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Comissão liquidatária do BPP avança com primeiro pagamento a credores comuns

A comissão liquidatária do Banco Privado Português (BPP) avançou esta semana com o primeiro pagamento parcial a credores comuns, disse à Lusa o presidente, acrescentando que na terça-feira deu uma ordem para pagar quatro milhões de euros.

Em entrevista à Lusa, o presidente da comissão liquidatária do BPP, Manuel Mendes Paulo, disse que deu na terça-feira ordem aos serviços para pagamento a 200 credores comuns, no total de cerca de quatro milhões de euros, e que ainda esta semana será dada nova ordem de pagamento a mais 200 credores, no total de sete milhões de euros.

Recentemente, a comissão liquidatária do BPP anunciou que ia avançar com o pagamento de cerca de 80 milhões de euros aos credores comuns, correspondendo a cerca de 8,4% do total dos créditos reconhecidos a quase 5.600 credores (pessoas ou entidades) do banco que faliu há 16 anos.

Contudo, havia uma pendência em tribunal que fez atrasar o pagamento mas que ficou resolvida, permitindo que sejam efetuados os pagamentos.

Apesar dos 5.600 credores comuns reconhecidos, Mendes Paulo explicou que, por ordem do tribunal, só são pagos valores acima de 50 euros. Como o valor a pagar agora é de apenas 8,4% do crédito reconhecido, só têm direito a receber credores com crédito reconhecido mínimo de 600 euros. Nestas condições estão cerca de 4.000 credores.

Para proceder aos pagamentos, a comissão liquidatária enviou cartas a todos esses credores comuns a pedir para remeterem a documentação devida para poder ser validada. Dessas cartas, foram recebidas quase 3.000 respostas.

Segundo afirmou Mendes Paulo, atualmente há mais de 2.000 credores cujos processos estão completos ou a ser completados e cujo primeiro pagamento está já a acontecer ou vai acontecer nas próximas semanas.

“Processos completos são 2.200 ou 2.300. À medida que os processamento decorrer e estiver tudo ‘ok’ vão ser pagos em função da data em que foi completado o processo documental. Quem completa primeiro, recebe primeiro”, disse em entrevista à Lusa.

Questionado sobre o que acontece a quem não tiver respondido ou não tenha recebido a carta (houve centenas de devoluções por morada desatualizada, o que pode estar relacionado com processos de herança), Mendes Paulo afirmou que a qualquer momento o credor comum pode entregar a documentação junto da comissão liquidatária e assim que tiver validada receber o dinheiro que lhe é devido, sem prazos até ao fim do processo de liquidação.

Os credores comuns do BPP têm, no total, a receber 944 milhões de euros. Contudo, é sabido que o valor a receber ficará muito abaixo uma vez que o património do BPP não é suficiente (o ‘buraco’ do BPP era perto de 1.000 milhões de euros) e há credores que passam à frente (garantidos e privilegiados).

Aliás, os credores comuns estão agora a ser pagos pois já foi integralmente devolvido ao Estado português os 450 milhões de euros referente ao crédito garantido.

Os principais credores comuns do BPP são quatro: o Fundo de Garantia de Depósitos (teria a receber no total 100 milhões de euros), o Sistema de Indemnização aos Investidores (85 milhões de euros), a Liminorke (o maior credor privado, 53 milhões de euros a haver) e o Estado português (23 milhões de euros).

Estes credores, como os restantes com documentação validada (até agora mais de 2.000), receberão neste primeiro pagamento parcial 8,4% do crédito reconhecido.

O colapso do BPP, banco vocacionado para a gestão de fortunas, começou com a crise financeira de 2008 e culminou em 2010.

Apesar da pequena dimensão do banco, a falência do BPP lesou milhares de clientes e o Estado, tendo ainda tido importantes repercussões devido a potenciais efeitos de contágio ao restante sistema quando se vivia uma crise financeira.

Deu-se então início ao processo de liquidação, que dura há 16 anos e ainda decorre.

 

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BCE trava novas subidas e mantém a taxa de depósitos nos 2,5%

Juro diretor fica nos 2,5% apesar da inflação alta, para já. A subida de preços na zona euro está no nível mais alto em três anos. O BCE prescinde, para já, de voltar a subir os juros. Mas esse passo pode vir a seguir em breve. Depois do banco central dos Estados Unidos, também o Banco Central Europeu (BCE) prescinde, para já, de uma nova subida dos juros. O BCE decidiu na quinta-feira manter nos 2,5% a taxa de depósito dos bancos, que é a referência para os juros da poupança e do crédito. A nova subida dos preços da

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PS pede explicações ao governador do Banco de Portugal sobre nova sede e acusa-o de opacidade

✇ECO
By: Lusa

O PS pediu esta quinta-feira explicações ao governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, sobre as alterações ao contrato da nova sede, considerando que está solução “é pior, opaca, sem informação e não rigorosa”.

O Banco de Portugal (BdP) informou esta quinta-feira que alterou o contrato-promessa da compra da nova sede em Entrecampos, Lisboa, para ficar apenas com um edifício, em vez de dois, apontando uma redução do investimento em 35 milhões de euros, para 225 milhões.

“Passámos da transparência [de Mário Centeno] para a opacidade. O que o governador do Banco de Portugal apresentou hoje é um comunicado em que nós não conhecemos os projetos, as negociações, se houve auditoria àqueles projetos, para perceber se os projetos estavam todos adequados e salvaguardavam o interesse do Banco de Portugal, o interesse público”, criticou, em declarações aos jornalistas, o deputado do PS, Carlos Pereira.

Na perspetiva do socialista, esta solução “é pior” e, “mais grave do que isso, é opaca, não tem informação, não é transparente, não é rigorosa sequer”. “E isso preocupa-nos significativamente. E quero também dizer que é muito importante perceber o que pensa o Conselho de Administração sobre esta matéria”, disse ainda.

Carlos Pereira referiu que o Conselho de Administração é o mesmo e, quando o antigo governador Mário Centeno apresentou a sua solução, “havia um consenso” entre os administradores. “Ora, estamos a falar de uma solução completamente diferente, que custa mais por metro quadrado, que não reúne todos os serviços do mesmo espaço e é preciso perceber o que pensa, de facto, o Conselho de Administração”, defendeu.

Considerando que Álvaro Santos Pereira “terá que explicar tudo isto nos próximos tempos”, o deputado do PS disse que o partido admite vir a pedir uma audição parlamentar caso estas explicações não surjam até ao final do processo orçamental, período durante o qual outros trabalhos no Parlamento estão suspensos.

