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Carlos Costa abre o ano letivo da Porto Executive Academy

Carlos Costa é o orador convidado da sessão solene de abertura do ano letivo 2026/2027 da Porto Executive Academy (PEA) dia 5 de novembro, às 18h30, no Grande Auditório da Faculdade de Ciências Empresariais do Porto (FCEP), em São Mamede de Infesta. A sessão é aberta ao público, sujeita à lotação da sala.

É a primeira abertura de ano letivo da academia desde a criação da Universidade Técnica do Porto, que sucedeu ao Politécnico do Porto e cujos órgãos tomaram posse a 1 de setembro.

A conferência acontece numa altura em que o novo regime jurídico do ensino superior está a redesenhar o sistema e em que a inteligência artificial obriga profissionais e empresas a rever as competências de que precisam.

Carlos Costa, que liderou o Banco de Portugal entre 2010 e 2020, vai falar sobre “Os desafios da Educação Superior no contexto de uma transformação tecnológica e da globalização”. No final, responde a perguntas do público, num momento moderado pelo coordenador da Porto Executive Academy, Armando Silva.

“A formação executiva ganha verdadeiro sentido quando contribui para melhorar a capacidade de decisão de quem enfrenta diariamente os desafios da gestão. Iniciar o ano académico com quem esteve durante uma década à frente do Banco de Portugal é afirmar, desde o primeiro momento, essa ambição e exigência”, afirma Armando Silva.

A sessão conta com a presença do diretor da Faculdade de Ciências Empresariais do Porto, Manuel Moreira da Silva.

Durante a cerimónia são entregues 13 prémios aos melhores alunos de cada curso de 2025/2026 e cinco bolsas de mérito.

A Porto Executive Academy é a academia de formação executiva da Faculdade de Ciências Empresariais do Porto, da Universidade Técnica do Porto. No ano letivo  2026/2027, a sua oferta contempla cinco MBA e 29 pós-graduações, dirigida a profissionais e empresas, em áreas como transformação digital e inteligência artificial, finanças e fiscalidade, gestão, marketing, liderança e saúde.

A sessão de dia 5 coincide com a abertura da terceira e última fase de candidaturas, que decorre até 30 de novembro e abrange três MBA e 14 pós-graduações.

 

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O grou que veio do frio para salvar a TAP com 2,5 mil milhões

O grou que veio do frio para salvar a TAP. Esta ave também existe em Portugal e é migratória: passa o inverno no Sul da Europa e voa para o Norte no verão. É esta a ave que surge desde 1918 no logótipo da companhia aérea alemã Lufthansa

Agora, promete mais de 2,5 mil milhões de euros para comprar a totalidade da TAP. O Estado vai receber em dinheiro 1.201 milhões de euros decorrentes da venda de 49% da TAP. Depois, a venda dos restantes 50,1% deverá render mais 863 milhões de euros também em ‘cash’.

Mas a segunda fase da privatização pressupõe a troca de ações, com o Estado português a receber ações da Lufthansa. Nas contas do Governo, isto vai colocar o Estado como o segundo maior acionista da companhia aérea alemã, com 5% do capital, apenas atrás da Fundação Kühne, que conta com 20%.

Ora, sendo acionista do Grupo Lufthansa, o Estado prevê receber um total de 1.400 milhões de euros em ações, mais dividendos acumulados do grupo alemão até 2040. Feitas as contas, o Estado português pode encaixar 19,8 milhões de euros por ano em dividendos, ao valor atual da remuneração acionista, de 0,33 euros. São quase 200 milhões de euros no espaço de 10 anos.

Nas contas do Governo, é assumido um ‘dividend yield’ de 3,9% para uma ação cotada a 8,8 euros, o que dá um dividendo anual de 0,3432 euros por ação. Contas feitas, são 20,6 milhões de euros em dividendos pela fatia de 5%.

O Governo assume na sua apresentação que a sua estimativa está “dependente da performance e cotação da empresa”. Tendo em conta o preço-alvo da ação assumido pelo Governo de 8,8 euros, isto significa que a posição de 5% vai valer 528 milhões de euros.

“Já podemos encarar o futuro da TAP com entusiasmo e confiança. Isso deve-se ao esforço dos portugueses, que injetaram nos últimos anos na empresa mais de 3,2 mil milhões de euros dos seus impostos, dinheiro que, ao ser canalizado para a companhia, deixou de estar disponível para outras despesas públicas, nomeadamente nos serviços públicos essenciais. Desde o início que assumimos o nosso objetivo de recuperar esse valor para os portugueses”, disse o Primeiro-Ministro Luís Montenegro a 14 de outubro.

“Por isso, fomos firmes e exigentes na negociação, de forma a obter as melhores condições e contrapartidas e reduzir a exposição futura do Estado, precisamente para podermos maximizar o esforço que fizemos antes com a injeção de capital. É por isso que esta parceria entre a TAP e a Lufthansa nos aponta para esse caminho: a recuperação total do valor que os portugueses investiram na TAP”, acrescentou.
A Lufthansa espera uma aprovação “mais rápida” do negócio da TAP em Bruxelas face à compra da italiana ITA.

“Espero que seja mais rápido do que a ITA, um processo mais fácil”, disse o CEO da Lufthansa a 15 de outubro.

“Os nossos amigos em Bruxelas, os líderes da Europa, percebem que o mundo mudou e que é do interesse da Europa criar fortes empresas globais. A atitude mudou em Bruxelas”, analisou Carsten Spohr.

“A sobreposição da TAP com a Lufthansa é muito menor do que com outros potenciais compradores, como a IAG ou a Air France-KLM, onde seria enorme. Do nosso ponto de vista, é uma transação fácil de aprovar”, acrescentou. E também deixou uma mensagem ao Governo do seu país: “A Alemanha, uma nação líder na Europa, deve garantir que a Europa não fica atrás dos EUA e da Ásia”, defendeu Carsten Spohr.

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Transações continuam a cair em Portugal, de acordo com TTR Data

Nos primeiros nove meses deste ano, o capital mobilizado no mercado transacional em Portugal caiu 45%, face a igual período do ano passado, para 7,8 mil milhões de euros, de acordo com os dados da TTR Data. O número de operações reduziu-se em 27%, para 379.

É um prolongamento da tendência de quebra verificada desde o início do ano.

No terceiro trimestre houve 120 operações de fusões e aquisições (M&A, na sigla inglesa), anunciadas ouconcluídas, no valor de 4,7 mil milhões de euros, insuficientes para compensarem a quebra acumulada.

O recuo em Portugal contrasta com a evolução do Sul da Europa. No primeiro semestre, o valor das fusões e aquisições na região aumentou 37%, para 147,7 mil milhões de euros, apesar de o número de negócios ter diminuído 6%, para 1.858. São dados de um relatório da Forvis Mazars e da Mergermarket. O crescimento foi impulsionado por grandes transações.

