrededor de 200 personas que resultaron heridas, tan solo nueve meses después de la tragedia de Adamuz (46 víctimas mortales y 292 heridos). El líder de la oposición no ha pedido explícitamente la dimisión o cese de Óscar Puente como ministro de Transportes, pero ha recalcado que la asunción de responsabilidades no puede demorarse. “Yo sé lo que haría si fuera el presidente del Gobierno. Las responsabilidades políticas no son opcionales, son imprescindibles desde el punto de vista ético y moral”, ha aseverado en el municipio de Urda después de su visita al Puesto de Mando Avanzado levantado en la zona cero de la catástrofe, que se encuentra a unos 12 kilómetros de la localidad de 2.500 habitantes gobernada por el PP.

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Alberto Núñez Feijóo y Emiliano García-Page, durante la visita del líder de la oposición al Puesto de Mando Avanzado en Urda (Toledo).
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CDS-PP ouvido em Belém: Nuno Melo desafia oposição a aproveitar especialidade da lei das rendas

O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, rejeitou hoje que o Governo esteja desgastado com as manifestações pela habitação e apelou à oposição para que aproveite o processo de especialidade para alterar a lei do arrendamento urbano.

“Há uma lei do arrendamento que está a ser discutida na Assembleia da República e o apelo que nós fazemos é para que as oposições aproveitem a especialidade, porque a especialidade dá aos partidos a oportunidade, com a representação parlamentar, de apresentarem medidas que, na sua visão, ajudem a transformar uma lei que segundo nós é má, que é a que está em vigor, numa lei melhor”, afirmou Nuno Melo.

O também ministro da Defesa Nacional falava depois de ter sido recebido no Palácio de Belém pelo Presidente da República, António José Seguro, que está hoje a ouvir os partidos com assento parlamentar sobre coesão social, tema no qual o chefe de Estado incluiu a habitação.

Na ótica do líder centrista quem quiser “realmente resolver problemas tratará de apresentar essas propostas”, posição que contrapôs a quem quer “aproveitar um problema para simplesmente desgastar o poder”.

Interrogado sobre se reconhece então que o Governo está a ser desgastado com as manifestações dos últimos dias, Nuno Melo negou.

“Não, não reconheço. Eu acho que o Governo está a ficar credibilizado pela forma como distingue uma coisa e outra”, respondeu, distinguindo o protesto que decorreu na terça-feira à frente à Assembleia da República, “que correu impecavelmente”, das manifestações no Rossio, em Lisboa, ou na Praça D. João I, no Porto.

“Eu distingo totalmente a manifestação e o seu direito, da manipulação e instrumentalização radical de quem acha que de repente volta a criar o PREC em Portugal, e as políticas nacionais, públicas, aquilo que afeta a nossa vida, se decide entre camaradas com jargões trotskistas em assembleias populares”, criticou.

O presidente do CDS-PP voltou a defender a atuação policial, afirmando que avançou apenas em último recurso e que os polícias “aguentaram até ao limite” antes de ser decidida uma intervenção.

Interrogado sobre o apelo ao diálogo feito pelo Presidente da República, Nuno Melo afirmou que António José Seguro “pretende aquilo que é normal e que os partidos também pretendem, e que o Governo também pretende, em relação a um problema, ou seja, respostas”.

O presidente do CDS-PP afirmou que o Governo já está a apresentar respostas e manifesta disponibilidade “para, em conjunto com todos os outros, se necessário for, estudar outras possibilidades”, começando pelo processo de especialidade na lei das rendas.

“É a primeira oportunidade para que os partidos da oposição, se de facto não querem manipular uma preocupação para tentarem ter um interesse partidário estrito, mostrarem, através de propostas que podem fazer, que há uma outra construção que dali pode sair”, apelou.

Nuno Melo defendeu a estratégia do Governo até ao momento, pedindo tempo para que as medidas adotadas surtam os seus efeitos. O líder centrista apontou para a entrada de um milhão de imigrantes no país, “ao mesmo tempo que o SEF foi extinto sem que se tivesse acautelado a existência de habitações suficientes no país para que tantas pessoas pudessem viver”, como uma das causas para a crise.