“O Governador do Banco de Portugal foi muito célebre a fazer acusações ao anterior Governador e está há três meses para responder à Assembleia da República a um pedido que foi feito pelo Grupo Parlamentar do PS a 11 de julho“, criticou, exigindo que toda essa documentação seja enviada.

Para Carlos Pereira, o comunicado desta quinta-feira “é quase uma manhosice” porque “conclui que aquela obra fica 35 milhões de euros mais barata”, o que diz ser “outra mentira”.

“Tínhamos uma sede com 27 mil metros quadrados e agora uma sede com menos cinco mil metros quadrados. Estamos a comprar por metro quadrado um valor bastante superior. Se fizermos uma comparação ao preço que Mário Centeno queria comprar a sede anterior com a dimensão que Álvaro Santos Pereira quer comprar esta, estamos a falar de mais cinco milhões de euros”, comparou.

O deputado do PS começou a conferência de imprensa com uma provocação, remetendo para um episódio do tempo em que Álvaro Santos Pereira era ministro da Economia: “O Banco de Portugal não é propriamente uma loja de pastéis de nata”.

Segundo o comunicado, a alteração ao contrato foi assinada esta semana entre o BdP e a Fidelidade, promotora da construção das futuras instalações, através de um aditamento ao contrato-promessa de compra e venda celebrado em 2025.

Com a mudança, o valor da compra do edifício baixa de 191,99 milhões de euros para 165,09 milhões e o montante global do investimento estimado, que inclui o mobiliário e capacitação técnica para o espaço entrar em funcionamento, será de 225 milhões de euros, menos 35 milhões do que o projetado na versão inicial (260 milhões de euros).

O contrato promessa inicial previa a compra de dois edifícios separados, unidos por um túnel (os chamados edifícios A3 e A2). A alteração ao contrato prevê uma troca de edifícios, para uma única torre do mesmo empreendimento (o edifício A1), estando previsto um auditório localizado separadamente, no edifício A3.

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Comissão liquidatária do BPP avança com primeiro pagamento a credores comuns

✇ECO
By: Lusa

A comissão liquidatária do Banco Privado Português (BPP) avançou esta semana com o primeiro pagamento parcial a credores comuns, disse à Lusa o presidente, acrescentando que na terça-feira deu uma ordem para pagar quatro milhões de euros.

Em entrevista à Lusa, o presidente da comissão liquidatária do BPP, Manuel Mendes Paulo, disse que deu na terça-feira ordem aos serviços para pagamento a 200 credores comuns, no total de cerca de quatro milhões de euros, e que ainda esta semana será dada nova ordem de pagamento a mais 200 credores, no total de sete milhões de euros.

Recentemente, a comissão liquidatária do BPP anunciou que ia avançar com o pagamento de cerca de 80 milhões de euros aos credores comuns, correspondendo a cerca de 8,4% do total dos créditos reconhecidos a quase 5.600 credores (pessoas ou entidades) do banco que faliu há 16 anos.

Contudo, havia uma pendência em tribunal que fez atrasar o pagamento mas que ficou resolvida, permitindo que sejam efetuados os pagamentos.

Apesar dos 5.600 credores comuns reconhecidos, Mendes Paulo explicou que, por ordem do tribunal, só são pagos valores acima de 50 euros. Como o valor a pagar agora é de apenas 8,4% do crédito reconhecido, só têm direito a receber credores com crédito reconhecido mínimo de 600 euros. Nestas condições estão cerca de 4.000 credores.

Para proceder aos pagamentos, a comissão liquidatária enviou cartas a todos esses credores comuns a pedir para remeterem a documentação devida para poder ser validada. Dessas cartas, foram recebidas quase 3.000 respostas.

Segundo afirmou Mendes Paulo, atualmente há mais de 2.000 credores cujos processos estão completos ou a ser completados e cujo primeiro pagamento está já a acontecer ou vai acontecer nas próximas semanas.

“Processos completos são 2.200 ou 2.300. À medida que os processamento decorrer e estiver tudo ‘ok’ vão ser pagos em função da data em que foi completado o processo documental. Quem completa primeiro, recebe primeiro”, disse em entrevista à Lusa.

Questionado sobre o que acontece a quem não tiver respondido ou não tenha recebido a carta (houve centenas de devoluções por morada desatualizada, o que pode estar relacionado com processos de herança), Mendes Paulo afirmou que a qualquer momento o credor comum pode entregar a documentação junto da comissão liquidatária e assim que tiver validada receber o dinheiro que lhe é devido, sem prazos até ao fim do processo de liquidação.

Os credores comuns do BPP têm, no total, a receber 944 milhões de euros. Contudo, é sabido que o valor a receber ficará muito abaixo uma vez que o património do BPP não é suficiente (o ‘buraco’ do BPP era perto de 1.000 milhões de euros) e há credores que passam à frente (garantidos e privilegiados).

Aliás, os credores comuns estão agora a ser pagos pois já foi integralmente devolvido ao Estado português os 450 milhões de euros referente ao crédito garantido.

Os principais credores comuns do BPP são quatro: o Fundo de Garantia de Depósitos (teria a receber no total 100 milhões de euros), o Sistema de Indemnização aos Investidores (85 milhões de euros), a Liminorke (o maior credor privado, 53 milhões de euros a haver) e o Estado português (23 milhões de euros).

Estes credores, como os restantes com documentação validada (até agora mais de 2.000), receberão neste primeiro pagamento parcial 8,4% do crédito reconhecido.

O colapso do BPP, banco vocacionado para a gestão de fortunas, começou com a crise financeira de 2008 e culminou em 2010.

Apesar da pequena dimensão do banco, a falência do BPP lesou milhares de clientes e o Estado, tendo ainda tido importantes repercussões devido a potenciais efeitos de contágio ao restante sistema quando se vivia uma crise financeira.

Deu-se então início ao processo de liquidação, que dura há 16 anos e ainda decorre.

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Sabadell gana un 1% menos en los primeros nueve meses y anuncia un dividendo de 325 millones

Sede corporativa del Banco de Sabadell en San Cugat del Vallés (Barcelona).

El Banco Sabadell logró un beneficio neto de 1.376 millones de euros en los nueve primeros meses del año, un 1% menos que el mismo período del ejercicio anterior. El beneficio neto recurrente fue de 405 millones de euros en el tercer trimestre, lo que supone un 13% más.

Los ingresos del negocio bancario crecieron un 2,4% en el trimestre gracias al fuerte dinamismo de la actividad comercial. La mejora ha contribuido a que la rentabilidad RoTE recurrente se incremente desde el 13,6% de junio hasta el 14,2%.