Segundo o mesmo estudo, no mesmo período, em Portugal, o capital mobilizado limitou-se a 800 milhões de euros de valor anunciado, contra os 6,3 mil milhões um ano antes, o que decorre do efeito Novobanco. O número de operações caiu 37%, para 82.

O peso das operações excecionais marcou 2025. A aquisição do Novobanco pelo francês BPCE, anunciada por 6,4 mil milhões de euros, inverteu os indicadores de um ano que, sem esse negócio, teria apresentado uma quebra acentuada.

A Mergermarket identificou 33 potenciais operações em Portugal, em 12 setores, num universo de 608 oportunidades sinalizadas no Sul da Europa.

“Embora o mercado português de M&A registe um número de transações menor, a verdade é que existem muitas oportunidades”, afirma Filipa Matias, senior manager de Transaction and Advisory Services da Forvis Mazars em Portugal. Acrescenta que a atividade nas operações de pequena e média dimensão “continua presente, embora seja menos visível nos dados de transações com valores divulgados”.

“Há muito capital disponível, não há é, se calhar, tantas oportunidades”, afirmou Rui Corrêa Henriques, responsável pelo Corporate and Investment Banking do Santander em Portugal, ao Jornal Económico em setembro. O banqueiro antecipa uma recuperação no prazo de seis a 18 meses.

Os resultados do estudo da Forvis Mazars e da Mergermarket não são diretamente comparáveis com os da TTR Data, por utilizarem critérios diferentes, mas confirmam que o número de negócios caiu e que faltam grandes operações.

Estrangeiros compram

Segundo a TTR Data, Espanha foi o país que mais investiu em Portugal até setembro, com 28 operações, e também foi o principal destino do investimento português, com 37 negócios, e no Reino Unido, com nove.

As compras estrangeiras no setor de tecnologia e internet recuaram 16% em termos homólogos.

Entre os negócios destacados pela Forvis Mazars no primeiro semestre está o investimento no grupo de mediação de seguros Sabseg, numa operação global de 600 milhões de euros envolvendo a Miura Partners e o reforço da posição da Schroders, de 2% para 20%. Seguiu-se a aquisição do Caesar Park, em Sintra, pela Catterton Management e pela Cedar Capital Partners, por 140 milhões.

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Enlagloria Salad House estrena nuevo local en Madrid y amplía su propuesta gastronómica

Enlagloria Salad House informó de que amplía su propuesta de ensaladas, bowls y wraps con nuevas opciones para desayunar, merendar y comer en familia. La marca incorpora desayunos y meriendas en su local de López de Hoyos, en Madrid, y presenta ELG Happy Kids, un menú infantil creado junto a Oli & Carol que ya está disponible en sus seis establecimientos de Barcelona y Madrid.

Las novedades amplían una oferta basada en recetas de temporada e ingredientes frescos, que permite elegir entre los platos de la carta o crear una ensalada propia a partir de más de 40 ingredientes y aliños. La compañía prepara sus verduras, salsas y aliños en cocinas de producción propias en ambas ciudades.

El establecimiento de López de Hoyos, 10, es el primero de la marca en incorporar una carta de desayunos y meriendas. La propuesta incluye cafés, smoothies, bocadillos, yogurt pots, banana bread, cookies y combinaciones con cruasán, que se suman a las ensaladas, bowls y wraps de la carta de otoño-invierno.

“Queríamos que Enlagloria fuera un sitio al que venir a cualquier hora del día. El café y los desayunos eran algo que sabíamos que podíamos hacer muy bien, y encajan de forma natural con nuestras ensaladas”, explicó Gloria Rodés, cofundadora de Enlagloria Salad House.

Abierto desde el pasado mes de junio, el local se suma al de Núñez de Balboa y refuerza la presencia de la cadena en Madrid. Tiene capacidad para 40 comensales, incluida la terraza, dispone de mesas largas para compartir y abre de lunes a domingo de 8.00 a 22.30 horas. El espacio ha sido diseñado por Conti, Cert, el estudio barcelonés fundado por Andrea Conti e Isa Cert, responsable también del establecimiento de Núñez de Balboa. La madera, las texturas y los elementos naturales dan forma a un interior cálido y de estética sobria.

Para las familias que visitan sus locales, Enlagloria presenta ELG Happy Kids, una propuesta que adapta sus ingredientes y recetas al menú infantil e incorpora el juego de la mano de Oli & Carol, la firma barcelonesa de juguetes fundada por las hermanas Olimpia y Carolina Román. El menú incluye un plato principal a elegir, una crema de calabaza, un yogur de frutas ecológico Xanceda y un juguete sorpresa de caucho 100 % natural, sin plástico y pintado a mano.

Los más pequeños pueden escoger entre cuatro opciones: pasta fusilli con queso, brócoli al horno y cebolla caramelizada; pollo al horno con puré de calabaza y champiñones; pollo al horno con boniato y brócoli; o quinoa con huevo, aguacate y tomate cherry. La propuesta se sirve en una caja con forma de casita, ilustrada con un mercado de frutas y verduras, que incluye en su parte trasera la actividad 'Pinta y colorea tu huerto'. El menú está disponible en los locales de Barcelona y Madrid por 13,95 euros.

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AstraZeneca mantiene un sólido desempeño hasta el tercer trimestre y confirma sus previsiones para 2026

AstraZeneca ha presentado sus resultados correspondientes a los nueve primeros meses de 2026, periodo en el que ha alcanzado unos ingresos totales de 46.881 millones de dólares, un 7% más a tipos de cambio constantes.

El crecimiento se ha apoyado especialmente en la evolución de las áreas de Oncología, Respiratorio e Inmunología y Enfermedades Raras, que registraron avances de doble dígito durante el periodo, así como en la fortaleza de su presencia global.

La compañía ha mantenido también una elevada actividad científica y regulatoria. En lo que va de año, AstraZeneca ha comunicado 12 resultados positivos de programas en fase III y ha obtenido 47 aprobaciones en las principales regiones desde la presentación de los resultados del cuarto trimestre de 2025, incluidas las primeras autorizaciones de cuatro nuevos medicamentos.

Pascal Soriot, consejero delegado de AstraZeneca, ha señalado que “en los primeros nueve meses hemos mantenido un sólido impulso comercial, con un crecimiento del 7% de los ingresos totales y del 14% del beneficio por acción core, impulsado por la diversidad de nuestras áreas terapéuticas y nuestra presencia global”.

Soriot ha señalado además que los 12 programas con resultados positivos en fase III presentan un potencial conjunto de ingresos en su año de máximas ventas muy superior a los 10.000 millones de dólares, mientras que los próximos resultados previstos para 2027 cuentan con un potencial superior a los 20.000 millones.