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La tragedia da un vuelco al guion de la campaña

La campaña ha dado un vuelco. La tragedia ferroviaria de Toledo ha irrumpido como un cisne negro en la precampaña electoral cambiándolo todo. El accidente, que dejó al menos 69 fallecidos y 77 heridos, el segundo mortal en la alta velocidad española en apenas nueve meses, ha dado una sacudida al tablero cuando faltan solo 31 días para las elecciones generales del 29 de noviembre. Nada será igual ya después del siniestro, admiten en las cúpulas de todos los partidos políticos, obligados a recalcular sus estrategias y sus agendas para adaptarse a la catástrofe. El Gobierno, el principal responsable de la red ferroviaria, está en shock por una tragedia que se le sitúa en el peor escenario político posible en plena contienda electoral y que pone en el punto de mira al ministro de Transportes, aunque Pedro Sánchez mantiene de momento el apoyo a Óscar Puente. El líder del PP, Alberto Núñez Feijóo, mantuvo ayer un tono institucional y evitó pedir dimisiones por respeto a las víctimas, pero la presión irá en aumento. Vox se lanzó al ataque señalando a Sánchez como responsable y hasta Frente Amplio endureció el tono pidiendo responsabilidades políticas.

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© EPV

Pedro Sánchez comparecía este miércoles en la zona del accidente ferroviario en Toledo.
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Los datos que desnudan el discurso del PP de Mazón sobre la dana: el 90% de las muertes fue antes del envío de los dos ES-Alert

Detrás de los números a veces se esconden verdades desoladoras. El 1, por ejemplo, es con el que los telediarios bautizaron a José Fernández en la noche del 29 de octubre de hace dos años, mientras una dana terminaba por arrasar Valencia. El primer muerto conocido por las inundaciones, así lo definieron numéricamente. Fernández tenía 64 y aquella tarde estaba con su mujer Isabel en casa, en un cuarto piso de un edificio de Massanassa. Sobre las 18.00, bajó al garaje para sacar el coche, ante el miedo de que se inundase el trastero. Isabel, mientras, se puso a tender la ropa. Y en un momento, al asomarse a la ventana, contempló con pánico cómo una ola grande recorría la calle con coches flotando. Fue a buscar a su marido, pero se había quedado atrapado en el ascensor. Le escuchó pedir auxilio una y otra vez. “Pero ¿cómo podía ayudar? Nadie en ese momento podía ayudar. No tienes los medios. Es una situación de impotencia”, explicó entonces Isabel. Ambos desconocían la magnitud meteorológica ni tampoco recibieron una alerta en sus móviles que les advirtiera de los peligros de estar en plantas bajas o salir a la calle. El ES-Alert, de hecho, tardaría en llegar dos horas después de que Fernández bajara al garaje. A las 20.11, cuando sonó el primer mensaje masivo, 182 de las 233 víctimas mortales de la dana ya habían fallecido y la situación de decenas era insalvable.

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© Emilio Morenatti (AP)

Dos vecinos de Paiporta se abrazan durante las labores de limpieza de la ciudad, días después de la dana del 29 de octubre de 2024.
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O “imposto emocional” das organizações: o custo económico da má liderança

As organizações conhecem o custo de perder um colaborador, considerando toda a cadeia de valor: recrutamento, selecção, integração, formação e tempo necessário até atingir o desempenho esperado. Existe, porém, um custo menos visível, raramente inscrito nas contas de gestão: o das pessoas que permanecem na organização, mas trabalham abaixo do seu potencial, devido a ambientes tóxicos, chefias disfuncionais, falta de reconhecimento ou ausência de autonomia.

A este custo poderemos chamar imposto emocional: uma carga invisível que incide sobre a produtividade, a motivação, a criatividade e o compromisso dos colaboradores. Não aparece numa factura, não consta de uma rubrica contabilística e, ainda assim, pode comprometer os resultados e a sustentabilidade de uma Organização.

O relatório Prosperidade e Sustentabilidade das Organizações, publicado pela Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), em 2026, apresenta números que merecem a atenção de líderes e gestores. Em Portugal, o custo indirecto da perda de produtividade associada ao stress e aos problemas de Saúde Psicológica no trabalho poderá atingir 13,3 mil milhões de euros por ano, correspondendo a cerca de 2,1% do volume de negócios das empresas abrangidas pela estimativa. Deste montante, 8,9 mil milhões de euros são atribuídos ao presentismo e 4,4 mil milhões ao absentismo.