La entidad defiende que "la pujanza del negocio, la contención de los gastos y la elevada calidad de los activos seguirán elevando dicha rentabilidad en los próximos trimestres, hasta alcanzar los objetivos previstos del 14,5% al cierre de 2026 y el 16% en 2027".

Asimismo, el banco ha anunciado su segunda remuneración al accionista con cargo a los resultados del ejercicio 2026. La entidad abonará un dividendo a cuenta en efectivo de 7 céntimos por acción el próximo 29 de diciembre, lo que supondrá el reparto de 325 millones de euros.

El pago es adicional al programa de recompra de acciones por importe de 331 millones de euros que inició en julio, del que aún quedan 57 millones por ejecutar (un 17% del total). Además, se produce tras el abono en mayo de un dividendo extraordinario de 50 céntimos en efectivo por acción tras la venta de TSB.

"Demostramos una vez más nuestra capacidad para hacer crecer de forma sostenible el negocio, mientras mejoramos los ingresos y contenemos los costes", ha dicho el consejero delegado de Banco Sabadell, Marc Armengol. "En un entorno exigente, la fortaleza del proyecto del banco nos permite seguir creando valor para nuestros clientes y accionistas, al tiempo que progresamos en la transformación de la entidad", ha señalado.

El crédito vivo en hipotecas registra una evolución positiva. Aumenta hasta los 40.716 millones de euros (+3,5% interanual), con un crecimiento de la nueva producción del 5% frente al trimestre anterior. El crédito al consumo se ha situado en 5.880 millones de euros (+12,7% interanual), con una nueva producción que se incrementa trimestralmente el 13%.

Por su parte, los recursos de clientes, que experimentan un incremento interanual del 5,6% en el Grupo, hasta los 189.449 millones de euros. Sin contar con TSB, Sabadell ha obtenido unos ingresos del negocio bancario (margen de intereses más comisiones) de 3.677 millones de euros entre enero y septiembre.

Los costes totales se situaron en 1.797 millones de euros entre enero y septiembre e incorporan 88 millones de euros no recurrentes derivados del plan de prejubilaciones puesto en marcha en España.

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Lagarde avisa países endividados: “Taxas estão mais altas e é provável que assim continuem”


“O BCE está numa posição forte o bastante para esperar por mais dados.” Foi com esta frase que Christine Lagarde justificou, na conferência de imprensa desta quinta-feira, a decisão de manter as taxas de juro inalteradas, no mesmo dia em que anunciou que deixa a presidência do banco central em fevereiro. A taxa de depósito fica em 2,50%, a das operações principais de refinanciamento em 2,65% e a da facilidade de cedência de liquidez em 2,90%, segundo o comunicado do Conselho do BCE.

A presidente do banco central da moeda única revelou que a hipótese de subir os juros esteve em cima da mesa, notando que “o Conselho de Governadores discutiu se um aumento seria adequado”, mas “considerou, por unanimidade, que o BCE está bem posicionado” em matéria de nível de taxas de juro e que “a abordagem comedida continua a ser adequada neste momento”.

Lagarde voltou a repetir a mensagem do comunicado do BCE, notando que as decisões serão tomadas reunião a reunião, em função dos dados, sem compromisso prévio com uma trajetória das taxas, indicando, porém, que “é provável que o BCE desenvolva cenários em dezembro”.

A maioria dos indicadores de expectativas de inflação a longo prazo está próxima de 2%.

Christine Lagarde

Presidente do BCE

O peso da energia explica a discussão do resultado da decisão desta última reunião dos governadores. “Os preços da energia subiram acima do cenário de base” e “o impacto indireto da escalada dos preços da energia intensificou-se”, afirmou Lagarde, que avisou que “os riscos para a inflação são em alta” e que “as fases iniciais da cadeia de preços apontam para pressão ascendente”.

Ainda assim, disse que “não há sinais de efeitos de segunda ordem, além das projeções”, que “a inflação subjacente manteve-se, em grande medida, estável” e que “a maioria dos indicadores de expectativas de inflação a longo prazo está próxima de 2%”. Lagarde vaticinou ainda que “a descida subsequente da inflação da energia deverá reduzir a inflação total”.

Nos salários, a presidente do BCE referiu que “o indicador de salários mostra um crescimento de 2,5% a 2,8% nos meses que restam de 2026” e “as pressões salariais mantêm-se moderadas”.

Os países com dívida elevada têm de ter em conta, nos planos de política orçamental, que as taxas de juro estão mais altas e é provável que assim continuem.

Christine Lagarde

Presidente do BCE

Os mercados de dívida foram o outro tema forte da conferência de imprensa, com Lagarde a notar que “a parte longa da curva subiu a nível global”, explicando que o foco está “nas obrigações a 10 anos e em toda a curva”. Lagarde apontou também um fator menos habitual, ao sublinhar que “a emissão de dívida pelos hiperescaladores desempenha um papel na subida das yields“. Segundo as suas palavras, “o custo do financiamento a longo prazo subiu desde setembro” e “as condições financeiras tornaram-se mais restritivas desde a última reunião”.

Daqui decorre o aviso aos governos por parte de Lagarde: “Os países com dívida elevada têm de ter em conta, nos planos de política orçamental, que as taxas de juro estão mais altas e é provável que assim continuem”, afirmou.

A presidente do BCE defendeu também que “as medidas orçamentais devem ser temporárias, focadas e à medida” e que “a estabilidade orçamental é uma âncora crucial”, e alertou ainda que “a incerteza orçamental pode apertar ainda mais as condições financeiras” e que “uma deterioração do sentimento do mercado pode apertar as condições de financiamento e travar a procura”.

Para a atividade económica, o diagnóstico é de risco em baixa, com sinais de resistência. “Os riscos para o crescimento apontam em baixa” e “uma nova subida dos preços da energia penaliza a confiança dos consumidores”, disse Lagarde.

Por outro lado, “os dados mais recentes sugerem que a economia se está a expandir no terceiro trimestre”, “o crescimento deverá manter-se apoiado no curto prazo” e “espera-se que as exportações acelerem com apoio”. Para a presidente do BCE, “o investimento em inteligência artificial e a despesa pública têm de reforçar o crescimento”.

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Mais de 40% dos portugueses continuam a poupar menos do que antes e mais jovens poupam mais

Mais de quatro em cada dez portugueses com conta bancária continuam a poupar menos do que anteriormente, apesar de se registarem sinais de melhoria face ao ano anterior, segundo dados do estudo Basef Banca da Marktest divulgados por ocasião do Dia Mundial da Poupança, assinalado a 31 de outubro.

De acordo com o estudo, 41,4% dos portugueses bancarizados afirmavam, no final de 2025, estar a poupar menos do que antes. Apesar de continuar a ser o grupo mais representativo, este indicador melhorou em relação a 2024, quando 45,7% dos inquiridos reportavam uma redução da capacidade de poupança.