Ha añadido que la compañía cuenta con múltiples activos en fases avanzadas de desarrollo y con tecnologías transformadoras que están avanzando rápidamente, lo que, según ha señalado, permitirá a a la compañía seguir progresando hacia su ambición para 2030 y mantener el crecimiento durante la próxima década. AstraZeneca mantiene sus previsiones para el conjunto de 2026 y continúa avanzando hacia su ambición para 2030, apoyada en una cartera diversificada, su capacidad científica y el avance de su pipeline.

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El jamón de Jabugo se fusiona con la gastronomía mexicana en dos nuevas propuestas de tacos

La firma Sánchez Romero Carvajal y el restaurante Barracuda MX, liderado por el chef Roberto Ruiz, han puesto en marcha una colaboración gastronómica que fusiona el jamón de bellota 100% ibérico de Jabugo con uno de los platos más representativos de la cocina mexicana: el taco. Las dos creaciones estarán disponibles en el restaurante hasta el próximo 15 de diciembre.

La iniciativa busca explorar nuevas formas de incorporar el jamón ibérico a otras tradiciones culinarias, manteniendo las características de un producto elaborado artesanalmente en Jabugo y curado durante más de tres años. La primera propuesta es un taco de presa ibérica a la brasa, jabuguitos y lascas de jamón Sánchez Romero Carvajal, servido sobre una tortilla de trigo con queso Arzúa y salsa de chile morita, naranja y Jerez. La segunda creación reinterpreta el tradicional taco al pastor con carrillera ibérica, cebollitas encurtidas, piña rostizada y un crujiente de jamón que aporta una textura diferente al conjunto.

Según explicó Roberto Ruiz, chef de Barracuda MX, la clave de estas elaboraciones está en conseguir que los ingredientes se complementen sin perder su identidad. "Una buena tortilla de maíz, una salsa con carácter, algo fresco y, a partir de ahí, puedes jugar muchísimo", señala el cocinero, para quien lo fundamental es que "los sabores tengan sentido juntos y el producto sea el protagonista".

El chef también compartió algunas recomendaciones para preparar tacos en casa, como utilizar ingredientes de calidad, calentar bien las tortillas y buscar el equilibrio entre sabores, acidez y picante. "Cuando tienes un producto tan bueno como los de Sánchez Romero, creo que lo mejor que puedes hacer es no complicarlo demasiado", apuntó.

Esta colaboración se suma a otras iniciativas gastronómicas de Sánchez Romero Carvajal, que anteriormente exploró la incorporación del jamón ibérico a la pizza. En esta ocasión, la firma apuesta por la cocina mexicana con una propuesta que coincide con la celebración del Día de Muertos y que podrá degustarse en Barracuda MX hasta mediados de diciembre.

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Puente: "El presidente no me ha pedido salir... puedo recuperar la confianza en el sistema ferroviario"

El ministro de Transportes, Óscar Puente, durante su comparecencia sobre el accidente de Urda (Toledo).

Óscar Puente está decidido a seguir al frente del Ministerio de Transportes pese a la segunda tragedia ferroviaria en la alta velocidad en menos de nueve meses. El titular de Transportes ha asegurado en rueda de prensa que el presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, no le ha pedido dejar el cargo y que ve adecuado que siga al frente para recuperar la confianza de los ciudadanos en el sistema ferroviario.

"Hay que recuperar la confianza. ¿Soy yo la persona más adecuada para hacerlo? Bueno, yo soy la persona que está en este momento al frente y creo que puedo conseguirlo, confío en ello y confía en ello el presidente del Gobierno", ha dicho el titular de Transportes durante su comparecencia sobre el accidente de Urda en el que fallecieron el miércoles al menos 69 personas.

"Lo fácil para mí es salir. Pero ni es eso lo que va con mi carácter ni es lo que el presidente del Gobierno me ha pedido", ha insistido Puente a preguntas de los periodistas. Es más, el dirigente socialista ha asegurado que si creyera que su continuidad perjudica al proyecto del que forma parte, "habría dado un paso a un lado".

El martes comparecerá ante la Diputación Permanente del Congreso. Aunque ha asegurado se queda para "dar la cara" y ofrecer "explicaciones". "Pasar por esta circunstancia en dos ocasiones en un año es algo que no le deseo a nadie. Sé lo que me espera, el calvario al que me van a someter, encima en campaña. Sé los insultos, las descalificaciones y los prejuicios de culpabilidad", ha rematado. "No sé qué nivel de confort le puede proporcionar a una víctima que yo dimita", ha dicho preguntado por los periodistas sobre su continuidad en el cargo. Y ha subrayado que su partido no pidió la dimisión de la ministra Ana Pastor (PP) cuando ocurrió el accidente del Alvia en Angrois.

En todo caso, ha dicho coincidir con Pedro Sánchez en que dos accidentes de este tipo en menos de nueve meses es algo "inasumible". Pero pese a reconocer que "se ha quebrado la confianza" de la ciudadanía en el tren, él la mantiene. "Yo iría en tren, porque sigo confiando en nuestro sistema. Si no lo hiciera, no lo haría y no dejaría que nadie de mi familia lo hiciera. Los hechos que han ocurrido tienen un carácter absolutamente excepcional", ha concluido.

Entre otras cosas, ha dicho que las averías del sistema de seguridad LZB son "habituales y frecuentes". Aunque ha defendido que aunque se "cayó", no falló. De hecho, lo que hizo al detectar una avería de comunicación entre ordenadores, fue detener los trenes que se encontraban en el tramo afectado.

Ahora mismo estaba en marcha un proceso de migración hacia el sistema ERTMS, más avanzado y de uso estándar en Europa. Pero ha asegurado que los trabajos para cambiar el sistema no han tenido nada que ver con el accidente y que ambos son igual de seguros. Puente ha vuelto a centrar el relato de los hechos en el procedimiento de los responsables de circulación del centro de control de Adif en Atocha.

Por otro lado, ha planteado la posibilidad de cambiar el modelo que usa hasta ahora Adif de realizar los trabajos de renovación en las líneas sin realizar cortes y manteniendo la actividad comercial. De hecho, ha dicho que el ministerio está estudiando optar por el modelo alemán para las obras del corredor Madrid-Barcelona. Eso sí, ha dicho que dejar la línea sin funcionamiento mientras duren los trabajos tendrá una segura "contestación".

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Unicaja gana 543 millones hasta septiembre, un 8,1% más, y anuncia un dividendo de 6,42 céntimos

El CEO de Unicaja, Isidro Rubiales.

Unicaja cerró los primeros nueve meses de 2026 con un beneficio neto atribuido de 543 millones de euros, lo que supone un incremento del 8,1% respecto al mismo periodo del año anterior, según ha informado este viernes el banco al publicar su cuenta de resultados trimestral.

Los ingresos totales del banco en el periodo (margen bruto) fueron de 1.629 millones de euros, un 3,5% más. De esa cifra, los ingresos por intereses netos (margen de intereses) alcanzaron los 1.151 millones, un 3% más. Las comisiones netas avanzaron un 1,3%, hasta los 397 millones, mientras que el resultado de entidades mediante el método de participación se alzó un 3,4%, hasta los 82 millones.