O presentismo merece particular atenção. Significa produzir abaixo das próprias capacidades devido a problemas de saúde física ou psicológica. Envolve pessoas que cumprem horários, participam nas reuniões e respondem às solicitações, mas com perdas significativas na concentração, na iniciativa e na energia que, por norma, colocavam ao serviço da Organização.

Por detrás desta realidade podem encontrar-se múltiplos factores, nem sempre imputáveis à liderança: sobrecarga de trabalho, insegurança laboral, exigências emocionais excessivas ou dificuldades de conciliação entre a vida profissional e pessoal. Contudo, as práticas de gestão podem agravar estes riscos ou, pelo contrário, contribuir para os prevenir.

Quando liderar se transforma num factor de risco

Uma chefia que gere através do medo, comunica de forma ambígua, desvaloriza o esforço ou atribui responsabilidades sem conceder autonomia, pode criar um contexto em que as pessoas passam a investir mais energia em proteger-se do que em trabalhar. A prudência substitui a iniciativa; o silêncio ocupa o lugar da participação; o erro deixa de ser uma oportunidade de aprendizagem e transforma-se numa ameaça.

O custo desta dinâmica não se limita ao mal-estar individual. Traduz-se em decisões mais lentas, menor cooperação, perda de conhecimento, conflitos e redução da qualidade do trabalho. Mesmo quando ninguém apresenta a demissão, a Organização pode estar a perder, todos os dias, uma parte significativa da capacidade que remunera.

Os dados apresentados pela OPP reforçam a importância desta reflexão. Segundo o relatório, 49% dos trabalhadores portugueses experienciam stress ocupacional associado à pressão e à carga laboral elevada, face a 44% na média europeia. Entre as fontes de stress identificadas para Portugal encontram-se ainda a ausência de recompensas adequadas ao esforço, incluindo o reconhecimento e a progressão na carreira (34%), e a fraca comunicação e cooperação dentro das Organizações (29%).

Estes indicadores não demonstram que toda a perda de produtividade resulte de má liderança. Mostram, porém, que as condições de trabalho, as relações profissionais e as práticas de gestão são dimensões que não podem ser ignoradas quando se procura compreender o desempenho organizacional.

Prevenir o imposto emocional

A prevenção começa pelo reconhecimento de que a Saúde Psicológica e o bem-estar não são benefícios acessórios, destinados a melhorar a imagem da empresa. São condições essenciais para um trabalho sustentável e produtivo.

A OPP estima que a prevenção dos riscos psicossociais e a promoção da Saúde Psicológica possam reduzir as perdas de produtividade em, pelo menos, 30%, permitindo uma poupança próxima dos quatro mil milhões de euros por ano. O relatório refere ainda que as intervenções de promoção da Saúde Psicológica podem gerar retornos económicos significativos, estimando-se, em determinadas intervenções, um retorno superior a nove euros por cada euro investido.

Importa, por isso, passar das declarações de intenção às práticas concretas. Alguns passos são essenciais:

  • Sensibilizar e formar as lideranças para a gestão de pessoas, a comunicação empática, a prevenção de conflitos e a identificação precoce de riscos psicossociais.
  • Avaliar regularmente o ambiente de trabalho, recorrendo a instrumentos adequados e a profissionais de Psicologia, identificando factores de risco e definindo planos de intervenção.
  • Promover uma cultura de reconhecimento justo, feedback construtivo, autonomia ajustada à proficiência e participação nas decisões que afectam o trabalho.
  • Assegurar que as exigências profissionais são compatíveis com os recursos disponíveis, respeitando os períodos de descanso e o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.
  • Integrar indicadores de Saúde Psicológica, bem-estar e qualidade da liderança na avaliação do desempenho dos responsáveis, responsabilizando-os pelos ambientes de trabalho que ajudam a construir.
  • Criar mecanismos seguros de comunicação e denúncia de assédio, discriminação e comportamentos abusivos, garantindo que as situações identificadas são tratadas com celeridade.

Estas medidas não eliminam todos os problemas, nem substituem a intervenção individual quando necessária. Exigem continuidade, compromisso da gestão de topo e uma avaliação periódica dos resultados que permita corrigir práticas ineficazes.