Em sentido contrário, aumentou a percentagem de portugueses que conseguiram reforçar as suas poupanças. Em 2025, 19,5% dos inquiridos afirmavam poupar mais do que anteriormente, acima dos 17,6% registados no ano precedente.

Os restantes participantes dividiam-se entre aqueles que mantiveram o mesmo nível de poupança, representando 31,5% da amostra, e os que não souberam ou preferiram não responder à questão, correspondente a 7,6%.

A análise por faixas etárias evidencia diferenças significativas nos hábitos de poupança. Entre os jovens dos 15 aos 24 anos com conta bancária, 34,9% afirmavam estar a poupar mais do que antes, tornando este o grupo com maior propensão para reforçar as poupanças.

No extremo oposto encontram-se os portugueses com mais de 64 anos, entre os quais apenas 13,3% disseram conseguir aumentar o montante poupado.

Segundo a Marktest, estes resultados sugerem que os consumidores mais jovens demonstram uma maior predisposição ou capacidade para reforçar as suas poupanças, contrastando com as gerações mais velhas, que continuam a enfrentar maiores dificuldades para aumentar o aforro.

Os dados resultam do estudo Basef Banca, uma análise regular da Marktest que acompanha os comportamentos financeiros e a relação dos portugueses com o sistema bancário.

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DBRS destaca “fortes” resultados do BCP e antecipa lucro em 2026 acima do de 2025

A Morningstar DBRS considerou que o BCP apresentou um “conjunto forte de resultados” no terceiro trimestre e nos primeiros nove meses de 2026, com o lucro líquido consolidado a subir 12,6% em termos homólogos, para 873,7 milhões de euros. A agência prevê que o resultado de 2026 fique “confortavelmente” acima do de 2025 e que continue a melhorar em 2027.

Segundo a análise da vice-presidente das Instituições Financeiras Europeias da DBRS, Maria Parra, o terceiro trimestre foi o melhor período do ano até agora, ajudado pela aceleração da margem financeira e por encargos mais leves em outros resultados operacionais, depois de as contribuições obrigatórias terem penalizado o primeiro semestre.

“O BCP reportou um conjunto forte de resultados no 3.º trimestre e nos primeiros nove meses de 2026. O lucro líquido subiu 12,6% em termos homólogos, e o 3.º trimestre foi o melhor trimestre do ano até agora”, escreve Maria Parra, vice-presidente das Instituições Financeiras Europeias da Morningstar DBRS, no comentário sobre os resultados.

A atividade doméstica “voltou a impulsionar o crescimento dos lucros”, enquanto a redução dos encargos com risco legal associado às hipotecas em francos suíços na Polónia “continuou a elevar a contribuição das operações internacionais”.

Em Portugal, o lucro cresceu 11,2% para 727,9 milhões de euros, sustentado por uma margem financeira que avançou 13,9% em termos homólogos apoiada por um saudável crescimento do crédito, particularmente nas hipotecas, depósitos mais baratos e uma maior contribuição da carteira de dívida soberana”, segundo a analista.

Em Portugal, o lucro aumentou 11,2% em termos homólogos, com a margem financeira a crescer 13,9%, “apoiada por um saudável crescimento do crédito, particularmente no crédito à habitação, depósitos mais baratos e uma maior contribuição da carteira de dívida soberana”, segundo a analista.

As comissões também aumentaram, com destaque para o bancassurance e a gestão de ativos. Embora os custos tenham subido com o investimento em tecnologia, as receitas cresceram mais depressa, levando o rácio de eficiência em Portugal para abaixo de 33%, enquanto o custo do risco se manteve contido.

Polónia compensa margens mais baixas

Ao nível do grupo, o crescimento da margem financeira foi parcialmente travado pela redução das margens na Polónia, na sequência dos cortes de juros do banco central. Ainda assim, “o Bank Millennium registou uma forte subida do lucro, em grande parte porque os encargos relacionados com francos suíços caíram substancialmente”.

A agência sublinha, no entanto, que o resultado polaco foi penalizado por “uma taxa de imposto bancário mais elevada e novas provisões para litígios de proteção do consumidor”. Moçambique “contribuiu menos, num contexto local difícil”.

Já a qualidade dos ativos “continuou a melhorar, com o stock de crédito não produtivo a cair 9,8% em termos homólogos, principalmente através de vendas de carteiras e amortizações”, afirma a DBRS, que considera que “a capitalização permanece robusta”.

A DBRS espera que a margem financeira em Portugal continue a crescer, apoiada pela expansão do crédito, por uma balança bem coberta e pela subida das taxas Euribor após o mais recente aumento de juros do BCE. Prevê ainda crescimento moderado das comissões e um custo do risco contido.

Na Polónia, a redução continuada dos encargos ligados aos créditos em francos suíços deverá compensar a normalização gradual do custo do risco, à medida que o banco expande o crédito empresarial.

“De um modo geral, vemos o BCP bem posicionado para cumprir o seu plano estratégico 2025-2028”, conclui a analista, destacando que o banco estima agora um retorno sobre capital próprio de “pelo menos 17,5% em 2028, muito acima da meta original de mais de 13,5%”.

Como riscos principais, a agência aponta um choque geopolítico que afete a atividade económica e a capacidade de pagamento dos clientes através de preços de energia e juros mais elevados, nova volatilidade nos mercados de dívida soberana europeia e o risco de litígios contínuo na Polónia.

 

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Von der Leyen agradece a Lagarde por ter “reforçado a soberania” da UE e do euro

A presidente da Comissão Europeia agradeceu hoje à presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, pelo trabalho que desenvolveu nos últimos sete anos, considerando que “reforçou a soberania económica” da UE e o papel internacional do euro.

“Da pandemia à guerra de agressão da Rússia, a sua firmeza e determinação ajudaram a manter a nossa economia estável e resiliente”, elogia Ursula von der Leyen numa publicação divulgada nas redes sociais, depois de ter sido anunciado que Christine Lagarde vai deixar a presidência do Banco Central Europeu (BCE) em 07 de fevereiro.

Von der Leyen salienta que, enquanto presidente do BCE, Lagarde “defendeu o aprofundamento da integração financeira na Europa” e personificou a nível internacional “aquilo de que qualquer moeda precisa: confiança e autoridade”.

“Foi assim que reforçou a soberania económica da Europa e consolidou o papel internacional do euro, algo que foi tão importante para si. O mundo precisa de mais líderes como a Christine. E espero que muitas mais mulheres sigam as suas pisadas”, afirma.