"La evolución del trimestre refleja la estabilidad de la capacidad de generación recurrente de ingresos de la entidad. El crecimiento del margen de intereses se fundamenta en los mayores ingresos financieros tanto de la inversión crediticia como de la cartera de renta fija. En conjunto, la diversificación de las fuentes de ingresos y la gestión activa del balance permiten sostener la evolución favorable del margen, absorbiendo el incremento del coste de los depósitos en un entorno de tipos de interés al alza", ha explicado la compañía.

Respecto a los gastos de administración, estos registraron un aumento interanual del 4,9%, hasta los 674 millones de euros a septiembre, con los gastos de personal en 442 millones (+2,6%) y los gastos generales y de amortización en 232 millones (+9,6%). Estos últimos estuvieron parcialmente afectados por "la externalización de determinadas actividades operativas y las inversiones que se están realizando en el contexto del plan estratégico". Así, la ratio de eficiencia se ubicó en el 45,8%.

El impacto de las amortizaciones creció en un 4,8%, hasta los 72 millones, mientras que el banco decidió dedicar 59 millones de euros a provisiones, un 13,9% menos. El deterioro de activos financieros impactó negativamente las cuentas en 72 millones, un 21,6% menos.

Respecto al tercer trimestre estanco, el resultado neto fue de 182 millones de euros, un 10,3% más que de julio a septiembre del año anterior, al tiempo que el margen bruto avanzó un 5,6% en el mismo periodo de tiempo, hasta los 544 millones de euros.

Dividendo de 6,42 céntimos por acción

En este contexto, el Consejo de Administración ha acordado abonar en efectivo un segundo dividendo de 6,42 céntimos por acción a cuenta de los resultados del presente ejercicio, cuyo pago está previsto para el 17 de diciembre de 2026.

Tal y como ha notificado la compañía presidida por José Sevilla, el ultimo día de negociación con derecho a participar en el reparto del dividendo será el próximo 14 de diciembre, a partir de entonces las acciones se negociarán sin derecho al mismo.

La nueva retribución se suma a los 217 millones de euros que el banco ya saldó el pasado 24 de septiembre por un primer dividendo de 8,44 céntimos por acción. Así, los dos dividendos a cuenta de 2026 sumarán aproximadamente 382 millones de euros, un 126% más que los distribuidos a cuenta en el ejercicio anterior. En conjunto, la entidad espera destinar a sus accionistas el 95% del resultado neto consolidado de 2026, frente al 70% de 2025.

"Esta política de retorno al accionista se sustenta en la capacidad de generación de resultados y en la sólida posición de solvencia de la entidad", ha subrayado el banco andaluz. En cifras, a cierre del tercer trimestre de 2026, la firma presentó una ratio de capital CET1, el de mayor calidad, del 15,4% en su variante 'fully loaded', siete décimas menos que un año atrás.

A su vez, la ratio de capital total cayó un punto porcentual, hasta el 19%. El retorno sobre capital (RoTE, por sus siglas en ingles) fue del 10,3%, 50 puntos básicos más que doce meses atrás, aunque si se ajusta al exceso de capital, fue del 12,2%, mejorándose en dos décimas.

La nueva producción hipotecaria se eleva un 30,5%

A cierre del noveno mes del año, el banco contabilizaba en su balance un total de activos valorados en 97.860 millones de euros, un 2,4% más que un año antes. De esa cifra, los préstamos y anticipos a la clientela crecieron un 5,1%, hasta los 50.930 millones de euros.

Asimismo, el banco contabilizaba un pasivo de 91.509 millones de euros, un 3,3% que en septiembre de 2025. De esa cifra, los depósitos de la clientela avanzaron un 1,1%, hasta los 75.395 millones de euros.

En paralelo, Unicaja ha destacado el incremento de la nueva producción hipotecaria respecto al cierre del tercer trimestre del año anterior, que ascendió un 30,5%, hasta los 2.851 millones de euros. De su lado, la nueva financiación al consumo y otros aumentó un 33,4% respecto al mismo periodo del ejercicio anterior, hasta los 753 millones de euros, y la nueva financiación al sector privado alcanzó los 8.091 millones de euros, un 18% más que en el mismo periodo del año anterior.

De este modo, la cartera de crédito a empresas avanzó a un ritmo del 11,4% en el año, hasta los 10.904 millones de euros a septiembre, mientras que la cartera hipotecaria se situó en 29.695 millones, un 2,1% más. Los préstamos al consumo se elevaron un 11,9%, hasta los 3.565 millones.

Del total de la cartera crediticia, el volumen de préstamos de dudoso recobro era de 921 millones de euros, lo que supone un descenso del 14,7% respecto a un año antes. De esta forma, la ratio de morosidad se redujo en 41 puntos básicos, hasta el 1,8%, mientras que la cobertura de los créditos dudosos aumentó en 10,6 puntos, hasta el 84,6%.

Fuera de balance, Unicaja registraba al cierre de septiembre 19.226 millones de euros de clientes en fondos de inversión, un 13,9% más que un año antes. Los fondos de pensiones acumulaban un patrimonio de 3.621 millones, un 2% menos, mientras que los seguros de ahorro se situaron en 3.860 millones, un 2,3% más.

En el trimestre, el banco cerró 23 oficinas, hasta situarse en 843 sucursales, además de elevar su plantilla en 21 personas, hasta los 7.418 trabajadores.

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CaixaBank logra 4.962 millones de beneficio en los nueve primeros meses, casi un 13% más

CaixaBank ha obtenido un beneficio neto de 4.962 millones de euros en los nueve primeros meses de año, lo que supone una mejora del 12,9% frente al mismo periodo de 2025. "El balance de estos meses es muy positivo: crecemos de forma sólida y equilibrada, ganando clientes y aumentando nuestra actividad", ha dicho el consejero delegado, Gonzalo Gortázar.

El margen bruto (ingresos totales), se incrementa un 4,4%, hasta 12.656 millones de euros a cierre del tercer trimestre; y el margen de explotación, con 7.653 millones, aumenta un 4,6%.

Por su parte, la cartera de crédito sano en empresas aumenta en 19.404 millones de euros desde septiembre de 2025 (+11,4%); la de adquisición de vivienda lo hace en 9.551 millones (+7%); y la de consumo, en 2.195 millones (+9,8%).

Los recursos de clientes alcanzan 760.353 millones de euros a cierre de septiembre, un 5,6% más respecto a un año antes. Algo que se debe, según la entidad, a la gestión patrimonial y la fortaleza de los depósitos. Además, las suscripciones netas en fondos de inversión, seguros de ahorro y planes de pensiones registran 15.199 millones de euros en los últimos doce meses (+17,9% interanual).