A liderança também se mede pelo que não se perde

O verdadeiro custo da má liderança não se resume às pessoas que saem. Inclui aquelas que ficam, mas deixam de contribuir com a mesma confiança, criatividade e disponibilidade. Inclui ideias que nunca chegam a ser apresentadas, problemas que ninguém se atreve a sinalizar e competências que permanecem adormecidas num contexto que não as valoriza.

As Organizações que pretendem ser competitivas e sustentáveis terão de aprender a medir também estas perdas. A rotatividade, o absentismo e os resultados financeiros são indicadores importantes, mas insuficientes quando não se conhece a qualidade da experiência de trabalho das pessoas.

O imposto emocional não é uma categoria contabilística formal, nem uma estimativa autónoma apresentada pela OPP. É uma forma de designar um custo organizacional que os dados sobre o presentismo, o stress e os riscos psicossociais ajudam a compreender.

Liderar não é apenas garantir que o trabalho é executado! É criar condições para que as pessoas possam realizá-lo com competência, segurança psicológica e sentido de propósito. Porque uma Organização pode manter controlada a rotação de pessoas e, ainda assim, desperdiçar uma parte substancial do seu talento. E esse será, talvez, um dos custos mais elevados da má liderança: pagar pelo potencial das pessoas sem conseguir aproveitá-lo com consistência.

Referência bibliográfica: Ordem dos Psicólogos Portugueses (2026). Prosperidade e Sustentabilidade das Organizações — Relatório do Custo do Stress e dos Problemas de Saúde Psicológica no Trabalho, em Portugal. Lisboa.
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JPP diz que este “foi um ano perdido” no Funchal em termos de melhoria

Os vereadores do Juntos Pelo Povo (JPP), na Câmara Municipal do Funchal, lançaram esta quarta-feira, num momento que se completa um ano de mandato da maioria PSD/CDS, uma questão a toda a população que reside e trabalha no Funchal: “Algum funchalense, empresário, trabalhador ou jovem consegue dizer que hoje vive melhor na cidade?” Fátima Aveiro […]
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Limassol seafront residents live within five minutes of a bus stop, study finds

Residents along Limassol’s seafront, from the Old Port to Dasoudi, have convenient access to public transport, with all living within a five-minute walk of the nearest stop, according to a new Walkably study.

It estimates 2,762 people reside in this area, compared to 86.9per cent of the rest of Limassol.

The analysis highlights public transport accessibility across the city amid ongoing discussions about improving the transport network, including the potential introduction of a tram.

Walkably founder Raian Pollock noted, “the study measured actual walking distances along streets and paths rather than straight-line distances.”

The median walk time to the nearest stop is two minutes in the seafront area, compared to 2.7 minutes elsewhere.

“However, the gap narrows at ten minutes, with 97.8per cent of residents citywide able to reach a stop in that time, while all seafront residents can,” he said.

The study estimates Limassol’s population at 103,812, with 87.2per cent living within a five-minute walk of a stop.

Proximity, however, does not guarantee a reliable service. Pollock pointed out that the study focuses on distance rather than bus frequency or routes.

“The research, based on Eurostat 2021 data, acknowledges that bus stop frequency needs to be assessed to gauge service quality,” Pollock added.

The study considers factors like traffic and slope, it does not account for pavement width or road safety.

While seafront residents enjoy easy access to public transport, the findings alone cannot determine if a tram or improved bus services would be more effective in enhancing the city’s transport system.

The study and interactive map are available at walkably.org/city/cy/limassol/

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AKQA's former chief creative officers are launching a new company. Their pitch: Pay us in equity.

Hugo Veiga and Diego Machado !F Capital
Former AKQA global chief creative officers Hugo Veiga and Diego Machado have launched !F Creative Capital.

Jennifer Smith

Hugo Veiga and Diego Machado — the former AKQA global chief creative officers — spent two decades building brands at some of advertising's most storied creative agencies. Their next bet: a new type of agency that wants to be paid not just in cash, but in a share of the businesses it helps build.

Veiga and Machado exclusively told CMO Insider this week that they have launched !F Creative Capital, a company that combines conventional commissions with equity partnerships and revenue-sharing arrangements tied to clients' sales.