Por sua vez, em comunicado, o presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, agradece a Christine Lagarde pelo seu “contributo notável para a estabilidade da zona euro e pela sua liderança” num período de “grandes desafios económicos”.

O presidente do Eurogrupo salienta que o euro é um “marco no processo de integração europeia e um dos seus elementos mais tangíveis e valiosos”.

“O mandato de Christine Lagarde à frente do BCE veio reforçar ainda mais a confiança na moeda única europeia”, afirma.

Pierrakakis acrescenta que o Eurogrupo vai agora “agir rapidamente para preparar a recomendação do Conselho da UE ao Conselho Europeu sobre a nomeação”.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, pediu hoje para cessar funções em 07 de fevereiro, anunciou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, que indicou que vai iniciar o processo de sucessão imediatamente.

Num vídeo divulgado nas redes sociais, Christine Lagarde afirma ter sido “um enorme orgulho e um imenso privilégio” servir o BCE, agradecendo a todos os que “contribuíram, apoiaram e trabalharam para cumprir” a missão da instituição de assegurar “a estabilidade dos preços e financeira”.

“Penso que deixo esta instituição com a sensação de dever cumprido e com um BCE preparado para o futuro”, considera.

Christine Lagarde é presidente do Banco Central Europeu desde novembro de 2019. O seu atual mandato terminava em outubro de 2027.

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Banco de Portugal prevê investir 225 milhões de euros na nova sede


O Banco de Portugal assinou esta semana com a Fidelidade o aditamento ao contrato de compra e venda do edifício que será a nova sede e em relação à qual estima um investimento global de 225 milhões de euros, cerca de menos 35 milhões em relação ao projeto inicial do tempo de Mário Centeno. A mudança só deverá acontecer em 2030.

Tal como anunciado em julho pelo governador Álvaro Santos Pereira no Parlamento, a nova sede vai passar a ocupar apenas um edifício (A1) em vez de dois (A2 e A3) no mega-projeto imobiliário que está a ser desenvolvido pela seguradora nos antigos terrenos da Feira Popular, em Entrecampos.

O edifício vai custar 160,09 milhões de euros no projeto core & shell, que deverá estar pronto até junho de 2028. São menos 32 milhões em relação ao que iam custar os dois edifícios que estavam projetados no contrato assinado em maio de 2024.

Além disso, o banco liderado por Álvaro Santos Pereira prevê ainda gastar aproximadamente 65 milhões de euros na fase do fit out, de capacitação técnica do edifício, e que deverá demorar outros dois anos. Valor baixa em relação aos 72 milhões previstos inicialmente.

Apesar da redução de 5 mil metros quadrados (m2) do projeto inicial para o novo projeto, o banco assegura que o novo edifício, com 27 mil metros quadrados, terá lugar atribuído para os 1.400 trabalhadores que estão neste momento dispersos por quatro localizações – embora o banco tenha avançado com uma política de mobilidade regional que permite aos funcionários trabalharem em agência regionais. Num primeiro momento, 35 trabalhadores já se candidataram ao programa, mas está previsto mais períodos de candidatura no futuro.

O Banco de Portugal estima que a mudança para um único edifício traga poupanças na ordem dos 10 milhões de euros por ano em termos de custos correntes. Sobretudo por conta de rendas que paga atualmente nos edifícios localizados na Rua do Castilho e na Avenida da República, mas também outros aspetos relacionados com segurança e limpeza, entre outros.

A nova versão do contrato prevê ainda a aquisição dos espaços comerciais do edifício A3, que fica ao lado da nova sede, e onde será construído o auditório (que também estava previsto na solução inicial).

Em comunicado, o Banco de Portugal adianta que “parte significativa” do investimento na nova sede “será financiada com o resultado da alienação de património imobiliário”, nomeadamente o edifício da Almirante Reis (que deverá ser colocado no mercado nos próximos meses) e outros imóveis, com o terreno da Bensaúde, nas Laranjeiras.

Em relação à sede histórica, localizada na Baixa lisboeta, manterá o Museu do Dinheiro e os serviços de tesouraria e atendimento ao público, com o banco a salientar que pretende reforçar a aproximação daquelas instalações à comunidade.

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Banco de Portugal formaliza acordo para novo edifício sede em Entrecampos que permite poupança de 35 milhões

novo crédito à habitação

O Banco de Portugal (BdP) e a Fidelidade formalizaram esta semana a alteração ao contrato-promessa de compra e venda para a futura sede do banco central em Entrecampos, que passa a incidir sobre o edifício A1 e os espaços comerciais adjacentes, que estão no A3, e que será destinado à construção de um auditório, em vez dos edifícios A2 e A3, previsto no contrato inicial. O BdP estima que a mudança permita poupar cerca de 35 milhões de euros face ao projeto anterior.

Isto porque, o projeto inicial (aprovado no mandato de Mário Centeno, contrato-promessa com a Fidelidade em maio de 2025), previa a aquisição dos edifícios A2 e A3 por cerca de 192 milhões de euros (core & shell), para uma área bruta de construção aproximada de 32.000 m². Ao passo que o projeto revisto (anunciado em julho de 2026 pelo governador Álvaro Santos Pereira) – que passa pela alteração para o edifício A1 + auditório adjacente ao edifício A3 – tem um preço de investimento de 165,09 milhões de euros para uma área bruta de construção de 27.000 m².

A redução de cerca de 27 milhões de euros no preço de aquisição acompanha a diminuição de área. Mas o valor total do investimento estimado no novo projeto é de 225 milhões de euros o que traduz uma poupança estimada de 35 milhões, sublinhou o Banco de Portugal.

Isto porque aos 165,09 milhões acrescem outros custos, nomeadamente com a preparação técnica do imóvel para a instalação das equipas do BdP, que elevam o valor global de investimento estimado para 225 milhões de euros. Contas feitas, a poupança de 35 milhões resulta da comparação entre as duas soluções em termos equivalentes, depois de somados os restantes custos.

Este valor inclui já essa preparação técnica, pelo que não é diretamente comparável com o montante divulgado anteriormente para os edifícios A2 e A3. Parte significativa será financiada com o resultado da alienação de património imobiliário do banco central.

O sinal de cerca de 57 milhões de euros, equivalente a 30% do valor da versão anterior, foi mantido na nova versão do contrato.

O banco central estima poupanças operacionais anuais em cerca de 10 milhões de euros por ano face aos custos que têm hoje nos quatro edifícios, o que acresce à poupança estimada de 35 milhões de euros.

Em comunicado, o BdP indica que a alteração permite uma otimização do projeto em termos de localização, segurança e investimento, sem comprometer os objetivos traçados em 2025.