Los gastos de administración y amortización suben un 4,3% en tasa interanual, hasta situarse en 5.004 millones entre enero y septiembre; y la ratio de eficiencia (12 meses) se sitúa en el 39,4%. Los ingresos por servicios (gestión patrimonial, seguros de protección y comisiones bancarias) suben un 7,7% en tasa interanual, hasta 4.182 millones de euros.

La rentabilidad (ROTE 12 meses) alcanza el 18,8% a final del periodo. El margen de intereses se sitúa en 8.186 millones de euros en los nueve primeros meses del ejercicio, lo que supone una mejora del 2,9% frente al mismo periodo de 2025 apoyado por el crecimiento en volúmenes.

En cuanto a los accionistas, el Consejo ha aprobado en su última reunión la distribución de un dividendo a cuenta del 40% del beneficio neto consolidado del primer semestre de 2026, por un importe de 1.281 millones de euros (18,44 céntimos de euro brutos por acción), que se abonará el próximo 6 de noviembre.

452 millones por el impuesto a la banca

Las comisiones bancarias se reducen un 0,9% (hasta 1.513 millones), por la caída de las comisiones bancarias recurrentes (-2,1% debido, entre otros factores, a los programas de fidelización).

Por otro lado, la compañía destaca que la cuenta de resultados se ve impactada también en 2026 por el Impuesto sobre el margen de intereses y comisiones (IMIC). La entidad abonó 452 millones de euros en los nueve primeros meses del ejercicio frente a los 446 millones del año anterior.

Más de 21 millones de clientes

La compañía presta ya servicio a 21,1 millones de clientes en España y Portugal (con un crecimiento cercano a los 480.000 en un año) a través de una red que supera las 4.500 oficinas.

Asimismo, imagin, el neobanco impulsado por CaixaBank, cierra septiembre con 4,3 millones de clientes (un 9% más que un año antes) y un volumen de negocio de unos 24.300 millones de euros (+18% interanual).

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24 milhões de euros para Funcionamento 2030-Outros Custos de Financiamento

As empresas madeirenses têm até ao dia 4 de Dezembro para se candidatarem aos apoios previstos no âmbito do Funcionamento 2030 – Outros Custos de Funcionamento, que dispõe de uma dotação global de 24 milhões de euros. O incentivo pode atingir os 20 mil euros para as microempresas e os 25 mil euros para as […]
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Black Friday iServices: novos níveis de descontos para desbloquear todas as semanas de novembro

De 1 a 30 de novembro, a iServices entra em modo gaming com descontos a partir de 30% em artigos da marca própria iS, vantagens nas reparações e preços especiais em equipamentos recondicionados. A cada semana, um novo nível de promoções para descobrir. Este ano, a Black Friday da iServices entra em modo gaming. De 1 a 30 de novembro, a marca convida os consumidores a desbloquear novos níveis de descontos, numa campanha que se renova semanalmente e reúne oportunidades nas suas três principais áreas de negócio: produtos e acessórios tecnológicos, equipamentos recondicionados e reparações multimarca. A lógica é simples:

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Intel sufre la mayor caída en Bolsa de su historia: se hunde casi un 30% quemando 130.000 millones de dólares de capitalización

Desplome histórico en las acciones de Intel. Los títulos de la tecnológica estadounidense se están hundiendo este viernes cerca de un 29% tras publicar unas previsiones para el cuarto trimestre por debajo de las estimaciones del mercado ante una caída de las ventas del mercado de ordenadores personales. El porcentaje significa que Intel va camino de cerrar la peor sesión en Bolsa de toda su historia. La mayor caída, hasta ahora, tuvo lugar el 2 de agosto de 2024, cuando se dejó un 26%, tras presentar pérdidas por el deterioro de su división de fabricación y anunciar 15.000 despidos. Con la bajada, Intel ha quemado cerca de 130.000 millones de dólares en capitalización bursátil, y está arrastrando a otros grupos del sector de los semiconductores como Nvidia, Broadcom, Micron Technology y AMD, que también sufren fuertes castigos.

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© JOHN G. MABANGLO (EFE)

Sede de Intel.
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Entidades repudiam listas de boicote por divergência política

Logo Agência Brasil

A disseminação de listas que identificam empresas, comerciantes, profissionais liberais e trabalhadores com o objetivo de boicotá-los em razão de suas preferências políticas tem provocado reação de entidades representativas e órgãos ligados ao sistema de Justiça.

Nas últimas semanas, organizações empresariais, seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) passaram a alertar para os riscos jurídicos e democráticos associados a iniciativas que incentivam o boicote econômico ou a perseguição profissional por razões político-partidárias.

Notícias relacionadas:

A mobilização ocorre em meio ao aumento dos relatos de constrangimentos, discriminação e retaliações registrados após as eleições de 2026.

Bares e restaurantes

O setor de bares e restaurantes está entre os mais afetados por esse tipo de lista – o que levou a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) a ser uma das primeiras entidades empresariais a se manifestar oficialmente sobre o tema.

Em nota intitulada "Abrasel repudia listas de boicote e discurso de ódio após as eleições", a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes condenou a circulação de listas que associam estabelecimentos a determinados posicionamentos políticos e incentivam consumidores a deixar de frequentá-los.

A associação lembra que os empresários do setor representado pela entidate têm diferentes convicções políticas e que a diversidade de opiniões deve ser respeitada.

Alertou também que campanhas voltadas a prejudicar economicamente empresas e trabalhadores podem gerar responsabilização civil e judicial – e que iniciativas desse tipo afetam não apenas os proprietários dos negócios, mas também os funcionários que dependem da atividade econômica para obtenção de renda.

“A divulgação dessas listas pode configurar ato ilícito e sujeitar os responsáveis a ações na Justiça. Do mesmo modo, o consumidor é livre para escolher onde vai comer e beber. Nenhum estabelecimento pode discriminar ou se recusar a atender alguém em função de seu posicionamento político ou ideológico”, diz a nota.

OAB

Houve também reações de entidades que representam a advocacia. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou, em suas redes sociais, em Tocantins, nota de repúdio a listas que expõem empresas, profissionais e cidadãos em razão de suas preferências políticas.

A entidade ressaltou que a liberdade de manifestação e a pluralidade de ideias constituem pilares do Estado Democrático de Direito e advertiu que atos de discriminação ou constrangimento podem resultar em responsabilização legal.

Na avaliação da seccional, divergências eleitorais não podem servir de justificativa para perseguição econômica, exposição pública ou restrição de direitos.

Ministério Público do Trabalho

O Ministério Público do Trabalho tem identificado situações em que plataformas digitais são utilizadas para forçar empresários a “vigiar, expor, deixar de contratar e demitir funcionários por causa do voto”.

Diante dessa situação, os procuradores entraram com ação civil pública cobrando da Meta (dona de plataformas como Instagram, Facebook e Threads) que retire do ar esse tipo de publicação. Segundo o MPT, após o segundo turno das eleições, perfis nas plataformas passaram a convocar empregadores nesse sentido.