Rather than charging an upfront fee alone, !F Creative Capital offers creative consultancy in exchange for equity in companies it believes can grow. For example, it took a stake in the superfoods brand Authentic Fruits in a deal that includes a three-year creative engagement, a share of sales, and additional equity tied to sales performance. It has equity in CheckMy.Music, an AI platform that scans songs for plagiarism, and an equity partnership on a new project led by former Chelsea FC and Real Madrid manager Carlo Ancelotti.

A long-held complaint on Madison Avenue is that agency holding companies prioritize businesses such as media buying — and, increasingly, data, technology, and AI services — because they are easier to package, measure, and sell repeatedly than bespoke creative work. Veiga and Machado said that !F Creative Capital was born out of a desire to create a model that more effectively ties the value of creative ideas to business results.

"In many of the creative industries, everyone is too busy doing decks, doing keynotes, and losing the connection with the final thing," Machado said.

!F Creative Capital has also launched its own brands, including SNIFF, a pet company that lets dogs smell food before their owners buy it, and Baitts, a toothpick brand.

Elsewhere, the company is coproducing a feature film set for release next year, and it's preparing to launch an eight-week "School of Creative Entrepreneurship" to help people turn their ideas into businesses.

While !F Creative Capital has taken on commission-based creative work for brands including Corona and Cristiano Ronaldo's Globe Sports Award, Veiga and Machado said they are reinvesting that money into the equity-focused side of the business and their in-house projects. !F Creative Capital is self-funded and has a team of around 15 people spanning seven countries, along with a broader network of contributors.

'You have an idea, and you give it for free'

Veiga said the long-term vision is for !F Creative Capital to become independent from commission work as it builds its own brands and effectively becomes its own client. The result might look more like a holding company for brands than the creative agencies where the duo made their name.

"A lot of times you have an idea, and you give it for free, or you push to make it happen without owning that," Machado said of the agency business.

Adland's creative agencies have explored similar equity-focused business models in the past. Uncommon, the London-based studio in which Havas acquired a majority stake in 2023, took equity in the compostable coffee pod company Halo and the finance app Communion. In 2010, former Deutsch exec Mike Duda cofounded the hybrid early-stage venture firm and creative agency that later became Bullish. Anomaly, now owned by Stagwell, began incubating and acquiring stakes in brands in the 2000s.

Brian Wieser, CEO of the advisory and consulting firm Madison and Wall, said that while the equity model still persists in the agency industry, the practice isn't common and mostly ties to the individuals running those companies because the skill sets are different.

"Most people who can do venture well focus on venture capital," Wieser said. "But the right person with the right relationships can make this happen."

Read the original article on Business Insider

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Begoña Gómez presenta una denuncia contra el PP por el vídeo generado con IA para atacar al PSOE

Begoña Gómez, esposa de Pedro Sánchez, ha presentado una denuncia contra el PP por el vídeo que generó con inteligencia artificial (IA) para arremeter contra el PSOE a través de la simulación de la pareja del presidente del Gobierno y de otras personas vinculadas a los socialistas. En su escrito, Gómez acusa a los populares de haber “suplantado” su identidad y “utilizado” su imagen y voz para “humillarla” y causarle un “daño injusto”. “La justicia debe poner coto a estas conductas, que no pueden ampararse en el ejercicio de derecho alguno y cuya proliferación repugna a la conciencia ciudadana”, incide.

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Captura de la imagen de Begoña Gómez generada por IA y difundida en el vídeo del PP.
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JPP diz que o “Habitar Funchal” foi mal planeado e agora é adiado

  O Juntos Pelo Povo (JPP) questionou esta terça-feira a inscrição de 500 mil euros no programa “Habitar Funchal”, incluídos na sexta alteração do orçamento municipal de 2026, para, depois disso, o próprio executivo vir anunciar que, afinal, a verba não será utilizada este ano e que a concretização do programa fica adiada para 2027 […]
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Vox complica la gobernabilidad a Catalá en el Ayuntamiento de Valencia a las puertas del 29-N con la expulsión de sus dos concejales díscolos

Juanma Badenas y Cecilia Herrero consuman la salida de Vox tras meses de desencuentros con el partido de Abascal. "No vamos a ser un apoyo al sanchismo", avanzan Leer

Juanma Badenas y Cecilia Herrero consuman la salida de Vox tras meses de desencuentros con el partido de Abascal. "No vamos a ser un apoyo al sanchismo", avanzan
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