A concretização final da transação (entrega do edifício pela Fidelidade ao BdP) está prevista para o final do primeiro semestre de 2028, antes do fit-out (capacitação técnica). Depois o Banco procede à capacitação técnica do edifício e estima que a mudança para a nova sede seja feita até junho de 2030.

A área bruta de 27.000 metros quadrados não implica uma perda equivalente de espaço de escritório. Ao passar de duas torres para uma, o BdP deixa de duplicar núcleos de elevadores, escadas e áreas de circulação, pelo que a redução da área útil de escritórios será de cerca de metade da diferença de 5.000 metros quadrados.

O edifício A1 deverá acolher a totalidade dos trabalhadores de Lisboa, cerca de 1.400, atualmente dispersos por quatro localizações na capital. Ficam de fora o Museu do Dinheiro e os serviços de tesouraria e de atendimento ao público, que permanecem nas instalações da Baixa de Lisboa, cuja missão de aproximação à comunidade será, segundo o BdP, aprofundada.

O auditório será instalado nos espaços comerciais situados abaixo do edifício A3, entretanto adquiridos à Fidelidade. Ficará separado do A1, a poucos metros, com ligação por uma zona exterior coberta. Esta solução permite ceder o auditório a entidades externas sem afetar o perímetro de segurança do banco.

O BdP reitera que a concentração dos escritórios numa única localização permitirá reduzir custos operacionais em mais de 10 milhões de euros por ano, em linha com a opção inicial contratada. Esta poupança acresce à de 35 milhões de euros no investimento. Na prática, resulta sobretudo do fim das rendas dos edifícios da Castilho e da República e da redução dos custos de funcionamento, segurança, limpeza, manutenção e deslocações entre edifícios.

Na sequência do aditamento, o contrato mantém as condições essenciais acordadas em 2025, entre as quais a alteração do uso dos espaços comerciais, que depende da Câmara Municipal de Lisboa. Se não for aprovada, o BdP não fica obrigado a concretizar a compra.

Os serviços do BdP estão atualmente instalados, em regime de arrendamento, no edifício Álvaro Pais (antigo edifício Marconi), para onde se mudaram após deixarem o edifício da Almirante Reis. A mudança definitiva para Entrecampos está prevista para o primeiro semestre de 2030, depois da entrega do edifício, em 2028, e de cerca de dois anos de trabalhos de preparação técnica.

Em julho, o governador afirmou que a decisão de alterar o projeto foi tomada por unanimidade pelo Conselho de Administração. Álvaro Santos Pereira defendeu então que o projeto de Entrecampos é a melhor solução para o banco central, mas que era possível melhorá-lo face ao acordado na governação de Mário Centeno. Disse ainda que a mudança ajudaria a evitar custos desnecessários e ineficiências e a incentivar o trabalho em equipa.

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Jovens já usaram dois terços da garantia do Estado para comprar casa


No final de setembro estavam utilizados 66,5% do montante total então atribuído pelo Estado à garantia pessoal para jovens até aos 35 anos no crédito à habitação, o que corresponde a 1.420 milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal divulgados esta quinta-feira.

A medida estava prevista apenas para contratos celebrados até 31 de dezembro de 2026, mas a proposta de Orçamento do Estado para 2027 aponta para que a garantia pública na compra da primeira habitação se mantenha no próximo ano.

Desde o arranque da medida e até setembro, foram celebrados 48,9 mil contratos de crédito à habitação própria e permanente com garantia do Estado, refere o supervisor, num total de 10,3 mil milhões de euros. Estes contratos “representaram 46,6% do número e 49,0% do montante dos contratos celebrados por jovens até aos 35 anos para a mesma finalidade”.

No terceiro trimestre, foram assinados 8,7 mil contratos com garantia pública, que somam 2 mil milhões de euros. Esses contratos pesaram 54,1% do número e 56,0% do montante global dos celebrados por jovens até aos 35 anos nesse período. Face ao segundo trimestre, o número de contratos aumentou 11,5% e o montante contratado cresceu 13,2%.

Considerando todo o crédito concedido pelo sistema financeiro para habitação própria e permanente entre julho e setembro, os contratos com garantia pública representaram 31,6% do número e 35,8% do montante.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

Os dados do Banco de Portugal apontam ainda para pesos diferentes da utilização da garantia, consoante a região. Até setembro, no Alentejo, na Beira Baixa, nas Terras de Trás-os-Montes, nas Beiras e Serra da Estrela e na Lezíria do Tejo, “mais de 55%” dos contratos celebrados por jovens para habitação própria e permanente beneficiaram da garantia.

Na Grande Lisboa e na Região Autónoma da Madeira, a proporção foi de cerca de 40%. A Grande Lisboa, a Área Metropolitana do Porto e a Península de Setúbal concentravam cerca de metade do número total de contratos com garantia do Estado.

O regime foi criado em julho de 2024 e pressupõe que cobre até 15% do valor da transação do imóvel, o que permite aos bancos financiarem entre 85% e 100% desse valor, até ao limite de 450 mil euros. A fiança vigora, no máximo, dez anos após a celebração do contrato de crédito. Como o Estado renuncia ao benefício de excussão prévia, a garantia pode ser acionada em caso de incumprimento antes de os bens dos clientes e dos garantes serem executados.

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Taxa Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses

euribor a 6 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 2,973%, mais 0,013 pontos percentuais que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu hoje, para 3,308%, mais 0,018 pontos que na véspera.

A Euribor a três meses também avançou hoje, ao ser fixada em 2,643%, mais 0,025 pontos.

O mercado espera que o Banco Central Europeu (BCE) mantenha hoje as taxas diretoras e adie a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em 16 e 17 de dezembro.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

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Lucro do britânico Lloyds sobe 46% até setembro para 5.753 milhões de euros

O Lloyds Banking Group alcançou um lucro líquido de 4.835 milhões de libras (cerca de 5.753 milhões de euros) até setembro, um aumento de 46% em relação ao mesmo período de 2025, divulgou hoje o banco.

O lucro antes de impostos aumentou 42% nos primeiros nove meses do ano, atingindo 6.625 milhões de libras (cerca de 7.883 milhões de euros), indicou o grupo bancário num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres.

As receitas totais situaram-se em 14.819 milhões de libras (cerca de 17.634 milhões de euros), um aumento de 9% em comparação com os mesmos nove meses do ano passado.

O rácio custo/receita situou-se, no período em análise, em 49,3%, contra os 59,7% do ano anterior, e o rácio de qualidade dos ativos situou-se em 0,25%, contra os 0,18% anteriores.