“Publicações de empresários, influenciadores e até parlamentares orientam vasculhar as redes sociais de trabalhadores para descobrir em quem votaram e, no caso de a opção ser diferente do patrão, mandá-los embora”, disse o MPT.

O procurador do trabalho Maurício de Mello informou que o MPT recebeu, apenas nos três dias posteriores ao pleito, 1.140 denúncias de assédio eleitoral, de um total de 3.080 registradas desde o início da campanha.

Segundo ele, os dados demonstram que parte significativa das ocorrências ocorreu após a definição do resultado das urnas. “Quase 30% das denúncias ocorreram pós-processo eleitoral. Isso é uma preocupação muito grande”, disse.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, afirmou que os efeitos dessas práticas atingem não apenas trabalhadores assalariados, mas também profissionais autônomos e pequenos estabelecimentos comerciais que manifestaram posicionamentos políticos.

Prática autoritária

A organização de listas de boicote a empresas levou a ex-deputada federal gaúcha Manuela d'Ávila (PCdoB) a divulgar um vídeo no qual compara a circulação de listas de boicote por posicionamento político à perseguição econômica promovida contra comerciantes judeus na Alemanha nazista.

Segundo ela, a identificação pública de empresas e profissionais para estimular prejuízos econômicos em razão de suas convicções políticas constitui uma prática autoritária e deve ser combatida ainda em seu estágio inicial.

“Sabe como começou o boicote aos judeus na Alemanha nazista? Com listas. Em 1933, os nazistas organizaram um boicote nacional contra estabelecimentos e profissionais judeus. Eles identificavam quem eram essas pessoas, onde trabalhavam e quais lojas e negócios lhes pertenciam”, disse a ex-deputada.

Processo de fascistização

Professor de História Contemporânea da UFRJ e da Escola de Comando do Estado-Maior do Exército, Francisco Carlos Teixeira confirma a referência histórica citada por Manuela d’Ávila.

Segundo ele, a organização de listas como estas é uma “prática comum” a todos os regimes autoritários, às ditaduras e ao fascismo. Foi inclusive adotada durante a ditadura militar brasileira, tendo resultado em cassações, exílios e até mortes.

“Na Alemanha nazista, esse processo foi claramente colocado em prática e nós o chamamos, historicamente, de processo de fascistização: a ocupação das instituições a partir do expurgo de pessoas consideradas perigosas para o regime”, explicou.

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Há mais empresas na zona euro a prever pedidos de maiores aumentos salariais, diz BCE

Quatro em cada 10 das maiores empresas da zona euro preveem que o aumento da inflação provocará, ou corre o risco de provocar, pedidos de maiores aumentos salariais, contra 20% na pesquisa anterior do BCE.

Esta é uma das principais conclusões da pesquisa que o BCE (Banco Central Europeu) realizou recentemente com representantes de 64 grandes empresas não financeiras da zona euro, publicados esta sexta-feira, 30 de outubro.

A pesquisa ocorreu, na sua maior parte, entre 28 de setembro e 7 de outubro de 2026.

O BCE diz que as expectativas de uma desaceleração no crescimento salarial moderaram-se ligeiramente.

O crescimento dos salários desacelerará, passando de 3,2% em 2025 para 3,0% em 2026 e para 2,9% em 2027, segundo dados fornecidos pela pesquisa.

“Trata-se de uma desaceleração mais leve do que a observada em inquéritos anteriores”, acrescenta o BCE.

No entanto, a maioria das empresas não prevê um impacto significativo no crescimento dos salários, devido à fraqueza das condições económicas e às perspetivas de emprego.

As empresas consideram que a transferência para os preços finais dos aumentos de custos derivados do conflito no Médio Oriente é “cada vez mais complexa”, segundo o BCE.

A transferência para os preços do aumento dos custos revelou-se especialmente difícil nos setores orientados para o consumidor devido à fraqueza da procura e às pressões competitivas.

Por isso, as empresas preveem que “o crescimento dos preços de venda se moderará um pouco nos próximos meses”, segundo o BCE.

Muitas empresas preveem que continuarão a sentir a pressão dos custos até 2027.

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Estado nas cotadas? “Não acrescenta nada”, diz António Lobo Xavier

O que é que o Estado acrescenta ao entrar numa empresa cotada? “Não acrescenta nada.” É assim que António Lobo Xavier, advogado, que exerceu e exerce funções de administração executiva, não executiva e de supervisão em algumas das mais relevantes empresas e instituições portuguesas, responde sobre o atual movimento do Estado entrar no capital de empresas que considere estratégicas.

Apontou o caso da banca, em que foi noticiado que o Governo admite a possibilidade de adquirir uma participação minoritária inferior a 5% no BCP, aproveitando uma eventual saída da Fosun, que detém 20,45%. O ministro das Finanças garantiu que o assunto nunca foi, sequer, abordado.

“Intervenções do Estado na banca, tirando os ciclos de crise e de recuperação e de bailout, só há em países com estruturas institucionais fracas ou duvidosas ou até não democracias”, afirma António Lobo Xavier. “Não existe nenhum país civilizado que entenda que a participação do Estado no capital de um banco seja estratégica e, de facto, em Portugal também não precisamos disso, porque o Estado tem um banco com 40% do mercado e, portanto, e também existe um Banco de Portugal e um Banco Central Europeu”, aponta. “Não existe nenhum nenhuma necessidade de introduzir um problema”, sublinha.

Esta é uma especulação, mas houve um negócio que se concretizou. O Estado reentrou no capital da REN – Redes Energéticas Nacionais, com uma participação, agora, de 19%. “É uma empresa aberta, nunca teve nenhum problema, é supertransparente. Nunca ninguém detetou nenhum problema que carecesse de uma participação no capital”, diz Lobo Xavier. “Podia-se discutir se o operador se a titularidade dos ativos devia estar separada do operador de sistema. Isso é outra coisa, mas isso [a entrada no capital] não resolve esse problema”, afirma.

“Um país pequeno, como Portugal, não pode dar-se ao luxo de ter ideias nacionalistas do tipo da Alemanha ou da França. Nós não podemos dar esses sinais ao mercado, de que o Estado pode querer perturbar as relações de mercado”

Critica a ideia. “Um país pequeno, como Portugal, não pode dar-se ao luxo de ter ideias nacionalistas do tipo da Alemanha ou da França. Nós não podemos dar esses sinais ao mercado, de que o Estado pode querer perturbar as relações de mercado”, defendeu. Também critica o processo, duvidoso.

“O que eu percebi foi que as oportunidades apareceram antes das políticas, porque a primeira vez que se fala da participação do Estado e de um fundo soberano que não existe foi há uns meses e, depois, logo a seguir, aparecem os negócios. Ora, conhecemos todos o mundo dos negócios e não se fazem overnight”, aponta. “Os negócios já estavam em curso quando se inventou uma política para dar cobertura a esses negócios”, diz. “Eu não gosto desse tipo de situações, nem na política, nem no tecido económico”, afirma.