O nível de solvência, medido pelo rácio de capital de máxima qualidade CET1, situou-se, a 30 de setembro, em 13,3%, contra os 13,6% registados a 30 de junho, enquanto o rácio empréstimos/depósitos foi de 99%, contra os 98% registados em junho.

O presidente executivo (CEO) do grupo bancário, Charlie Nunn, afirmou, em comunicado, que a entidade “mantém uma trajetória sólida no desempenho financeiro, com um crescimento contínuo das receitas”.

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Lucro do Société Générale sobe 17% para recorde de 5.400 milhões de euros até setembro

O Société Générale registou um lucro líquido recorde de 5.400 milhões de euros até setembro, um aumento homólogo de 17,3%, impulsionado pelo crescimento das receitas e redução dos custos, informou hoje a instituição bancária francesa.

Entre janeiro e setembro, as receitas do banco aumentaram 4,1% em termos homólogos, atingindo os 21.400 milhões de euros, enquanto os custos diminuíram 3,2%, contribuindo para melhorar o rácio de exploração para 58,8%, abaixo da meta anual de menos de 60%.

O banco obteve ainda uma rentabilidade sobre o capital tangível (ROTE) de 12,3% no período em análise, acima da meta fixada para 2026, de cerca de 11%.

O custo do risco situou-se em 27 pontos básicos durante os primeiros nove meses, dentro do intervalo previsto pelo banco para 2026, entre 25 e 30 pontos básicos.

Apenas no terceiro trimestre, o lucro líquido atingiu um novo recorde de 1.900 milhões de euros, com um ROTE de 13%.

De julho a setembro, as receitas cresceram 7,8% em variação homóloga e os custos aumentaram 0,8%.

No final do terceiro trimestre, o nível de solvência, medido pelo rácio de capital de máxima qualidade CET1, situou-se nos 13,4%, cerca de 320 pontos base acima do requisito regulamentar, indicou o banco francês.

Citado em comunicado, o presidente executivo (CEO) do grupo, Slawomir Krupa, afirmou que “o Société Générale volta a registar resultados trimestrais muito sólidos”, o que demonstra “a capacidade do grupo para combinar crescimento, eficiência operacional, controlo de riscos e geração de capital”.

O CEO referiu ainda que o banco continuará a “executar a estratégia de crescimento rentável” para atingir os objetivos para 2029 e gerar “valor sustentável” para os acionistas, clientes e colaboradores.

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Christine Lagarde anuncia que deixa presidência do BCE em fevereiro de 2027

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, vai deixar o cargo a 7 de fevereiro de 2027, anunciou esta quinta-feira a instituição, antecipando em vários meses o fim do mandato que estava previsto terminar apenas no final de outubro do próximo ano.

Num comunicado citado pela Reuters, o BCE revelou que “Christine Lagarde informou hoje o Conselho do BCE e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, de que deixará o seu cargo em 7 de fevereiro de 2027”.

A saída de Lagarde põe fim a meses de especulação sobre uma possível partida antecipada da responsável francesa, que lidera o banco central da zona euro desde novembro de 2019. O seu mandato terminaria oficialmente em outubro de 2027.

Segundo a Reuters, os rumores sobre uma saída antes do final do mandato intensificaram-se nos últimos meses, numa altura em que Lagarde era apontada como uma forte candidata a assumir funções no Fórum Económico Mundial.

O anúncio surge poucas horas antes de o BCE divulgar a sua mais recente decisão de política monetária. A instituição deverá anunciar a decisão sobre as taxas de juro às 13h15 GMT desta quinta-feira, seguindo-se a habitual conferência de imprensa de Christine Lagarde às 13h45 GMT.

As taxas de juro diretoras deverão permanecer inalteradas, segundo as expectativas, com a taxa de depósito a permanecer em 2,5%, depois de dois aumentos efetuados neste ano.

A saída antecipada de Lagarde abre agora a questão sobre quem irá suceder-lhe na liderança do BCE, uma das instituições mais influentes da economia europeia, numa fase em que a política monetária continua a ser determinante para o controlo da inflação e para o crescimento económico da zona euro.

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Bancos da zona euro apertam crédito a empresas, casas e consumidores

Os bancos veem riscos de crédito para empresas mais altos e esperam que a tendência se acentue. A subida das taxas de juro atinge também o crédito imobiliário e ao consumo. O crescimento do crédito parece ter passado o seu pico, E a subida das taxas de juro está a pesar sobre a concessão de crédito na zona euro, diz o Handelsblatt. No terceiro trimestre, os bancos da zona euro voltaram a apertar os critérios de concessão de crédito às empresas. Segundo o inquérito trimestral do BCE, o Bank Lending Survey (BLS), isso deve-se sobretudo ao aumento dos riscos de

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BBVA supera os 9.000 milhões de euros de lucro nos primeiros nove meses de 2026

O BBVA alcançou um resultado líquido atribuível de 9.066 milhões de euros entre janeiro e setembro de 2026, superando pela primeira vez a fasquia dos 9.000 milhões em período acumulado de nove meses.

O valor representa um crescimento de 13,6% face ao período homólogo (+11,4% a taxas de câmbio constantes), impulsionado pelo desempenho das receitas recorrentes, com destaque para a margem financeira e as comissões.

O lucro por ação subiu a um ritmo ainda mais elevado — 17,5% — beneficiando das recompras de ações efetuadas nos últimos 12 meses, que reduziram o número de títulos em circulação em 4,4%, para 5.511 milhões.

O Grupo bancário espanhol mantém uma combinação de crescimento e rentabilidade que se destaca no panorama europeu. A atividade creditícia cresceu 20,4% em euros constantes nos últimos 12 meses, com os empréstimos e antecipações a clientes a atingirem 540.767 milhões de euros. No mesmo período, os depósitos de clientes aumentaram 14,5%, para 539.563 milhões de euros.

A rentabilidade sobre capital tangível (ROTE) fixou-se em 22%, o rácio de eficiência de 37,9% posiciona o banco como líder no setor, e a solidez da posição de capital reflete-se num rácio CET1 de 12,21%, acima dos requisitos regulamentares.

Margem financeira acelera em todas as geografias

O grupo que está presente em Portugal com uma sucursal disse que o bom desempenho do período assentou sobretudo na margem de juros, que totalizou 23.243 milhões de euros, um aumento de 20,8% interanual — 17,8% a taxas de câmbio constantes.

O BBVA tem essencialmente filiais no México, Turquia, Colômbia, Perú e Argentina.

As comissões líquidas somaram 6.909 milhões de euros, mais 13,8% do que no mesmo período de 2025.

No terceiro trimestre isolado, o banco registou um resultado atribuído de 3.015 milhões de euros, novamente acima dos 3.000 milhões, apesar de ligeiramente inferior ao trimestre anterior, num contexto de subida das despesas de exploração e dos saneamentos creditícios.

A margem bruta consolidada alcançou 32.072 milhões de euros nos nove primeiros meses, mais 18,2% interanual, enquanto o margem líquido subiu 18,6%, para 19.903 milhões de euros.

Os indicadores de risco de crédito mantiveram-se estáveis: o custo do risco situou-se em 1,44%, a taxa de mora em 2,6% e a taxa de cobertura em 84%. As despesas de exploração cresceram 17,4% interanual, refletindo a expansão da atividade e o impacto cambial, mas a eficiência operacional do banco continua a ser referência no setor.

O BBVA encerrou setembro com 986.191 milhões de euros em ativos totais — 21,3% acima do nível de há um ano —, um património líquido de 62.568 milhões de euros e uma capitalização bolsista de 136.725 milhões de euros, que subiu 45,2% em 12 meses.

O banco tem atualmente 84 milhões de clientes ativos em todo o mundo.

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Banco Sabadell regista lucro de 1,38 mil milhões de euros até setembro devido a venda do TSB

O Banco Sabadell registou um lucro de 1,38 mil milhões de euros até setembro, menos 1% do que no ano anterior, devido à menor contribuição do TSB, banco britânico que o grupo vendeu em maio.

De acordo com informação enviada hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola, sem contar com o TSB nem com os efeitos extraordinários, o banco registou um lucro de 405 milhões no terceiro trimestre, mais 13% do que entre abril e junho, graças ao aumento das receitas de juros e comissões e a custos recorrentes estáveis.

A entidade, cuja rentabilidade recorrente subiu para 14,2%, pagará a 29 de dezembro um dividendo provisório em dinheiro de 7 cêntimos por ação, num total de 325 milhões de euros.

“Demonstrámos, mais uma vez, a nossa capacidade de fazer crescer o negócio de forma sustentável, ao mesmo tempo que melhoramos as receitas e contemos os custos”, afirmou num comunicado o diretor executivo do banco, Marc Armengol.

O TSB contribuiu com 79 milhões de euros nos quatro meses em que fez parte do grupo este ano, contra os 242 milhões que gerou nos primeiros nove meses de 2025.

Excluindo a filial britânica, o lucro do Sabadell passou de 1.148 milhões nos primeiros nove meses de 2025 para 1.297 milhões este ano, mas sem os efeitos extraordinários deste exercício teria sido inferior ao do ano anterior.

Com a venda do TSB, o banco registou mais-valias no valor de 322 milhões, embora tenha também suportado despesas extraordinárias, como o plano de pré-reforma, pelo que o saldo líquido foi de 201 milhões a seu favor.

Excluindo esses efeitos, o lucro recorrente ascendeu a 1.096 milhões até setembro, menos 5,3% do que no ano anterior, segundo o banco, embora tenha vindo a crescer trimestre a trimestre desde a primavera.

A saída da filial também se reflete no balanço: o ativo total do grupo reduziu-se 18,5% num ano, para 199.258 milhões.

A margem de juros situou-se em 2.694 milhões até setembro, uma redução de 0,6%, embora no terceiro trimestre tenha crescido 2% em relação ao anterior, atingindo 920 milhões, devido a um maior volume de crédito.

As comissões cresceram 2,1%, atingindo os 983 milhões, impulsionadas pela gestão de ativos na sequência do alargamento do acordo com a gestora francesa Amundi, e no terceiro trimestre registaram um aumento de 3,7% em relação ao trimestre anterior.

Com isso, as receitas da atividade bancária, que incluem juros e comissões, atingiram 3.677 milhões, um aumento de 0,1%, voltando assim a registar um crescimento em termos homólogos.

A margem bruta ascendeu a 3.777 milhões, mais 1%, mas a margem antes de provisões caiu 5,3%, para 1.981 milhões, porque os custos totais aumentaram 9,1%, para 1 797 milhões.

Esses custos incluem 88 milhões não recorrentes decorrentes do plano de pré-reforma; sem eles, as despesas aumentaram 3,8% até setembro e mantiveram-se estáveis no terceiro trimestre.

A instituição prevê encerrar o ano com um aumento de cerca de 1% na margem de juros, de cerca de 4% nas comissões e de 2% nos custos recorrentes.

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BBVA supera los 9.000 millones de beneficio hasta septiembre, un 13,6% más

BBVA logró un resultado atribuido de 9.066 millones de euros de enero a septiembre de 2026, un 13,6% más interanual. El banco que preside Carlos Torres lo atribuye al buen comportamiento de los ingresos recurrentes como el margen de intereses y las comisiones.

"Hemos obtenido unos resultados excelentes. Con un perfil que mejora año tras año, seguimos demostrando nuestra capacidad única para combinar crecimiento y rentabilidad", ha señalado Onur Genç, consejero delegado de BBVA.

El margen de intereses subió un 17,8%, en tasa interanual, hasta 23.243 millones de euros, impulsado por el dinamismo de la actividad, con desempeño destacado de Turquía, América del Sur y México.

Los ingresos por comisiones ascendieron a 6.909 millones de euros (+14,5% interanual), principalmente por el crecimiento en medios de pago y gestión de activos. La suma de margen de intereses y comisiones netas, que representan los ingresos recurrentes del negocio bancario, alcanzó 30.151 millones de euros, un 17% más.

El margen bruto ascendió a 32.072 millones de euros de enero a septiembre, un 16,3% más en tasa interanual, un ritmo ligeramente superior al de los gastos de explotación, que aumentaron un 16% hasta 12.168 millones de euros. Como resultado de todo lo anterior, el margen neto ascendió a 19.903 millones de euros, un 16,5% más interanual.

El beneficio por acción creció a un ritmo aún mayor, un 17,5%, tras las recompras de acciones realizadas en los últimos 12 meses. Por su parte, la actividad crediticia se incrementó un 20,4% en euros constantes en los últimos 12 meses y el ROTE alcanzó el 22%. Asimismo, el banco presenta un ratio de eficiencia del 37,9%, y una posición de capital CET1 del 12,21%.

En España, los segmentos de empresas y el crédito al consumo y tarjetas impulsaron el crecimiento de la actividad hasta el 7,3% interanual. El beneficio atribuido alcanzó 3.106 millones de euros de enero a septiembre. La compañía destaca el buen comportamiento de los ingresos recurrentes: el margen de intereses avanzó un 3,4% interanual y las comisiones, un 2,3%. Asimismo, subraya que los indicadores de riesgo se mantuvieron sólidos, con un coste de riesgo acumulado de 0,33%, una tasa de mora del 2,9% y una cobertura del 72%.

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