António Lobo Xavier é atualmente presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP e foi o convidado do último episódio do Boa Governança, videocast do Jornal Económico (JE) e do Instituto Português de Corporate Governance (IPCG), que iniciou uma segunda série, agora com Marta Saldanha, da direção do IPCG, como coanfitriã.

A questão da entrada do Estado no capital de empresas foi o remate. O tema central foi a evolução do papel dos acionistas. “Nas últimas duas décadas, o papel dos acionistas tem vindo a adquirir uma crescente relevância no contexto”, explica Marta Saldanha. “As empresas enfrentam desafios cada vez mais diversos e onde se requer que o papel do acionista não seja de um mero interesse no seu capital, mas também numa intervenção ao nível da relação com os outros stakeholders”, refere.

António Lobo Xavier considera que não existe um perfil único de investidor, mas que houve um aspeto que se alterou, que é a profissionalização do acompanhamento das empresas. “Os acionistas mais organizados e com maior escala têm formas profissionais mais sofisticadas de acompanhar as empresas. São mais exigentes”, diz.

No início da sua carreira executiva, o contacto com acionistas de empresas cotadas era quase anual. Hoje, a EDP, por exemplo, apresenta planos de investimento e promove um roadshow de governance para ouvir os acionistas e explicar o seu modelo de governo.

Marta Saldanha destacou a evolução do Código de Governo das Sociedades, que tem vindo a alargar os espectros daquilo que devem ser as competências de um verdadeiro acionista. E, neste quadro, a influência crescente dos chamados proxy advisors, consultores, sobre os investidores institucionais.

Também os administradores não executivos ganharam responsabilidades. “Há uns anos, era passivo. Era um figurante, muitas vezes”, observa Lobo Xavier. Atualmente têm de fiscalizar, questionar e apoiar a gestão. Na EDP, o Conselho Geral e de Supervisão aprova investimentos superiores a 125 milhões de euros, o orçamento e o plano de negócios, além de fiscalizar a gestão.

O modelo dualista da elétrica permite proximidade entre supervisão e gestão. Tem vantagens, mas riscos. “Os modelos complexos dependem muito das pessoas”, adverte.

Neste quadro, foi abordado o tema da sustentabilidade. Lobo Xavier rejeita a ideia de que os investidores aceitem menos retorno em troca de compromissos ambientais ou sociais. As exigências acumulam-se. Na energia, acrescentou, a adesão das comunidades é essencial ao desenvolvimento de projetos renováveis.

Também mudou o catálogo de riscos. Clima, cibersegurança, geopolítica e cadeias de abastecimento exigem maior preparação dos órgãos sociais. O presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP defende formação específica para os não executivos e uma cultura de risco capaz de acompanhar investimentos que demoram anos a concretizar.

O Boa Governança está disponível em jornaleconomico.pt e, em formato podcast, nas principais plataformas.

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Lucros do CaixaBank sobem 13% até setembro para 4.962 milhões e BPI contribui com 339 milhões

O banco espanhol CaixaBank registou lucros de 4.962 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 12,9% face ao período homólogo de 2025, disse hoje o grupo financeiro, que em Portugal detém o BPI.

Em comunicado, o CaixaBank atribui a subida do resultado líquido ao forte crescimento do negócio, detalhando que o BPI contribuiu com 339 milhões de euros para os resultados nos primeiros nove meses.

A margem financeira, a diferença entre os juros cobrados nos créditos e a remuneração dos depósitos dos clientes, avançou 2,9% para 8.196 milhões de euros.

No total, as receitas do grupo entre janeiro e setembro avançaram 4,4% para 12.656 milhões de euros.

Os recursos dos clientes (21,1 milhões em Espanha e Portugal) subiram 3,9% no mesmo período, para 760.353 milhões de euros.

A carteira de “crédito saudável” concedido pelo banco aumentou 8,0% comparando com os primeiros nove meses de 2025, para 397.469 milhões de euros, com “uma tendência positiva nos créditos tanto a particulares como a empresas”.

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BPI contribui com 339 milhões de euros para os lucros do CaixaBank até setembro

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By: Lusa

O banco espanhol CaixaBank registou lucros de 4.962 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 12,9% face ao período homólogo de 2025, disse hoje o grupo financeiro, que em Portugal detém o BPI.Lusa

O banco espanhol CaixaBank registou lucros de 4.962 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 12,9% face ao período homólogo de 2025, anunciou esta sexta-feira o grupo financeiro, que em Portugal detém o BPI.

Em comunicado, o CaixaBank atribui a subida do resultado líquido ao forte crescimento do negócio, detalhando que o BPI contribuiu com 339 milhões de euros para os resultados nos primeiros nove meses.

A margem financeira, a diferença entre os juros cobrados nos créditos e a remuneração dos depósitos dos clientes, avançou 2,9% para 8.196 milhões de euros. No total, as receitas do grupo entre janeiro e setembro avançaram 4,4% para 12.656 milhões de euros.

Os recursos dos clientes (21,1 milhões em Espanha e Portugal) subiram 3,9% no mesmo período, para 760.353 milhões de euros. A carteira de “crédito saudável” concedido pelo banco aumentou 8,0% comparando com os primeiros nove meses de 2025, para 397.469 milhões de euros, com “uma tendência positiva nos créditos tanto a particulares como a empresas”.

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Portugal perde terreno na captação de investimento estrangeiro na União Europeia


Portugal voltou a captar investimento direto estrangeiro no primeiro semestre de 2026, após ter registado uma saída líquida de capitais um ano antes. Mas a recuperação não chegou para acompanhar o peso que o país tinha no investimento recebido pela União Europeia.

Segundo o relatório “FDI in Figures”, publicado esta sexta-feira pela OCDE, as entradas líquidas de investimento estrangeiro na economia portuguesa atingiram 7.718 milhões de dólares entre janeiro e junho, contra um saldo negativo de 300 milhões no mesmo período de 2025.

Esta subida coloca Portugal entre as economias que recuperaram a captação de capital externo em 2026, embora o montante tenha ficado 44,3% abaixo dos 13.862 milhões recebidos no segundo semestre do ano passado – os valores são preliminares e excluem as entidades com finalidade especial, veículos usados pelos grupos empresariais para canalizar operações financeiras.

Por cada 100 dólares recebidos pelos Estados-membros no primeiro semestre de 2026, 2,6 dólares tiveram como destino a economia portuguesa, contra 11,2 dólares nos seis meses anteriores.

A dinâmica de Portugal em captar capital estrangeiro também fica aquém da média dos países da OCDE e da União Europeia. Segundo os dados do relatório, o investimento estrangeiro recebido pelos países da OCDE passou de 278,9 mil milhões para 684,4 mil milhões de dólares, um aumento de 145,4%, enquanto na União Europeia avançou de 59,7 mil milhões para 296,8 mil milhões, quase cinco vezes mais.

Estes dois movimentos contribuíram para que Portugal perdesse peso na captação de investimento direto estrangeiro na União Europeia: por cada 100 dólares recebidos pelos Estados-membros no primeiro semestre de 2026, 2,60 dólares tiveram como destino a economia portuguesa, contra 11,20 dólares nos seis meses anteriores.  A quota nacional caiu, assim, 8,6 pontos percentuais, para menos de um quarto da registada no segundo semestre de 2025.

Apesar desta perda de peso no contexto europeu, Portugal recuperou num período em que algumas das maiores economias europeias receberam menos investimento do que um ano antes. É o caso de Espanha, que captou 9.505 milhões de dólares, menos 28,4% em termos homólogos; da Alemanha, que recebeu 31.956 milhões, menos 20,5%; e de França, que atraiu 17.920 milhões, menos 39,8% em termos homólogos.

O montante português ficou próximo dos 7.985 milhões recebidos pela Grécia e dos 8.511 milhões da Suécia, mas abaixo dos 15.915 milhões da Polónia.

A comparação exige, contudo, cautela, dado que a OCDE explica que algumas economias europeias apresentam “grandes flutuações do investimento direto estrangeiro”, associadas a operações de capital e empréstimos entre empresas de grupos multinacionais. Nos Países Baixos, por exemplo, o saldo passou de uma saída de 51.758 milhões no primeiro semestre de 2025 para entradas de 48.033 milhões em 2026, contribuindo para a recuperação europeia.

Os dados da OCDE revelam também um recuou de 86,9% do investimento das empresas portuguesas no estrangeiro em termos homólogos, com esse investimento a passar de 2.820 milhões de dólares no primeiro semestre de 2025 para 369 milhões no mesmo período de 2026.

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Da falida Mt. Gox até à Binance. Os maiores ciberataques de sempre nas criptomoedas


A bolsa de criptomoedas Binance sofreu esta quinta-feira um ciberataque que está a ser descrito como o maior de sempre nas moedas virtuais, que resultou num prejuízo estimado em 6,3 mil milhões de dólares (cerca de 5,6 mil milhões de euros) e levou ao congelamento de mais de 2,5 mil milhões de dólares (cerca de 2,25 mil milhões de euros) de forma a evitar a retirada de fundos pelos hackers.

A maior plataforma digital de criptomoedas do mundo vai-se chegar à frente para cobrir “todas as perdas decorrentes do ataque”, que teve uma magnitude quatro vezes superior ao da Bybit, em fevereiro de 2025. Nos últimos 15 anos, este setor sofreu uma série de furtos, continuando a levantar questões sobre a segurança do dinheiro dos clientes.

Segundo a agência Reuters, os ciberataques evidenciam as vulnerabilidades da blockchain e das finanças descentralizadas, na qual os utilizadores emprestam, pedem e depositam tokens digitais e contornam os intermediários tradicionais do sistema financeiro, como bancos e empresas de trading.

O especialista em cibersegurança Georgy Kucherin, investigador sénior na Kaspersky, diz que ainda não se pode excluir a hipótese de terem sido exploradas vulnerabilidades. “Estes incidentes mostram que as plataformas de negociação de criptomoedas não estão imunes a ciberataques. Podem ser comprometidas através de diversos vetores, e tanto os sistemas internos como as dependências externas podem servir de superfícies de ataque”, afirma o analista, lembrando que ainda na quarta-feira os utilizadores da Polymarket foram afetados por um ataque.

O portátil de um engenheiro informático terá sido o ponto de entrada dos cibercriminosos na Binance. A maioria dos fundos foi transferida em cerca de 20 minutos.

O investigador da Kaspersky explica que o portátil comprometido de um engenheiro de desenvolvimento e operações (DevOps) da Binance poderá ter permitido a um atacante aceder a um sistema de serviço e submeter transações de levantamento não autorizadas.

Para a empresa de cibersegurança Check Point Software, o “incidente evidencia a necessidade de proteger toda a cadeia de autorização de operações”, desde os equipamentos dos trabalhadores com acessos privilegiados até aos serviços que validam e executam as suas instruções. “O ataque à Binance terá permitido desviar entre 6,3 e 6,36 mil milhões de dólares em criptoativos através de dez redes blockchain. Segundo a TRM Labs, a maioria dos fundos foi transferida em cerca de 20 minutos”, revela a tecnológica norte-americana.

Quais os maiores ciberataques a plataformas de criptomoedas?

  • Fevereiro de 2025 – A bolsa de criptomoedas Bybit, corretora de criptomoedas, registou 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,3 mil milhões de euros à cotação atual) em tokens digitais furtados. As criptomoedas foram retiradas de uma “carteira fria” (wallet geralmente armazenada offline e, portanto, supostamente mais segura) que era utilizada para tokens Ether.
  • Março de 2022 – A rede Ronin Network, que permite a transferência de criptomoedas entre diferentes blockchains, sofreu um furto de aproximadamente 540 milhões de dólares (na ordem dos 482 milhões de euros) de um projeto blockchain ligado ao jogo online Axie Infinity. Os hackers roubaram cerca de 173.600 tokens Ether e 25,5 milhões de tokens USD Coin (USDC).
  • Fevereiro de 2022 – A Wormhole, uma plataforma de finanças descentralizadas que movimenta ativos, dados e aplicações através de mais de 45 blockchains, teve um assalto de 320 milhões de dólares (286 milhões de euros) em que os hackers roubaram 120 mil tokens digitais ligados à segunda maior criptomoeda do mundo, a Ether. A norte-americana Jump Trading, que no ano anterior havia comprado a empresa por detrás da Wormhole, depois repôs os fundos.
  • Agosto de 2021 – A rede Poly Network, que agiliza transações de tokens, sofreu um ataque a 610 milhões de dólares (545 milhões de euros), embora os cibercriminosos depois tivessem devolvido quase todos os fundos.
  • Janeiro de 2018 – A corretora Coincheck, com sede em Tóquio, sofreu um assalto a uma das “carteiras quentes” (carteira armazenada online) com o objetivo de drenar os fundos, culminando em 530 milhões de dólares (473 milhões de euros) impactados. À data, a Coreia do Sul culpou um grupo de hackers norte-coreanos.
  • 2011-2014 – Também de Tóquio, a bolsa de criptomoedas Mt. Gox foi alvo de um dos primeiros e mais mediáticos ataques informáticos neste mundo das moedas digitais. Ao longo de três anos, foram furtadas bitcoins no valor de quase 500 milhões de dólares (447 milhões de euros). A Mt. Gox, que chegou a processar cerca de 80% das transações globais de bitcoin, declarou insolvência no início de 2014, após o ciberataque no qual aproximadamente 24 mil clientes perderam acesso ao seu dinheiro.
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